quarta-feira, 1 de junho de 2016

Queen Of The Ring #12 - A (Possível) Salvação do Smackdown

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A semana passada recebemos a notícia de uma mudança na programação da WWE, ou seja, essencialmente o Smackdown, esse programa quase esquecido por muitos, vai receber uma injecção de novidades e ser reavivado de morte certa. Foi anunciado que o programa terá o seu dia fixo com transmissão ao vivo, calhando a uma terça-feira e que terá uma roster independente do RAW. Isto levantou imediatamente a questão de brand-split que já existiu na WWE e que aparentemente as chefias querem trazer de volta.


Esta notícia gerou alguma agitação, se assim lhe quisermos chamar, entre os fãs de wrestling e os fãs da companhia e portanto penso ser interessante mencionar aqui algumas considerações e também se fará sentido dar este passo ou se será um tiro no pé.

Primeiro do que tudo eu devo dizer que o Smackdown já estava morto para mim. É neste momento um programa completamente obsoleto que acredito que apenas uma minoria acompanhe semanalmente, se é que alguém acompanhe. Se por um lado penso ser viável algumas queixas em relação a conteúdos criativos no RAW então do Smackdown nem há ponta por onde se pegue, no entanto enquanto o RAW num programa de 3h consegue produzir algum conteúdo com interesse, nem que seja um ou outro combate bem disputado, do Smackdown já não posso dizer o mesmo, o que tornou o programa reduzido a nada.

Alguma coisa efectivamente precisa de ser feito porque o programa é praticamente inexistente neste momento. Deste ponto de vista eu sou alguém que apoia esta ideia porque manter a programação do Smackdown como está actualmente não traz qualquer fruto à WWE e além disso considero que quando as coisas estão mal, vale sempre a pena arriscar, neste momento a WWE não tem nada a perder neste campo porque o pior que pode acontecer é continuar com o Smackdown no ponto em que está.


No entanto, estas andanças de um novo programa ao vivo e com uma certa independência em relação ao RAW pode ser até bastante positivo, mas só com tudo feito muito direitinho. A minha primeira questão seria a duração da programação, uma vez que se considerarmos semanas onde temos um PPV ao domingo, vamos ter três horas e meia, ou até mais, aí, mais o RAW na segunda que contabiliza mais umas três horas e finalmente um Smackdown na terça com cerca de duas horas. Eu não me importo de ver muito wrestling, mas isto pode ser considerado demasiado, principalmente que com duas brands distintas a WWE se quiser manter o RAW com três horas vai ter muitas lacunas a preencher. A minha primeira sugestão aqui seria claramente reduzir a duração do RAW para um espaço de tempo apenas essencial e necessário, equilibrando mais estes horários.

O preenchimento de lacunas, como referi, será uma preocupação inerente a esta decisão. Por um lado é claro que com a existência de dois rosters, um para cada brand, abrem-se portas a muitos talentos que andam na WWE sem rumo, que necessitam de muito tempo de antena para se fazerem valer. Isto pode ser bom e mau. Bom por um lado porque algumas estrelas estão mesmo a necessitar de uma oportunidade que bem merecem e que devido ao roster gigante do RAW neste momento, simplesmente não têm espaço, mas ao mesmo tempo poderá ser mau porque francamente há outros “talentos” que poderiam beneficiar com mais tempo de antena mas isso não quer dizer que sejam interessantes.


Dar tempo de antena a quem consiga dar bom rumo a um programa, sim, claro, vamos a isso, mas dar tempo de antena a estrelas que simplesmente não se encaixam e não conseguem despertar interesse no público é mau. Aqui se vê toda a necessidade de fazer esta divisão de roster com muita ponderação.  A WWE tem de escolher muito bem que estrelas vai querer mandar para o Smackdown, não se limitando apenas a talentos com menos visibilidade correndo o risco de tornar o Smackdown naquilo que invariavelmente acabou sempre por ser, um programa secundário, tornando a passagem de talentos para lá como uma espécie de despromoção.

O que me leva ao ponto seguinte. Depois de termos um roster competente tanto no RAW e no Smackdown, e de forma a não haverem lacunas ou não haver espaços mortos, garantido que, no entanto, nunca na vida todos vão ficar satisfeitos com tudo, é impossível agradar a gregos e troianos, impõe-se a questão dos títulos.


Ainda não há muito tempo vimos a transformação do título da WWE e do título de Pesos-Pesados num só título principal da companhia. Eu achei uma boa jogada até porque com apenas um título principal, este tem a importância devida como principal da companhia e os demais títulos, nomeadamente, o título Intercontinental e dos Estados Unidos ganharam um novo folgo que já há muito necessitavam. Eram títulos considerados muito secundários e que muitas vezes nem sequer eram defendidos em PPV nem tinham qualquer destaque, eram meros cintos. Mas isso mudou para melhor e agora não queremos que mude novamente para pior.

Se tal como os talentos também os títulos vão ter de ser divididos pelos dois rosters, seria de todo mais interessante manter-se o título principal como está e podendo ser defendido entre as estrelas de topo de cada um dos rosters, dando depois exclusividade ao titulo Intercontinental para um show e o dos Estados Unidos para outro, mantendo assim o interesse que existe nestes títulos e mantendo-os como importantes, tendo assim também mais potenciais talentos a hipótese de lutar por eles. Talvez por uma questão de não termos muitos talentos femininos a divagar aqui e ali eu apoiava que também o título feminino se mantivesse como está mas a ter protagonismo nos dois rosters, aplicando-se a mesma regra nos títulos de equipas.


Isto seria de todo positivo para dar ainda mais dinâmica e importância aos títulos Intercontinental e dos Estados Unidos, uma vez que, apesar de actualmente o título Intercontinental até andar bastante bem, com bastante protagonismo e até com um combate incrível neste último Extreme Rules, já do título dos Estados Unidos não se pode dizer o mesmo.

Eu não acho que esta seja uma “jogada” da WWE necessariamente má mas claro vai depender muito do rumo que lhe dão. Como disse anteriormente de certa forma a WWE faz bem em tentar esta mudança uma vez que da maneira como está o Smackdown actualmente também não têm muito a perder e com as coisas bem pensadas e ponderadas até seria uma forma de revitalizar este Smackdown degradante, podendo igualmente a programação do RAW beneficiar com isto.

Tem tudo para correr bem mas ao mesmo tempo para correr mal sendo que a forma como esta divisão vai ser feita vai ter imensa influência no resultado final, que pessoalmente, espero que seja positivo. 

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4 comentário(s):

Anónimo disse...

Alguns pontos:

O Smackdown era um programa relevante sem a existência da Brand Split entre 1999 e 2001. A falta de interesse da empresa somada a outros fatores como: baixo Star Power e a ridícula equipe criativa também contribuíram com a queda de atenção dos fãs, seja em audiência ou de comentários na IWC.

Já na fase final da Brand Split, o Smackdown começou a ser um programa com nenhum atrativo. Ainda mais depois que figuras marcantes como Edge, Undertaker e Rey Myserio foram embora.

O Smackdown começou a descredibilizar o World Heavyweight Championship colocando em Midcardes como Jack Swagger, por exemplo.

Eu acredito que a queda do Smackdown tem bastante a ver com a saída da atração na televisão aberta dos Estados Unidos. Isto aconteceu na transição UPN/The CW e My Network TV entre 2008 e 2010. Com a saída da televisão aberta, o programa virou mais um Main Event glorificado.

Mas quem sabe agora no USA Network, embora sendo uma emissora de TV por assinatura, é o canal mais importante que exibirá o programa desde a CW, a WWE volte a ter um real interesse em fazer um melhor show.

Não estou empolgado com o retorno da Brand Split, nem tanto pela falta de estrelas como nos primeiros anos, mas as pessoas que vão escrever os shows são praticamente as mesmas que prejudicaram brutalmente o produto nos últimos anos.

Eu espero que o Writer do Smackdown esteja mais preocupado em produzir melhores shows do que ficar querendo transar com as meninas do NXT, segundo o que Cody Rhodes escreveu recentemente.

Seria este escritor um bom exemplo do que Kevin Nash disse de grande parte da atual equipe criativa atualmente? http://www.wrestlezone.com/news/710223-kevin-nash-on-wrestling-writers-vince-mcmahons-brass-balls-independent-contractors-drug-testing-and-love-of-wwe-nxt

Você fez um ponto importante sobre o número de horas de programação da WWE em uma semana. Eu acredito que isto é uma boa prova que a WWE está fazendo mais uma programação para um pequeno nicho de mercado do que atrair o grande público como no passado. Apenas hardcore internet geeks terão tanto entusiasmo e atenção para assistir demasiadas horas de Pro Wrestling na semana. Ainda mais o que a WWE coloca na televisão atualmente.


André Ribeiro disse...

O SmackDown acabou por "morrer" nos últimos anos, mas nota-se que estão novamente a apostar neste show. Primeiro, começaram por introduzir uma mesa de comentadores bem superiores àquela que vemos no Monday Night Raw, sendo que Mauro Ranallo é bem superior do que Michael Cole e Jerry Lawler como comentador heel é também bem superior a JBL.

Espero que com este Brand Split, vejamos novamente o desenvolvimento de storylines na brand azul - porque nos últimos tempos, não havia nada que se passasse aqui, que já não tivéssemos visto num Raw. Esse parecia-me o principal problema do SmackDown. A culpa disto tanto pode ser dos writers do SmackDown, como de Vince McMahon visto que é ele que têm a última palavra ( o que já provocou muita frustação em muitos antigos e actuais writers)

Caso o Brand Split seja feito de um modo equilibrado, haja uma melhoria nas storylines e tendo em conta o número de horas abusado do Raw - acredito até que possa ser um show mais atractivo do que o Raw. Claro que também existe a possibilidade de isto não dar em nada e ficar tudo praticamente na mesma... Não estou tão pessimista como o comentador acima, mas também não estou muito optimista - vamos esperar para ver.

|Styles| disse...

Mais um excelente artigo, like always! :)

vitor oliveira disse...

Excelente artigo, concordo