quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Folha de Avaliação 2016 | WWE NXT

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Mais uma semana de um ano que até parece já estar a avançar depressa e por aqui ainda se olha para 2016. Ainda nos focamos na WWE e agora olhamos para o NXT. Tal como na edição dedicada ao NXT de 2015, a estrutura é diferente e não segue o habitual esquema de categorias e "camadas" como dos anteriores. Se acham que devia também ser assim podem reclamar para a próxima edição - sim, a do próximo ano - mas acreditem que é mais difícil categorizar a malta do NXT. De qualquer forma, vejam lá esta bem desenvolvida malta em desenvolvimento.

#DYI - Começa-se logo com alguém que se pode gabar de ter tido um tremendo ano. A par de outro par que aparecerá aqui mais a frente e até introduzo a apresentação de ambos com a simples pergunta: Tag Team do ano? Escolham. Estes já se tinham apresentado no ano anterior mas solidificaram-se como dupla em 2016, mesmo competindo um contra o outro no Cruiserweight Classic.


Parece que apenas os fortaleceu porque imediatamente voltaram os focos para os NXT Tag Team Champions The Revival. Para sacar combates excelentes. Primeira tentativa falhada. De conquistar os cintos, porque o combate fantástico estava feito. Mas guardaram o ainda melhor para quando realmente singrassem num "2 out of 3 Falls" a considerar para os combates do ano. Já fecharam o ano com defesas com sucesso pelo mundo fora contra os TM61 ou uma dupla de Tajiri e Akira Tozawa. Questão que será repetida neste espaço, mais à frente: Tag Team do ano?

Aliyah - Ano de apresentação para a jovem lutadora de origem Árabe. Trabalhou a maior parte do ano como jobber mas já como uma integrante a tempo inteiro do plantel feminino do NXT. Encontrou algo concreto para fazer com a sua amizade e aliança a Liv Morgan contra a dupla maléfica de Billie Kay e Peyton Royce, alternando vitórias e derrotas. Talvez 2017 seja ano de mais desenvolvimento e de se tornar uma competidora a ter mais em conta.

Andrade "Cien" Almas - Há que saber dar a volta por cima ou tentar reverter uma situação. Hype à volta da vinda do desmascarado La Sombra para a WWE, com todas as precauções que não tomaram com um tal Místico antes. No território de desenvolvimento, com tutoria linguística, a andar com calma. Óptimo. Apresentou-se como Andrade "Cien" Almas e deixou uma boa impressão em ringue. Não há dúvidas de que o tipo arrota talento. No entanto não ficou muito over e convenceu poucos com a pouca a nenhuma personalidade que apresentava. Saía por baixo de uma rivalidade com Bobby Roode - logo ele - em que ninguém o preferia a ele. Tiveram que ser inteligentes.

Aproveitaram o falhanço no Dusty Rhodes Tag Team Classic com Cedric Alexander para uma Heel Turn em que Almas mudou totalmente a sua atitude, para algo bem mais chamativo. Já há aqui mais qualquer coisa. Ainda não tem total apelo mas já tem mais interesse e já há mais espaço para manobra. Até já pôde tentar apurar-se para o NXT Championship numa Fatal 4-Way sem sucesso, mas já pode olhar mais alto, sim. Prevê-se um 2017 de muito trabalho, histórias obrigatoriamente empolgantes e combates de uma elevada qualidade facilmente atingível.

Angelo Dawkins - Sim, ele vai andando por aqui. Digam o que quiserem, mas ao menos tem um emprego. Jobber da casa, já nem pôde continuar a jobbar acompanhado por Sawyer Faulton porque esse lá encontrou algo melhor. Jobbou sozinho e mesmo assim foi pouco. De facto não é nome que alguém já tenha pensado e dito "Queria ver mais dele". É jovem, ainda se pode desenvolver. Podemos vir a ver mais de Dawkins um dia destes. Sera em 2017?

Asuka - Sem dúvida, quem representou o wrestling feminino no NXT, à vontade. Não perdeu muito tempo até mostrar o seu interesse pelo NXT Women's Championship, ainda na posse de Bayley e o desejo foi-lhe concedido. Também não esteve com meias medidas e venceu o título, iniciando o seu reinado que ainda dura até hoje. Passou por adversárias bem difíceis como a própria Bayley, Nia Jax ou até mesmo Mickie James. Não tem medo de ninguém, tem cara de doida e é capaz de mandar uma patada capaz de deixar a dormir qualquer um do plantel, gajos incluídos. É, parece uma boa receita para uma Campeã dominante. Ainda falta alguém melhor que ela e começa a tornar-se difícil arranjar-lhe adversária. Começa 2017 a pedir logo três de uma vez porque ela funciona assim. É que o seu 2016 foi de total e completo domínio!

Austin Aries - Um daqueles nomes de peso que chegaram à WWE com estrondo, como "rookies" com umas aspas gigantes. Já cheio de títulos e "star power" veio ele e o regozijo para a sua chegada foi universal. Chegou de forma dominante, mas foi alternando vitórias nas suas feuds, saindo vitorioso dos conflitos com Baron Corbin e No Way Jose, mas ficando por baixo nos embates com Shinsuke Nakamura ou no Dusty Rhodes Tag Team Classic, mesmo que a sua eliminação estivesse inteiramente nas mãos do seu parceiro Roderick Strong, que competia sozinho.

Não deixa de ser um dos nomes de peso do NXT mas actualmente não está activo e nem sei se ainda está registado como competidor do seu plantel. Com um petardo demasiado bem aplicado num olho, crédito de Nakamura, Aries teve que se afastar dos ringues para curar a lesão. Mas tem sido prestável, trabalhando como comentador no 205 Live ou no Raw, durante combates de Cruiserweights. Sempre de óculos-de-sol, claro, para não se ver ali aquela vista à Belenenses. Quando voltar ao activo, não há certeza de como o fará, mas como comentador vai deixando o tease de que competirá na divisão Cruiserweight. Ele é material de título principal na boa, mas é garantia que ele será impecável onde quer que esteja!

The Authors of Pain - Não há nada a dizer sobre a dupla de Akam e Rezar que não os faça esfregar as mãos de satisfação. Estrearam em grande, como dois grandalhões a ter em atenção e a temer, com um ataque aos American Alpha. Logo aí, algo enorme: o seu manager era meramente a lenda Paul Ellering, que também já orientou uns tais Road Warriors que se calhar já ouviram falar. Depois foi sempre a destruir tudo o que aparecia à frente. Quem para uns grandalhões como estes? Pois, ainda ninguém o conseguiu e estes invictos aproveitaram-se disso para vencer a segunda edição do prestigioso Dusty Rhodes Tag Team Classic. Um tremendo 2016 e só lhe conheceram metade. Assim realmente é normal que comecem 2017 com títulos à vista...

Billie Kay - Uma das beldades Australianas que dominam a divisão feminina do NXT como vilãs do estilo liceu. Billie Kay é a mais conhecida das duas, já com um background independente mais notável. Não significou que chegasse lá e se estabelecesse logo, ainda teve uma primeira metade do ano de apresentação, como jobber. Foi do Verão para a frente que encontrou uma aliada na compatriota e de atitude semelhante, Peyton Royce, para ser a tal bully de liceu sobre meninas como a Liv Morgan. Conta com essa rivalidade concreta, da qual não saiu com grande sucesso após a ajuda que Morgan teve de Aliyah e da perigosa Ember Moon. Mas Billie Kay já se impôs no território feminino do NXT e já começa o seu 2017 atrás de ouro. Mesmo que de forma pouco convencional...

Bobby Roode - O Glorioso! Sem qualquer referência ao clube que actualmente domina o futebol Português e cujas cores são completamente incompatíveis às minhas - sou gajo de me contentar com o segundo lugar, para já - o verdadeiro Glorioso é Bobby Roode que chega, finalmente, à WWE numa remessa de contratações já cheias de "star power". O já ex-Campeão Mundial por outros bairros chega ao NXT com impacto, virando-se imediatamente contra a plateia para deixar bem claro com que atitude vem. Não é por isso que torcem menos por ele ou cantam o seu tema de entrada mais baixo, também.


Já saiu vitorioso das suas rivalidades com Andrade "Cien" Almas ou Tye Dillinger, mantendo-se ainda invicto. Acaba o ano tornando-se candidato principal ao NXT Championship e pronto, já tem aí ocupação para o início do ano. Para 2017, não duvido que lhe esteja guardado o NXT Championship ou o acesso a um dos plantéis principais. É que ele até parece um "rookie" já bem preparadinho...

The Bollywood Boyz - Ainda se estão a apresentar. Tanto dão para a divisão Cruiserweight, tendo participado no torneio individualmente e como dupla no episódio inaugural do 205 Live, como para a divisão de equipas do NXT onde já competiram no Dusty Rhodes Tag Team Classic. Pouco vimos deles. Mas ainda agora chegaram, hão-de se impôr e estabelecer eventualmente, creio eu...

Buddy Murphy - É verdade, ele sai lá da arena e do centro de treinos e vai para a casa, para a Alexa Bliss. Até aí, invejo-o totalmente. Mas o seu trabalho já viu melhores dias. Ex-NXT Champion prestigiado, viu a sua carreira a cair com a queda da dupla. Tentativas de se lançar a solo ou de se reconciliar com Wesley Blake falharam. Todas elas. Não é peça importante no plantel, nem ele nem o ex-parceiro. Entretanto, a Alexa Bliss que os aturou durante muito tempo - e que na realidade lá é a estrelinha que traz felicidade aqui ao Murphy - já subiu e já tem ouro. Quem é que mandava aí nesse grupo, mesmo?

Elias Samson - Este teve a mais bizarra das viragens. Entrou com uma gimmick de "drifter" com a mania que é cantor Folk, que irritava toda a gente. Squashava jobbers enquanto o seu heat aumentava. Por altura da sua feud com Apollo Crews, duas conversões: perdia e virava jobber e o seu heat era cada vez mais genuíno e não apenas de Heel. Ninguém queria ver Elias Samson. Até que uma lesão o afastou dos ringues e não deixou grandes saudades. É no seu regresso que se dá o bizarro: quando surge tem um enorme pop antes de se transformar no habitual heat. Tinha dado a volta e a malta já achava piada e adorava odiá-lo. Já para não falar no quão divertido é ouvir Corey Graves a lamuriar-se. Fora isso, ainda não recuperou qualquer papel relevante no plantel do NXT. Mas já o temos de volta para fazer barulho a cada vez que abrir a boca!

Ember Moon - Destaca-se como sendo a mais talentosa de uma mais recente remessa pós-Asuka. Mas ainda não lhe deram muito, talvez para a poupar e construir, não vá ser ela mesmo a opção que sobre para tirar o título a Asuka. Para já, vai mesmo sendo a única que dê para tal. Já contratada em 2015 e já a competir em "live events" desde então, finalmente chegaram as vinhetas no Verão. E chegou Ember Moon. Impressionou pelos dotes em ringue e pelo seu finisher. Tem sido dominante mas não tem marcado total presença, apenas ficando a ajuda a Liv Morgan e Aliyah como a sua participação numa história concreta. Mas é a praxe da recém-chegada. Prevejo-lhe um muito bom 2017...

Hideo Itami - Pobre Hideo, é o azarado actual. Ainda vai sacar de uma à Bryan se continua assim. Horrível de dizer, até bato na madeira. Mas mal o vimos este ano. Começou-o lesionado por muito tempo, uns longos meses. Regressou no Verão, venceu alguns embates, provocou Austin Aries, estava marcado para o Dusty Rhodes Tag Team Classic om Kota Ibushi. Nova lesão séria, no pescoço, devolveu-o à prateleira, cancelou ou adiou a feud com Aries e retirou-o do torneio e da parceria com Ibushi. Mal o vimos. E ele vinha para causar um impacto forte. E agora até já trazia o GTS com ele e tudo. Há coisas do Diabo...

Liv Morgan - É adorável. Não só é linda como também se desenrasca em ringue e é carismática e fácil de se gostar. Ou seja, é promissora mas ainda está muito verde. Está no sítio certo para evoluir e melhorar e vai ganhando protagonismo à medida que vai treinando. Começou por se impôr com um desafio a Asuka, sem medo que, mesmo que lhe tenha custado uma derrota em menos de um minuto, foi vendido como uma atitude de garra, coragem e respeito. Para se impôr como alguém a ter em conta e para desencadear a rivalidade com Billie Kay e Peyton Royce, que marcaria o seu principal desempenho do ano. Foi a sua equipa que saiu vitoriosa da rivalidade mas as pazes ainda não estão propriamente feitas. 2017 será ano de mais evolução, potencial tem ela.

Mandy Rose - Saída do último Tough Enough, ainda pouco fez mas deixou expectativas baixas. A malta esperava mais uma "barbie doll" vazia e sem talento, quase uma nova Eva Marie. Afinal até surpreendeu pela positiva. Por acaso ainda vimos pouquíssimo dela, com um 2016 muito mínimo, no que diz respeito à sua competição em ringue. Talvez em 2017 até surpreenda um pouco mais!

No Way Jose - Este moço! É muito bom atleta e é um tipo divertido e carismático, gostamos de o ver. E por isso mesmo desejamos que ele se mantenha no NXT o máximo de tempo possível onde ainda pode ser divertido mas a ter em conta a sério, em vez de ir aí para o Raw e ser estragado e enterrado de vez. No Way Jose não tem gimmick de main eventer pois não e ao entrar por ali com aquele bailarico todo não está a trazer nada de novo. Mas cabe e pertence lá facilmente, temos visto muito dele. Mesmo que nem seja tanto de sair por cima em feuds, não se metia com gente pequena, era logo a arranjar conflitos com Austin Aries ou os SAnitY. Não creio que desça para o estatuto de jobber, nem que ganhe o NXT Championship. Talvez um 2017 no "midcard" do NXT, mesmo que isso nem seja algo que propriamente exista da mesma maneira por lá.

Oney Lorcan - Já conhecido pelos circuitos independentes, onde já foi Campeão Mundial, Biff Busick chega à WWE com todo o potencial mas, aparentemente, com algo a estorvar. O nome. Oney Lorcan não parece nome muito convincente e parece ser essa a ideia em geral. Porque em ringue, ninguém lhe consiga tirar nada. Mesmo que ele ainda esteja meio a apresentar-se e ainda não se tenha envolvido em storylines a sério, já esteve envolvido em algumas coisas como a vitória "upset" sobre Tye Dillinger ou a tentativa de apuração para uma Fatal 4-Way de definição de candidato ao título, que perdeu para o vencedor de todo o torneio, Bobby Roode. As histórias mais a sério devem estar mais para a frente, para 2017. Que está aqui um tremendo wrestler... Chamado Oney Lorcan...

Peyton Royce - Um percurso muito semelhante ao de Billie Kay. Até podia dizer que são a mesma... Não fossem elas duas que andam juntas e completamente diferentes. Já partilha a nacionalidade com ela, sendo a outra beldade Australiana cá do sítio, teve um trajecto praticamente igual, apresentando-se como jobber e com aparições esporádicas ao longo da primeira metade do ano, até voltar com um papel mais proeminente e, lá está, aliada a Billie Kay, para ter a certeza que agora era mesmo igual, para onde fosse uma ia a outra. Lá tiveram a rivalidade com Liv Morgan e amigas e até o desafio de Billie Kay a Asuka, a entrar em 2017, foi feito em conjunto. A não ser que as rompam e criem uma rivalidade entre elas, vejo-as a ser promovidas ao Raw ou ao Smackdown, também juntas. Será que elas são como aquelas gémeas que partilham tudo e até vão casar com o mesmo homem? Assim naquela, só para ver até onde dá, eu candidato-me!


The Revival - Tag Team do ano ou algo assim? Ano muito preenchido. E preenchido com ouro múltiplo e combates incríveis, portanto é daqueles bem preenchidos. A dupla de Scott Dawson e Dash Wilder entrou em 2016 como NXT Tag Team Champions, superando Enzo & Cass, até encontrar nos American Alpha o seu primeiro percalço. Também os seus primeiros grandes combates de roubar o show. Por falar em roubar, foi aí também que perderam os NXT Tag Team Championships para os agora Smackdown Tag Team Champions.

No entanto, com planos diferentes para cada um e com mais um grande combate para cumprir, os Revival recuperaram os cintos para um segundo reinado. E aí é que estava o doce. Quando encontravam em Johnny Gargano e Tommaso Ciampa os seus mais difíceis adversários, também encontraram os adversários perfeitos. Que combates! A partir disso, perderam os cintos em grande, num "2 out of 3 Falls" espectacular que consta em muitas listas de combates do ano - aqui a deste escriba incluída - e com razão. São a Tag Team do ano ou só quase?

Roderick Strong - Ainda não vimos muito dele mas ele não está em fase de apresentação. Já mais conhecido que as patacas é ele, é mais um que está aqui como "rookie". Teve apenas a sua introdução rápida no plantel do NXT como parceiro de Austin Aries no Dusty Rhodes Tag Team Classic, ficando a meio do caminho e uma chance de se apurar ao NXT Championship na Fatal 4-Way vencida por Bobby Roode. Mas isso é só a chegada, é claro que veremos muito mais de Roderick Strong em 2017, ele não é dos que está cá mesmo para se desenvolver, já um Triple Crown Champion é ele. Um NXT Championship não é surpreendente ou descartável...

Samoa Joe - Um ano muito agitado para Samoa Joe que será, muito certamente, uma das principais estrelas do ano no NXT e integrando as duas maiores feuds que de lá podemos recordar. Pelo meio, ouro vencido e perdido e umas alterações a números em livros de história. Tudo porque o seu foco durante todo o ano foi sobre o NXT Championship, ou com ele ou atrás dele. Teve que passar por Sami Zayn primeiro, num estupendo "2 out of 3 Falls" que venceu para voltar à carga contra Finn Bálor, o NXT Champion, para quem já tinha perdido ao fechar 2015, acabando esse ano com desgosto.

Também não foi logo que conquistou o título a Bálor mas esta era para ser uma feud das grandes e continuou... Para surpresas. Foi num "house show", fora da nossa habitual programação televisiva, que Samoa Joe se tornou o novo NXT Champion. Ainda selou o feito, derrotando Bálor no rematch quando muitos ainda recuperavam do choque e surpresa. Rivalidade desta dimensão arrumada, tinha novo desafio pela frente: Shinsuke Nakamura. E tínhamos aí a outra grande feud do ano, muito intensa e pessoal e que viu Joe a ficar de mãos vazias, ao perder o cinto para Nakamura. Mas as surpresas não ficavam por aí e esta tinha que ser outra feud marcante, ainda para além dos grandes combates.

Joe volta a surpreender todos ao recuperar o título e ao mexer no historial do título, tornando-se o primeiro bicampeão da história do cinto. Infelizmente para ele, mexeu noutros recordes, com o reinado mais curto que apenas lhe durou um par de semanas, quando Nakamura recupera o título num rematch em casa. Já muita coisa fez ele com dois reinados e duas tremendas rivalidades. Fechou 2016 ausente, com o sentimento de missão cumprida pelos ringues de cordas amarelas. Já nos andam a garantir uma coisa para 2017: vai andar a partir tudo e já não será pelo NXT...

SAnitY - Tudo neles é assustador e cheio de mistério. Tudo neles é excelente também. Após muitas vinhetas, é no Dusty Rhodes Tag Team Classic que se revela que aquele nome "SAnitY" era puramente irónico: aquilo era um grupo de doidos varridos. A começar pelos remodelados Alexander Wolfe e Sawyer Faulton que dominaram a sua competição de estreia, faltava revelar quem eram os dois mais fritos daquela seita.

O líder era Eric Young para celebração geral dos fãs. Mas digo-o, o gajo é tolo varrido e já o vi a roubar pernas às pessoas, mas não é ele o mais tolo daqui. Dou esse "título" à bela da Nikki Cross que não esconde a loucura na carinha bonita, até se mistura tudo muito bem. Gente doida que bate em todos e até neles mesmos. Não conseguiram passar pelos TM-61 na final do torneio mas continuam cheios de mistério à sua volta. Com a lesão de Faulton, imediatamente sugeriram a sua expulsão do grupo e uma misteriosa potencial aliança com ajudas da porra do Big Damo - porque também não se podiam ficar por menos ou menos assustador que este. Ainda vão fazer muitos estragos em 2017. Ali a doidinha já quer um título e tudo...

Shinsuke Nakamura - Já se falou de Samoa Joe, também tem que se falar do outro Superstar que também marcou o 2016 do NXT. Aquele com quem foi trocando o cinto e com quem partilha o estatuto de bicampeão. Que fechou o ano de 2016 como Campeão, apenas selando um excelente ano dominante que teve, desde a sua estreia contra Sami Zayn num combate que imediatamente foi "requisitado" para uma potencial lista de combates do ano.


Nakamura fez juz ao hype à volta da sua vinda para a WWE e da ovação que recebeu assim que se revelou pela primeira vez. Conseguiria sair por cima de difíceis adversários como Austin Aries ou Finn Bálor até encontrar Samoa Joe e o NXT Championship que clamaria como seu. Foi aqui que começaram as surpresas, com Nakamura a perder o título e a registar aquela que ainda é a sua única derrota desde que chegou ao NXT. Mas não se ia deixar abater, quis um rematch rápido e recebeu-o logo ali à beirinha de casa, no Japão, onde recuperou o título e diminiu o reinado de Joe para um diminuto par de semanas.

Entra em 2017 como Campeão e já com competição muito forte. E é disso que se espera para Nakamura ao longo de todo o ano, quer no NXT quer no plantel principal, quem sabe. Não é Superstar para menos que isso...

TM-61 - Mais uma dupla, vinda da Austrália, repleta de potencial e que teve um 2016 de apresentação muito bom, com certeza com um 2017 a prometer ser o ano de capitalização. Nick Miller e Shane Thorne, como foram chamados aqui neste território, apresentaram-se causando um impacto positivo sobre aqueles que ainda não os conheciam de competições internacionais.

Podem nem ter estreado com uma vitória - foram derrotados pelos #DYI que tinham mais ímpeto e propósito - mas deram bem nas vistas depois, no Dusty Rhodes Tag Team Classic, onde chegaram mesmo às finais. E não passaram por equipas fáceis, ainda atravessaram a dupla de Austin Aries e Roderick Strong - apenas Strong competia - e os também recentes SAnitY. Só ficaram apenas como finalistas e não vencedores porque os seus adversários finais já eram os Authors of Pain e deitar esses abaixo é coisa que ainda ninguém conseguiu. Prevê-se um bom 2017 para os TM-61 e acredito nos NXT Tag Team Championships na sua posse. Terão também uns combates a relembrar em 2018, como está a acontecer com os Revival e os #DYI?

Tye Dillinger - 2016 foi o ano em que Tye Dillinger realmente conquistou a plateia de vez - a sua gimmick até caiu bem no goto dos fãs logo mal apresentou a ideia do "Perfect 10" como Heel, ainda em 2015 - e conquistou o estatuto de underdog. Com isso, conseguiu uma Face Turn, mesmo sendo utilizado maioritariamente como jobber. Até que as reacções se tornaram impossíveis de ignorar e começaram a abordar o assunto.

Dillinger tornou-se um dos favoritos mas com dificuldade em capitalizar, saindo por baixo de combates de altas implicações, por vezes impostos por ele mesmo, contra Bobby Roode ou Samoa Joe. Para provar que ele realmente merecia estar ali, mesmo com poucas vitórias. A reacção positiva dos fãs e a confiança de William Regal nas suas capacidades conseguem mantê-lo e até subi-lo de estatuto, constando na Fatal 4-Way por uma candidatura ao NXT Championship, no final do ano. Acredito que 2017 seja mais um ano de continuar a competir como "underdog", já com os SAnitY à perna. Mas digo-o: não o colocar na Rumble como 10º participante, é apenas desperdício...

Wesley Blake - Pronto, para uma ideia geral do seu sucesso, vão lá reler o texto do Buddy Murphy, mas excluam a parte da Alexa Bliss. Só para garantir que este é o que fica pior servido. Quer dizer... Este até já tem filhos com a Sara Lee, vencedora do último Tough Enough... Definitivamente, os gajos podem não parecer ir a lado nenhum mas aqui estamos todos nós a invejá-los!

Futuro já feito


Alex Riley - Remodelou-se e voltou em inícios de 2016 com a gimmick de "gajo que se queixa muito". Basicamente ele mesmo no Twitter. Serviu para um jobber nervoso e acabaria por abandonar a companhia em Maio de 2016, partindo para qualquer coisa, quiçá uma vida mais calma. Bem precisava, andava a stressar-se muito a tentar impôr-se sem que ninguém o levasse a sério...

Alexa Bliss - Foi seleccionada para o Smackdown no "draft" como uma surpresa. E se parecia que ela ia lá para ser uma miudinha "underdog" com difícil adaptação, o pouco tempo que ela demorou para se tornar Smackdown Women's Champion prova o contrário. Foi assim que fechou o ano, a dominar Becky Lynch e como Campeã, logo acho que não há muita preocupação a direccionar-lhe...

American Alpha - 2016 até já estava a ser um ano rico para Chad Gable e Jason Jordan no NXT, quando se tornaram NXT Tag Team Champions. Mas o reinado foi curto e a dupla viria a conseguir ainda mais. Como uma das surpresas, foram seleccionados para o Smackdown no célebre "draft" de 2016. É lá que se encontram e por lá são apenas os Smackdown Tag Team Champions! De que se poderão queixar?

Apollo Crews - Assim que despachou a sua feud com Elias Samson, foi chamado ao plantel principal com a constante sensação de que era cedo demais, ele precisava de alguns feitos no NXT e não tinham muito que fazer com ele. E assim foi. Variando apenas que por vezes não têm nada que fazer com ele. Encontra-se agora no midcard do Smackdown, em feuds esporádicas e com pouco rumo. Ainda pode arrebitar, talento tem ele. Era um desperdício!

Baron Corbin - Tem sido uma boa peça do plantel principal, onde chegou com impacto imediato, vencendo a Andre the Giant Memorial Battle Royal na Wrestlemania. Nem sempre foi assíduo em presenças televisivas, mas foi sempre indivíduo em constante crescimento. Faz parte do plantel do Smackdown, onde já mostra a sua vontade de cheirar um pouquinho de ouro...

Bayley - Começou o ano como Campeã mas assim que cedeu o título a Asuka, a espera pela subida ao plantel principal parecia interminável. Todos à espera e sempre a ser adiado. Lá aconteceu, quando assistiu Sasha Banks e com uma subida derradeira mais tarde, a enfrentar Charlotte. Integrou o Raw, onde nem sempre foi aproveitada ao máximo. Parece que é em 2017 que melhor singrará, pelo caminho que vai tomando.

Bull Dempsey - Já remodelado com a gimmick de "Bull Fit", Bull Dempsey abandonou a WWE em Fevereiro de 2016. Lançou-se às independentes já com nome que o ajudasse. Desde então passou pela CZW e já vai competindo e ganhando um papel na Ring of Honor, como Bull James.

Carmella - Uma das selecções secundárias e surpreendentes, mas igualmente importantes, para o Smackdown, onde se instalou com estrondo. Passou o seu resto de ano e estadia no Smackdown a atormentar Nikki Bella. Mais virá em 2017.

Dana Brooke - Lá subiu, muito cedo, para o plantel principal, a assistir Emma e mais tarde Charlotte. E, no geral, não convenceu muito com muitos erros a marcar as suas performances e muita maturidade ainda em falta. Mas já lá está, a competir no Raw, onde por vezes ainda é a assistente de Charlotte.

Enzo & Cass - Sem ouro, Enzo Amore e Colin Cassady foram chamados para arenas maiores, para públicos maiores que repetissem as suas promos e reagissem com mais barulho. Com sucesso. Foi no Raw após a Wrestlemania que a dupla chegou ao plantel principal para se meter com toda a gente. Cass passou a ser conhecido como Big Cass - lá se aperceberam que o nome não era grande coisa - e conseguiram sempre manter-se over. Encontram-se no Raw actualmente e continuam sem ouro e com dotes cómicos que por vezes os tramam e os colocam em histórias pobres. O que lhes vale é que se aguentam muito bem com todo o (bom) paleio que têm!


Finn Bálor - Seria um ano de surpresas, tanto no NXT como fora. Umas agradáveis e outras más. Entrou como Campeão e a primeira surpresa veio com a perda do título para Samoa Joe, num "live event" apanhando todos desprevenidos. Não recuperaria o título e vinha nova surpresa: a sua selecção para o Raw no "draft"! E logo dos primeiros! Nova surpresa e merecida: torna-se o inaugural Universal Champion no SummerSlam! Vem agora a outra surpresa má: lesionou-se no combate e teve que abdicar do título no dia seguinte e arrumar até ao fim do ano. Muita pena. Ficou essa conquista ainda como tudo o que fez no plantel principal. Mas ainda integra o Raw e a qualquer momento aguardamos o seu regresso!

Marcus Louis & Sylvester Lefort - Saíram cedo no ano. Apareceram na TNA como Baron Dax e Basille Baraka, apresentados por Al Snow e conhecidos colectivamente como "The Tribunal". Uma amostra de rivalidade com Grado e Mahabali Shera, outra amostra de rivalidade com o próprio Al Snow e pronto, não convenceram ninguém. Saíram da TNA ainda antes do final do ano e lá rumaram a independentes.

Mojo Rawley - Já não tinha mais com que ser "hyped" no NXT e lá foi ser "hyped" para o Smackdown, na altura do "draft". Sem grande hype, por acaso. Juntou-se a Zack Ryder com quem mantém os Hype Bros como uma equipa favorita mas sem ser ainda de topo. Uma lesão de Zack Ryder no final do ano significou azar, colocando a equipa em pausa. Talvez haja futuro para Mojo Rawley a solo no Smackdown...

Nia Jax - Mais uma das várias surpresas do "draft", sendo seleccionada para o Raw onde seria uma lutadora dominante, "squashadora", mas de pouco rumo até praticamente agora a entrada de 2017. Daqui para a frente, é caso para as outras temer, sim.

Rhyno - Isto é que é um "rookie"! Veterano de ajuda no NXT, passou a ser veterano de ajuda no Smackdown, onde foi Smackdown Tag Team Champion com Heath Slater. Continuará a desempenhar esse mesmo papel, suponho.

Sami Zayn - Já pensávamos que ele lá tinha feito a transição mas uma lesão trouxe-o de volta. Mas foi para um combate estonteante com Shinsuke Nakamura para uma ovação de pé e para uma despedida em grande. Já ele tinha competido na Royal Rumble e já ele se viria a instalar no plantel principal, competindo pelo título Intercontinental na Wrestlemania. Sami Zayn compete no Raw onde é um nome de peso, mesmo desempenhando a função de "underdog" que lhe assenta e é bem desempenhada. Já teve os seus atritos com Kevin Owens, Chris Jericho ou quem mais lhe enche as mãos actualmente, Braun Strowman.


The Vaudevillains - Despediram-se do ouro ainda em 2015 e ainda foram dando ares da sua graça no NXT em 2016. Mas finalmente chegou o grande momento da subida. "Subida". O enterro estava perto. Actualmente competem no Smackdown, onde pouco aparecem e quando aparecem é para se estender. Pena.


Cá fica esta apresentação sobre o NXT, tal como no ano anterior, sem a habitual divisão de categorias. Espero qe seja um artigo a gosto e que puxe as vossas leituras e comentários. Espero que não me tenha esquecido de ninguém. A tal estrutura tradicional volta na próxima semana, já que ainda há mais disto! Não percam porque a próxima análise é ao plantel da TNA! Fiquem bem e até à próxima!

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