sexta-feira, 10 de março de 2017

15 Anos... 15 Palavras ou Frases que fazem lembrar o nome Ring Of Honor (1ª Parte)

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15 Anos... Neste passado dia 23 de Fevereiro, a Ring Of Honor estaria a fazer o seu primeiro evento de sempre intitulado “The Era Of Honor Begins” e passados 15 Anos, eles continuam a estar ativos e a criar memórias com os fãs de wrestling, mas que palavras vos vêm à cabeça quando falam de ROH?

Três colaboradores do Wrestling Notícias que mais conhecem a ROH decidiram aceitar o desafio e visto que eles celebram 15 Anos de existência, decidimos nomear 15 palavras/frases que nos vieram à cabeça e o porquê, por isso acompanhem as próximas linhas…



Code of Honor (CoH)

Não se pode falar da Ring of Honor sem lembrar do traço mais único que possui: o Code of Honor. A prática desse código foi instituída logo no começo da existência da companhia, e primariamente servia para dar um “feeling” parecido ao das companhias japonesas, além de alavancar o estatuto de seus lutadores heels.

Cinco regras compunham o CoH no princípio; além de apertar as mãos de seu adversário antes e depois das lutas, eram proibidas interferências, ataques surpresas, ataques aos árbitros ou qualquer ação que causasse desqualificação. Hoje, apenas as regras de apertar as mãos e não atacar os árbitros permanecem, com o acréscimo da regra de terem uma luta limpa.

O CoH é um traço que bastante interessante para muitos, pois mostra o espírito esportivo dos faces e a deslealdade dos heels, sem falar que nesses 15 anos de existência o mesmo acabou se tornando marca registrada da companhia. É muito difícil imaginar algum combate da RoH acontecendo sem pelo menos vermos o tradicional aperto de mão antes das lutas.



Rob Feinstein

Apesar de lembrarmos aqui de muitas coisas boas que aconteceram na RoH, infelizmente também temos que lembrar de certos fatos incômodos que permearam a história da companhia e o principal deles, envolve o próprio fundador da RoH, Rob Feinstein.

Em 2004, Feinstein foi pego numa operação policial online, após ser flagrado tentando solicitar relações sexuais com um menor de idade, neste caso um policial se passando por um menino. O crime foi noticiado por vários tabloides americanos, e levou a que Rob saísse da companhia, mas não sem causar algum dano à mesma.

Com o caso exposto, a TNA, que mantinha parceria com a RoH (dividindo vários talentos entre si inclusive), encerrou o acordo e proibiu todos os seus atletas de competirem em eventos da “Rainha das Indys”, retirando vários atletas de peso da Ring of Honor, como AJ Styles e Christopher Daniels.

Apesar de ter sido um momento bastante negro para a companhia, esse acontecimento também marcou uma reviravolta para a companhia, que passou a ser gerida por Cary Silkin (que comprou as ações de Feinstein na empresa) que conseguiu expandir globalmente a marca da RoH. Entretanto, esse momento continua manchando a grande história da “Rainha das Indys”.



CM Punk

Entre os vários lutadores que fizeram história na RoH, um dos nomes mais lembrados é com certeza o de CM Punk. Estreando na companhia em 2002, Punk começou sua jornada pela “Rainha das Indys” rivalizando coma lenda da ECW Raven, numa das principais feuds da época.

Depois, ele e seu parceiro de longa data Colt Cabana, os Second City Saints, ainda se estabeleceram como grandes figuras da divisão de duplas da companhia, tornando-se Tag Team Champions duas vezes, vencendo os Briscoes em ambas as conquistas. Ele também viria a se tornar o treinador-chefe da escola da RoH, em 2003, sendo o primeiro a assumir a função.

Mas com certeza suas maiores lembranças na empresa são a mítica rivalidade com Samoa Joe, em 2004, que resultou em três combates absurdamente bons, e “Summer of Punk”, em 2005, onde o mesmo, enquanto já um lutador contratado da WWE, tornou-se campeão mundial ao derrotar Austin Aries, e tentou levar o RoH World Title para a empresa de Vince McMahon.

Esta lendária storyline terminaria com James Gibson (ou Jamie Noble na WWE) vencendo Punk num Four Corners Survival, que também contou com Christopher Daniels e Samoa Joe, e se tornando campeão. Punk encerrou sua trajetória na empresa com uma derrota para Colt Cabana em agosto de 2005, mas ainda hoje é lembrando como um dos maiores performers a ter pisado na RoH.



Chris Hero

Outra figura importante na Ring of Honor foi Chris Hero (Kassius Ohno na WWE). Conhecido mundialmente por suas passagens nas independentes, ele teve uma intensa rivalidade com a companhia em 2006, quando era lutador da CZW, e acabou por trazer vários lutadores da Combat Zone para auxiliá-lo nesta guerra entre empresas.

Foi ao final deste conflito, que terminou com a derrota da CZW, que Hero se tornou um lutador oficial da RoH, além de se reunir com seu antigo parceiro Claudio Castagnoli (Cesaro na WWE), na dupla Kings of Wrestling, como também se tornou pela primeira vez RoH World Tag Team Champion.

Ele também foi membro da stable Sweet N’ Sour Inc, onde conseguiu com a ajuda de seu manager, Larry Sweeney, um relativo sucesso como lutador singular, tendo inclusive alguns combates pelo RoH World Title, e alcançando a vitória no Survival of the Fittest de 2007.

Porém, foi junto a Claudio que ele realmente teve seus momentos de glória na companhia. Em abril de 2010 eles voltam a ganhar os títulos de duplas dos Briscoes, os mantendo por incríveis 363 dias, o maior reinado da história do cinturão. Hero sempre foi uma figura importante no cenário independente, e com esse feito, sua marca na RoH foi feita, e até agora, nunca quebrada.



Combates de assinatura

Nada define uma promotora de wrestling como as estipulações únicas que ela possa acrescentar em seus combates. No caso da RoH, onde não acontecem muitos combates com estipulação, isso os torna quase que eventos à parte na programação da empresa.

De todos os combates com estipulação da RoH, três se destacam acima dos demais. Primeiramente, temos o Fight Without Honor, combate onde não se aplica nenhuma das regras do Code of Honor, e onde adversários que realmente se detestam costumam finalizar suas rivalidades. Uso de armas é livre, bem como não há nenhum tipo de regra, o que o torna um combate sangrento e violento.

Em seguida temos os Four Corners Survival, a versão da companhia para combates de 4 lutadores. Aqui aplica-se o sistema de “tag-in”, onde dois lutadores começam dentro do ringue, enquanto os outros dois permanecem do lado de fora esperando por uma oportunidade para tocar num dos adversários e entrar no combate. Já houve algumas vezes em que o título mundial ou o título televisivo foram colocados em jogo nessa luta.

Por fim, temos os incríveis Ladder War’s. Apesar de serem apenas Ladder matches convencionais, estes são muito incomuns de serem realizados, com apenas 6 combates tendo ocorrido sob esta estipulação ao longo dos 15 anos de vida da RoH. Com isso, os fãs ficam sempre muito animados com o anúncio de uma nova LW, ainda mais porque em todas as suas edições, ou os títulos de dupla, ou o título mundial eram postos em jogo.

Outros combates únicos compõem (ou compuseram) o catálogo de combates da Ring of Honor nesses seus 15 anos, mas com certeza, esses são os mais lembrados e mais amados pelos seus fãs.



Women Of Honor (WOH)

As mulheres têm direito a um espaço também na ROH com a sua própria divisão feminina, mas que necessita de um título para tornar a divisão mais interessante. Nos inícios da ROH, falava-se vagamente nas mulheres (visto que há 10 anos atrás, o wrestling feminino não era tão falado como agora) e quem lá andava a ter uns combates só para mostrarem o talento era as conhecidas Sara Del Ray e Daizee Haze.

De vez em quando lá havia uma participação especial de ex-estrelas da WWE ou da TNA na altura como por exemplo a Awesome Kong e a Serena Deeb. Mas o conceito da Women Of Honor foi crescendo com os anos e apesar de ter sido um conceito pouco utilizado, só nestes últimos 2 anos é que a ROH tem apostado na WOH.

Casos como a Taeler Hendrix, Mandy Leon, Deonna Purrazzo, Candice LeRae, a invencível Kelly Klein, ODB, entre outros talentos femininos, são exemplos de que a ROH deve apostar numa divisão feminina e há bem pouco tempo ocorreu um “No-DQ Match” entre a Taeler Hendrix e a Mandy Leon que merece uma visualização.

Uma coisa é certa, são 15 Anos que esta empresa tem e sem dúvida que se teria de falar deste conceito da divisão feminina da ROH.



Kevin Kelly

A voz da ROH… ponto final! O mítico “He/She/They… Have… DOOOONE IT!” quando acaba um combate nesta empresa vem do Kevin Kelly e sem dúvida que é uma das peças fundamentais no que toca a comentadores que ficam na memória.

Durante todos estes 15 Anos, houve vozes e vozes, mas sem dúvida que a do Kevin Kelly vai ficar sempre na memória dos fãs, porque para além de comentador, também fez vários exclusivos no canal de Youtube da ROH (anunciando novidades para PPVs). Basicamente se a ROH perder este homem, perdem uma peça enorme.

Um comentador que antes de vir para a ROH, teve umas quantas experiências na WWE nos anos 2000, mas nunca passando para o cargo de comentador de um programa principal (como o Raw ou Smackdown), no entanto os anos de experiência que Kevin carrega têm valido muito à ROH!

É sem dúvida um grande comentador que faz sempre o seu trabalho de casa e ficará sempre associado ao nome da ROH, por ter comentado e tornado alguns combates grandes em combates épicos.


E assim termina-se a primeira parte deste artigo… para quem é fã da ROH há já muitos anos ou até mesmo aqueles que são fãs recentes, quais são as palavras/frases que vos vêm à cabeça ao falarem de ROH?

Artigo escrito por FaBiNhO, Leo C e Diego Meira

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3 comentário(s):

André Ribeiro disse...

Impossível falar da história ROH sem falar em 4 pessoas: Joe, Bryan, Nigel e Aries - que foram os melhores lutadores da companhia durante anos e anos, que produziram momentos icónicos, feuds e combates que serão recordados por quem os viu.

Espero também ver os Briscoes aqui, porque apesar de existirem n teams melhores que eles que estiveram ligados à ROH, mas Jay e Mark estão lá desde sempre e continuarão durante muito mais tempo.

ROH é vista por muitas gente como a fed dos movez~!, mas isso não poderia estar mais errado. Normalmente quem profere esse tipo de coisas nunca acompanhou numa feud/story na ROH. É verdade que a qualidade das storys têm diminuído drasticamente com o passar dos anos ( e se calhar estou a ser simpático) - mas feuds como Nigel vs. Bryan, Summer of Punk, Homicide vs. Cabana, ROH vs. CZW, Steen vs. Generico, Cole vs. Briscoe e havia inclusive feuds que tinham um impacto forte nas personagens aos contrário daquilo que se vê noutros lados - como por exemplo Jacobs - que desde que o inicio dos Lacey's Angel até ao final da Age of the Fall em que cada feud e cada combate fazia evoluir a personagem numa direcção interessante e que fazia igualmente sentido ou Steen que depois de ser expulso da ROH devido ao resultado de uma feud de um ano com seu antigo companheiro Generico regressa à ROH cheio de ódio para com a fed

Btw, Kevin Kelly já não está ligado à ROH à quase um mês, supostamente, diz-se que a razão é porque booker sente o seu lugar ameaçado.

Boa artigo, curioso para ver o resto

Anónimo disse...

Um comentador que antes de vir para a ROH, teve umas quantas experiências na WWE nos anos 2000, mas nunca passando para o cargo de comentador de um programa principal (como o Raw ou Smackdown), no entanto os anos de experiência que Kevin carrega têm valido muito à ROH!

Kevin Kelly participou várias vezes na mesa dos comentários do Raw is War entre 1996 e 1998. Existia um revezamento entre Kevin Kelly, Jim Ross, Jerry Lawler, Michael Cole, Vince McMahon e Jim Cornette.

vitor oliveira disse...

Excelente matéria de uma pequena grande companhia ROH