quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Polêmica: Total Nonstop Bullshit




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Polêmica: Total Nonstop Bullshit.

A Total Nonstop Action, popularmente conhecida como TNA Wrestling e de nome físico TNA Entertainment, LLC. é uma empresa do ramo Professional wrestling.

Seu principal show é o Impact Wrestling, que tem transmissão nas quintas-feiras e pode ser visto em nosso blog, através do link: http://wrestlingnoticias.blogspot.com.br/search/label/TNA.

No último ano datado de janeiro a dezembro, a empresa teve uma evolução notória, carregada por talentosos lutadores que podem se dizer “prata da casa”, que após anos em divisões distintas, finalmente receberam um push inconseqüente que resultou e, ora, oxalá seja a guinada ansiada pela instituição.

Depois, saindo um pouco de sua linha pautada pelo cinto mundial, a empresa revolveu à storyline mais capital e linear do wrestling em todos os tempos: stables dominadoras. Entretanto, novamente foi a federação de Orlando sair de sua base e tornar os Aces & 8s em algo atrativo, que se prova em um ligeiro aumento nos ratings.

Isto me surpreendeu. Sempre tive a consciência de que ela fosse uma companhia fraca e sem potencial de estar a um nível de qualidade que anseio no wrestling, mas finalmente os louros criativos vem surgindo e isto me obrigou a ser um espectador de alguns grandes eventos e shows ao longo do ano.

Vi um Bound for Glory consistente até a segunda hora, que me manteve vidrado num evento que nem sequer tinha minhas expectativas altas. Depois assisti vários Impacts levando-me, em um dos casos, a formar a frase: “me entretive mais em trinta minutos de Impact do que em três horas de RAW.”

Mas então veio o Final Resolution e me lembrei do porquê de não gostar de TNA.

4.01.2010.

Uma data que explica perfeitamente o meu pensamento de logo mais. Iremos por partes.

Dixie Carter cuidava de questões de marketing de empresas quando lhe foi apresentada a TNA, na época ainda uma extensão de comando de Jeff Jarrett. Na ocasião, a empresa necessitava de ajustes financeirss quando Carter teve a ideia de investir em ações e adquirir a maior fatia da federação, notando que o wrestling era um desporto que tinha e ainda tem apenas uma empresa controlando-o: a WWE.

Desde então, Carter, inexperiente, passou a usar do capital suportado para investir em nomes que possam subsidiá-la em seus negócios. Foi assim com Vince Russo em 2006 (Russo esteve na TNA logo após a sua criação em 2002, mas deixou a empresa até ser recontratado pela própria Carter).

Russo, o mesmo que esteve ao lado de Vince McMahon na attitude era. O mesmo que instituiu Stephanie McMahon à televisão. O mesmo incompreendido da WCW, que por culpa sua e de outros egos afundou a companhia. Este, para os desavisados. Um gênio mal visto, diria eu.

Ao longo dos anos, Vince abusou de idéias ruins (destaco a proposta de nome da empresa, o pior nome da história, que deveria ser um trocadilho com “tits n’ ass” para promover a programação adulta da companhia. Russo também realizou a sigla “S.E.X.”) e participou de muitas outras boas, mas manteve sempre a ponta de fé de Carter, que necessitava de alguém com tirocínio no mercado criativo para apoiar-se.

E então veio 2010, onde uma nova investida, após quase 6 anos, foi feita sobre Hulk Hogan.

Chegamos a data onde a presidente da TNA novamente busca reforços e deposita neles a confiança.

Em uma leva grande de reforços (não necessariamente seria reforços a palavra correta. Talvez devesse dizer apenas sujeitos), instaura-se um período complicado de ditadura, visto já em seu primeiro episódio.

4.01.2010.
Hulk Hogan estréia na TNA em um segmento em que aparecem Kevin Nash, Scott Hall, Sean Waltman, Brooke Hogan e Eric Bischoff. Um sinal de coisas por vir.

Vince Russo tinha deste então data para sair. O criativo tem problemas sérios com Hogan e Bischoff que remontam aos anos 2000 e apesar de todo um entendimento de acordo de pazes, era uma relação destinada a falhar em todos os planos.

Foi-se embora o problema. Ou seria ele o problema?

De fato, Russo saiu em 2012. 2012 foi um ano próspero para a TNA. Mas os que julgam que seria ele o centro de ignorâncias enganam-se.

Depois de sua demissão, apenas para citar-se exemplos de alto calão, tivemos storylines como a de Clayre Linch e recentemente Bully Ray, seu relacionamento com Brooke Hogan e, sim, os Aces & 8s.

O centralismo de governo na TNA haveria de consumir qualquer esperança de prognóstico bom no período em que tiveram um buzz nas ditas Monday Night Wars, já que nos meses seguintes, Bischoff e Hogan haveriam de ter tempo no microfone em todos os shows.

Depois, resquícios de gente da ECW literalmente jogaram merda ao ventilador, para na sequencia termos um heel turn do Hulkster e de Eric, a formação de uma stable que anarquizou (no sentido ruim) os shows da empresa, tornou-se numa storyline longa por demasia, teve uma feud com outra stable novamente por muito tempo para depois Jeff Hardy se destacar, aparecer drogado e perder o cinto para Sting em minutos. Quase cansei neste resumo da era inicial dos pseudo-salvadores.

Sou defensor de que Carter, se é que ganhou alguma experiência ao longo dos dez anos que conduz uma empresa de wrestling – além de fornecer dinheiro, sendo claro -, tire os pesos de suas costas, os que querem reviver seu passado glorioso ou nem tão glorioso.

No último dia primeiro a minha ideia foi ainda mais fortalecida quando, ao ler o post de desejos para 2013 no Wrestling Noticias, me deparei com a informação de Guilty Pleasure que alertou que a storyline dos Aces & 8s é algo a mandar bocas contra uma série de televisão, uma obra prima remetida a Eric Bischoff.

Com a crise financeira que assola a empresa, o mais indicado era retirar estes nomes caros. Posso não saber números exatos, mas sei que por pouco dinheiro dificilmente Hogan e Bischoff fariam o seu papel atual. Isto para não chamá-los de nepotistas, com Brooke e Garrett, o que fala por si só.

Sendo inconstante, apresento pouca fé que a qualidade deste último ano prossiga, apesar de inúmeros talentos em nível de melhores do mundo e esforços notáveis.

A TNA é uma empresa destinada a fracassar. Não por culpa sua. Mas por culpa da Panda Energy e uma desconhecida registrada sob nome de Dixie Carter.

No love lost.


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Os melhores heels da história por Johnmds: Colocados 7, 6 e 5



O Professional wrestling é uma história a ser contada ao longo das gerações, e como toda a história, tem de ser completa. Não é a toa que são mais de cinco décadas de sucesso que se mantém com a fórmula concreta de produção com personagens. Existem os bons personagens e os personagens maus. Os mais importantes, os maus, são a base da pirâmide, ajudam a criar heróis e movimentam mercados. Nesta nova série do blog, elejo os 10 melhores heels de todos os tempos.

Os heels, ou vilões, são a essência para qualquer grande ação na luta-livre. Não se faz um face sem um heel, mas se faz um heel sem um face. Eles são como que a válvula para tudo funcionar bem e trazer uma tonalidade de credibilidade para os shows. Uma conversa bem conduzida ou golpes sujos prendem o espectador na televisão muito mais do que ver um sonho de um herói a se tornar realidade.

São eles que trazem emoção e momentos de torcida. Os nomes a seguir fazem parte do grupo célebre que abriu as portas para que se encorajassem e soubessem o modelo de um vilão, e não aquele que fala mal da cidade, mas o que pelo simples andar já tem de ser protegido por seguranças para que o público não o nocauteie. Agradeçam aos 10 títulos desta série e boa leitura.



Ric Flair, “Nature Boy”, dezesseis vezes campeão mundial.

Todos conhecem a Ric Flair. Discutivelmente o melhor da história dentro do ringue e fora deste. O pacote completo.

Alguém que tornou o território de Jim Crockett na potencia mundialmente conhecida como WCW. Um dos primeiros, se não o primeiro heel cool da luta-livre, recebendo um misto de aplausos e vaias dos fãs.

Flair era um vilão daqueles odiados pelo simples fato de ser bom. Não bom, mas o bom. Um tipo de sujeito que ia noite posta noite em combates de mais de uma hora e vencia-os, e ora não o fizesse, acabava por ter apoio do seu grupo Four Horsemen.

Como líder dos Horsemen, Flair foi o capataz, aquele que delegava as ordens e que muitas vezes destruía por completo os lutadores da Jim Crockett Promotions. Um sujeito que faria de tudo para ser campeão mundial e star no main event do Clash of the champions em todas suas edições.

E Naitch desde então ia acumulando cinturões mundiais a sua carreira, batendo adversários e limpando aos poucos os heróis da NWA, incapazes de estarem no mesmo ringue do sucessor de Buddy Rogers.

O mais interessante sobre Flair é o fato de que ele, em uma época ainda onde muitas coisas eram novidade, foi um dos primeiros grandes heels da história. Portanto, ele não teve um apoio ou modelos a serem seguidos, mas sim acabou sendo seu próprio professor, alguém que seria odiado pelo que era, criando sua própria forma de vilão.

Ninguém o ensinou. Foi apenas talento.

Nature Boy era aquilo. De tal forma convincente, não se pensava que havia alguém por detrás das frases e estilo. Estilo este que era tido de sobra. Um dos nomes no wrestling que mais inventou modas. Poucos lutadores podem imitar a Ric sem serem percebidos. Isto devido a ser espalhafatoso, arrogante e...

Ilustre. Sem mais.

WOOOOOOO!



Roddy Piper, “Hot Rod”, hall of famer.

Um heel com atitude muito antes da attitude era.

Um sujeito que falava o que pensa sem medos. Aliás, um dos precursores neste gênero de heels não receosos.

Precursor também em desafiar o sistema. Destruir o capitalismo da WWE por dentro. A começar por Hulk Hogan.

O Hot Rod era alguém inorgânico, que fazia e falava sem sequer pestanejar, acabando com o campeão da WWE na altura, a classificá-lo como um ninguém, overrated e que teve a sorte de chegar onde estava, equivalendo seu trabalho a de um qualquer.

E de que forma melhor para se tornar estrela do que ir buscar popularidade no maior ícone da federação. Mas não só do wrestling.

Quando a qualidade fora do normal de Roddy foi se tornando difícil de sustentar em bases normais, foi-lhe apresentado o conceito Piper’s Pit, onde o microfone e sua liberdade seriam ainda mais ampliadas.

Entretanto, o caráter de anarquia do apresentador seria levado ao limite. O Piper’s Pit, apesar de ter qualidade afora do normal, foi palco de controvérsias como o ataque súbito a Jimmy Snuka com um coco e uma violência contra Cindy Lauper, cantora popular nos anos em questão.

Este ato agravou a rivalidade com Hogan, que passou por momentos épicos como a edição inaugural da Wrestlemania, que catapultaria Piper a rivalizar com outra figura da mídia, Mr. T. Com T, Hot Rod viria a ser o mesmo intenso que sem medo desafiou-o para uma boxing match na segunda Wrestlemania.

Muitas vezes, a vida trata-se de hipocrisia, mas Piper era real e falava da verdade. Talvez por isso, em uma sociedade de duas décadas atrás houvesse tanto ódio com um autentico. Um heel que não mentia e batia de frente com a concorrência. Falava e fazia. Poucos o conseguem, mesmo ao longo da história.

Mas ele foi o primeiro.



“Million Dollar Man” Ted DiBiase, porque todos tem um preço.

O mundo do wrestling e seus vilões havia visto de tudo. Passando por destruidores a covardes. Gigantes a vaidosos. Mas os garanto que Ted Dibiase veio a trazer novos ares para personagens.

O “Million Dollar Man” era egocêntrico, contudo, de forma como ninguém fora anteriormente. Afinal, ele tinha dinheiro.

Este era o ponto do seu sucesso. Como não odiar alguém que não dá valor a absolutamente nada, desvalorizada oponentes, o público, desmascara lutadores, influencia personalidades, perde combates mas não a postura, compra títulos, faz o seu próprio, simplesmente por levar a filosofia de vida de que tudo tem um preço.

Certa vez, Ted ofereceu um dinheiro e presentes a uma criança, caso esta conseguisse quicar uma bola de basquete por quinze vezes ao chão. O púbere começou. A bola foi chutada por Dibiase no décimo quarto quique. A cara de tristeza do pequeno em referencia a gargalhada e desgosto do Million Dollar Man levaram a vaias audíveis.

Mas multipliquem isto por todos os shows em que participava.

Virgil sempre foi seu capacho, cumprindo qualquer coisa proposta e sendo o exemplo real da grudenta catch-phrase do patrão. Como empregado, ele sempre esteve a frente de notórios segmentos e vídeos, que tornaram a persona conhecida.

Engana-se, todavia quem pensa que dentro do ringue, ele era fraco. Dinheiro não compra talento. Isto era evidente nos diversos excelentes combates disputados, chegando inclusive a final do torneio pelo WWE Championship na Wrestlemania IV.

Título este vago na altura pelo acontecimento onde Dibiase comprou o cinturão após Andre the Giant vencer Hulk Hogan em fevereiro. O fato só não consumou o primeiro e único reinado de Ted como campeão mundial pois a WWE negou-se a reconhecer a mera entrega de um boldrié.

Não havia falsidade na ganância e superioridade do vilão, afinal ninguém discorda de um sujeito que oferece e tem dinheiro de sobra. Talvez isto fosse quase que uma inveja dos fãs a serem apontadas na figura de um lutador.

Ted Dibiase lançou o que faria famosos muitos outros lutadores ao longo do tempo. Um grande ator e um único na história. Distinto, fora de controle e intocável.



WWE Main Event 30.01.2013 - Miz TV com Ryback; Ryback vs. Cesaro


A edição desta semana do WWE Main Event tem como combate principal o embate entre o United States Champion Antonio Cesaro e Ryback num combate sem o título em jogo. Ryback também ganha destaque no programa ao ser convidado no Miz TV, com The Mz. Completa o show um combate de singulares com o Tensai a enfrentar Titus O'Neil

Pro Wrestling in Pictures (125) é o Wally C*** é o Wally

Mais um Pro Wrestling in Pictures que tem por objectivo mostrar o melhor e o pior do wrestling basicamente em imagens mas sempre com um toque de humor presente e hoje com uma edição diversificada! Relembro se quiserem podem enviar as vossas fotos para wrestlingnoticias@gmail.com que as melhores serão publicadas... 


Dias is That Damn Good #175 - "Um Olhar Sobre a Actualidade na WWE"

Boas Pessoal!

Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", uma das colunas com mais história na nossa CWO ;)

É verdade, depois de quase um ano sem vos escrever, cá me encontro de volta com mais um dos meus artigos. Este regresso, certamente, não será a tempo inteiro, mas uma vez que a minha disponibilidade, no momento, é maior, procurarei estar "presente" com mais regularidade....

A Briga com Goldberg, por Chris Jericho


Nesta série dividida em duas partes (a segunda será publicada amanhã), traduzo um excerto do livro Chris Jericho Undisputed: how to become the world champion in 1372 easy steps. O capítulo em questão chama-se "A grande briga", onde Jericho dá os detalhes completos de um caso onde andou a socos com Bill Goldberg pelos balneários da WWE, colocando o antigo WCW World Champion ao chão.

Na primeira parte, somos elucidados a respeito da chegada de Goldberg a WWE e da forma como logo tentou dominar o backstage. Além disto, a pancadaria com Y2J começa em um locker room sob olhares de Kevin Nash.

"A GRANDE BRIGA

Goldberg estava a vir para a WWE.

O anúncio entrou pelo meu estômago no momento que soube disto. Rocky (The Rock) esteve a convencê-lo, junto com Vince (McMahon). O intuito era trazer Bill (Goldberg) para a empresa. Goldberg foi uma grande estrela na WWE e era o tipo que Vince procurava em lutadores: altura, músculos,visual, parecendo que podia acabar com qualquer um a qualquer momento. O problema é, eu não acredito que Goldberg queria vir para a WWE, mas Rocky o convenceu incessantemente até que ele aceitou.

Eu não estava muito entusiasmado com sua vinda para a WWE, já que a última vez em que tive a oportunidade de trabalhar com ele na WCW foi um completo desastre. Mas não tive escolha e decidi fazer o meu melhor para aceitar.

No seu primeiro dia, ele chegou por detrás de mim e me deu um tapa nas costas com a maior força que podia, falando alto e em tom sarcástico: “Hey Chris!”, como se ele fosse Biff e eu, McFly. Pude ver que ele continuava com raiva de como as coisas entre nós tinha andado na WCW. Eu queria deixar o passado se manter lá, mas ao mesmo tempo me prometi que não deixaria este sujeito dominar o backstage na WWE, como fazia na WCW.

Coincidentemente, alguns minutos depois Vince (McMahon) me pediu um favor estranho.

“Nós temos Goldberg agora e quero que você dê as boas vindas a ele e o ajude ao máximo.”

Não sei se Vince conhecia meu passado com Goldberg – ele nunca tinha me pedido par ajudar ninguém antes. Mas eu lhe disse que ficaria feliz em ajudá-lo a se ajustar no seu novo ambiente de trabalho. E eu queria fazer isto.

Até chegarmos a Milwaukee.


Era o primeiro RAW de Goldfinch’s (Goldberg), e eu trabalhei com Triple H contra Shawn (Michaels) e Booker T. Depois da luta, foi chamado a um canto e me foi dito que Goldsmith (Goldberg) passou todo o tempo do combate falando com (Kevin) Nash sobre como eu não sabia vender golpes apropriadamente e de como eu não quis trabalhar com ele na WCW.

Isto me irritou, porque nunca tive um problema para trabalhar ou vender para ele – e para qualquer pessoa, a propósito. Eu sempre fiz as coisas profissionalmente, e foi este o caso quando o quis pôr over apropriadamente na WCW.

Mas era óbvio para mim que ele ainda tinha algum problema comigo.

Fiquei bravo com o fato de estar apenas a menos de uma semana na WWE e já estar com seus truques velhos. Era o momento para fazê-lo parar naquele exato momento.

Eu marchei diretamente ao seu locker room e quando entrei me deparei com (Kevin) Nash sentado num canto a agir como se fosse dono do lugar, enquanto Billy Boy (Goldberg) estava sentado do outro lado com um gigante sorriso em seu rosto. Sem qualquer cautela, parei na sua frente e olhei diretamente em seus olhos.

“Ouvi dizer que você esteve a falar coisas de mim durante minha luta. Não sei se percebeu isto, mas as coisas mudaram. Isto não é a WCW. Se tem alguma coisa para dizer para mim, me diga na minha frente.

Goldbug (Goldberg) deu uma risada e disse: “Eu não disse nada sobre você.”

“Mentira. Sei que dissestes.”

Algo de repente aconteceu com Bergermeister (Goldberg) e ele ficou de pé.

“Ah, sim? Então por que você não fala a respeito daquilo que andou dizendo de mim na internet?”

Internet? Internet?? Ele só podia estar brincando! Eu mal tinha tempo na internet para checar o Club Jenna apropriadamente, quando mais a falar mal de Bill Fucking Goldeye (Goldberg)

“Do que você está falando?”

Um veia saltou do seu pescoço como uma minhoca e ele falou:

“Mike Tenay me disse que você falou coisas de mim na internet!”

Olhei para ele, incrédulo, e disse:

“Escute, Bill. É simples. Eu posso ser seu melhor amigo nesta companhia ou seu pior inimigo. Podemos até trabalhar um com o outro em algum período, e posso fazer você parecer valer um milhão de dólares ou fazer você parecer um merda, sendo que nem notarás a diferença! Estamos aqui para fazer dinheiro e fazer negócios juntos, então relaxe!”

“Você nunca quis fazer o job para mim na WCW! Sofres de estrelismo!”

“Você está totalmente errado sobre ist...”

Antes que eu pudesse terminar a frase, Goldfish (Goldberg) grunhiu como um neanderthal (sua veia ao pescoço já estava enorme) e me agarrou pelo pescoço.

Então, antes de seguir com a história, deixe-me antes apenas dizer que não sou o maior valentão do mundo, e nunca disse isto. Mas quando alguém põe sua mão no meu pescoço e começa a apertar, é hora de agir.

Estou certo? Vamos fazer uma votação para ter a certeza: todos em favor de que mãos na garganta, precedida de um grito pré-histórico é uma provocação para briga, digam aye.

Okay, todos concordamos com isto, excetuando por aquele sujeito na Peoria, mas seu caso é fraco.

Quando Goldster (Goldberg) fez seu movimento, eu fiz o que podia fazer. Tirei as mãos dele do meu pescoço e o empurrei no peito, com minhas duas mãos. Ele correu na minha direção para me derrubar, como o ex-jogador de futebol americano que era. Eu pulei para o lado e o prendi num front facelock. Era a única manobra de vida real que eu conhecia, que aprendi nos meus dias em Malarkey em Calgary.

Acho que o deixei surpresa com minha submissão e fui capaz de o derrubar ao chão, aplicando pressão, pois sabia que se pressionasse a cabeça dele contra o peito por muito tempo, ele desmaiaria.

E eu estava torcendo para que isto acontecesse, pois se não, ele revidaria com chutes mortais. Quero dizer,vocês já o viram? Ele é gigante!

Eu continuei a fazer isto e não pude entender o porque dele não revidar. Eu perdi o ímpeto e fui soltando o estrangulamento aos poucos, e de repente ele saltou para cima de mim.

Eu me desesperei neste momento foi achei que ele me comeria vivo, mas mantive o meu front facelock. Ele começou a se mexer tentando sair da manobra, mas consegui virá-lo ao chão novamente.

Yee-haw! Jericho 2, Goldie (Goldberg) 0. Era como a WCW, só que desta vez era de verdade.


Eu comecei a ficar convencido nesta parte, pois ele não se movia. Em minha cabeça, imagina que ele se transformaria num animal selvagem e me jogaria para um lado, me esquartejando. Mas ele não fez isto.

Pareceu com Goldshlager (Goldberg) era apenas conversa fiada. Talvez ele foi intimidado e nem chegou a ser testado. Talvez ele não revidou pois queria ser legal e sabia que era um novo garoto no pedaço. Se este fosse o caso, o novo musculoso Joey McIntyre teria sido dominado.

Com adrenalina e minha confiança aumentando ainda mais, me lembrei de revistas japonesas que Funaki tinha me mostrado mais cedo no dia, que tinham fotos de Royce Gracie lutando.

A principal manobra de Gracie era um front facelock com as pernas presas ao abdômen do oponente. Depois de ver as imagens, decidi tentar. Prendi minhas pernas e ele ficou de pé. Começamos a se debater por paredes e portas e caímos no corredor cheio de fãs, que naquela noite receberam uma luta bônus.

Voltamos ao locker room e finalmente fomos parados por Arn Anderson, Terry Taylor, Hurricane, Christian e Booker T. (Kevin) Nash continuou sentado em uma sua cadeira no canto da sala, vendo as festividades. Goldfinger (Goldberg) e eu fomos separados, e se você alguma vez teve uma de suas brigas separadas por amigos, sabes o que acontece depois.

Christian e Hurricane me levantavam e, ao mesmo tempo, me preparavam para morrer, pois quando Goldsworthy (Goldberg) se libertasse, eu ainda estaria preso a Christian e Hurricane.

“Deixem-me ir! Deixem-me ir! Ele irá me matar!”, gritei, fechando meus olhos e me preparando para ter minha face quebrada." CONTINUA AMANHÃ...

Chá da Meia Noite 30.01.2013 (#3) - Debate acerca de notícias


O Chá da Meia Noite será um podcast diário que será publicado no decorrer desta semana. Apresentamos aqui a terceira edição, que irá discutir as principais notícias de início de semana, como a Elimination Chamber pelo World Heavyweight Championship, regresso de lutador no Smackdown, presenças questionadas de The Rock e Brock Lesnar em vindouros RAWs e a dúvida sobre The Undertaker estar na Wrestlemania XXIX.

Análise a todas as Road to Wrestlemania da história: X8, XIX e XX


Estamos na Road to Wrestlemania, o período mais fértil do wrestling onde fluem as melhores idéias e storylines, embasadas na direção do maior evento do ano: A Wrestlemania. São os três meses, que se iniciam a partir da Royal Rumble, onde o maior índice de regressos e acontecimentos chocantes são compreendidos no calendário anual. Na sequencia, revemos um pouco da sua história.

Apesar da Royal Rumble ter tomado vida em 1988, foi apenas em 1993 que o evento passou a dar um caminho direto a uma championship match na Wrestlemania. Em anos anteriores, apesar de ser um evento basilar na construção do Biggest Stage of them All, como em 1992, quando a rivalidade Sid vs. Hulk Hogan partiu da eliminação controversa do Hulkster, passava-se sendo um show fora do formato atual.


Road to Wrestlemania X8

O principal acontecimento: New World Order na WWF

Com Ric Flair como co-dono da WWE, Vince McMahon estava obcecado em destruir sua própria empresa. Assim, ele trouxe os New World Order para o PPV No Way Out, após recusa do Nature Boy de vender seus cinqüenta por cento de ações.

Scott Hall, Kevin Nash e Hulk Hogan, membros iniciais da facção, passariam a tentar criar o caos na companhia de McMahon, tendo dois gigantes adversários para si na Wrestlemania: The Rock e Steve Austin.

Após derrotar The Undertaker no No Way Out, Rock teve uma intensa discussão com Hogan, após este pedir uma foto para enviar a seu filho Nick. Na noite seguinte, o Brahma Bull aplicaria um rock bottom na lenda, mas acabaria sendo pego numa armadilha dos NWO, com Hall e Nash. Ainda sem terem obtido o que queriam, a gangue usaria de um caminhão para colocar mais dor ao Great One.

Já Steve Austin criou um mal estar no grupo ao recusar um presente do trio, que decidiu revidar e custar o WWE Championship ao Rattlesnake, que perderia a disputa contra Chris Jericho por intervenção da gangue, que usaria ainda de um spray para pintar suas iniciais nas costas do texano. Em fevereiro, SCSA atacaria Scott Hall e após pixar “What?” na limusine do grupo, terminaria pintando as costas do Bad Guy com “3:16”. Isto levaria a uma contenda entre Austin vs. Hall na Wrestlemania.

Outros acontecimentos de destaque: Jericho no main event no Canadá: O main event da Wrestlemania X8 envolveu Chris Jericho a enfrentar Triple H, que havia vencido a Rumble match.A construção deu destaque a Stephanie McMahon, também,já que Triple H, agora como face, estava cansado das mesmas táticas heels de sua esposa.Para recuperar a relação, foi marcada uma cerimônia para renovar os votos de casamento entre os dois. Após descobrir que ela estaria grávida, Hunter aceitou, mas em antes do casamento, acabou descobrindo que o plano era uma farsa. Então, acabou traindo a McMahon e a seu pai, Vince, no decorrer da renovação.Em antes do PPV, Chris Jericho acabaria se aliando com a filhado chairman, enquanto o The Game travaria batalhas com Kurt Angle a valer a posição de contender na Wrestlemania.

Road to Wrestlemania XIX

O principal acontecimento: Meteórico campeão

Brock Lesnar foi alguém que subiu muito rapidamente na WWE. Mal havia se acostumado a seus novos ares quando já conseguiu um título da WWE, ao derrotar The Rock no Summerslam.

No Royal Rumble de 2003, Lesnar se sagraria vencedor e contender ao WWE Championship na Wrestlemania, ao eliminar The Undertaker no final. No mês seguinte, no No Way Out, Lesnar fez dupla com Chris Benoit para derrotar Kurt Angle, Shelton Benjamin e Charlie Haas em uma handicap match. Em antes da Wrestlemania, Angle usaria de truques como inclusive trocar de lugar com seu irmão para reter o título. Isto acabou por levar a medidas enérgicas de Stephanie McMahon, que anunciou que caso houvesse alguma controvérsia do tipo na Wrestlemania, Angle perderia o título.

Outros acontecimentos de destaque: The Rock vs. Hulk Hogan, número dois & A terceira: Em fevereiro, The Rock regressou a WWE pela primeira vez depois de perder o título para Brock Lesnar no Summerslam. O Great One confrontou Hulk Hogan em antes da sua desforra no No Way Out, que seria a contenda de volta da Wrestlemania X8. No PPV, Rock venceu Hulk Hogan com ajuda de Vince McMahon. Após isto, o ego do Brahma Bull estava ainda maior, chegando a criticar a escolha de Steve Austin como lutador da década por parte dos fãs, o que começou a feud dos dois. 

Quem criou a Hulkamania? Mr. McMahon havia custado a rematch entre The Rock vs. Hulk Hogan no No Way Out, proclamando que a Hulkamania estaria morta. Hogan viria a responder, dizendo que ela são estaria a acabada e que McMahon não tinha nada em questão a sua criação. O chairman disse odiar ao Hulkster por ter deixado a WWE para a WCW, desafiando-o para uma luta na Wrestlemania onde se Hogan perdesse, teria de se aposentar. O herói aceitou mas acabou saindo por baixo, já que na assinatura de contrato dias antes do Biggest Stage of them All, Vince atacou-o, fazendo-o sangrar em abundancia.

Road to Wrestlemania XX

O principal acontecimento: Primeira triple threat pelo título mundial na Wrestlemania

Shawn Michaels e Triple H já vinham tendo suas sangrentas batalhas há meses e na Road to Wrestlemania a figura de Chris Benoit foi introduzida a equação.

O Rabid Wolverine venceria a Royal Rumble match e chocaria o mundo ao anunciar desejo de batalhar pelo World Heavyweight Championship, mesmo sendo do Smackdown.

Shawn Michaels parecia estar por ficar de fora do palco onde sempre rouba o show. Em fevereiro, uma assinatura de contrato foi apresentada e o HBK envolveu-se a nocautear Benoit com um sweet chin music para colocar-se no main event da Wrestlemania.

Benoit estaria como uma incógnita para o grande evento, ainda mais após ser derrotado por Michaels em um RAW, com intervenção de Triple H. Entretanto, Steve Austin fez da sua palavra lei,quando anunciou que a World Heavyweight Championship match seria uma triple threat.

Outros acontecimentos de destaque: Eddie Guerrero realiza seu sonho: A Road to Wrestlemania XX será sempre relembrada como o ponto principal da carreira de Eddie Guerrero. No No Way Out, o latino enfrentou ao perigoso Brock Lesnar pelo título. Com ajuda de Goldberg, Guerrero realizou o sonho de uma vida ao conquistar o WWE Championship.

Na Na Na Na Na...: Apesar de já terem atritos desde a Royal Rumble, foi no No Way Out que os problemas entre Goldberg e Brock Lesnar se esquentaram. Após Goldberg custar o título mundial a Lesnar, os dois foram insistentes para terem uma contenda na Wrestlemania. Finalmente, Mr. McMahon marcou o combate e colocou Steve Austin como árbitro.

Notícias de MMA em Portugal [ Challengers 2 na Arena de Matosinhos a 3 Fevereiro & Showfight 13 no Estádio da Luz a 8 Fevereiro]


  As próximas semanas vão ser recheadas de acção em termos de MMA e de desportos de combate em Portugal. Consulta aqui as noticias mais recentes do mundo da luta em Portugal...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Os melhores heels da história por Johnmds: Introdução; colocados 10, 9 e 8



O Professional wrestling é uma história a ser contada ao longo das gerações, e como toda a história, tem de ser completa. Não é a toa que são mais de cinco décadas de sucesso que se mantém com a fórmula concreta de produção com personagens. Existem os bons personagens e os personagens maus. Os mais importantes, os maus, são a base da pirâmide, ajudam a criar heróis e movimentam mercados. Nesta nova série do blog, elejo os 10 melhores heels de todos os tempos.

Os heels, ou vilões, são a essência para qualquer grande ação na luta-livre. Não se faz um face sem um heel, mas se faz um heel sem um face. Eles são como que a válvula para tudo funcionar bem e trazer uma tonalidade de credibilidade para os shows. Uma conversa bem conduzida ou golpes sujos prendem o espectador na televisão muito mais do que ver um sonho de um herói a se tornar realidade.

São eles que trazem emoção e momentos de torcida. Os nomes a seguir fazem parte do grupo célebre que abriu as portas para que se encorajassem e soubessem o modelo de um vilão, e não aquele que fala mal da cidade, mas o que pelo simples andar já tem de ser protegido por seguranças para que o público não o nocauteie. Agradeçam aos 10 títulos desta série e boa leitura.


The Rock, multi-campeão da WWE, e futuro hall of famer.

The Rock estreou como um qualquer no Survivor Series 1996, com um look que o diferenciava dos demais tamanho o horror que causava. De fato, ele nunca chegaria a seu patamar atual se seguisse a linha casual.

Tornaria-se em mais um Marty Jannetty ou menos. E o wrestling teria perdido talvez o seu maior ícone carismático.

No ano seguinte, entretanto, sua carreira virou-se do avesso quando finalmente fez seu heel turn ao formar os Nation of Domination, posta uma sucessão de grandes falhas como perder o título Intercontinental para Owen Hart e ser lesionado por Mankind.

Já no princípio do seu caminho como vilão, se via uma mudança categórica. O antigo Rocky Maivia já era The Rock, uma superestrela maior, mais carismática e arrogante. Alguém que não dava a mínima para o público ou para entrevistadores. Seu estilo atual foi aos poucos se formando, com frases características que foram lhe dando popularidade.

Os Nation of Domination seguiram firmes como grupo por muito tempo, até atritos entre dois das suas maiores estrelas começarem, com The Rock a ter então uma pequena feud com Farooq, em 1998.

O Great One conseguiria derrotar o rival no Over the Edge a valer o Intercontinental Championship, o qual o Brahma Bull havia reganhado no ano anterior, devido a controvérsia com Stone Cold Steve Austin e sua desistência do campeonato.

A vitória sobre o antigo membro dos Nation deu ainda mais força para a carreira que estava recém em seus dois anos. O grupo conseguiu se restabelecer mesmo com a perda de Farooq e logo se viu em rivalidade com um dos grupos em grande ascensão, igualmente, no período: os D-Generation X.

Triple H tomaria a frente para desafiar The Rock em combates de alto nível. Primeiramente, o The Game falhou ao conquistar o título em uma polemica contenda no Fully Loaded, em uma two out of three falls match. The Rock conseguiria um placar de 1-1, sendo que ambas as falls foram conseguidas com intervenção do exterior, uma para distrair HHH resultando em um rock bottom e outra de Chyna, que nocauteou o campeão após um DDT em uma cadeira. No fim, Triple H aplicou o pedigree, mas, prestes a vencer, viu o tempo limite expirar, levando a um empate.

Uma desforra foi armada para o Summerslam, desta feita em uma ladder match, onde finalmente Triple H destronou The Rock e findou seu bom reinado. Contudo, a evolução estava feita e com o ganho de muita popularidade, ele haveria de se tornar contender para o WWE Championship, batendo a sorte frente a uma steel Cage match, dissolvendo os Nation of Domination logo a seguir.

O tamanho sucesso que fez como heel acabou levando um face turn, dada ao carisma junto aos fãs com suas promos de alto nível.

Logo depois, Vince McMahon o temido dono da WWE que planejava acabar com todos os maiores heróis do público tornou sua atenção a Rock, o People’s Champion.

Entretanto, no Survivor Series de 1998, em um torneio a valer o título mundial da World Wrestling Federation, a guelra de vilão se mostraria vez mais. Nas finais da competição, Rock enfrentou a Mankind. E para surpresa de todos, uma aliança entre McMahon e o Great One viria a se solidificar, com uma repetição do Montreal screwjob, feita desta vez para simular desistência via submissão de Mick Foley.

Rock estava assim juntando-se a The Corporation.

A sua rivalidade com Mankind é até os dias atuais relembrada como célebre. Ambos ficaram pelos meses de novembro a março tendo combates violentos com o WWE Championship em jogo.

Em janeiro, após controvérsia em dezembro onde o Brahma Bull reteve o título mesmo após desmaiar, Foley venceu o cinturão no RAW, em um momento de emoção única para a sua carreira. Uma I Quit match foi apresentada no Royal Rumble, onde o desafiante mostrou uma ferocidade desumana para destruir completamente o resistente Mankind. Entretanto, mesmo após inúmeras chair shots e golpes pela stage da arena, foi uma gravação de som que acabou dando a vitória, para assim ser novo campeão.

Miss Foley’s baby boy não desistiria e conseguiria reganhar o campeonato em uma empty arena match, usando de uma máquina para pressionar o corpo de The Rock ao chão e impedi-lo de escapar do pinfall. Contudo, Mr. McMahon usou de mais uma de suas artimanhas e fez Foley defender o cinturão outra vez em uma ladder match no RAW, onde com ajuda de Big Show, o Great One tornou-se novo WWE Champion, desta vez, a última defesa em antes da Wrestlemania, onde Rock enfrentaria Steve Austin.

Como vilão, ele passou a ganhar apreço do público e cada vez recebia aplausos. Isto fez com que, dada a feud com Steve Austin terminada, após o Rattlesnake derrotar ao Great One na edição quinze do Biggest Stage of them All, ele novamente se tornasse face.

Avancemos agora a 2003, com os momentos finais de Rock na WWE e com seu último heel turn.

Em 2003, Rock tornou o wrestling entretido. Foi ele que se reinventou e saiu da rotina de um babyface casual que apenas por vender fica padecendo dos moldes por uma carreira inteira. Apesar de ter sido vilão por curto período neste novo milênio, seu caminho como vilão foi de tal forma fenomenal que tornou Steve Austin em um ícone outra vez, na sua feud para a Wrestlemania XIX.

Pode-se dizer que ele foi o último grande heel, conseguindo que os fãs tentassem de tudo para o afetar, vaiando ao máximo e gritando para alguém o calar com seus concertos, que nasceram nesta fase e tiveram enorme sucesso, apesar de mal conseguir se ouvir a cantoria, devido ao som dos fãs a apupar.

Devo dizer que o elegi como 10º colocado neste top apenas por este run em 2003, de tal forma perfeita como o foi. Ele brinca ao microfone e sabe como fazê-lo, não é a toa que em poucos meses ganhou a distinção.


John “Bradshaw” Layfield, campeão mais longo da história do Smackdown e futuro hall of famer.

‎"Uma vez estava sentado no backstage quando um lutador gigante e vilão voltou de seu combate. Ele havia feito uma hurricanrana e um dropkick, algo impressionante para alguém do seu tamanho. Fit Finlay chegou a seu lado e disse que os fãs adoraram aquilo. O vilão disse obrigado. Na sequencia, Finlay disse a frase que para mim é a essência de ser heel: - Nunca faça isto novamente!" LAYFIELD, John Bradshaw.

Por esta frase, poderia terminar a minha análise de JBL por aqui.

Este é um daqueles que tem um conhecimento aliado a paixão pela modalidade que poucos têm. É sagaz. Faz as coisas como calculista e sabe manipular o público.

A entonação da sua voz, sua força bruta e seu estilo duro de combater não o colocam simplesmente como um vilão covarde, mas alguém que tem imposição frente a lutadores. Sua maior prova foi seu reinado como campeão da WWE mais longo da história do Smackdown.

Seu grupo conhecido como The Cabinet foi fulcral para angariar ainda mais heat. Como um texano violento e moldado com perfeição após anos a penar na divisão de equipes, Bradshaw logo rumou ao topo em sua rivalidade com Eddie Guerrero. Na época, o apoio do então General Manager Kurt Angle foi crucial para conseguir o objetivo de ser WWE Champion, algo completado em uma violenta Texas Bull rope match que viria a entoar o que seria o reinado de caos do bruto campeão.

Sempre a essência de heel era mantida e, sólido, John tinha um interesse inexistente no público, o que o deixava ainda menos querido, o que é fulcral. O tipo inclusive quase foi preso quando meteu-se a imitar Hitler em pleno território alemão.

Seu reinado excedeu os limites, vencendo a competição nas mais diversas maneiras, retendo contra Big Show em uma barbed wire steel cage match após seu corpo atravessar completamente o chão do ringue, dada a potencia de um chokeslam.

Em 2006, ele acabou assumindo posição de comentarista e sua brilhantia apenas provaram o seu multi-talento alcançando sucesso em todas as áreas. Atualmente, ele prossegue atuando como tal e mantem-se entretendo fãs, apesar de nunca ter feito isto. Não entreter os fãs não é falhar. Ele fez sucesso. Afinal, não entreter é papel de vilão.


Hulk Hogan, multi-campeão da WWE, multi-campeão da WCW, hall of famer.

Hulk Hogan pode ser enquadrado como o heel turn mais histórico do Professional wrestling em todos os seus tempos.

Um lutador destinado ao sucesso, desde sua vitória a valer seu primeiro reinado mundial na Madison Square Garden deixou os fãs completamente alucinados, fazendo nascer um fenômeno conhecido como Hulkamania.

Sua ida a WCW logo se tornou em um outro movimento cultural de magnitude extraordinária, provando-se inicialmente uma virada nas guerras das empresas, antes de terem as Monday Night Wars.

Na década de 1990, o mundo evoluiu e passou a ter uma cultura mais rebelde, liberal e junto a isto surgiu a ideia de fazer-se um heel turn ao maior ícone do wrestling em todos os tempos. O pensamento era fazer algo que nunca tinha sido feito antes e, na época, por mais que o projeto parecesse destinado a falhar, a concepção e forma como ocorreu provaram-se o completo contrário.

Hulk Hogan tornou-se em um dos maiores e melhores vilões da história.

E isto sem perder o que tornou Terry Bolea em Hulk Hogan. Os New World Order foram a nova Hulkamania. Semanas após semanas eram um grande contingente de fãs com camisetas do grupo e cartazes com a celebre frase “NWO 4 Life”.

Um vilão inexplicável que a vista parecia face.

Alguém que vendia, quase um dos primeiros e únicos na história a ser dos grandes draws heels, alguém que dominava em ringue. Um novo Hogan, com nova indumentária e novos golpes, como a famosa mordida nos oponentes.

Seu papel como vilão foi de líder no grupo conhecido como os New World Order. A WCW, na época, já estava em competição direta com o RAW nas Monday Night Wars e com o dinheiro que possuía, foi adquirindo vários lutadores de topo. Assim vieram Scott Hall e Kevin Nash, que estrearam sem revelar verdadeiras intenções, simulando uma invasão completa do plantel da WWF na WCW.

Hogan na época era face, mas nunca cogitava-se que ele fosse assentar no papel de terceiro homem da facção. Tudo consumou-se no Bash of the Beach de 1996, quando um leg drop em Randy Savage espantou os fãs, que mostraram em segundos o que pensavam de Hogan, atirando lixo ao ringue.

Sucesso em menos de 5 minutos. Um heel turn para tão mediática ação.

Ao longo do período, a gangue foi expandindo-se e acabando com a WWF em ratings, por semanas e semanas, devido a exploração acertada dos nomes que tornaram-se ícones numa ousadia sem fim.

Ousadia esta que possibilitou a Hulk estar neste top como unanimidade. Ninguém discorda que apesar de ser considerado por muitos como overrated, ele conseguiu cumprir e calar aos críticos com papeis perfeitos em quase tudo o que interpretou ao longo da vida.

Seu papel de vilão ficará marcado como um heel com maneirismos, um novo fenômeno na luta para si e para os fãs. Um hall of famer desde então. Mas não precisava, já o era antes.

Uma análise a participação aos 30 competidores da Royal Rumble Match 2013


A Royal Rumble Match dá a seu vencedor a chance de competir por um título mundial na Wrestlemania. São trinta lutadores que passarão pelo inferno pela chance de estarem em evidência no maior show do ano. Com diversos estilos, acaba sendo sempre uma contenda repleta de emoção e qualidade. Na sequência, os 30 participantes da Royal Rumble Match 2013 terão sua participação analisada, um por um.

Puroresu Channel 2013 I - A abertura do ano de Z1, Big Japan e All Japan

É o regresso do Puroresu Channel e hoje com os três primeiros shows de 2013. O destaque é o show ade abertura da All Japan que tem em disputa os títulos de juniores e de equipas. Completa o espaço o show da Zero One com a disputa do International Jr. Heavyweight Title e NWA World Jr. Heavyweight Title entre Takuya Sugawara e Ikuto Hidaka e ainda o show da Big Japan com a defesa do título de deathmatch entre Abdullah Kobayashi e Shuji Ishikawa.....

Análise a todas as Road to Wrestlemania da história: XV, 2000 e X-Seven


Estamos na Road to Wrestlemania, o período mais fértil do wrestling onde fluem as melhores idéias e storylines, embasadas na direção do maior evento do ano: A Wrestlemania. São os três meses, que se iniciam a partir da Royal Rumble, onde o maior índice de regressos e acontecimentos chocantes são compreendidos no calendário anual.  Na sequencia, revemos um pouco da sua história.

Apesar da Royal Rumble ter tomado vida em 1988, foi apenas em 1993 que o evento passou a dar um caminho direto a uma championship match na Wrestlemania. Em anos anteriores, apesar de ser um evento basilar na construção do Biggest Stage of them All, como em 1992, quando a rivalidade Sid vs. Hulk Hogan partiu da eliminação controversa do Hulkster, passava-se sendo um show fora do formato atual.

Road to Wrestlemania XV

O principal acontecimento: O primeiro

Steve Austin e The Rock são hoje conhecidos como dois dos maiores ícones da WWE em todos os tempos e foi na Wrestlemania XV que tiveram a primeira de três lutas em Wrestlemanias.

Quando Stone Cold venceu o WWE Championship na Wrestlemania XIV, sua vida acabou por se tornar um verdadeiro inferno. Mr. McMahon estava completamente descontente com o fato de ter um campeão com uma atitude de rebelde. O chairman começou a tornar as defesas de cinturão difíceis, mas de alguma forma o Rattlesnake conseguia arranjar maneira de sair com o seu cinturão.

Em uma luta de ameaça tripla onde Kane e Undertaker não poderia fazer pinfall um ao outro, finalmente o reinado teria um fim. Nos meses seguintes, McMahon fortaleceria sua imagem de vilão quando aliou-se a The Rock ao lhe dar o WWE Championship no Survivor Series, em uma manobra que prejudicou a Mankind.

Mas não acabaria aí. Na Royal Rumble, McMahon tinha estipulado que Austin deveria entrar com número um, sendo que após decisão do comissário Shawn Michaels, o próprio dono da empresa foi colocado, com número dois.

Mesmo impondo tamanhas dificuldades, o vilão ainda adicionou um prêmio de cem mil dólares a quem eliminasse ao texano. E ele próprio conseguiu o feito, após distração de The Rock, recebendo portanto a chance ao título na Wrestlemania.

Na Road to Wrestlemania, Vince desistiria do seu lugar como contender, e após decisão de Shawn Michaels, a oportunidade foi dada a Stone Cold, devido a ser o último eliminado. McMahon ficou irado. Austin então lhe deu uma chance: combater McMahon em uma luta sem interferências da The Corportation. Se perder, não vai a Wrestlemania.

A proposta foi aceita e uma steel cage match no St. Valetine’s Massacre foi tornada oficial. Na disputa, o patrão fugiu a todo o tempo, mas sofreria uma ofensiva do funcionário. A vitória foi de SCSA, sobre ocorrências suspeitas. Big Show fez sua estréia a vir do chão do ringue. O gigante jogaria Austin contra a grade da jaula, arrebentando-a e fazendo o herói cair no chão do exterior do ringue, vencendo portanto a luta e recebendo a chance ao WWE Championship de The Rock na Wrestlemania.

A Road to Wrestlemania de The Rock foi distinta. O campeão envolveu-se com Mankind em uma das melhores feuds da história, compilando grandes combates. Os dois haveriam de ter várias trocas de título, até que, em sua última championship match em uma ladder match, Big Show custou a vitória a Mick Foley, tendo The Rock assim recuperado seu cinturão e deixando-o certo como o campeão para a Wrestlemania XV.

Outros acontecimentos de destaque: Hell in a Cell: The Undertaker estava mais sinistro do que nunca em antes da Wrestlemania. O Deadman passou a agir para ganhar o controle da WWF e isto não agradou a Mr. McMahon. Big Boss Man foi colocado no caminho do Phenom, que acabaria por enfrentá-lo em uma Hell in a Cell match na Wrestlemania.

Road to Wrestlemania 2000

O principal acontecimento: Fatal Four Way

Triple H era um campeão dominante. As suas defesas de título contra Mick Foley no Royal Rumble e depois no No Way Out não só fizeram com que solidificasse sua imagem com o cinturão, mas que também aposentasse a Foley, como medida da estipulação da Hell in a Cell match dos dois no segundo PPV do ano.

Enquanto isto, seu adversário na Wrestlemania era uma incógnita. The Rock conseguiu vencer a Royal Rumble match de forma controversa, ao eliminar Big Show. O irritado gigante foi buscar vingança e derrotou o Great One a valer a posição de contender ao WWE Championship.

Mas The Rock responderia outra vez, conseguindo recuperar a chance ao vencer Big Show em um RAW, fazendo com que a luta fosse uma triple threat. Com tudo encaminhado, Linda McMahon anunciou que, além dos dois adversários, Triple H enfrentaria também a Mick Foley, que voltaria assim a atividade dos ringues.

Outros acontecimentos de destaque: A inicial TLC: A primeira grande altercação entre as lendárias equipes dos Dudley Boyz, Hardy Boyz e Edge & Christian aconteceu na Wrestlemania 2000. O time de Bubba Ray e D-Von estava em grande briga com Jeff e Matt Hardy, mas após uma disputada tables match no Royal Rumble, o respeito entre os pares foi se tornando mútuo. Assim, na Wrestlemania foi marcada uma triangle ladder match para definir os campeões, a envolver três das melhores duplas de sempre.

Road to Wrestlemania X-Seven

O principal acontecimento: WWF vence a WCW

O maior acontecimento da Road to Wrestlemania X-Seven é sem  dúvidas a compra da WCW por parte da WWF.

Tudo esteve no âmbito da feud Shane McMahon vs. Vince McMahon, com o anúncio da compra sendo feito a poucos dias do maior PPV do ano. O chairman inicialmente adquiriu a companhia, mas foi seu filho que conseguiu comprá-la oficialmente, em storyline, para desespero do pai.

“The deal is finalized...with WCW, and the name on the contract does say McMahon. However, the contract reads Shane McMahon. That's right! I now own WCW! And, Dad, just like WCW did in the past, how it kicked your ass in the past and it will again, that’s exactly what’s going to happen to you this Sunday at WrestleMania!”, disse Shane.

No final dos anos 1990, a empresa de McMahon rivalizou com a World Championship Wrestling ao longo das segundas-feiras com as Monday Night Wars, competições acirradas em busca de ratings entre dois shows de qualidade. Com a aproximação da Wrestlemania XIV, a WWF começou a ganhar a batalha e nunca mais foi derrotada, até o seu fim, em 2001.

Shane McMahon combateu Vince na Wrestlemania em uma street fight. Inicialmente, Ted Turner foi desafiado para estar no evento e assinar o contrato de compra, mas isto não ocorreu.

Outros acontecimentos de destaque: O segundo: The Rock e Steve Austin se encontrariam uma vez mais. Austin venceu a Rumble match e o Great One venceu Kurt Angle no No Way Out.Durante a sua feud, a esposa de Steve, Debra, estava tentando voltar aos serviços de valet. Mr. McMahon, entretanto, usou deste desejo para anunciar Debra como nova manager de The Rock.Austin ficou completamente fora de controle, dizendo responsabilizar Vince ou Rock se algo acontecesse para ela. E logo acabou por acontecer. Quando The Rock estava em sua rematch pelo WWE Championship com Kurt Angle, Angle pôs Debra no ankle lock e SCSA puniu então o WWE Champion com um stunner. Nas semanas seguintes, o clima entre Rock e Austin pioraria, com mais várias brigas a acontecer.

Melhores combates da ECW: Nº1 (O espírito da ECW)


Começou num antigo bingo na zona industrial sudeste de Filadélfia e depressa se espalhou para todo mundo. Era o antídoto para a escalada do sports-entertainment que os fãs de wrestling estavam aturados. Era agressiva. Era libertina. Era a Extreme Championship Wrestling.....

Mac in Touch #16 - O sucesso às a fatias (I+II+III)




E já lá vão 16 edições do Mac in Touch, nesta casa nobre que é o Wrestling Notícias. Um quarto das crónicas pertencem à “coleção por fascículos” (tenho uma panca por esta palavra, desculpem) Sucesso às fatias, incluindo a que vos apresento hoje. Será uma espécie de conclusão sobre aquilo que fiz, com o peso de cada um dos os fatores que considero essenciais para a existência de um bom combate e ainda a sinergia necessária entre eles para que cada um seja cumprido exemplarmente. Assim, será um artigo mais curto que o habitual, mas que encerra a série do Sucesso às Fatias, que muito bom feedback trouxe, e o qual quero agradecer, desde já.

Chá da Meia Noite 29.01.2013 (#2) - Análise ao Monday Night RAW


O Chá da Meia Noite será um podcast diário que será publicado no decorrer desta semana. Apresentamos aqui a segunda edição, que faz uma reflexão sobre todo o evento do Monday Night RAW, com reflexões sobre a comédia atual da WWE, a onda de caos dos The Shield, The Rock como campeão mundial e o regresso de Brock Lesnar.

"UFC 156 tem esquadra brasileira de 1º escalão no card principal; conheça os representantes"


"O UFC 156 – que acontece neste sábado, no fim de semana especial dos norte-americanos por conta do Super Bowl, a final da liga de futebol americano – mostra bem o quanto os brasileiros são importantes para a franquia e para o esporte.

Ring of Honor na SBG de 12 de Janeiro de 2013 - 3-Way Sudden Death


A Ring of Honor com a venda dos seus direitos ao Sinclair Group obteve um programa de TV semanal na estação televisiva SBG. O programa semanal da companhia é emitido aos Sábados e o programa desta semana apresenta dois combates do iPPV Final Battle 2012 e cujo main-event é a defesa dos títulos de equipas por parte dos campeões Steve Corino e Jimmy Jacobs contra Jay e Mark Briscoe e ainda Caprice Coleman e Cedric Alexander. ....

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Análise e Pensamentos do WWE RAW: Violência gratuita


A WWE abriu portas para a Road to Wrestlemania com o primeiro RAW posto o Royal Rumble. O show teve seus altos e baixos mas de certeza leva a uma boa discussão nesta análise, que será tida nas próximas linhas.

Análise a todas as Road to Wrestlemania da história: XII, 13 e XIV


Estamos na Road to Wrestlemania, o período mais fértil do wrestling onde fluem as melhores idéias e storylines, embasadas na direção do maior evento do ano: A Wrestlemania. São os três meses, que se iniciam a partir da Royal Rumble, onde o maior índice de regressos e acontecimentos chocantes são compreendidos no calendário anual.  Na sequencia, revemos um pouco da sua história.

Apesar da Royal Rumble ter tomado vida em 1988, foi apenas em 1993 que o evento passou a dar um caminho direto a uma championship match na Wrestlemania. Em anos anteriores, apesar de ser um evento basilar na construção do Biggest Stage of them All, como em 1992, quando a rivalidade Sid vs. Hulk Hogan partiu da eliminação controversa do Hulkster, passava-se sendo um show fora do formato atual.


Road to Wrestlemania XII

O principal acontecimento: Pelo menos por uma hora

Shawn Michaels havia regressado e determinado a romper com muitas falhas no ano anterior. Assim, ele começava bem o ano ao vencer a Rumble match.

Desde então, Shawn teve de provar o porquê de ser o Headliner. Na Road to Wrestlemania, ele teve de defender a posição de contender frente a Owen Hart.

Mas nada o pôde parar, inclusive uma estipulação adicionada de que a WWE Championship match seria batalhada num tempo limite de uma hora, onde quem obtivesse melhores resultados neste período, seria declarado campeão.

Outros acontecimentos de destaque: Undertaker perde a máscara: Undertaker regressou no Survivor Series e passou a usar uma máscara. Em janeiro, entretanto, o Deadman acabaria desmascarado devido a uma interferência de Diesel, que custaria o WWE Championship ao Phenom. Nas semanas seguintes a construir a Wrestlemania, Diesel custaria uma nova oportunidade de Undertaker, que finalmente revidaria em uma Cage match, tornando a vida do antigo guarda-costas de Shawn Michaels num verdadeiro inferno!

Road to Wrestlemania 13

O principal acontecimento: Homem morto contra o maníaco

Em fevereiro, após uma grande Royal Rumble, Bret Hart conseguiu se sagrar campeão da WWE ao eliminar por último The Undertaker em uma elimination match que contou também com competidores Steve Austin e Vader.

O Hitman, entretanto, perderia o cinturão um dia depois para Sycho Sid, devido a interferência de Steve Austin, que queria incessantemente acabar com Hart. Ambos haveriam de se  enfrentar de novo em uma desforra dentro de uma steel Cage. Undertaker e Steve Austin inteferiram. O curioso é que ambos Deadman e Rattlesnake ajudaram seus rivais, querendo que seus respectivos combates na Wrestlemania valessem o WWE Championship.

No final das contas, Sid reteve o campeonato e haveria de colocá-lo em jogo contra Undertaker.

Outros acontecimentos de destaque: Violência: Bret Hart e Steve Austin já estavam em rivalidade desde o ano passado, mas a Rumble match aqueceria a chama. Austin eliminaria o Hitman ao final de forma controversa, e as trocas de título ocorridas na sequencia (vide o historial acima) em direção a Wrestlemania acabariam deixando a submission match no evento ainda mais brutal.

Road to Wrestlemania XIV

O principal acontecimento: Tyson and Austin; Tyson and Austin!

A Royal Rumble tinha tido a ilustre presença de Mike Tyson, que acompanhou as vitórias de Steve Austin na Rumble match e a defesa de cinturão de Shawn Michaels.

A presença da lenda do boxe foi anunciada uma vez mais na Wrestlemania, sendo que desta, Mr. McMahon o colocou como ring enforcer no main event entre Shawn Michaels e Steve Austin. Austin mostrou não ser um bom jogador, quando veio ao ringue confrontar a autoridade em seu combate já no primeiro RAW depois do PPV de janeiro. O Rattlesnake mandou Tyson beijar sua bunda e mostrou o dedo. Uma briga então explodiu entre os dois, necessitando de vários nomes para separar os hall of famers.

Em fevereiro, a aliança entre Shawn Michaels com os New Age Outlaws era cada vez mais evidente. A gangue ia se formando a estar sempre a subsidiar o campeão, como quando prenderam Austin contra as cordas, humilhando-o até o ponto em que Mick Foley e Terry Funk fizeram o save. O texano iria responder na semana seguinte, o que levaria a uma luta no In Your House, onde Steve Austin, Owen Hart, Chainsaw Charlie e Cactus Jack derrotaram Triple H, Savio Vega e os New Age Outlaws. Apesar de conseguir o pinfall, a vingança de Steve não estaria completa, pois HBK, com medo, negou-se a estar na 8-man tag team match.

Nas últimas semanas em antes do grande evento do ano, as chances do number one contender vencer diminuíram ainda mais, quando Shawn Michaels revelou-se aliado de Mike Tyson, que se uniu aos D-Generation X. Com este ímpeto, o WWE Champion conseguiria nocautear Austin em vários shows. No último episódio em antes da Wrestlemania, Steve Austin enfrentou a Rocky Maivia (The Rock), depois de ter atacado a Vince McMahon.

Outros acontecimentos de destaque: Irmãos vindo do inferno: Após queimar o caixão de The Undertaker no Royal Rumble, Kane pensava que tinha se livrado de seu irmão. Contudo, foi poucas semanas depois do evento que os primeiros sinais de vida do Phenom apareceram. Em uma apresentação de sinos em luto ao morto, mais sinos foram ouvidos, chegando a se tocar a música-tema de Undertaker. Tudo culminou quando ele regressou, intimidando o Big Red Monster e a dizer que tinha ido ao inferno e conversou com seus pais. Antes do seu confronto na Wrestlemania, Kane demonstraria poderes sobrenaturais semelhantes ao do homem da streak.