sexta-feira, 21 de julho de 2017

Musas do Wrestling #01 - Mae Young Classic

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Bem-vindos ao primeiro Musas do Wrestling!

Com a notória ascensão que o wrestling feminino tem vindo a viver, nos últimos tempos, este espaço tem como principal objetivo traçar o panorama atual. Seja sobre os destaques da semana nas diversas companhias ou sobre temas mais específicos, que queremos dar a conhecer e destacar.

Seria impossível traçar o panorama da atualidade do wrestling feminino sem falar do Mae Young Classic, não é verdade? Será este torneio o pico da ascensão das atletas femininas dentro da WWE? Quem são os elementos favoritos? Quem ficou de fora? Tentarei pois abordar tudo isto e ficarei à espera dos vossos comentários e opiniões.

Imagem oficial do torneio Mae Young Classic

Após a denominada "Women's Revolution" dentro da WWE e aproveitando a moda dos torneios, a companhia lançou aquele que é o seu primeiro torneio/evento inteiramente composto por atletas femininas. É inovador? Para o wrestling mainstream sem dúvida, mas desde há muitíssimos anos que existem companhias indies completamente femininas, dentro e fora dos EUA, veja-se os exemplos de Shine, Shimmer, Women's Wrestling Revolution (WWR), Bellatrix Female Warriors, ou o exemplo por excelência da World Wonder Ring Stardom.

Então o que fez a WWE? Uma pesquisa de mercado, e baseada no sucesso das atletas independentes destas e outras promoções e criou um produto que garantidamente vai ser um sucesso, o que não torna esta iniciativa menos louvável.

Comecemos pelo nome - Mae Young Classic - segue a lógica já estabelecida pelo Cruiserweight Classic, e introduz uma homenagem à Hall of Famer Mae Young, a pioneira "Matriarch of the Mat". É certo que a homenagem é mais do que merecida, mas eu teria escolhido um nome mais "universal", que não se associasse a ninguém, e que permitisse que cada edição (se é que existirão mais) homenageasse alguém diferente.

Mae foi, de facto, a primeira wrestler a brilhar no circuito mediático, frequentemente acompanhada pela sua companheira Fabulous Moolah, mas como a própria referiu no seu discurso de agradecimento, no Hall of Fame de 2008, já existiam algumas wrestlers quando ela começou a sua carreira, entre 1939 e 1941, como Mildred Burke ou Gladys Gillem, e até mesmo um título feminino.

Mae Young em 1941

De resto, todos os aspetos parecem ter sido pensados numa lógica de desmistificar a típica imagem feminina, que em tempos a WWE tanto promoveu. O grafismo do torneio é completamente neutro e não se apoia em cores de rosa excessivos (nem borboletas), e favorece a presença feminina em todos os quadrantes extra ringue, seja na arbitragem ou na mesa de comentários, o que são pontos mais do que positivos.

Obviamente, nem tudo são rosas, e a WWE tem por hábito estragar aquilo que parece inicialmente excelente, sobretudo pelo booking que, por exemplo nas divisões femininas de RAW e Smackdown vai de mal a pior.

Bom, teremos então 32 atletas de diversos países a disputar este torneio, sendo que não há qualquer prémio extra definido, pelo menos para já. Os combates, excetuando a final, já foram todos gravados o que trouxe para o jogo uma wild card que retirará alguma emoção, e creio eu audiência, ao torneio, os spoilers (que podem ser consultados aqui). Obviamente, deixarei qualquer análise da direção que o booking parece estar a tomar para mais tarde e falarei, para já do leque de atletas que foram escolhidas.

Há, claramente, um número muito superior ao que eu esperava de atletas vindas do performance center e com "currículos" menos vastos no mundo do wrestling, como Bianca Belair, Kavita Devi (a primeira mulher indiana a aparecer na WWE), Lacey Evans (que já se havia estreado no NXT), Reina González, Taynara Conti, Vanessa Borne, Xia Li ou Zeda. Ainda que com menos provas dadas, parece que há uma aposta maior da WWE em atletas de Mixed Martial Arts ou outras artes marciais, em vez das típicas modelos e cheerleaders, a que tanto nos foram habituando.

A primeira atleta brasileira da WWE, Taynara Conti

Com o grande número de atletas provenientes do Performance Center, a WWE acabaria por deixar de fora alguns nomes quase obrigatórios neste torneio. Independentemente de razões contratuais que possam existir, Ivelisse Velez é uma wrestler de excelência cuja presença era mais do que esperada. Outros grandes exemplos são o de LuFisto, que já venceu o título Iron Man da Combat Zone Wrestling, Amber Gallows ou Jessica Havock. 

Ainda assim, o saldo é muito positivo e temos algumas das melhores wrestlers mundiais entre as participantes, o que torna quase impossível definir uma favorita à partida, e a vencedora escolhida dependerá muito do rumo que a WWE quiser dar à fase pós-torneio. De qualquer forma existem claros destaques, eu diria um grupo de elite, que deixa qualquer fã ansioso pelos seus combates.

Toni Storm, Sarah Logan (Crazy Mary Dobson), Jazzy Gabert (Alpha Female), Abbey Laith (Kimber Lee), Piper Niven (Viper), Candice LeRae, Kairi Sane (Kairi Hojo), Jade, Marti Belle, Nicole Savoy, Mercedes Martinez, Santana Garrett, Tessa Blanchard e Shayna Baszler são, em minha opinião os "must see" deste torneio.

A favorítissima Kairi Sane (Kairi Hojo), é a atleta com maior qualidade no ringue em competição e só a participação da sua colega da Stardom, Io Shirai, podia quanto a mim por isso em causa. Só lamento que, pelo menos segundo alguns rumores, o elbow drop da imagem não venha a acontecer, e Sane tenha, segundo os rumores, de trocar de finisher, para assegurar a exclusividade do signature move de Bayley.

Kairi Sane durante um combate da Stardom

Também Toni Storm, Shayna Baszler ou Candice LeRae me parecem, por motivos diferentes, hipóteses que a WWE pode tomar para vencedora do torneio. 

E agora? Um novo título? Um show feminino semanal? Integrar algumas atletas no roster já existente? Resta esperar para ver e torcer para que este torneio possa mesmo vir a ser um ponto de viragem, e que haja um aproveitamento válido das atletas dentro da companhia, melhorando o rumo do booking e constituindo rivalidades mais sólidas.

Para já, tudo são especulações e estas são questões que iremos abordando, passo a passo, aqui no espaço. Aguardo ansiosamente pelas vossas opiniões e até para a semana!









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9 comentário(s):

Cell disse...

Este torneio, para mim, é uma novidade a 100%, no sentido que há muitos wrestlers que não conheço. Por isso, terei curiosidade em ver o que pode trazer. Espero que surpreenda, tal como o torneio dos Cruiserweights surpreendeu.
Sobre o prémio, eu diria que até podia ser um contrato na RAW ou SD, embora isso possa levar a cenários perigosos de flops, etc.
E obrigado por não spoilarem a final xD tenho a certeza que, tal como eu, há fãs que irão ver os tapings na network e só depois a final.

Dead Wyatt disse...

Parabéns por este artigo. Que dure muito tempo e muito sucesso.
Quanto ao torneio, espero o melhor. Sinceramente não conheço muito das wrestlers que estão no torneio e vou esperar para ver e me deixar surpreender.
Receios? Tenho e muitos. Basicamente e como falaste, em relação ao booking após o torneio. O que será feito com algumas delas? E as que forem para o Raw SD ou mesmo NXT? Infelizmente já estamos habituados ao ver a WWE deixar estragar grandes personagens e performers apenas pelo mau booking. Provavelmente algumas seguirão pelo caminho das indies, mas sinceramente espero que isto seja mais um ponto de vantagem e que aproveitem para relançar novamente a divisão feminina.

Fábio Santos disse...

Muitos parabéns por este 1º artigo de introdução... Conto contigo sempre para trazeres o olhar feminino do wrestling!

Quanto ao torneio, sinceramente é um conceito interessante sem dúvida alguma, mas o receio principal é após o torneio, pois como se viu com o Cruiserweight Classic no ano passado, a WWE só conseguiu ir buscar metade dos 32 participantes e atualmente é como é...

Se houvesse um novo título, seria um título de equipas feminino, porque já têm o Smackdown e o Raw Women's Title! Estou um bocado desiludido na escolha das participantes, pois apesar de não conhecer algumas delas, acredito que há mais nomes nas independentes que tenham feito mais sucesso que algumas que estão no torneio, mas como o objetivo é apelar todos os mercados internacionais e nacionais da WWE, está bom para o que é!

Continua assim Carla e que venham mais Musas :D

Carla disse...

Cell muito obrigada pelo teu comentário!
Acho que, sem duvida, te surpreenderás pela positiva com a qualidade que vais ver. No que toca ao wrestling feminino acho que a grande qualidade ainda está nas indies. Ou estava até este torneio.
Vamos ver que direção a WWE da isto, mas creio que várias atletas vão ficar no roster das 3 brands.
Sempre sem spoilers :D depois da transmissão teremos tempo de analisar com calma o que aconteceu nos combates! Até lá... suspence!

Carla disse...

Dead Wyatt obrigada pelo teu apoio!!
Espero que te tornes um seguidor mega assíduo de wrestling feminino e que o torneio seja o impulso necessário.
Bem, acho que esta história da Women's Revolution, com os novos títulos e etc.. é o exemplo caricato disso. Tinha tudo para ter um enorme sucesso e parece estamos no ponto zero, com excesso de combates de tag team, rivalidades infindáveis e repetidas e inúmeros combates super rápidos e com pouco interesse.
Resta-nos mesmo esperar que esta não seja mais uma oportunidade desperdiçada.

Carla disse...

Fábio, eu é que agradeço por me deixarem mostrar está visão.

Sim. O 205 foi, quanto a mim, um projeto que correu menos bem e, apesar de eu no meu íntimo até vibrar com a ideia de haver um show só feminino, sem que provavelmente ia acabar por ser outro flop e desgastar a imagem das atletas que nele participassem.

Quanto aos nomes, tens toda a razão. Existem várias pessoas de fora e uma clara opção por diversidade cultural associada a novos mercados, veja se o exemplo de China e India.

Apesar de tudo, acho que a baixa inesperada da Io Shirai também diminui significativamente a qualidade do torneio:

Vamos ver como funcionará!

- disse...

não costumo ver WWE (considero o produto demasiado infantil)...mas este torneio, VOU VER!

postem mal saía, sff!!!

Chris JRM disse...

Belo trabalho! :)

Por mim isto seria um evento anual, tanto de recruta de talentos internacionais como de lançamento e preparação/teste para outros talentos "criados" mais internamente no Performance Center. Uma recompensa mais gorda para a vencedora e aproveita-se o possível no futuro para o NXT e conseguir alguns contratos exclusivos.

E porque, lá está, ficam a faltar muitas, daí que convenha haver disto mais que uma vez. Se é internacional, ainda quero ver a Shanna a parar aí! E que vão aparecendo as que faltaram esta edição, a Ivelisse seria uma retornada, tal como a Serena Deeb, portanto é possível.

Mas já fico contente por ver muita cara conhecida já. Já fico contente por ver a Mia Yim e nem acho assim tão ousado ou descabido torcer/apostar nela para ganhar. Ela ou a Kairi, mas deixem-na fazer o finisher dela, que ia ficar over para caramba!

Venha um próximo torneio e venha o próximo artigo! :D

Anónimo disse...

mma ufc squashes wrestling talents (resumo do torneio)