sexta-feira, 18 de maio de 2018

The Scrap Book | #1 | A Rebelião do Balor Club (1/2)

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Bem Vindos ao The Scrap Book
O The Scrap Book é, nada mais, nada menos do que, a nova rúbrica de minha autoria. De que se trata? De um espaço onde, a cada edição, exploro uma situação que considero que esteja a ser mal tratada no mundo do wrestling e apresento a minha alternativa enquanto booker de sofá.
E no fundo, quem nunca olhou para uma certa história ou para o percurso de um certo wrestler e nunca pensou no quão “off” tudo parece? Quem nunca teve uma perspetiva diferente para o booking da Invasion em 2001 ou para o push de Roman Reigns pós-Shield?

Porquê um espaço de booking? Porque já crio fantasy booking extensivo em fóruns de wrestling nacionais desde 2012 e a área sempre me despertou interesse. Porquê o nome “The Scrap Book”? Porque este não será um projeto de booking extensivo, tratando-se apenas de um plano à base de “rascunhos”.

Nota: tentarei ao máximo que todos os detalhes associados ao booking de wrestlers não-protagonistas no tema que abordarei sejam realistas.

A Rebelião do Balor Club – Contexto (Irrelevância)
Na primeira edição, debruço-me para o paradigma atual da WWE e para o booking que têm tido três superstars em específico: Finn Balor, Karl Anderson e Luke Gallows. Os três, membros do Bullet Club (New Japan Pro Wrestling) no seu formato original com Prince Devitt (Balor) a líder, foram contratações de relevo em 2014 e 2016 respetivamente. Porém, hoje em dia estão longe de ser indispensáveis para a maior federação do mundo.

Sobre Finn Balor, sei que é controverso classificá-lo como dispensável, mas apesar de ser relevante, julgo que é claro que Balor não é um dos “jogadores-chave” da WWE. E a meu ver, nem tem de todo potencial para isso, pelo menos a solo. Se lhe tirarmos o alter-ego de “Demon” (que considero ser devidamente utilizado como uma atração especial), Finn Balor não é mais que um wrestler de ringue muito bom, mas sem grande sal. E não é uma personagem pró-inclusão social que lhe dá algum interesse e poder de draw.

Quanto a Gallows e Anderson… dois anos passados desde a sua contração, é justo afirmar que esta foi uma mera tática promocional. Nunca o duo, ex-melhor tag team heavyweight do mundo, foi realmente relevante na WWE. Ao início associados com AJ Styles, foi depois do regresso do Brand Split que começou a ser visível a falta de planos para a equipa, que nunca passou de uma tag team entre outras. Hoje em dia, na SmackDown, novamente com Styles, é possível que a situação mude. Mas alguém acha que é provável?

Fiquem então por aqui, porque a minha proposta de alternativa está adiante.

Capítulo I: Reunião
Com Finn Balor na RAW e com Gallows e Anderson na SmackDown (associados a AJ Styles), numa estranha decisão de booking após uma reunião sob o nome Balor Club em Janeiro deste ano, fica impossível a interação entre os três. Fica mesmo?

Referi a associação de Gallows e Anderson a AJ Styles. Então passo a explicar o porquê de não aceitar tão bem a ideia. Claro, AJ Styles foi o ás do Bullet Club após Prince Devitt e como tal, esteve associado a Luke e a Karl. Contudo, apesar do fã casual pouco se importar com a associação atual a Styles, o fã mais picuinhas, como eu, lembra-se que Styles foi traído por TODO o Bullet Club na sua última presença na NJPW. Inclui-se Anderson e Gallows, pois claro. E apesar de ter sido numa federação diferente, estamos em 2018, com a NJPW a ser claramente o nº2 mundial, os fãs sabem o que aconteceu.

Quanto à questão deixada há dois parágrafos: não fica impossível. Vejamos: os pay-per-views destinam-se, uma vez mais, a incluir superstars e combates de ambas as marcas. Como tal, a interação entre Balor e o duo de aliados pode começar a fazer-se em PPV. Mas quando em concreto? Finn está presente no combate Money in the Bank e rumora-se que existirá um combate Money in the Bank também para equipas, pelo que presumo que Gallows e Anderson estarão envolvidos. Como tal, não há necessidade de ser já que os caminhos se cruzam.

Verdade seja dita, Finn é um dos favoritos para ganhar o Money in the Bank. Não é o que eu faria, contudo. E com a run de Balor como desafiante pelo título Intercontinental a acabar, é provável que no Extreme Rules, em julho, o plano seja outro. Aproveitemos a eventual descida passageira de Roman Reigns no card e imaginemos que Finn Balor custa a vitória a Reigns no MITB Ladder Match – Reigns como “avenger” natural, tenta vingar-se num combate no Extreme Rules. A rivalidade é temporária e não propriamente pessoal.

Para além disso, Brock Lesnar estará no pay-per-view seguinte, o Summerslam. E depois do que aconteceu no Greatest Royal Rumble, presumo de antemão que haverá novo capítulo para Lesnar vs. Reigns. Como tal, a minha proposta tende a ser outra tentativa de dar um bom combate para legitimar Reigns como in-ring performer, dando-lhe a vitória, mas levando-o ao limite contra Balor:

- Extreme Rules – 15/07: 2 out of 3 Falls – Roman Reigns vence Finn Balor (2-1).

Depois do combate, Balor acaba a ser levantado por Gallows e Anderson, que entretanto se afastaram naturalmente de AJ Styles, por necessidade de procurarem mais relevância por si próprios, antes do Money in the Bank onde o último perderia o título da WWE para Shinsuke Nakamura no Money in the Bank. No pós-Extreme Rules, tanto Finn Balor nas segundas-feiras, como Gallows e Anderson nas terças começam a adotar uma atitude de revolta pela incapacidade em ter sucesso na WWE, sobretudo recentemente. A personagem “Pro-Social Inclusion” de Balor vai-se perdendo, tal como qualquer traço de comédia dos The Club.

No Summerslam, ninguém teria destaque e os três até poderiam estar no mesmo combate, mas em equipas diferentes. Depois de uma proposta de Bray Wyatt para Balor se juntar a si (sendo ex-rivais) e a Matt Hardy nos Deleters of Worlds ser naturalmente rejeitada, bem como depois de uma reação negativa de Karl Anderson após derrota para Jeff Hardy num combate pelo título dos Estados Unidos, tanto Paige como Kurt Angle agendam uma batalha de marcas.

Assim, Balor e os Deleters of Worlds (ainda campeões de Tag Team) representariam a RAW, a passo que Jeff Hardy (já ex-campeão dos US) representaria a SmackDown com Gallows e Anderson. Com as equipas a fazerem mais sentido de outra forma, o objetivo é a interação entre equipas no combate e o post-match.

- Summerslam – 19/08: Finn Balor & Deleters of Worlds vencem Jeff Hardy & The Club, por desqualificação.

Os The Club acabariam desqualificados após atingir os campeões da RAW com cadeiras ou algo do género, bem como Jeff Hardy no post-match. Gallows e Anderson simbolizariam a sua ida para a RAW com o gesto “Shot ‘Em” junto a Wyatt e a Matt, com Balor a reunir-se com eles depois de um Coup de Grâce em Jeff Hardy e o “Two Sweet” entre os três.

Capítulo II: The Rebel Club – A Criação
Sejamos francos. O nome “Balor Club” não serve. Tende a colocar todo o destaque do grupo em Finn Balor, quando Gallows e Anderson são uma força importante do mesmo. Um novo nome poderia entrar em cena e já que a palavra “Club”, associada à NJPW, não é censurada, deixemo-la na nova definição do grupo. Para além disso, a WWE poderia mandar uma farpa à New Japan, com o novo The Rebel Club a lembrar que no tempo deles à frente do Bullet Club, o grupo se definia pela sua rebeldia.

Nos novos The Rebel Club, os três membros teriam ainda posições bem definidas. Finn Balor, o líder e único full-time singles wrestler, seria responsável por dividir as promos com Karl Anderson, sendo o talker mais metódico enquanto Anderson seria o “loose cannon” responsável até por referências à New Japan. Naturalmente, a tag team com Gallows seria full-time, com Gallows a ser ainda a força corporal do grupo.

Mas, e depois do Summerslam o que aconteceria? Os Rebel Club estariam cimentados como candidatos aos RAW Tag Team Championships. E depois do Coup de Grâce em Jeff ser a “assinatura” da reunião dos ex-Balor Club, faz todo o sentido que Jeff também se oponha ao grupo e, em particular, a Finn Balor. Até ao Hell in a Cell, vários combates de confronto direto teriam lugar, com um a destacar-se:

- RAW – 27/08: RAW Tag Team Championships – The Rebel Club vencem Deleters of Worlds (c).

Depois de ganharem os títulos, os Rebel Club atacariam ainda os Deleters of Worlds de forma a não cansar a rivalidade e funcionariam como um grupo totalmente prolífero e temido. Já Balor e Jeff Hardy também alimentaram a feud com combates sem final definitivo (desqualificação e ataque à clavícula de Hardy). No Hell in a Cell, apostaria num novo six-man tag team, mas já com arranjos feitos.

- Hell in a Cell – 16/09: The Rebel Club vencem Jeff Hardy & Deleters of Worlds.

No TLC, a ideia seria ocupar um só spot com a rivalidade. Até lá os Deleters of Worlds teriam uma desforra pelos títulos, mas sem sucesso, sendo ainda atacados depois novamente. O regresso seria feito só durante o pay-per-view. De resto, uma feud entre Finn Balor e Jeff Hardy num pay-per-view temático de mesas, escadotes e cadeiras grita por um Ladder Match. Adicionamos então o WWE United States Championship, ganho convenientemente por Jeff Hardy num SmackDown (porque esta ainda é a marca de Hardy, you know…).

- Tables, Ladders and Chairs – 21/10: WWE United States Championship - Ladder Match – Jeff Hardy (c) vence Finn Balor, depois de Matt e Wyatt interferirem, prevenindo a envolvência de Gallows e Anderson.

Assim termina a primeira parte da edição de estreia do The Scrap Book, com incisão no rumo de Finn Balor, Karl Anderson e Luke Gallows, conhecidos brevemente como Balor Club - aqui, The Rebel Club.

Para a semana o The Scrap Book regressa, com a conclusão do meu fantasy booking dos três ex-Bullet Club. Até à próxima.

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