sábado, 12 de novembro de 2016

Rivalidades (In)Esquecíveis #4 | Bret “The Hitman” Hart Vs “Stone Cold” Steve Austin (WWF - 1996 a 1997)

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Bem vindos a mais uma edição de Rivalidades (In)Esquecíveis!

Desde já um obrigado a quem ao longo destas quatro edições, tem seguido os artigos semanais deste novo espaço do Wrestling Noticias. É com agrado que vejo que os leitores vão seguindo e comentando, por isso, esta semana decidi fazer a review de uma rivalidade que foi pedida no primeiro artigo (edição #1).

Quero com isto mostrar também que vou seguindo os vossos comentários, e se quiserem ou tiverem algum pedido de rivalidade que vos seja particularmente “Inesquecível” ou “Esquecível”, estejam há vontade. Esse pedido será anotado por mim para de futuro fazer a sua descrição.

Sendo assim, na edição #4 apresento: Bret “The Hitman” Hart Vs “Stone Cold” Steve Austin!

A história desta rivalidade começa muito antes de a própria ter acontecido.

Segundo o próprio Steve Austin, relatou numa entrevista que Bret Hart quando o viu a lutar contra Shawn Michaels (quando Steve Austin ainda era o Ringmaster), este ficou impressionado com o seu trabalho e talento no ringue e lhe disse que um dia haveriam de lutar os dois.

O inicio:

1996 foi por isso um ano de mudanças dentro da WWF. Numa altura em que Austin levou uma reviravolta completa na sua gimmick, passando de Ringmaster para o “Bad Ass” “Stone Cold” Steve Austin. Uma mudança que alterou por completo o rumo dos acontecimentos futuros. Porquê? Porque esta gimmick era algo não só que o próprio Austin precisava para se destacar na WWF, mas para os fãs também. Numa altura em que a WCW começava realmente a ganhar destaque devido à sua programação, havia necessidade de “novas” criações.

O inicio seria a criação desta personagem que no futuro haveria de se tornar mítica. Austin assim começa a tornar-se alguém ou algo de que realmente vale a pena ver na programação televisiva da WWE. Talvez aqui um dos primeiros “ares” da Attitude Era.

Como começa:

No entanto não basta ter só Austin, apesar de ser muito bom. Era necessário um bom rival, um excelente rival. É ai que entra Bret Hart. Mas não estava fácil.

Bret estava numa fase de decisões na sua carreira. Tinha de um lado uma renovação de contrato com a WWE e de outro, uma proposta de contrato para a WCW. Nessa altura, Austin começava a chamar Bret nas promos, com insultos a mistura, para tentar espicaça-lo.

Com este impasse e com Bret sem se decidir, a WWF começa a tentar arranjar alternativas caso Bret saísse da empresa. Caso isso acontecesse, o adversário para Austin seria então Mr Perfect. Apesar de ser uma rivalidade com potencial, o que os fãs queriam mesmo era “The Hitman” vs “Stone Cold”.

Este impasse durou meses, e a WWF correu um enorme risco em promover um combate que até poderia nunca acontecer. Mas após muita especulação, Bret decide numa entrevista dia 21 de Outubro de 1996, aceitar o combate com Austin.

O primeiro e tão ansiado combate ficava assim marcado para o Survivor Series.

A construção deste combate foi muito boa, baseando-se na natureza competitiva de Austin a querer provar que era o melhor lutador da companhia. Para provar isso mesmo a todos, ele quer enfrentar e derrotar o “melhor de sempre”, Bret “The Hitman” Hart.

Bret aceita o desafio lançado por Austin, até porque também ele tem algo a provar. Tem a provar que não é um “desistente” como Austin chegou a afirmar quando o provocava para Bret aceitar o combate. Precisa também de provar a si mesmo e aos seus fãs de que ele ainda é o melhor wrestler da empresa e para ensinar e dar uma lição de respeito a Austin.


Isto não seria apenas um combate para definir quem melhor teria aptidão técnica, este combate era um confronto de personalidades e a vontade de lutar pelo “status” na empresa. Bret chegou a dizer que estava sedento por respeito e quando isto tivesse concluído, Austin o iria respeitar.

Chegamos finalmente ao tão desejado combate. 17 de Novembro de 1996, Survivor Series no Madison Square Garden.

No ringue vê-se o olhar intenso entre o abrasivo “Stone Cold” Steve Austin e o venerado, a lenda, Bret “The Hitman” Hart. Tão intenso que já começava a palpitar corações.

O combate é muito intenso como se previa e aos primeiros movimentos e golpes vê-se a química incrível entre os dois.

Vê-se Austin muito consistente nos ataques a Bret Hart, atacando a garganta, peito e sufocando-o.

A intensidade é incrivelmente alta e o ímpeto muda constantemente, pois ambos fazem extensas trocas de golpes.

Em determinada altura, Bret foi obrigado a aumentar a fisicalidade da sua luta. Bret é um lutador técnico e não brawler mas contra Austin, tinha de o fazer para igualar, ou aumentar a sua capacidade para vencer a luta.

No fim, viu-se Austin a usar tácticas e golpes para tentar impedir Bret de respirar convenientemente. Austin estava tão determinado em vencer Bret por submissão com o Million Dollar Dream, que aliás nem é a sua especialidade, que não desfez a manobra mesmo quando Bret tinha ele com os ombros no tapete. Bret venceu, ou melhor, “sobreviveu” e mostrou a Austin que ele ainda é o mestre dentro do ringue com uma vitória soberba. A resiliência de Austin custou-lhe o combate.
Ambos os lutadores bastante competitivos e a mostrarem que são “Grandes”. Mas a realidade é que após a vitória de Bret neste combate clássico, a rivalidade estava longe de acabar.



O nível de intensidade protagonizado por Steve Austin e Bret Hart neste primeiro combate foi enorme, de grande nível e no qual atingiu um ponto máximo. Mas haveria as próximas batalhas.

Antes do Royal Rumble, Bret ainda tenta ganhar o título da WWF, mas sem o conseguir.

O auge: Wrestlemania 13


Até chegarmos á Wrestlemania muito se passou. Um Royal Rumble que fez faísca entre Austin e Bret, ganha por Austin de forma ilegal o que levou a acontecer uma “Fatal-4-Way” entre os quatro últimos participantes do Royal Rumble Match. Entre brawls e screw jobs por diversas arenas, o auge desta rivalidade finalmente chega.

Wrestlemania 13: Combate de submissão.


Austin como até aqui, entrou no combate como um Heel desprezível, odiado, mas muitos dos fãs em Chicago sentiam-se muito entretidos por ele, pela sua garra, pela sua “Attitude”.

Por outro lado, a personagem de Bret Hart estava um pouco comprometida. Sentia-se amargurado e “lixado” por Austin lhe custar constantemente oportunidades de lutar pelo título e até mesmo de conquistar o título da WWF.

Por isso mesmo, pelas constantes queixas e choradeiras de Bret durante a Road To Wrestlemania, o público de Chicago tem uma reacção mista, não se sabendo muito bem se apoiam ou se apupam, ao invés do que se pensaria, que seria recebido em completa admiração como normalmente acontecia.

Outro facto acerca deste combate é que teve um árbitro convidado, de seu nome Ken Shamrock.

Desta vez, quando a campainha tocou, não ouve olhares, ou trocas de movimentos clássicos de wrestling. Desta vez partiram os dois para um brawl intenso porque esta rivalidade já tinha passado a fase de cada um dos dois querer provar quem era o melhor. Este combate era diferente. Era sobre destruir o corpo um do outro, era sobre destruir o seu oponente até à submissão. A derrota humilhante.

Muito do foco do combate centrou-se no joelho lesionado de Austin, massacrando-o assim, para poder aplicar melhor o Sharpshooter.

Austin sempre foi muito resistente e os fãs sabiam disso. Neste combate, definitivamente os fãs estavam com Austin. Isto provem da história in ring contada por ambos os lutadores.

Os fãs estavam a aceitar Austin como ele é, um SOB (sono of a bitch) e o facto de ele dizer que ia dar porrada no Bret Hart, ele o ia fazer mesmo. Sem contemplações.

Outro momento é quando o árbitro convidado, Ken Shamrock pergunta a Austin se este quer desistir, ao que ele responde com os dois dedos do meio. Já antes do combate, Austin tinha dito que de maneira nenhuma ele iria desistir. E foi isso que se confirmou.

O fim do combate foi épico a todos os níveis. Talvez das melhores performances de sempre, um dos melhores combates de sempre. E uma história contada, sobre resiliência.


Austin já ensanguentado na cara sofre o sharpshooter. Mas Austin não desiste. Não quer desistir. Não pode. Ele é mais forte que isso. Aguenta e tenta escapar da manobra de Bret, mas com a perda de sangue e o corpo terrivelmente cansado, Austin acaba por desmaiar no ringue. O árbitro Ken Shamrock decidiu atribuir a vitória a Bret, mas Austin nunca desistiu.

Aqui concretizou-se um dos mais famosos double turns da história. O vencedor Bret, depois do combate ainda atacou Austin e foi confrontado por Shamrock. Aqui se provava que afinal honra e respeito, não estavam no vocabulário dele. Já por sua vez Austin, deitado no chão, ensanguentado viu o apoio do público. Um lutador que deu tudo.


A continuação: In Your House 14 – Revenge Of The Taker

A seguir a Wrestlemania, Austin queria acabar com Bret Hart, derrota-lo. Isto porque na Wrestlemania, Bret ganhou mas Austin nunca desistiu. De qualquer das maneiras, Austin não iria deixar Bret escapar assim desta guerra.

Então assim Bret foi procurar apoio na sua família porque acreditava que Owen Hart e British Bulldog não o iriam abandonar como ele acreditava que os fãs o tinham feito. Bret também sabia que iria precisar de reforços nos confrontos futuros, não só contra Austin, mas também contra outras Superstars na WWF.

Num dos discursos inflamatórios de Bret, ele afirma que já não se preocupa mais com essas pessoas (fãs). Bret afirma que também tem problemas com os fãs americanos porque sente que eles não o apoiam o suficiente relativamente aos seus problemas com a companhia. Na entrevista antes do combate no PPV In Your House 14, Bret declara guerra a Steve Austin e aos fãs americanos.

20 de Abril de 1997 acontece o In Your House 14, Steve Austin vs Bret Hart num singles match regular.

No entanto o combate começa com um brawl por todo o lado, como se fosse um No Holds Barred. Bret continua a atacar o joelho de Austin de forma violenta, pois sabe que este não desiste, e para o vencer tem que castigar de forma clara o seu corpo. Bret aproveitava qualquer momento, qualquer distracção do árbitro para ir buscar cadeiras e atacar o joelho de Austin.

De notar a intensidade Heel de Bret Hart que dominou e tinha o controlo do combate. Austin tentava ganhar algum ímpeto, mas raras vezes conseguiu.

O fim do combate viu Austin atingiu Bret na cabeça com a sua protecção do joelho e aplicou o Sharpshooter. Mas não seria assim o fim. Owen Hart e British Bulldog interferiam causando a desclassificação.

Depois do combate viu-se Austin a atacar o joelho de Bret Hart antes de aplicar de novo o Sharpshooter. Apesar da sua lesão no joelho, Austin estava endiabrado e acaba verdadeiramente por cima.


Seguiu-se o Raw Is War no dia seguinte e esse episódio roda quase todo sobre a rivalidade Steve Austin e Bret Hart e no fim vemos uma Street Fight. Austin está consumido pelo seu ódio por Bret Hart. Ele quer continuar o que começou no PPV do dia anterior.

Aqui continuou a história violenta já vista antes. Dois lutadores que se odeiam e querem magoar um ao outro.

No entanto, este combate começa com Austin de um lado e do outro Bret com Owen Hart e British Bulldog. Bret com ajuda dos seus companheiros começa o ataque, até que aparece Shawn Michaels e com uma cadeira de aço faz dispersar Owen e British, ficando somente Austin e Bret para continuarem sozinhos esta batalha.

Aproveitando o mau estado do joelho de Bret Hart, Austin faz um ataque impiedoso com a cadeira de aço. Então Bret num momento em que estava no canto do ringue e a sentir-se ameaçado, vira-se para Austin e mostra dos dedos do meio, como que a desafia-lo ainda mais. Austin respondeu ao continuar o ataque com as cadeiras e o torturar novamente com o Sharpshooter.

Austin mais uma vez estabeleceu o domínio nesta rivalidade.


De notar no entanto que não ouve vencedor declarado deste combate. A campainha nunca chegou a tocar, apesar de estar um arbitro lá o tempo todo. Para a história este combate está definido como “No Contest”. Bret precisava de uma cirurgia ao joelho e a WWF usou este “angle” para o colocar fora de acção por uns tempos, metendo Austin over mesmo sem ter sido feito o pin ou Bret desistido por submissão.

Muito semelhante ao que se passou no In Your House, Bret teve que ser assistido pela sua família para sair do ringue para depois o meterem numa maca. Já na ambulância, Austin ataca Bret. Hoje em dia, este tipo de segmentos está um pouco subvalorizado, mas na altura foi tão imprevisível e caótico ao mesmo tempo.

O fim: Intenso!

6 de Julho de 1997, In Your House: Canadian Stampede,


The Hart Foundation vs Stone Cold Steve Austin, Ken Shamrock, Goldust & The Legion Of Doom!

No Canadian Stampede a rivalidade entre Bret Hart e Steve Austin era colocada numa escala ainda maior. Mais do que se imaginava.

Aqui acima de tudo, o que estava em jogo era o orgulho. Orgulho da sua nação, da sua terra, e origens. A intensidade da Hart Foundation e da Team USA e o público intenso… muito intenso de Calgary.

A paixão mostrada por estes fãs criou uma atmosfera fervorosa em que por vezes parecia que o chão da arena tremia.

Os Hart’s tiveram a maior reacção possível e quando Bret entrou foi tremendo.

Já por seu lado, Austin foi recebido com puro ódio. Isto claro, apesar de ele ser na altura uma das personagens em mais evidência na WWF, mas nesse dia estava a jogar fora de casa. No campo do adversário.

O angle entre a Team USA e Canadá foi dos melhores produzidos pela WWF. Criou uma dinâmica fantástica onde dependente do sítio onde actuavam havia apupos ou suporte por parte do público. O próprio público fazia de cada equipa Heel ou Babyface.


Ao longo do combate, cada lutador efectuou os seus moves próprios. Continuaram a história de Austin atacar o joelho dos Hart’s, desta vez quando atacou Owen no joelho com uma cadeira de aço. Bret imediatamente a ir ajudar o seu irmão com aquele ímpeto foi brilhante.

O nível de apoio aos “Hart’s” foi qualquer coisa de fantástico, com todo aquele público, a sua família ali na frente a ver o combate. Até o facto de Owen Hart ter feito batota para ganhar o combate foi visto como um esforço heróico aos olhos daqueles fãs.

Realmente e sem dúvidas, que os fãs foram um dos elementos chave neste combate.

No fim ainda se viu Austin apoiado praticamente só numa perna e com uma cadeira de aço na mão a tentar lutar num ringue cheio de Hart’s. Jim Ross ainda disse: “HE DOEN’T GIVE A DAMN!”

Austin saiu algemado, a falar lixo para todos os canadenses no recinto e a mandar dedos do meio para todos.

Os Hart’s reunidos no ringue em perfeita comunhão perante o seu público, reunidos na celebração da vitória.


Notas finais:

- A rivalidade entre Stone Cold Steve Austin vs Bret “The Hitman” Hart pode não ter tido um combate do outro mundo com Austin a fazer o pin ou submissão sobre Bret, mas mesmo assim marcaram muito e atingiram muito sem essa vitória. Nomeadamente Austin ter ficado incrivelmente “over”;

- Esta rivalidade foi tão intensamente entretida na televisão durante quase um ano e que englobou grandes promos, brawls e grandes combates;

- Juntos, Austin e Bret criaram alguns dos seus melhores combates e momentos de sempre;

- A partir daqui, Austin tinha o rumo traçado. Estabeleceu o lutador como uma das maiores atracções na altura e estabeleceu as bases daquilo que seria a “Attitude Era”;

- Esta rivalidade deu a oportunidade de mostrar que Bret Hart também conseguia fazer boas promos. Alem de que se estabeleceu também como uma grande personagem;

- Talvez um dos pontos fortes desta rivalidade foi na Wrestlemania 13 com o double turn. Numa altura em que se pensava que a rivalidade acabaria por ali, eis que acontece. Uma ideia brilhante e que deu a oportunidade de desenvolver ainda mais a rivalidade nos meses seguintes.

Pontos menos positivos:

- Como referi no inicio das “notas finais”, não ouve uma clara vitória para determinar o fim da rivalidade. Como acabou, acabou bem, mas creio que se tivessem optado por outra estratégia, colocando Austin a vencer também seria bom. No entanto, como acabou, também acabou bem. Chegamos ao fim esta semana e enquanto vamos aguardando pela próxima edição…

Para vós, esta rivalidade foi Esquecível ou Inesquecível?

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1 comentário(s):

Anónimo disse...

Eu fui o anônimo que pediu a coluna a respeito da melhor rivalidade do Pro Wrestling americano em 1997 que foi entre Bret Hart/Hart Foundation e Stone Cold Steve Austin na WWF, embora algumas pessoas podem dizer que foi Sting e Hogan/NWO na WCW.

A rivalidade começou também em 1996 através da amizade que se tornou mais tarde uma briga doentia entre Austin e Pillman, como o segmento no ringue que Stone Cold quebrou o tornozelo de Brian, o que levou o famoso e polêmico angle "Pillman's Got a Gun, onde Austin invadiu a casa do "Loose Cannon", em que este segurou uma arma e a apontou para o "Texas Rattlesnake". Meses mais tarde, Pillman se uniu a Hart Foundation contra Austin, somando também ao fato de Brian ter sido treinado pela família Hart em Dungeon e ter praticamente começado a carreira no Pro Wrestling através do território Stampede Wrestling.

Você citou algo que gostei bastante sobre a intensidade na primeira luta entre os dois no Survivor Series. Na minha opinião a falta de intensidade nas lutas da WWE atualmente me impressiona negativamente. Eu acho que os atuais Pro Wrestlers da WWE estão mais preocupados em fazer danças acrobáticas estupidamente coreografadas de tão forçadas no ringue para agradarem e obterem pops da internet crowd e chants do tipo "This is Awesome" do que fazerem lutas mais realistas e que sejam parecidas com brigas brutais. O produto precisa ser mais legítimo em si.

Na Wrestlemania 13, aconteceu possivelmente o melhor Double Turn da história da WWE. Muito bem executado. E também diria que 1997 foi o melhor ano da carreira de Bret Hart como performer em geral. Ele não fez apenas grandes lutas, mas como também foi muito bom em contar histórias no microfone, algo que o próprio admite foi o seu ponto fraco.

Essa rivalidade é inesquecível não apenas pelas grandes lutas, mas como também por tantos segmentos e promos que envolveram Bret e Austin. Os créditos também devem ir para Vince McMahon, Jim Cornette e Vince Russo, que estiveram no topo da equipe criativa durante o auge da feud.

Bom texto. Agradeço que você tenha atendido o meu pedido.

A minha sugestão para um próximo texto seria Mankind e The Rock, além da participação fundamental da Corporation, liderada por Vince McMahon como peça central da rivalidade. A melhor série de lutas pelo título da WWF na história da federação.