quarta-feira, 4 de abril de 2018

Literatura Wrestling | Yes! My Improbable Journey to the Main Event of Wrestlemania - Capítulo 5 - Parte 1

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Está de volta a Literatura Wrestling, o espaço de traduções do blog que vos traz uma obra biográfica, na íntegra, reveladora das origens, vida e decorrer da carreira de alguns dos mais marcantes wrestlers que percorreram os ringues que acompanhámos com tanto gosto.

Todas as semanas vos traremos um excerto do livro "Yes!: My Improbable Journey to the Main Event of Wrestlemania", publicado em 2015 por Daniel Bryan e pelo co-autor Craig Tello, a contar o crescimento e peripécias do "Yes! Man" até à sua chegada à WWE e ao main event da Wrestlemania. Boa leitura!


Capítulo 5: O verdadeiro início
Quarta-Feira, 2 de Abril de 2014 - 12:55

Após mais de uma hora de treino, Bryan faz uma pausa numa das muitas salas do New Orleans Athletic Club, esta com vista sobre a piscina interior no andar abaixo. Com vários goles substanciais, ele acaba com um batido de proteínas Francês de baunilha com uma mistura de electrólito com sabor de framboesa. O bater nos "speed bags" de boxe ao fundo era um prelúdio da seguinte ronda de exercícios de Bryan. Tem como alvo um saco de boxe recheado mas poupa-lhe os socos a favor de patadas rápidas e intimidadoras. Bryan atira a perna para a frente e conecta com precisão, deixando-lhe brilhos de suor e covas. Outra vez. E outra vez. Os golpes são incansavelmente potentes, mas é a mudança nos seus olhos que é mais enervante. Já para não falar nos prováveis pensamentos e visões por trás deles.

Após uma sólida sessão de exercícios, Daniel Bryan caminha através do Quarteirão Francês de volta ao seu hotel. Um breve encontro com alguns entusiasmados fãs da WWE à entrada, no exterior, mantêm a sua energia em alto enquanto ele se dirige de volta ao seu quarto. As cortinas estão abertas, espalhando luz sobre as malas semi-desfeitas, o subsídio da Whole Foods, e vários itinerários. Primeira coisa na agenda de Bryan é uma rápida chamada e colocação de conversa em dia com a Brie, cuja voz é apenas um ligeiro zumbido entre as perguntas de Bryan no quarto, de outro modo, silencioso.

Bryan remexe as vitaminas e ganhos da Wrestlemania na sua secretária para encontrar o menu de serviço de quarto para discutir opções com a sua futura esposa. A escolha recai sobre panados de frango e o provavelmente bem mais orgânico peito de frango-do-campo com variedades de verdes, desde alface "bibb" a rúcula. Os dois planeiam para a tarde e noite que têm pela frente, mais a oportunidade de passarem o cada vez mais diminuto tempo juntos.



Shawn começara a sua companhia, a Texas Wrestling Alliance (TWA), pouco antes de eu me mudar para San Antonio. Estava projectado para dar aos seus aprendizes um lugar onde colocar as suas instruções em prática, um lugar para sermos capazes de continuar a aprender assim que graduássemos e realmente tivessemos que sair para o mundo do wrestling. Juntamente com os estudantes, estava cheio de wrestlers independentes experientes de todo o Texas.

Originalmente eu estava agendado para lutar com o Lance no meu primeiro combate, mas devido a uma lesão, retiraram o Lance no dia anterior e colocaram o Brian no lugar dele, o que me deixou um pouco mais confortável já que ele e eu tínhamos treinado tanto juntos. Brian tinha decidido muito antes que iria lutar sob o nome Spanky, que era em parte uma referência a masturbação, e com a gimmick ele não precisava de uma viagem até ao México para arranjar o equipamento. Ele foi à Goodwill, arranjou uma espécie de calças de pijama floreadas, colocou os seus sapatos de wrestling amador e - voilá! - ele tinha equipamento que assentava perfeitamente e encaixava lindamente na personagem.

Enquanto o Brian tinha uma boa compreensão da personagem que queria interpretar, eu não. De facto, nem andava a pensar nisso. Não pensava em música ou sobre o que eu queria fazer na minha entrada. Ainda não tinha pensado em mais nada além do aspecto técnico do que eu gostaria de fazer em termos de wrestling. Shawn tomou conta da cena da música. Ele sugeriu a "Born in the U.S.A." do Bruce Springsteen, que não é a pior música de entrada de todos os tempos, mas anda bem perto. Eu estava demasiado nervoso para contradizer o palpite.

A 4 de Outubro de 1999, Brian e eu lutámos no nosso primeiro combate em San Antonio num bar "western-country" chamado Far West Rodeo. Brian saiu a dançar nos seus pijamas da Goodwill, ao som da "Genie in a Bottle" da Christina Aguilera, e eu saí com a minha máscara de dragão e meia-calça de spandex com a minha música lamechas. No geral, primeiros combates são podres, e o nosso não foi diferente, apesar de não se poder negar que nos esforçámos imenso. Estávamos a tentar fazer muita coisa que provavelmente não deves tentar no teu primeiro combate, como German Suplexes e Moonsaults. Apesar de ter estado nervoso, assim que entrei no ringue e comecei a lutar, entrei num estranho estado em que apenas me estava a divertir. Não tenho a certeza se as duzentas pessoas da assistência sabiam o que achar de nós, mas foram muito generosos, torcendo ruidosamente após termos lutado até um limite de dez minutos empatados, talvez porque estávamos a lutar um estilo mais repleto de acção do que aquele que estavam acostumados a ver.

Fomos para as traseiras depois disso, e uma data de wrestlers deram-nos os parabéns pelo nosso primeiro combate. O Shawn, em particular, estava entusiasmadíssimo com a nossa performance. Quando fui dormir nessa noite, eu nem conseguia acreditar que o tinha feito: tinha lutado no meu primeiro combate, tinha corrido bem, e eu não tinha caído de cara.

A TWA andava a administrar um par de espectáculos por semana pela altura do meu primeiro combate, e em breve estaria a lutar várias vezes por semana, maioritariamente contra o Brian ou o Rudy. Não só isso, mas a TWA tinha conseguido um contrato televisivo local, logo os nossos combates davam aos Sábados à noite, por volta da meia-noite. Os programas apenas tinham meia hora, mas deu-nos a experiência de fazer curtas entrevistas em TV, algo em que eu fui horrível durante muito tempo. Mas hey, com a prática se chega à perfeição.

Em Novembro desse ano, Shawn organizou para que o Lance e eu lutássemos na Frontier Martial-Arts Wrestling (FMW), uma companhia Japonesa, em troca da sua visita para arbitrar um grande combate deles. Conseguir uma oportunidade de ir ao Japão tão cedo na minha carreira tinha-me na Lua, de felicidade.

(...)

No próximo capítulo: A começar esta brincadeira e o nosso Bryan já vai para o Japão? É claro que temos que saber mais! Como correram os combates? Ou melhor ainda... Que histórias tem ele para contar? Há disso, sim senhor, só não podem perder a próxima edição, com a segunda parte do quinto capítulo desta cada vez mais entusiasmante obra!

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