sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Rivalidades (In)Esquecíveis #1 | Chris Jericho vs CM Punk (2012)

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Sejam bem-vindos à primeira edição deste novo espaço chamado Rivalidades (In)esquecíveis. Esta será uma “nova” rubrica, na qual vou falar de rivalidades dentro do mundo do Wrestling. Não só vou apresentar a minha perspectiva, como também vou falar acerca do que de bom e mau aconteceu. Tenciono também, além de rivalidades marcantes pela positiva, falar de outras que marcaram pela negativa.

Para começar, uma que me marcou e ficou na memória.

Chris Jericho vs CM Punk (2012)!

Relativamente recente, mas derivado ao facto de CM Punk ter abandonado o Pro Wrestling para se dedicar ao MMA, e apesar de ser uma figura marcante e incontornável num passado recente, creio que algumas rivalidades ficaram esquecidas.

No Survivor Series de 2011, CM Punk luta contra Alberto Del Rio para recuperar com sucesso o WWE World Heavyweight Championship, começando aqui o seu mais marcante reinado com o principal título da WWE. Começou então a rivalidade de CM Punk com Chris Jericho, em que ambos os personagens interpretaram praticamente na perfeição o seu papel.

Como começou:

Com CM Punk sendo o WWE Champion no mês de Janeiro de 2012, entra numa pequena rivalidade com Dolph Ziggler, perdendo alguns combates porque John Laurinaitis se intrometia, tentando que Punk perdesse o título. Mas, no Royal Rumble CM Punk consegue manter o título.

No RAW de 30 de Janeiro de 2012 começa realmente a rivalidade. Combate entre CM Punk e Daniel Bryan (Campeão vs Campeão), Chris Jericho interfere, dando a vitória a Bryan. Na semana seguinte Jericho explica o porquê das suas acções, dizendo que a maioria dos lutadores são cópias suas, mas mais propriamente Punk que tem utilizado uma frase já usada por Jericho, “Best In The World”.

A rivalidade continuou até ao Elimination Chamber, onde no combate com o mesmo nome, Punk mantém o título, tendo Jericho abandonado devido a lesão temporária. No RAW a seguir, Jericho ganha uma Battle Royal para determinar o number one contender ao título de Punk para a Wrestlemania XXVIII.


O auge da rivalidade:

É aqui que começa a essência e um dos focos principais desta rivalidade. A gimmick de Punk na altura era a de Straight Edge, ou seja alguém que não consome drogas e álcool e vive uma vida “saudável”. Com isto, e como modo para o distrair e desestabilizar psicologicamente, Jericho começa a usar isso contra Punk e começa a ganhar vantagem.

Nesta sua caminhada, Jericho fez várias revelações chocantes ao WWE Universe sobre a vida privada de Punk, entre as quais que o seu pai era alcoólico (verdade), que a sua irmã era viciada em droga (falso) e que ele nasceu quando os seus pais não eram casados (falso). Jericho também disse que a única razão pela qual Punk seguiu a filosofia de “Straight Edge” era porque ele estava paranóico e não queria acabar como o resto da sua família, cheia de maus vícios, prometendo que faria Punk render-se ao álcool e o libertar. Durante a Wrestlemania, John Laurinaitis revela que no combate entre Jericho e Punk pelo WWE Championship haverá a estipulação de que o título mudará de mãos por desqualificação o que levou Jericho a tentar incentivar Punk a usar diversas armas, mas este resistiu e conseguiu vencer Jericho.


O ponto mais alto e o fim:

Mas Jericho não ficaria por aqui. Mantendo o título à sua cintura, Punk enfrentou Mark Henry no início de Abril desse ano, perdendo os combates por desqualificação, mas mantendo o cinto de campeão. Após as duas lutas Jericho ataca Punk, tentando fazer com que ele comece a beber álcool. Chegando mesmo a enviar presentes cheios de bebidas, fazendo-o beber à força após um combate estando quase inanimado no chão ao lado do ringue e até mandou uma garrafa de cerveja à sua cabeça.


Isto levou também a um momento engraçado, sendo que Punk teve que fazer um teste para ver se estava sóbrio. Nesse mesmo teste Punk falhou, não conseguindo andar numa linha recta e não conseguir dizer o abecedário correctamente. No fundo foi uma jogada, pois Punk planeou o teste para Jericho pensar que tinha ganho a batalha. Seguiu-se o último combate nesta rivalidade que foi no Extreme Rules numa Chicago Street Fight pelo título, ganho por CM Punk que assim manteve o seu WWE World Heavyweight Championship.






Notas a retirar:

- Ambas as personagens saíram fortes.

- Jericho como sempre, um grande worker, tanto dentro do ringue Como ao microfone (sugiro que vejam, ou revejam as promos), numa altura em que aparecia esporadicamente estando na WWE como part-time. Deu-lhe de novo credibilidade como Heel, papel que é o que lhe da mais gozo fazer.

- CM Punk ganhou credibilidade como Top Baby Face da WWE, sendo este o seu melhor reinado como WWE Champion. Normalmente e nas rivalidades anteriores mais recentes, tínhamos visto Punk a interpretar papel de Heel e esta foi uma viragem grande na sua carreira.

- Outro ponto positivo, e que na minha opinião é uma das coisas que mais gosto no Wrestling, é o facto de que como cada um deles interpretou o seu papel muito bem, dava por mim a “odiar” de uma tal maneira Jericho e a sentir pena e compaixão por Punk. As imagens que saíam dos shows, principalmente na altura em que Jericho fala da família de Punk e depois o tentar seduzir para começar a beber álcool eram tão marcantes. No fim deu para dizer que fizeram um óptimo trabalho, pois eu detestava o Heel e apoiava o Baby Face.

- Talvez o ponto menos positivo (e não negativo):

O facto de Jericho não ter ganho o WWE Championship. Menos positivo e “não negativo” porquê? Porque de certa forma, como fã de Jericho, gostava de o ter visto ganhar o título, mesmo que fosse por pouco tempo nesta rivalidade. Seria um prémio justo pelo trabalho que fez. Acho que acrescentaria algo mais.

Mas de resto, penso que todo o build up foi bom. Começou por ser uma rivalidade “normal”, onde um lutador é o campeão e vem outro que o quer enfrentar para conquistar o título, passando por acrescentar vários factores como falar da vida privada de Punk, acabando de forma natural, onde o Baby Face ganha. Isto em 2/3 meses.

Outra nota que gostaria de falar aqui. Quando o RAW onde Jericho faz a promo sobre a vida privada de Punk foi para o ar, não era propriamente isso que era suposto fazer.

Numa entrevista, Jericho disse que o plano inicial seria Punk ser tatuado com as iniciais de Jericho. Vince McMahon adorou essa ideia até porque disse que Punk já tinha muitas e mais uma pequena não fazia mal nenhum, até que Jericho falou que as tatuagens são para a vida e é uma coisa muito pessoal para quem as faz. Além disso, seria suposto Punk ser tatuado ao vivo no RAW e Jericho disse que quando se faz uma tatuagem ela sangra e aí é que Vince abortou de imediato essa ideia.

Segundo essa mesma entrevista, tanto Jericho como Punk ficaram tristes até porque Punk gostou da ideia de ser tatuado ao vivo no RAW. Então decidiram-se pela promo a fazer sobre a sua família. E o resto… bem, é história.

E enquanto esperamos pela próxima edição, deixo-vos a pergunta...

Para vocês a rivalidade foi esquecível ou inesquecível?

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8 comentário(s):

Diego Meira disse...

Ótimo trabalho com sua nova coluna. Pra mim foi uma rivalidade inesquecível, especialmente pelo fato da mesma ter sido eclipsada pela feud entre Cena e Laurinaitis, que tomava para si todos os main events nos ppvs. Ainda assim, o trabalho dos dois lutadores foi impecável, e conseguiram realizar excelentes combates.

Estarei esperando pela próxima análise.

Soulsick disse...

Obrigado Diego Meira!
Exacto, numa altura em que Laurinaitis queria tomar conta (ou já tomava) do RAW, esta rivalidade permitiu estabelecer os dois lutadores no TOP.

Anónimo disse...

Não achei a feud inesquecivel, não foi má mas podia ter sido muito melhor, talvez se tivesse acontecido noutro ano, a WWE estava muito má nesse momento.
Bom artigo

vitor oliveira disse...

Bom quadro, que venham outras boas edições

Anónimo disse...

Bom artigo. Estou torcendo que a nova coluna seja bastante duradora e consistente.

Considerando o péssimo booking da WWE ao longo dos anos com a liderança de Stephanie McMahon na equipe criativa, a rivalidade conseguiu ser bastante interessante, mas não diria que foi inesquecível ou esquecível, ficando no meio termo. Naquele momento, a WWE estava mais focada nas rivalidades Triple H e Undertaker & Rock e Cena, especialmente durante o Road To Wrestlemania.

Eu espero que tenha uma edição futuramente envolvendo Stone Cold Steve Austin/USA versus Bret Hart/The Hart Foundation/Canadá entre 1996 e 1997.

André Ribeiro disse...

Bom espaço.

Pessoalmente, embora tenha gostado da feud não acho que seja uma rivalidade inesquecível, visto que quer Punk quer Jericho tiveram rivalidades bem mais interessantes. Mas foi uma feud com dois bons combates em PPV e que foi bem construída em que se sentiu que existia realmente uma história a contar - opondo-se assim à maioria das feuds actuais altamente genéricas, não por culpa dos lutadores, mas por culpa de quem escreve e parece que se esquece de adicionar os traços únicos de cada lutador.

Pablo disse...

Ótimo artigo.

Na minha opinião, foi uma rivalidade bem sólida e construída, mas que poderia ter ido além, se não fossem os outros focos da WWE. Mas de certa forma, mostrou o que cada um dos dois podia fazer, nas condições de babyface e heel. Foi uma lufada de ar fresco, durante algum tempo, na WWE.

|Styles| disse...

Gostei muito do conceito deste novo espaço. A rivalidade Chris Jericho vs. CM Punk, podia ter atingido um nível superior, na minha opinião, se a equipa criativa da WWE deixasse que o Jericho e o CM Punk aplicassem de forma livre as ideias que tinha para a feud.

Não deixou de ser muito boa, mas podia ter sido épica.