domingo, 8 de janeiro de 2017

Folha de Avaliação 2016 | WWE Raw

Gostou deste artigo? Então clique nos botões ao lado para o curtir! Se assim o desejar, deixe-nos um comentário no fim que nós e os visitantes agradecemos!


É, já viram isto antes, sim. Não é daqueles "déjá vu" com uma impressão de realidade. Isto é mesmo algo que já existia e que eu aqui resgato para olharmos para trás para um 2016 bastante misto. Mas já estou a entrar em muitas descrições, quando isto é a mera introdução de um velho artigo que já tem vida desde os velhos tempos do Slobber Knocker, se sabem lá que raio era isso. Para este ano, até temos a nova divisão por brands, o que facilita e reduz a carga semanal. Recordemos então os anos da malta que constitui o actual plantel do Raw. Lembram-se de todas as secções?

Os da Liga Grande


Kevin Owens - Sê bem-vindo a este prestigioso grupo! É sinal que já estás no topo como todos sempre quiseram e como sempre tiveram receio que não acontecesse. Malta negativa que espera sempre o pior. Pois Owens já só devia esperar o melhor de 2016. Começou-o benzinho até, recuperando o título Intercontinental que tivera no ano anterior, perdendo-o na Wrestlemania. Num grande combate, ao menos. Foram meses de estrilho com Sami Zayn que podiam marcar o seu ano, tal como marcaram a sua carreira. Mas outro acontecimento, ao virar do ano, com uma divisão de plantéis que o colocou no Raw: com uma mãozinha de Triple H, Kevin Owens tornou-se o segundo Universal Champion da história. E com o reinado mais longo, já agora. É com o cinto de topo da marca vermelha que fecha o ano. E com um melhor amigo, fazendo dele, não só um dos principais Superstars, dos melhores wrestlers, dos mais bem posicionados, mas também dos mais divertidos, com segmentos hilariantes na companhia de Chris Jericho a juntar-se aos seus grandes combates. Que agora só venham anos assim para Owens!

Roman Reigns - Para me recordar do que eu próprio escrevo - não sou o autor a que mais ligo para me lembrar do que faço - consulto os artigos do ano anterior. E deparei-me com a curiosidade de ter John Cena na "Liga Grande", apontando a peculiaridade de ter o United States Champion nessa posição. Pois, repete-se. O United States Championship está assim tão valioso? Nem por isso. Mas Reigns quer mesmo continuar a ser o "Big Dog" nesta seita toda. Não anda a fazer "open challenges" como o outro cavalheiro aqui mencionado mas, no meio de muita controvérsia e num ano conturbado, Reigns andou sempre por cima. Começou bem lá encima, como WWE Champion, perdendo-o para outra tramóia de Triple H - anda já a cheirar muito, por aqui. Conseguiu recuperá-lo no prestigioso main event da Wrestlemania e só isso já lhe garantia aqui um lugar. É que depois de perder o título vinha a lompa. Uma suspensão por violação da Wellness Policy mancharam-no e dificultaram o seu planeamento futuro. O seu regresso foi morno - já muitos fãs não iam com ele de qualquer forma - e parecia que tudo ia abrandar quando competiu e conquistou o United States Championship. Instalou-se um certo alívio em alguns por ver uma oportunidade de restauro, com o retorno ao midcard. Não serviu de tanto, continuou parecido e sempre de pescoço esticado para o topo. E como fecha 2016? Como candidato principal ao Universal Championship, o raio do topo. Um United States Champion que não se contenta com isso, é assim que ele fecha o ano!

Seth Rollins - Claro que está aqui porque aqui já é o seu lugar. Porque ele até começou o ano desaparecido, graças a uma lesão que o retirou dos nossos ecrãs para nosso enorme pesar. Voltou com um ataque a Roman Reigns, no Extreme Rules, instalando um enigma: porque raio era ele ainda Heel e Roman Face se os fãs iam puxar exactamente o contrário? a sua caça ao título viria a ser frutuosa, com a vitória sobre Reigns a dar-lhe o segundo reinado como WWE Champion... que duraria minutos graças às peripécias de um certo lunático e uma mala. O restante ano permaneceu à caça. Tentou recuperar o WWE Championship, sem sucesso. O título afastou-se dele, indo para o Smackdown e ficando ele no Raw, como primeiríssima e prestigiada escolha, típica de alguém nesta categoria. Seria o primeiro finalista ao inaugural Universal Championship, mas não o conseguiria conquistar. Nunca, mesmo que tentando imensas vezes. Até parecia que ia ganhá-lo, mas alguém se virou a ele. Sim, falemos de Triple H mais uma vez! Finalmente como Face, fecha o ano com as mãos cheias de oportunidades ao Universal Championship, desavenças com Chris Jericho - factor essencial nos seus falhanços de conquistar o novo cinto de topo - e tréguas e renovação de votos de amizade com Roman Reigns, velho amigo e velho rival. Mas tudo isso, com algo diferente em mente que pretende levar para a frente em 2017. Exacto, já que tanto se falou nele nestes três parágrafos, nomeie-se o seu alvo: Triple H!

Rise & Rise

Braun Strowman - Ano monstruoso. Não é que já tenha facturado, mas o gajo é monstruoso! Entrou o ano ainda como parte da Wyatt Family e bem sabemos que a chama desse grupo desfaleceu um pouquinho. Então na Wrestlemania é que quanto menos se falar melhor. O que o salvou foi a separação de brands, que o levou para uma carreira a solo no Raw, onde basicamente varreu tudo. Primeiro, tudo o que era jobber. Depois meteu-se Sin Cara, ou seja, continuava a ser tudo o que era jobber. Foi preciso vir Sami Zayn impôr-se para que ele tivesse competição a sério, chegando a ter uma semi-derrota perante Zayn no Roadblock: End of the Line. Basicamente, Sami Zayn aguentou 10 minutos, só isso, era esse o objectivo. Mas num Last Man Standing, já teve a chance de partir Sami Zayn em cacos. Fecha o ano com ambições altas: Royal Rumble em vista - e é uma bela ameaça aí - e a maltratar outros mais pesados como Reigns e Rollins! Por onde se quer ele meter? Quer entrar ali para a secção de cima no próximo ano?

Cesaro - Parece que todos os anos para Cesaro custam a arrancar ou têm algum percalço muito grande. É assim a carreira de Cesaro. Já com tudo para estar na categoria acima, mas nunca verdadeiramente recompensado. Começou o ano da pior forma: lesionado. Voltou pouco depois da Wrestlemania e até tentou várias caças ao WWE Championship. De imagem renovada, parecia encaminhado para mais um ano a ser subvalorizado. Até lhe saiu um "shoot" após o seu draft para o Raw, onde se queixou de um pouco de tudo. Mas até que valeu a pena. Daí saiu uma rivalidade com Sheamus que, com uma série de 7 combates, ameaçou tornou-se maçador e acabou por nos dar, no seu último encontro, um tremendo combate que tenho na minha lista pessoal de combates do ano. E dessa rivalidade, saiu... Uma parceria. Parceiros à força, tentaram capturar os Tag Team Championships dos New Day, sem nunca se entender. Que era o único que os estorvava. Porque assim que se entenderam... Não, nada os parou. Cesaro fecha o ano como um excelente Raw Tag Team Champion e só esperamos muito mais desta dupla e dele a solo em 2017!


Chris Jericho - Excelente ano para Jericho, por mim estava na categoria acima e não esteve muito longe. Finalmente um Jericho que ninguém se importaria de ver como Campeão Mundial. O melhor e mais divertido Jericho em anos. Também um Jericho mais activo, ao contrário do Jericho saltitão que vai e vem, por uns meses. Deste Jericho tivemos uma rivalidade e aliança de curta vida com AJ Styles, que tornou possível a Heel Turn que viria a favorecer Y2J em peso. Prosseguiria o seu ano com conflitos com Sami Zayn ou Dean Ambrose, tendo esta os seus pontos altos - segmentos e promos entre ambos - e os seus pontos baixos - Asylum Match. Mas o que mais marcou o seu 2016 foi a conquista de um melhor amigo. Ou melhor, dois melhores amigos. A sua amizade com Kevin Owens não lhe trouxe só uma rivalidade com Seth Rollins, trouxe-lhe também relevância e trouxe-nos a nós, uma das duplas mais divertidas em muito tempo. O outro melhor amigo... Uma certa lista mais over que muitos Superstars aspirantes. O melhor Jericho em muitos anos. E se discordares, sabes o que acontece? Sabes o que acontece àqueles que discordam? YOU JUST MADE THE LIST!

Enzo Amore & Big Cass - Tanta malta à espera que ganhassem os NXT Tag Team Championships e isso nem sequer à vista. Mas no Raw após a Wrestlemania, havia estas caras novas à vista, estreando no plantel principal com estrondo. Desde então, até podem nunca ter conquistado os títulos realmente, mas por entre várias feuds com os Dudley Boyz, os Vaudevillains, Owens & Jericho, The Club, até mesmo os Shining Stars, a dupla de Enzo e Cass foi sempre conseguindo manter-se relevante e como uma das principais peças de entretenimento do Monday Night Raw, como as bolas de carisma interminável que são. Pelo meio, outros momentos de maior relevo como a sua inclusão vitoriosa na feud entre John Cena e AJ Styles, quando este recorreu ao seu Club ou quando Big Cass, a solo, conseguiu apuramento para competir pelo Universal Championship. Um momento mais assustador como a lesão de Enzo no Payback que mexeu com os nervos de quem assistia, mas de resto, um ano jeitoso para a dupla. Fecham-no com chave estranha, no entanto, numa rivalidade com Rusev à volta de Lana. Com segmentos que tanto têm de bizarro como de entretido. Veremos como se desenrascam em 2017! Que não seja um ano S-A-W-F-T SAAAAWFT!


The New Day - Um gajo até pode pensar que caíram no final. Mas que peso tem, após o ano que tiveram? Entraram o ano com a pica toda a essa pica podia ser bem os Tag Team Championships. Foi ainda no início do ano que também tiveram a sua Face Turn, na qual puderam capitalizar, tornando-se um dos maiores fenómenos de merchandise do plantel actual, chegando mesmo a ter os seus próprios cereais. Como um dos principais e mais incontoráveis actos de entretenimento, também faziam o que era preciso para vingar, no ringue. Conseguiram reter os cintos, derrubando toda a competição, fossem Usos, Vaudevillains, League of Nations, The Club, entre outros vários. O maior feito: reter o cinto até bem pertinho do fim do ano... Quebrando o derradeiro recorde de reinado mais longo, batendo os Demolition. O reinado foi finalizado pela dupla de Cesaro e Sheamus, a tal cheia de potencial. Mas nada tira os enormes feitos que o trio de Big E, Kofi Kingston e Xavier Woods conseguiu!

Sami Zayn - Para já, até pode ter começado o ano numa maca, mas o seu 2016 foi razoável, sem realmente amontoar muito de especial. Esperemos mais crescimento da sua parte. Apareceu na Royal Rumble como agradável surpresa e ocupou muito do ano retomando a sua feud com Kevin Owens, que passou pela Wrestlemania, pelo Payback, pelo Battleground, etc. Com trocas de vitórias. Período algo adormecido, uma rivalidade com Jericho e uma tentativa falhada de levar o título Intercontinental de Miz para o Raw. E chegava o momento de Zayn se impôr. À homem, mesmo. Desafiando Braun Strowman. O que lhe vinha a causar muitos sarilhos e muita dor. E muito sermão de Mick Foley. Venceu um desafio de 10 minutos no Roadblock: End of the Line e até nem tem muito para contar. Mas tornou-se uma peça notável do Raw e esperamos vê-lo a finalmente colher frutos em 2017!

Sheamus - Ano passado tinha-o na "Liga Grande" à força. Ainda nos lembramos dos incidentes que o levaram aí. Começou o ano ainda com restos disso mas trazia consigo algo que tinha imenso potencial mas que, por acaso, foi tratado como restos. A League of Nations. Com pouco rumo, passaram por uma vitória na Wrestlemania e uma sova de lendas logo a seguir. Aos poucos, o grupo acabaria por se dissolver, acabando até de forma azeda e Sheamus estava por conta própria. E, como costume na sua carreira, com pouco rumo. Uma feud de passagem com Apollo Crews e encontrava-se numa situação semelhante a Cesaro. Tanto que se encontraram por isso mesmo. Para saber o que se passou e como Sheamus acabou o ano, é só ler a entrada sobre Cesaro, que acabaram o ano em grande e juntos. Sheamus conclui como um Face mal amanhado que até já é um tipo mais simpático mas ainda o mesmo brigueiro de poucos amigos de antes. Se calhar até está melhor assim. Bem acompanhado e tudo...

Rise & Fall


The Club - Era uma chegada muito aguardada à WWE. Com AJ Styles já estabelecido, faltavam os outros integrantes do mesmo grupo e já rumorados, a chegar. Fizeram-no a sangue frio e com estrondo, subitamente interrompendo e atacando os Usos. Parecia que estava aqui uma equipa dominante como no Japão, pronta a limpar o cebo a tudo, especialmente quando conseguiram aliar-se a AJ Styles para realmente reformar o grupo. Um draft que os separou de Styles ditou o início da queda. É certo que foram assíduos candidatos aos Tag Team Championships mas sempre sem sucesso. Utilizados em segmentos de comédia forçados, longe de serem o seu ponto forte. Acabaram por reduzir-se a apenas mais uma equipa no plantel. Uma sombra do que eram. Continuam os eternos candidatos aos títulos sem sucesso, mas essa persistência pode valer-lhes. Será que em 2017, a dupla de Luke Gallows e Karl Anderson poderá finalmente descansar com uns cintos em sua posse?

Darren Young - Até parecia que ia ser o ano de toda uma renovação para Darren Young. "Let's make Darren Young great again!", diziam em referência a não sei bem o quê, algum acontecimento obscuro que deve ter acontecido lá para aquele país. Tinha Bob Backlund como treinador e manager, os segmentos eram apatetador mas com um certo encanto, muito graças a Backlund. E teve boa recepção do público, quando retornou ao ringue. Conseguiu uma candidatura ao título Intercontinental! Parecia que se formava um bom ano para D-Young, mas assim que entrou em nova feud com o seu ex-parceiro Titus O'Neil, começou tudo a cair. E acaba o ano como apenas mais um no plantel, que vai competindo para os lados do Superstars e do Main Event. Great again?


Rusev - Altos e baixos, lá está. Não começou o ano assim tão bem, começou-o como parte da League of Nations, com Sheamus, Alberto Del Rio e Wade Barrett. Já bem sabemos que essa stable tinha potencial mas não passou disso. Foi depois da necessária separação que Rusev se lançou a solo e arrebitou um pouco. Tornou-se United States Champion pela segunda vez e até teve um reinado jeitoso. Passou por diferentes adversários de diferentes níveis como Kalisto, Cesaro, Titus O'Neil, Zack Ryder ou Mark Henry. Foi ao encontrar Roman Reigns que tudo descambou. Foi a partir daí que se tornou o pior Heel do plantel. E ao dizer isso não me refiro ao seu mau desempenho como vilão, refiro-me às histórias sem sentido em que não conseguimos perceber o porquê de Rusev ser o mau-da-fita. A sua rivalidade com Reigns viu o título em jogo e teve também uma carga pessoal. Porque Roman é um brincalhão, desrespeitou a esposa de Rusev e este defendeu-a. Que sacana! Não só perdeu com essa má atribuição de papéis, como perdeu o título, nunca mais se endireitando. Já sem título, serviu de saco de pancada de exemplo para Goldberg e fecha o ano com mais uma rivalidade sem grande sentido em que defende e protege a sua mulher contra as maluqueiras de Enzo Amore e tem que levar com Big Cass como sendo o vilão da história. Assim é difícil para um atleta deste calibre realmente singrar como deve ser...

Águas paradas

Big Show - Well, it's the Big Show. Nem é uma referência ao tema de entrada do gigante, é uma boa maneira de o definir. É o Big Show, pronto. Está lá, apenas. Não acrescenta nada e chega a ter longos períodos de inactividade, aparecendo de vez em quando para mostrar uma respeitável barba e uma impressionante perda de peso. E com acções que nos deixam sem saber se ele vem como Face ou Heel e se virou entretanto. A carreira dele, portanto. Pode estar à espera do seu combate com Shaq na Wrestlemania para se retirar a seguir. Veremos.


Finn Bálor - Alguma dificuldade em colocá-lo aqui, afinal de contas... É para estar na Liga Grande! Se tudo o que fez no seu tempo no Raw foi competir pelo Universal Championship e ganhá-lo, tornando-se o inaugural Campeão! Sim, esteve inicialmente na Liga Grande mas tive que olhar ao facto de que foi mesmo só isso que ele fez. Uma lesão no SummerSlam obrigou-o a deixar o título vago e a tirar meses de repouso para recuperação de lesão. Tendo passado quase todo o seu tempo no Raw mesmo parado, tive mesmo que o considerar como... Parado. Correrá tudo bem em 2017, ele volta já. Da próxima vez já está lá encima!

Mark Henry - Tal como outro grandalhão já aqui listado, é um Superstar lendário que agora... Está lá, apenas. E está lá a demonstrar que já não tem muito mais a dar. Começou o ano com uma mini-feud com os New Day, onde se lesionou durante o combate obrigando a improvisar um final botchado. Revelou aí as suas fragilidades. Participação notória na Battle Royal em honra d eAndre the Giant na Wrestlemania e uma chance ao United States Championship, que perdeu, foi o que Mark Henry teve para dar em 2016. Também teve aquela aliança aos Golden Truth contra a aliança dos Shining Stars e Titus O'Neil mas... Quem é que se lembra disso? Pois, ele até pode ter dito que ainda tem muito nele e que quer renovar o "Hall of Pain", mas 2017 será mais disto ou o "World's Strongest Man" pendurará as botas e deixará um legado jeitoso?

The Shining Stars - Novamente remodelados, pela enésima vez. Agora Primo e Epico são apenas muito orgulhosos no seu Puerto Rico de origem. Mas eram Heels muito simpáticos, convidavam-nos a todos a visitar o Puerto Rico. Não parece mau. Como vilões, fazia-os antes dizer "Stay away from Puerto Rico!" e tinha-os a queixar-se de banalizarem o país e queixar-se de ter passado a pertencer aos Estados Unidos. Esse tipo de tretas. Mas nem foram por aí, remodelaram-nos apenas como uns trafulhas com esquemas de viagens falsas. Imaginem uns Cryme Tyme latinos. E com isso foram a lado nenhum. Até rivalizaram com os Golden Truth, somaram várias vitórias sobre Enzo & Cass e até representaram o Raw no Survivor Series. Serviu de nada, estão lá apenas. Em 2017, precisavam era de um bom açoite do Carlito, isso sim.

Sin Cara - Nem sei se o devia ter à parte devido à sua inclusão na divisão de Cruiserweights. Nem sei se ele ainda pertence lá, após deixar de o ver a lutar entre cordas roxas e a ser utilizado como jobber/filler na programação normal. Foi o ano em que se separou de Kalisto e até teve alguns momentos como a competição pelo título Intercontinental na Wrestlemania e a tal participação na divisão Cruiserweight, em mais que uma parceria com Lince Dorado. De resto, serviu para levar porrada de Strowman, competir nos "C Shows" e levar porrada de Strowman outra vez. Podia colocá-lo no infame "fundo do poço" mas, lá está... Não sei se ele pertence à divisão à parte ou não. Que ele não sobe, isso sei eu!


Titus O'Neil - Mais um que vai andando lá mais para encher que outra coisa. Quase se pode destacar a sua feud com Rusev pelo United States Championship que não conquistou, a sua nova feud com Darren Young que poucos se lembram e a remodelação de gimmick com a "Titus Brand", que nem sei em que raio consiste. O que marcou mais o seu ano? A sua suspensão após puxar um braço a Vince McMahon. Isso sim é algo para ficar nos livros!

O fundo do poço

Bo Dallas - Sabem o que é engraçado? Tenho-o aqui numa altura em que o último que fez foi uma streak de vitórias. Ah pois é! Temos que ter em conta que aquilo foi... Nada. Começou o ano fundando os Social Outcasts com outros amigos jobbers com quem os internautas engraçavam. Eram um grupo de jobbers basicamente. 3MB 2.0, já que o Heath Slater lá estava. O grupo foi-se dissolvendo, até que veio o Draft e os separou, mandando Bo Dallas para o Raw, onde se tornou mais agressivo, carrega um cartaz a dizer "Bo-lieve in Bo" e fala só em rimas. Destruiu competidores locais e virou-se a Curtis Axel, numa mini-feud de fecho rápido. Não é importante e nem o vemos. Deve jobbar ao longo de 2017...

Curtis Axel - Pronto, é ver algo parecido com o de Bo Dallas mas tendo em conta que na parte em que se encontram, Axel está do lado perdedor. Nem teve uma Royal Rumble como a do ano anterior, que nunca perdeu - acredito que ele ainda esteja nela - e após os Social Outcasts, foi o último transferido para o Raw e andou com a alcunha "Mr. Irrelevant". O que é sempre bom sinal. Fechou o ano como Face, após o conflito com Bo Dallas. Ou algo parecido, não dá para ter a certeza se ele ficou realmente Face. Era uma questão de aparecer e fazer algo de interesse...


Golden Truth - Foi o fundo do poço da comédia, pelo menos. Começaram logo o ano com segmentos de proposta de aliança para uma equipa, primeiro com Goldust a tentar persuadir R-Truth e depois o contrário. Pronto, alguns momentos causaram risadas. Mas, no geral, nada de bom a tirar dali. Eventualmente a equipa formou-se e ficou, no Raw, como o "comic relief" barato. São utilizados mais para esse tipo de segmentos e, frequentemente, como jobbers. Veteranos e com talentos naturais para a comédia. Compreensível a sua posição como jobbers, dado o seu estatuto de veteranos. Mas nada de bom a retirar destes Golden Truth. Ainda o melhor que Truth fez este ano foi entrar no combate Royal Rumble, com uma escada, para adquirir a mala Money in the Bank. Isso sim!

Jinder Mahal - Sê bem-vindo de volta. Com a nova "brand split", Jinder Mahal regressou como competidor do Raw. Leia-se, como jobber do Raw. Foi exactamente para isso que voltou, esses também fazem falta. É caso para se importar? Lá deve ter visto que não era dos "free agents" mais populares e achava que sempre facturava mais dinheiro na WWE, mesmo como jobber. Portanto, tudo bem, lá encontrou paz interior, como indica a sua gimmick, e faz parte do plantel outra vez. Sê bem-vindo. Talvez tenha mais qualquer coisinha em 2017, já que fechou em 2016 quase a integrar uma storyline, com uma parceria com Rusev contra Enzo e Cass...

Os Part-Timers


Brock Lesnar - Foi um ano à Lesnar, dos que vai aparecendo e destruindo gente. Tirando a parte que... Nem sempre foi assim. Começou o ano com uma rivalidade com Bray Wyatt que não se materializou devidamente e entraria em conflito com Dean Ambrose para um desapontante combate na Wrestlemania, que venceu. Voltaria para rivalizar com Randy Orton e enfrentá-lo no SummerSlam, num combate que venceu com polémica, dado o método em que abriu propositadamente a cabeça de Randy Orton para paragem forçada. Entraria o período mais negro do seu ano: falhou um teste de drogas na UFC, esquivando-se de castigo na WWE por não haver um castigo aplicável a alguém que não compita em full-time; foi humilhado por Goldberg no Survivor Series ao perder em pouco mais de um minuto. Acabou o ano ainda "escondido" e embaraçado e entrará em 2017 com algo a provar e a compensar e mais Goldberg. A ver como corre desta vez.


Goldberg - Já mencionado. Veio já no último trimestre do ano e foi a responder a um desafio de Brock Lesnar, que depois diz que nem era para levar a sério. E tudo a começar com o WWE2K17. E se calhar achavam muitos de vós que levavam videojogos muito a sério! Goldberg voltou, conquistou a plateia que o aguardava e deu cabo de Lesnar em pouco mais de um minuto, num dos momentos mais chocantes do ano, como já foi dito. O curtíssimo encontro e os segmentos em que pôde libertar-se fisicamente deixaram alguns cépticos e a pensar se a sua forma física realmente estará em condições. Veremos em 2017, já que lá tem uma Royal Rumble e mais Brock Lesnar à espera...

The Rock - É para contar com ele? Ele teve aquela amostra de combate com Erick Rowan na Wrestlemania para bater um recorde, já que estavam num segmento inútil a falar de recordes para encher tempo numa Wrestlemania que deve ter batido o recorde também em tempo de duração. Ele é sempre bem-vindo e é sempre bom ver e ouvir o "Sexiest Man Alive" e actor de Hollywood mais bem pago, mas... Para isto?

Triple H - Homem de topo, da Liga Grande. Se não fosse ele já um homem de outras ocupações, com poder e que já não luta a tempo inteiro para se dedicar aos negócios mais chatos lá dentro. Porque fora isso, a primeira coisa que ele fez em 2016 foi tirar o WWE Championship a Roman Reigns na Royal Rumble, somando o seu 14º reinado! Foi para o perder de novo para Reigns na Wrestlemania e ainda passou por Dean Ambrose antes de lá chegar. Depois foi tornar a vestir o fatinho e a gravata. E aparecer para trair Seth Rollins e ajudar Kevin Owens a vencer o Universal Championship. E... desaparecer outra vez. Essa parte talvez já não tenha sido tão bem feita. Acabou o ano a passar por bocas. Diz que, para 2017, já é alvo de um certo alguém que se sentiu traído...

As senhoras

Alicia Fox - Teve um ano como outros tantos da sua carreira, fora aquele em que foi Divas Champion. Vai aparecendo e a gente nunca se esquece dela. Só nos esquecemos se é suposto ser Heel ou Face, mas duvido que ela própria saiba sempre. Dissolvição da Team Bella, envolvimentos com muitas outras meninas, para um 5-on-5 entre Total Divas e não-Total Divas na Wrestlemania e o conflito com Nia Jax, que deu num segmento engraçado de backstage em que a atinge sem querer. Depois disso tem vindo a acompanhar/atrapalhar o seu namoradinho novo Cedric Alexander em segmentos sempre protagonizados por Noam Dar. Não faz dela um Cruiserweight, não. Mas é capaz de fazer dela um adereço...

Bayley - O seu ano no Raw foi baseado em espera. Espera que chegasse e depois a espera que capitalizasse. Mesmo quando chegou, tivemos que esperar que chegasse a sério. Estreou no Battleground e ainda tivemos que esperar mais um mês até vê-la estabelecida de vez no Raw. Logo com a Campeã em mira mas foi com Dana Brooke que perdeu a maior parte do seu tempo. Em segmentos fracos, combates pobres e fortemente botchados, uma perda de tempo. Uma das competidoras de maior potencial viu-se envolvida numa das piores feuds que o Raw tinha a oferecer. Felizmente arrumou-se o assunto e Bayley voltou-se para Charlotte, com quem teve sempre assuntos pendentes. É já com ela como alvo que começa o ano, logo espero antever um 2017 bem mais positivo. Nem que tenha que se lhe dar mais alguns abracinhos!


Charlotte Flair - Óbvia protagonista do wrestling feminino no Raw e em toda a WWE. A sua rivalidade com Sasha Banks foi uma das feuds do ano - há sempre quem torça o nariz, mas onde é que não há isso? - e de lá saíram tremendos combates a selar o acordo: o wrestling feminino já não é a palhaçada que era há não tantos anos atrás e veio estabelecer-se para ficar. Mais alguns candidatos a combates do ano aqui e ali, variando claro do redactor da lista - sei eu que tinha, pelo menos, um - e uma das maiores e melhores Heels de todo o plantel. Não é qualquer vilão daqui que trata o pai à estalada. Mas Charlotte fá-lo e o pai dela não é aí nenhum padeiro qualquer. O mais polémico terá sido a constante troca de títulos que fez de Charlotte uma tetracampeã, tudo em 2016. No papel, quatro títulos fazem um ano muito frutuoso, por acaso...

Dana Brooke - Um ano de "muito". Muito pouca vontade que havia de vê-la no NXT, muito cedo para subi-la para o plantel principal, muito longe que parecia estar a ir o push que nem se concretizou de todo. Sim, nunca foi das favoritas dos fãs, todo o respeito por ela e para quem a apreciar. Tudo bem mas, de modo geral, não era das mais bem recebidas e passou a maior parte do tempo a confundir os fãs. Fosse com a aliança com Emma, a disfarçar-se de Ric Flair para ajudar Charlotte sem que alguém contasse ou pudesse explicar, virar-se contra Charlotte para esquecer tudo e não capitalizar numa Face Turn, botchar finais de fracos combates com Bayley... Pouco de positivo a apontar-lhe. Mas aqui não se apontam dedos. O seu push foi abrandado e espero que 2017 seja um ano de muito treino, desenvolvimento e melhoria. É o que se quer sempre!

Emma - Ano desapontante. Já marcada como sendo subvalorizada e com um potencial ridiculamente enorme em anos anteriores, este ano infelizmente foi isso e mais. Uma lesão que a tirou totalmente dos nossos ecrãs, nem para ser mal usada deu. Teve o seu retorno, a sua aliança às Anti-Total Divas para a Wrestlemania e uma feud com Becky Lynch cancelada pela lesão. Desde então foi só um trimestre final a antecipar a remodelação para Emmalina. Que bem ficámos à espera, porque já é 2017 e ainda nada vimos a não ser mais vinhetas...

Nia Jax - Ano de pouco. Sim, destruiu muito. Mas pouca coisa concreta. A sua chegada ao Raw foi mais repleta de squashes a locais até aparecer competição mais a sério que chegou na forma de Alicia Fox, os seus segmentos caricatos e vitórias já menos fáceis. Teve a sua única derrota desistindo e sendo eliminada no Survivor Series entre várias vitórias de pouco impacto, até acabar o ano a arranjar problemas com uma pobre Sasha Banks manca e indefesa. Já deve começar a pensar em coisas mais sérias este ano...

Paige - 2016, o ano em que Paige não foi despedida! Assim ficará conhecido o ano de Paige e a ver vamos, como se aguentará em 2017. Ano bem mais marcado pela bizarra relação com Alberto Del Rio e consequentes comportamentos invulgares. Duas suspensões seguidas e um período de lesão que alongaram o seu hiato em que Paige tinha acções que pareciam pedir, a gritos, que a despedissem. Ofuscou totalmente o seu percurso anterior no ano, que também em pouco se baseou além da história das Total Divas contra as Antis na Wrestlemania - com Paige do lado das Total Divas - e uma pequena rivalidade com Charlotte à volta do título. Um ano marcado por esquisitice e asneiras.


Sasha Banks - Bem se pode reler a entrada de Charlotte. Quando falo do protagonismo de Charlotte no wrestling feminino na WWE em 2016, falo em co-protagonismo. Alguém estava do seu lado oposto no ringue e esse alguém era Sasha Banks, com quem fez todas as trocas de título que polarizaram e com quem teve toda aquela brilhante rivalidade marcante e aqueles combates de destaque em todo o ano. E Sasha Banks era a favorita, por assim dizer - há uma divisão saudável de preferência, que só comprova ainda mais que de facto são as duas que lideram a divisão. Foi talvez a "underdog" da rivalidade, saindo por cima em situações de esforço extra e sem conseguir tocar o recorde de vitórias de Charlotte em PPV. Assemelha-se a Charlotte no currículo bem preenchido só em 2016, com 3 Women's Championship já a contar no seu histórico...

Summer Rae - Feud das Total Divas contra as Anti, em que ficou do lado Anti, apesar de ser uma ex-membro do elenco. Transferida para o Raw sem poder marcar presença. Uma lesão no joelho, com outras de acréscimo deixaram-na ausente a maioria do ano.

Tamina - Muito semelhante a Summer Rae. Para não dizer igual. Exactamente a mesma história, foi a mesma em que ambas participaram e por aí se ficaram, com lesões a afastá-las. De Tamina já temos notícias de alta, mesmo no final do ano, anunciada então para o Raw - aqui a listo afinal - e com regresso pronto para quando der. Portanto temos Tamina em 2017!

Por aqui fica a listagem de estrelas do Monday Night Raw! Espero que gostem e que se sintam encorajados a comentar. Sim, mudanças de categoria são aceites, com certeza haverá o critério. Está tudo em vossas mãos. Para a semana não percam a avaliação ao plantel do Smackdown! (não, não vou dizer "Smackdown Live", ide todos dar uma volta!)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Enviar um comentário

O blog tem os comentários abertos a todos aqueles que gostem de wrestling e o queiram discutir com responsabilidade e sobretudo de maneira construtiva.

Não são permitidos insultos pessoais entre leitores, bem como a autores do blog. Não é permitido spam. Qualquer comentário fora do contexto, fica a cargo da administração a decisão da sua permanência.

2 comentário(s):

Anónimo disse...

excelente folha de avaliação. eu nao achei o raw mau mas torna-se chato devido ás 3 horas mas pronto

André Ribeiro disse...

De todo o conteúdo produzido pela WWE, o Monday Night Raw é aquele que menos gosto, parecendo que a maior parte do tempo está em piloto automático, repetindo as mesmas fórmulas e com mais momentos irrelevantes do que momentos importantes.

Ainda assim houve coisas boas. A amizade Owens - Jericho, a série de conbates Sasha Banks vs. Chartlotte, a feud Zayn vs. Owens, a série de matches Cesaro vs. Sheamus que originou a actual equipa campeã. Mas houve muita coisa mediocre ou até mesmo má, desde o reinado fantasma de Roman Reigns como US Champion, New Day a tornarem-se mais do mesmo, sem nada de novo - mas a tornarem-se os maks longos campeões de tag só porque sim, a incapacidade de pushar correctamente Gallows e Anderson, etc

Bom artigo

Titus O'Neil é o fundo dos fundos.