sábado, 14 de janeiro de 2017

Folha de Avaliação 2016 | WWE Smackdown

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É tempo de continuar. Sim, 2017 já vai avançando a largos passos mas ainda há um 2016 a rever. É feito assim aos bocadinhos para ser mais prático para vocês, não e? E para mim porque posso não ter assim uma vida por aí além mas ainda é qualquer coisa. Olhemos então para o Smackdown!

Os da Liga Grande


AJ Styles - Pois, começa-se logo isto com quem manda. "The face that runs the place", não é assim que ele diz? WWE Champion já desde o Verão e a acabar o ano com aquele surrealismo. Voltem atrás no tempo e digam a vocês mesmos de 2010 - ou qualquer outro ano perto - que em 2016, AJ Styles seria o WWE Champion. Já dizer que ele estaria na WWE pareceria de outro mundo mas lá chegou, com uma estrondosa ovação a recebê-lo no Royal Rumble. 

Deram-se as desavenças com Chris Jericho que o deixaram por baixo na Wrestlemania, instalando o pânico sobre os fãs: estava enterrado, pronto. Esta gente precipita-se. Desenterrou-se muito facilmente ao caçar o WWE Championship de Roman Reigns e, uma recepção aos velhos amigos Gallows e Anderson e uma Heel Turn, e já estava a rivalizar com John Cena, com quem daria grandes momentos, tremendos combates e vitórias limpinhas chocantes. Ainda havia medo do futuro de Styles? 

O WWE Championship que conquistou a Dean Ambrose que o diga. Feud longa e grande combates, após grande combate, nem os tropeções com James Ellsworth - que eram mero adereço cómico da rivalidade com Ambrose, nada o afectava propriamente - lhe retiram o tremendo 2016, que fecha como WWE Champion. Superstar do ano?

Dean Ambrose - Curioso que Ambrose começou 2017 igual ao seu 2016: como Campeão Intercontinental. Pelo meio, Ambrose teve alguns percalços e perdeu o interesse de muitos - de maneira nenhuma por desleixo da sua parte - com rivalides com Brock Lesnar e Chris Jericho que originaram combates desapontantes. 

Seria a segunda metade do ano, aquela que mais brilharia para Ambrose, assim que conquista a mala Money in the Bank e a utiliza logo na mesma noite, derrotando Seth Rollins para se tornar WWE Champion. Foi assim, como líder, que foi seleccionado como primeiro draft para o Smackdown, onde continuaria o seu reinado, derrotando adversários duros como Dolph Ziggler. Cai quando lhe aparece a frente o cavalheiro do parágrafo acima. 

Perde o título para AJ Styles mas nunca o deixa em paz, recorrendo até a James Ellsworth para o atormentar. Que foi má ideia, ele ainda lhe custou muita coisa, inclusive o título. Lá teve que retirar o foco do WWE Championship, mas ainda se considera já um dos Superstars de topo. Encontrou em Miz novo rival e até viu a sua menina Renee Young ficar mais activa e física no ringue, perante o mesmo. Foi o pontapé-de-saída para começar 2017 com ouro. É para se manter por aqui?

John Cena - Olhem que tive as minhas dúvidas. Cheguei a ponderá-lo para os part timers mas seria mais para achincalhar. É certo que não temos visto John Cena tanto como nos anos anteriores. Mas ainda é alguém a ter em conta, é o que nega ser part-timer, é o que não fica ausente assim por tanto tempo e não precisa de uma ocasião especial para aparecer. 2016 começou sem Cena mas aí foi por complicações: uma lesão retirou-o do card da Wrestlemania, onde ainda pôde dar um ar da sua graça num segmento em que ajuda The Rock a enxotar a Wyatt Family. 

À maneira do bom e velho Cena, volta de lesão mais cedo que o esperado e leva logo com uns Club e um AJ Styles agora vilão, para garantir que o pouco que Cena deixava feito neste ano seriam combates brilhantes. Foi derrotado por Styles na maioria dos encontros, apenas singrando com a ajuda de Enzo e Cass, com os Club a acompanhar Styles. Sai batido de uma pesada derrota no SummerSlam, deixando muitos a ponderar qual o seu futuro. 

O futuro seria continuar a ser o Cena: assim que voltou foi para desafiar pelo WWE Championship, porque é lá que ainda vai pertencendo, mesmo que não tenha tido sucesso na conquista. Afastou-se novamente dos ringues e começou a sua conquista do mundo, passando por todo o lado, chegando até a apresentar o Saturday Night Live, num programa ao qual até dou nota positiva. Voltou no fim do ano. Para quê? Para desafiar pelo WWE Championship. Porque é o Cena e pode. Fui o único a achar que a sua promo de regresso não foi uma promo à "goody Cena" e não soava lá a grande Babyface?

Rise & Rise

American Alpha - Um bom 2016 para Chad Gable e Jason Jordan com a sua subida do NXT. Um ano de começo, sim. Mas um bom ano de começo. Quiseram deixar bem claro que era uma grande aposta para o wrestling de equipas do futuro mas não quiseram ser precariamente rápidos. 

Foram uma importante escolha para o Smackdown no draft e tinham tudo para ser Campeões de Tag Team inaugurais logo à sua chegada. Mas para se saborear mais, viram a sua participação no torneio sabotada e lá tiveram que passar pela feud com os Usos primeiro. O culminar? Mesmo ao fechar o ano: uma surpreendente vitória sobre a Wyatt Family e os American Alpha fecham o seu 2016 como Smackdown Tag Team Champions! Já se antevê um 2017 ainda melhor e de ainda mais crescimento!

Baron Corbin - Pode não ter arrancado logo, mas até nem foi um mau ano para Baron Corbin. Até o destaco mesmo pelas suas melhorias em ringue, mantendo-se o seu trabalho ao microfone como a sua fragilidade. A sua entrada até foi em grande, chegando ao plantel principal logo vencendo a Andre the Giant Memorial Battle Royal da Wrestlemania. 

Dali em diante, seria tratado como o jovem promissor que ia-se mantendo vitorioso em várias feuds do midcard, de variado interesse como a sua feud longa com Dolph Ziggler, Apollo Crews, Jack Swagger ou Kalisto. Bom desenvolvimento no midcard, acabando o ano numa posição privilegiada: como candidato ao WWE Championship, mesmo que não tenha conseguido capitalizar na Triple Threat. Há alvos, há uma Rumble e um Corbin sempre a melhorar. 2017 só pode ser um ano de mais crescimento e, quem sabe, algum ouro...


Dolph Ziggler - É complicado colocá-lo aqui, sempre. A sua categoria seria mais um "Rise & Fall & Rise & Fall & Rise & Fall & etc. etc." Começou com todas as perturbações e procura de lugar no card: ora vagueava, ora desafiava a Authority, ora lutava com Triple H no Raw, ora perdia com este e aquele, ora desafiava pelo título Intercontinental na Wrestlemania, ora entrava numa feud demasiado longa com Baron Corbin com dificuldades em sair por cima. 

Foi seleccionado para o Smackdown e devia ser uma oportunidade para ele. E foi. Tornou-se logo candidato ao WWE Championship, o que já é algo mesmo que não o conquistasse. Partiu daí para o maior momento do seu ano: a feud com o velho rival The Miz, pelo título Intercontinental. Que nem assim atinava, mesmo que fosse por questões alheias. Até os Spirit Squad voltou a ver aí. Foi preciso fazer algo em grande. Colocar a carreira em jogo. Assim Miz até cedeu. Foi preciso isso para selar que esta era uma das feuds do ano e o combate que tiveram também constará em algumas listas dos melhores do ano - confirmo que está na minha. 

Ziggler consegue tornar-se Campeão Intercontinental e reabilita-se! Pronto, voltaria a cair às mãos do mesmo Miz mas já estava mais focado. Fechou o ano a competir pelo WWE Championship num fabuloso combate com AJ Styles e Baron Corbin. Será um 2017 de altos e baixos também? Não sei... Pelo menos uma atitude nova tem!

Heath Slater - Tão contente por tê-lo aqui nesta secção em vez do seu mais familiar fundo do poço! Com uma primeira metade do ano mais à Heath Slater, em que foi enchendo buracos com os Social Outcasts, foi do draft que ele mais beneficiou... Não sendo escolhido. 

Ficando sem brand, sem trabalho, foi tudo uma storyline em que se apercebiam da popularidade de Slater e do seu carisma e dotes cómicos. A sua constante procura por um contrato trouxe segmentos hilariantes e acabou por transitá-lo para um legítimo underdog, com a oportunidade de juntar-se ao Smackdown se connquistasse os Tag Team Championships. 

Contou com a ajuda do Rhyno e conseguiu mesmo limpar o torneio. Heath Slater, o eterno jobber, era um dos babyfaces mais over, chegava ao Smackdown e com ouro! Os títulos seriam perdidos e a equipa com Rhyno retomada esporadicamente. Já teve mais rumo e é possível que em 2017 vagueie um pouco mais. Mas já é bom ver que até sabem que têm algo bom em Heath Slater!

James Ellsworth - Se alguém contava que um dos imensos jobbers que Braun Strowman destruiu no Raw viria a tornar-se uma estrela com o protagonismo deste Ellsworth. Acontece que ele é um homem com dois punhos e uma oportunidade para lutar e à custa disso, derrotou o WWE Champion AJ Styles... 3 vezes. 

O certo é que estava tão over à sua primeira aparição que viram dinheiro nele e contrataram-no, deixando-o prosseguir como adereço cómico na feud entre AJ Styles e Dean Ambrose. Mas como é costume, deixaram de gostar dele porque ficou muito popular e já achavam que estavam a exagerar. Como se ele tivesse vindo para ser main eventer. Mas até aí capitalizaram, tornando-o Heel. 

Após lamber o chão às custas de tanto Styles como Ambrose, Ellsworth instala-se na sua posição: um lowcarder de comédia, algures entre o Santino Marella e o Hornswoggle. Sim, relaxem, ele nunca viria para ser mais que isso. Se isso é inveja por ele fechar o ano com uma... amizade muito especial com a Carmella, pronto, compreendo, mas temos pena!

The Miz - Um ano de revitalização para Miz! Foi bom tornarmos a ter este Miz de alta qualidade! Com uns recentes anos a deixar saudades dos seus tempos de antigos de ascensão até se tornar WWE Champion, chega 2016 para nos devolver um bom Miz. 

Começou ausente, como estrela de Hollywood que (diz que) é, mas assim que retornou não demorou muito a vencer o título Intercontinental a Zack Ryder e iniciar um longo reinado de crescente prestígio. Nem sempre teve das feuds de maior relevância mas conseguiu sair por cima de adversários como Cesaro, Kane, Darren Young ou Apollo Crews. Foi ao ser transferido para o Smackdown que aumentou tensões com Daniel Bryan e iniciou a sua nova ascensão, com boas promos, uma interessante intriga com o retirado General Manager e até combates a melhorar. 

Principal foco do seu ano será a rivalidade que retomou com Dolph Ziggler que, não sendo nova, acabou por ser a melhor de todas as desavenças entre os dois. Pelo meio perdeu o título num estupendo combate, dos do ano, e recuperou-o, conseguindo mais um reinado para fechar o ano. Acabou o ano a levar um estalo de Renee Young e começa 2017 sem ouro, mas não quer dizer que venha a ter uma nova queda... Não convém nada!

Randy Orton - Foi um ano positivo para Randy mesmo que não tenha sido daqueles "jogadores de topo", chegando mesmo a ponderá-lo de volta à Liga Grande. Mas Randy não tem estado para aí virado e vai-se mantendo por outras áreas. 

Passou toda a primeira metade do ano de baixa, numa altura de crise de lesões. Regressou para enfrentar Brock Lesnar, o que o legitimaria como lutador de topo. Acabou por apanhar como um boneco de trapo como já é usual em adversários de Lesnar e perdeu, ensanguentado, num finish ainda envolto em polémica. O seu foco passou imediatamente para Bray Wyatt, com quem não conseguiria ter sucesso na feud, acabando por fazer o incrível: juntar-se à Wyatt Family. 

Um bom passo para ele e para a equipa, que recuperou força e relevância como nunca antes. Passou pela conquista dos Smackdown Tag Team Championships com Bray e Luke Harper com a "Freebird Rule" e acabou o ano a perder o título, mas com tensões no ar. Sem títulos mas muito agite para ter um início de ano de interesse...

Rhyno - E quem diria que Rhyno ainda podia ser útil? Já depois de um período no NXT a ajudar a malta mais jovem, aproveita-se a sepração de brands para trazer Rhyno para o Smackdown. Parecia tê-la pegada com Heath Slater mas acabou por ganhar respeito por ele e ofereceu-se como seu parceiro. Será que ainda dá muito gozo ver Rhyno em 2016? 

Dêem-lhe biscoitos e queijo e o gajo é divertidíssimo! Dupla entretida com Slater, não veio só para a galhofa. Os dois conquistaram os Smackdown Tag Team Championships, tornando-se os Campeões inaugurais e provando que Rhyno ainda pode ter ouro na WWE nos dias de hoje. Entretanto, os cintos já não lhes pertencem e há sinais de tensões que se possam levantar. 2017 já está cá para vermos o que acontece...


The Wyatt Family - Ainda bem que estes se reabilitaram! Senão já estava a vê-los a chegar ao fundo! Sempre um grupo de relevância inconstante e com booking incerto que nem sempre os consegue favorecer, os Wyatts entraram em 2016 com fraqueza. Iam a todo o gás para uma feud com Brock Lesnar que acabou sendo despachada e substituída. 

Na Wrestlemania viu-se o mais fundo a que chegariam: sem lugar no card, apareceram num segmento com The Rock que acabou num combate vencido pelo visitante a Erick Rowan, em meia dúzia de segundos. Não foi com feuds canceladas com a League of Nations ou com a tentativa de recriar os Hardys na feud com os New Day que recuperaram ar. Foi preciso chegarem ao Smackdown e lá também chegar Randy Orton para lhes dar cabo da cabeça. 

Valeu-lhe que deram mais cabo da cabeça a ele. Deu-se milagre. A melhor coisinha que aconteceu à equipa: Randy Orton junta-se a Bray Wyatt e a Luke Harper para uma nova Wyatt Family interessante, dominante e que conseguiria os Smackdown Tag Team Championships. Pena que seja de vida curta, os títulos já foram perdidos mas é tudo a alimentar o retomar da rivalidade. Pelo menos já se viu algo melhor, mais concreto e de lugar mais privilegiado!

Rise & Fall

Kalisto - Não é que tenha ido parar lá ao fundo, mas já esteve bem mais alto. Até porque começou 2016 de uma bela maneira: tornando-se United States Champion. Até podia ter um percalço logo de seguida, mas recuperava o título rapidamente, fazendo deke um rápido bicampeão. O seu reinado teve a sua solidez, conseguindo bons combates com Alberto Del Rio ou Ryback, acabando por perder o cinto para Rusev. 

Falharia na reconquista e ficaria um midcarder de pouco rumo até à sua transferência para o Smackdown. Lá teve um dos momentos mais caricatos: uma promo desastrosa em que Kalisto tropeçou em praticamente todas as palavras que disse, culminou num espectacular "Great... Lucha... thing" e acabou por sair frustrado da entrevista. Sinais de que não atinaria tão depressa outra vez. 

Falhou oportunidades aos títulos Cruiserweight e Intercontinental e saiu por baixo, mesmo que com muita luta, da intensa e física rivalidade com Baron Corbin. Começou como Campeão, acabou como midcarder que se vai safando.



Zack Ryder - O mais típico ano de Zack Ryder em que tem o seu momento e cai novamente. Já faz parte da sua personagem de "underdog", aquele que não consegue o topo mas que vai tendo os seus "feel good moments". Teve um gigante e logo na Wrestlemania, quando se tornou Campeão Intercontinental. Perdeu-o no dia seguinte, mas via-se que a intenção foi sempre essa: dar-lhe um bom momento de Wrestlemania. 

Já caiu aí mas não foi logo ao fundo, ainda conseguindo uma candidatura ao United States Championship. Com a transferência para o Smackdown, vinha o momento que o deixaria mais discreto: os Hype Bros. A par de Mojo Rawley foi ocupando a divisão de equipas do Smackdown sem singrar e sem se tornar das mais notáveis. Podia ter acabado o ano com mais algum brilho mas acabou por concluí-lo da pior maneira. 

Numa battle royal que o tornaria candidato aos Smackdown Tag Team Championships, ao vencer lesiona-se. Não retomará tão cedo, perdendo ainda alguns meses de 2017. A malta não se esquece de ti, rapaz, as melhoras!

Águas paradas

Apollo Crews - Introduzir Apollo Crews no plantel principal apenas para estar lá. Um Superstar de um talento fantástico mas a quem não constroem algo que o torne entusiasmante. Chegou sem grande plano concreto: as suas primeiras feuds foram com os Social Outcasts (!) e com Sheamus. 

Até foi candidato ao título Intercontinental de The Miz por duas ocasiões sem sucesso, mas são apenas oportunidades esporádicas entre ausências e rivalidades com Curt Hawkins. Fraco aproveitamento e parecem sugar o potencial e interesse de um lutador de talento extraordinário em ringue...



Kane - Um veterano que começará a sua transição para part-timer com mais cargos e trabalhos lá dentro do que no ringue. O novamente mascarado Kane é alguém que já não tem nada a provar nem precisa de fazer muita coisa e vai aparecendo quando é preciso. 

Esteve ausente após a Wrestlemania até ser transferido para o Smackdown onde teria uma chance ao título Intercontinental para marcar terreno, vá. Depois foi aquecendo com vários squashes a jobbers até ser uma peça na rivalidade/aliança de Randy Orton e Bray Wyatt. Vai aparecendo, vai destruindo, vai-se sacrificando. Um bom trabalho de Kane como veterano a dar sempre uma mão quando é preciso e a retirar-se em prol da outra malta mais nova...

Mojo Rawley - Uma subida para preencher lugares na divisão Tag Team do Smackdown. Acompanhou Zack Ryder nos Hype Bros mas colheu muito pouco. Acumulou mais vitórias em episódios do Main Event do que quando interessava. Com Ryder, foi-se sempre apurando bem em torneios pelos títulos sem nunca conseguir capitalizar e marcou presença na representação da divisão de equipas do Smackdown no Survivor Series. 

Poderia começar 2017 como candidato aos Tag Team Championships mas uma lesão de Zack Ryder - no processo da vitória - cortou também as pernas a Mojo Rawley. Se já se fazia pouco com ele, então agora é que sobra menos. Mas pode haver um 2017, ou uma primeira metade, de Mojo a solo...


The Usos - Até tiveram uma remodelação que pode muito bem ter-lhes feito bem. Só não foi totalmente aproveitada ainda. Estes últimos tempos ficaram marcados pela perda de interesse do público nos gémeos. 

Com um acto repetido e cansado, sem grande coisa a acrescentar, pouca plateia realmente os apoiava nas suas feuds com os New Day, os Dudley Boyz ou muito menos com Gallows e Anderson quando assistiam o ainda menos popular primo Roman Reigns. Já no Smackdown, fartaram-se disso e tiveram uma refrescante Heel Turn que até os colocou em posições privilegiadas de candidaturas a títulos, sem que realmente os conquistassem alguma vez. Uma mudança que poderá ser bom para eles, especialmente em 2017. 2016 até foi de poucos avanços para os filhos de Rikishi...

O fundo do poço


The Ascension - São os Ascension, é preciso dizer muito sobre a maior potência do wrestling de equipas da WWE? Jobbers residentes, nem sei como é que ainda os tentam vender como ameaçadores a cada vez que eles vão ao ringue para se deitar para alguém. Quem os viu e quem (não) os vê...

Breezango - Dói-me colocá-los aqui. Perguntem-me por malta da mais underrated de toda a WWE e exclamo os nomes de Tyler Breeze e Fandango, tanto singularmente como em equipa. Mas nunca os aproveitaram para nada. Eram jobbers perdidos quando se juntaram, a partir da história dos Golden Truth e juntaram-se para mostrar que mantinham a piada que sempre tiveram, juntavam dois competidores bem dotados em ringue... Para nada. 

Uma curta série de vitórias sobre os Usos acabou por dar em nada e fecham o ano como a "Fashion Police", para segmentos de comédia ou como jobbers para outras equipas mais consagradas. Muita pena, mesmo porque continuo a exclamar os subvalorizados nomes deles mesmo que não me perguntem nada!

Curt Hawkins - Bem-vindo de volta. É bom tê-lo por cá de novo e até vimos performances engraçadas dele mas temos que FACE THE FACTS! Ele voltou para ser jobber. Um retornado com esse propósito, é o Jinder Mahal do Smackdown. Com uma gimmick muito auto-anunciada e com estreia adiada, é a Eva Marie em masculino. Até derrotou Apollo Crews e tudo mas fez pouco mais que levar na boca, no pouco que aparecia. É preciso malta para o cargo e é preciso dinheiro para aceitar voltar à WWE sabendo para o que vai. e este até tinha a sua piada...

Jack Swagger - Olha ele! O novo Jack Swagger! O revitalizado! O que chegou ao Smackdown a mandar-vos esquecer tudo o que conhecem dele em ringue. Ele virou o boné para trás, gritou coisas estranhas e lançou "dad jokes"! É um novo Swagger cativante! Ou então não, a gimmick de gajo repetente há muitos anos mas que só não quer perder as festas todas da faculdade sem que ninguém o convide - foi o que eu achei - não convenceu ninguém, não houve mudança nenhuma e daí só tirou uma feud com Baron Corbin, da qual saiu por baixo, após uma vitória fajuta através de um "tap out" falso, como ganham todos os Faces. Depois disso, rumo ao banco do balneário e ao Main Event! Isso é que é mudança!

The Spirit Squad - Tudo porque, ao que é indicado pelo WWE.com, eles ainda lá estão. Até gostei de os ver de volta, ao Kenny e ao Mikey - calhou serem os únicos além do Nicky, claro, que eu me recordo e reconheço individualmente - e pensei para mim que podiam ficar com eles para preencher a divisão de equipas um pouco mais. Parece que ficaram mesmo, os seus nomes foram adicionados à lista, lutaram mais vezes e até tentaram a sorte pelos Smackdown Tag Team Championships após serem apenas adereços na feud entre Miz e Dolph Ziggler, motivo que os trouxe de volta em primeiro lugar. Depois disso... Desapareceram. Não os vimos mais. Difícil considerá-los assim. É preciso mesmo uma visita ao WWE.com para ter a certeza que realmente lá ficaram...

The Vaudevillains - Promissores e caíram por terra. Já mal se anunciou a sua chegada, ficaram as incertezas sobre o seu futuro, se saberiam administrar as carreiras de Aiden English e Simon Gotch. Ainda tiveram uma candidatura ao título que obtiveram através de um cagaço, com a lesão legítima de Enzo Amore. Daí para a frente ficaram fixos na mó-de-baixo e funcionam maioritariamente como jobbers para outras equipas. É pena.

Os Part-Timers

The Headbangers - Os veteranos da Attitude Era deram lá uma perninha e fizeram alguns combates sempre que a divisão de equipas precisava de mais alguém. Trabalhando combates sólidos, deixava sempre os outros brilhar. Vieram dar umas mãozinhas e ganhar uns trocos. Quem dizia que não?

Shane McMahon - Considero este indivíduo que está lá todas as semanas, como figura autoritária, pelos seus ocasionais devaneios no ringue. E é sempre para dar estragos quando lá passa. O primeiro foi propositado. Contra Undertaker na Wrestlemania, atirou-se do topo da jaula do Hell in a Cell, num combate fraco até chegar a esse spot despertador, porque o malandrim gosta de fazer nome a atirar-se de coisas e a partir-se ao meio, não se conforma com o nome do pai e, por aí, até faz muito bem. 

A segunda já foi menos intencional e viu-o a atirar-se do canto para um Spear de Roman Reigns porque o malandrim gosta de fazer nome a atirar-se de coisas e a partir-se ao meio. Neste caso aqui ficou sem ar e acabou retirado do combate, pregando um susto a quem assistia. 

O gajo levanta-se sempre, ainda o havemos de ver no ringue mais algumas vezes. A atirar-se de coisas porque o malandrim gosta de fazer nome a atirar-se de coisas e a partir-se ao meio.


The Undertaker - Foi preciso alguém para obrigar o Shane a fazer loucuras. E não, não me refiro ao pai, falo no ringue. Undertaker deu os habituais hábitos da sua graça por época, aparecendo na Wrestlemania vencendo Shane McMahon, mantendo a carreira e retirando a Shane o direito de exercer poder sobre o Raw. 

O que nem aconteceu logo foi para lá perder tempo. Ainda tornou a aparecer no Smackdown a encorajar a equipa representativa da brand azul para o Survivor Series e disse que estava mesmo de volta para tomar almas. De facto não o tornámos a ver até 2017 e foi num ringue de cordas de outra cor. Mas é o Undertaker, faz o que quer e aparece quando quer e onde quer. Não foi isso que ele disse já a entrar em 2017? É que vem para brincar às Rumbles!

As senhoras


Alexa Bliss - Talvez uma das surpresas do Draft que a colocou no Smackdown. E talvez uma surpresa ainda maior que fechasse 2016 a encabeçar a divisão feminina do Smackdown. Mas isso é apenas olhando para o que conhecíamos dela há muito tempo. Porque já bem se comprovou ela. Teve uma ascensão rápida com o título como alvo pouco depois da sua chegada, obtendo a candidatura um mês depois de chegar. 

Campeonatos adiados, derrotas controversas, tudo adiou o inevitável. Alexa Bliss é pequenina mas tramada, muito esperta e talentosa. Não é só uma carinha bonita e no TLC fez as coisas à bruta: ganhou o título arremessando a Campeã por uma mesa dentro. Fechou o ano como Campeã e com sarilhos com múltiplas Luchadoras - a incluir a própria. Começa o ano muito bem, para já, e duvido que caia com um potanpé-de-saída tão certeiro...

Becky Lynch - A outra cara bonita que representou e encabeçou a divisão feminina do Smackdown. Fechou o ano a caçar aquilo que já lhe pertenceu, o Smackdown Women's Championship de Alexa Bliss, mas coisas melhores lhe aconteceram ao longo do ano. 

Integrou um dos combates femininos do ano, na Wrestlemania XXXII, onde não conseguiu conquistar o recém-introduzido Women's Championship. Alguns problemas com Emma, Dana Brooke e Natalya mantiveram-na ocupada e em ambos lados da vitória, mas foi com a sua transferência para o Smackdown que se impôs: foi a inaugural Smackdown Women's Champion.

Infelizmente não teve o melhor reinado, com azarentas lesões e bookings que a deixavam mal vista, mas creio que já não tem muito a provar em relação à sua posição no card feminino. Antevejo um 2017 semelhante ao seu 2016, que não se pode dizer mau.


Carmella - Talvez uma das surpresas do Draft, foi transferida para o Smackdown e já não vinha associada a Enzo e Cass. Ainda era boa rapariguinha ao início mas não vinha para isso. Um bruto ataque a Nikki Bella estabeleceu uma das principais rivalidades femininas do Smackdown do ano, prolongando-se por vários meses com várias provocações e atitudes que a estabeleceram como uma sólida vilã. 

Não obteve muito sucesso na rivalidade, saindo por baixo, mas pôde avançar de queixo erguido... E calha falar em queixos... Porque fechou o ano com uma amizade muito esquisita com... James Ellsworth. Há coisas bizarras, eu sei...

Eva Marie - Todos a odeiam e é, de longe, a pior wrestler de todas, mal se classificando como tal. E por isso mesmo, é a maior. Esqueçam lá a sua tentativa de ser a salvadora da equipa das Total Divas na Wrestlemania. 

O melhor veio depois de ser transferida para o Smackdown, onde anunciava a sua entrada como uma estrela e tinha sempre uma desculpa diferente para não lutar, sem que a sua estreia chegasse a acontecer. Eu, pessoalmente, adorava os segmentos, e foi a melhor coisinha que puderam fazer para capitalizar no heat que paira sobre ela. Depois chegou uma legítima suspensão... E se calhar, em acréscimo, só lhe fez melhor ainda! Esperamos por um 2017 com mais diversão e com tão pouca acção em ringue!

Naomi - Não foi das principais e mais notáveis do plantel. Até porque passou uma boa parte do ano lesionada, por duas vezes, também. É assim que o fecha. Lista pouco nos seus feitos, como a feud com Sasha Banks pós-rompimento das Team B.A.D, a história das Total Divas contra as Anti-Divas da Wrestlemania, um regresso ao activo com uma transferência para o Smackdown com um nova imagem berrante, vitórias aqui e ali e pouco mais de concreto a apontar-lhe. Para já, a sua preocupação será recuperar. Depois verá onde se estabelece no card feminino.

Natalya - Natalya tornou-se, progressivamente, a competidora talentosa que está sempre lá mas que nunca chega bem lá, se é que me entendem. Talvez a sua melhor altura tenha sido na primeira metade do ano, após a Wrestlemania, em que rivalizou com Charlotte pelo Women's Championship, numa feud prolongada que ainda meteu Ric Flair e Bret Hart ao barulho. E um inevitável Screwjob, claro, nunca o largam! 

Uma feud com Becky Lynch e uma transferência para o Smackdown num período confuso em que não se percebia se era Face ou Heel. Só sabíamos que ela falava muito citando canções famosas, peguem lá uma gimmick. Foi com o ataque a Nikki Bella que se tornou uma vilã definitiva e que arranjou pretexto para um 2017 activo e com uma das rivalidades a ter em conta na programação do Smackdown.


Nikki Bella - O início de ano bem que se pode comparar mais a um pesadelo. Depois de um ano de sonho em que quebrou o recorde com o mais longo reinado como Divas Champion e foi Diva do Ano, fecha esse ano e abre 2016 a recuperar de uma lesão que parecia gritar que a sua carreira tinha acabado. 

Mas ela foi resiliente, trabalhou para a recuperação, adaptou-se a um novo estilo em ringue mais seguro, abandonou o Rack Attack como finisher e já se dizia estar pronta para voltar a meio do ano. Voltou, como surpresa, no SummerSlam, perante uma boa reacção, instalou-se no Smackdown como Face e, mesmo sem caças ao título, para uma Campeã tão notável como ela, esteve sempre activa. Uma rivalidade pessoal com Carmella manteve-a bem ocupada e vitoriosa. 

Passou para uma rivalidade com Natalya, de implicações tão ou mais pessoais, que é o assunto com que entra em 2017. Não se prevê um 2017 fraco, tem sido sempre notável e, mesmo sem caça ao título, vai estando na linha da frente da competição feminina do Smackdown. As candidaturas ao título virão, com certeza.

Acho que não me esqueço de ninguém, acho que é esta a malta do Smackdown! Nervosíssimos por saber o que eu dizia de cada um deles, com certeza! A cantiga para fechar este artigo é a mesma. Que gostem e comente, corrijam, reforcem, recoloquem, tudo o que quiserem. A liberdade do costume. E fica o anúncio feito para a próxima semana. Isto volta com nova análise à boa malta promissora do NXT! Até lá, fiquem bem!

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