quarta-feira, 20 de abril de 2016

Queen Of The Ring #9 - Esta Lucha Ainda Vai a Meio

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Parabéns ao Wrestling Noticias que hoje comemora uma década de existência! Acredito que tudo tem sido feito para manter o blog em bom porto e no bom caminho ao longo destes anos e que com a ajuda de todos, inclusive dos leitores, certamente que pelo menos mais uns 10 anos teremos pela frente. Estamos todos de parabéns!
Só mais recentemente é que me juntei à equipa do Wrestling Noticias apesar de já andar pela blogosfera há muitos anos e também na antiga CWO, no entanto o gosto pelo wrestling manteve-se sempre e tenho agora nova oportunidade de escrever aqui. E como sou recente resolvi também hoje falar de algo que se tornou recente na minha vida, esse palco que alberga um monte de emoções e as testemunhas de um espetáculo sem paralelo, Lucha Underground.


Hoje é dia de viragem na programação da LU para a segunda metade da exibição desta segunda temporada, com o lançamento do 13º episodio e se é verdade que o inicio pode ter sido considerado algo calmo e mais lento, rapidamente os foguetes dispararam e aqueles momentos memoráveis e fantásticos começaram a ter lugar no templo que é casa desta fantástica produção. E porque estamos a chegar a meio da missa, achei por bem enumerar alguns dos momentos que me fizeram as delicias nestes primeiros 12 episódios e que, muito sinceramente, fizeram de mim uma ávida fã.
Primeiro do que tudo quero voltar a referir que ver Lucha Underground é como ver arte na forma de wrestling. É uma série e é um programa de wrestling ao mesmo tempo, é uma história contada no ringue. Uma característica não existe sem a outra e tal torna o produto muito especial. Acredito que não seja para todos, não, efectivamente este não será do agrado de toda a gente mas em qualquer dos casos a inovação e a originalidade do que aqui se vai produzindo é inegável.


Duas das figuras mais marcantes desta primeira metade da temporada, e que merecem todo o destaque que se lhes possa dar foram o Prince Puma e Pentagon Jr. Estes dois que iniciaram uma rivalidade logo desde inicio que culminou com a adição de Mil Muertes, numa incrível lucha pela defesa do titulo principal de LU em estilo 3 way match que foi, muito honestamente, de se tirar o chapéu. Mais do que isso foi, a meu ver, uma demonstração de como uma verdadeira defesa de um título deve ser, com tudo a que tem direito, com todos os altos e baixos, com todos os spots a funcionarem na perfeição, dentro e especialmente fora do ringue e com três atletas que proporcionaram autênticos momentos de loucura e deixaram a sua marca aqui retida na memória. Prince Puma e Pentagon Jr como dois favoritos do público deixaram tudo em ringue mas valeu-se a supremacia do Mil Muertes que se estabeleceu após este combate como top heel.


E sem sequer ter tempo para respirar partimos do final deste combate para entrar imediatamente no seguinte que foi igualmente de tirar o folego. Fenix resolveu dar uso ao seu Gift of The Gods Championship para ter a sua luta pelo título, a ter lugar na semana seguinte frente a Mil Muertes. E que luta foi esta! A cada momento uma nova ofensiva ainda mais impressionante que a outra, um novo highlight sempre a surgir num todo que foi um combate absolutamente brutal e memorável com o seu cunha de pessoal que é sempre agradável, para espicaçar mais esta rivalidade. Fenix e Mil Muertes demonstraram uma química enorme um com o outro no ringue. Fenix saiu vencedor e acredito no entanto que não deixou o Mil Muertes na mó de baixo com a perda do título até porque mal ainda estávamos a recuperar do final deste combate quando Catrina anunciou que a festa do Fenix seria curta pois a sua primeira defesa teria lugar no Aztec Warfare que teria lugar na semana seguinte.
Um vez mais, partindo de um momento alto na programação aterramos directamente no momento seguinte que foi incrível e este sem surpresa nenhuma por já virmos habituados da primeira temporada, mas este segundo Aztec Warfare não só foi impressionante como teve o factor extra de ser pela luta pelo título. Aqui tudo aconteceu. LU conseguiu em cerca de 40 minutos ter os seus luchadores a produzirem um combate longo com muita gente mas com extrema qualidade e digo sinceramente sem nenhum momento “morto” o que não é fácil em combates desta envergadura.


Em três semanas consecutivas o título da Lucha Underground era defendido em grande estilo e uma vez mais a demonstrar como tais defesas podem, e devem, ser sempre incríveis. Porque se se trata de um título tem de ser especial. Se é o maior titulo da companhia ainda mais mas muito sinceramente, para mim, não há nada mais depreciativo para um título do que este ser defendido em combates sem cabeça, tronco e membros. Aqueles combates “so porque sim”. Em verdade na Lucha Underground apesar de o título principal ter mudado de mãos diversas vezes, nenhuma ficou a desejar e foi sempre depois de grandes e excepcionais lutas o que valoriza os lutadores que se encontram em luta e o próprio titulo em si. E para não ser diferente novamente aqui no templo de LU tivemos a surpresa do regresso de Dario Cueto para recuperar o seu templo e apresentar o seu irmão The Monster Matanza Cueto que facilmente ganhou o Aztec Warfare e se tornou no novo campeão.
Estes foram os meus momentos favoritos desta primeira metade da segunda temporada. Vimos muitas rivalidades surgirem, que incrivelmente convergiram no Aztec Warfare fazendo ainda um maior sentido e dando ainda maior ímpeto a essas storylines, principalmente entre Jack Evans, PJ Black e Drago, entre Johnny Mundo, Taya e Cage, e até entre o Texano e o Chavo Guerrero. Tudo fez absoluto sentido e faz-nos virar a página para o que aí vem com grande entusiasmo e antecipação.


Dario Cueto encontra-se a reforçar o seu estatuto como novo líder e patrón do templo ao mesmo tempo que o seu irmão, The Monster Matanza Cueto se solidifica como aquilo que realmente é, um monstro, que tem o título e que se um dia o vier a perder vai ser num combate absolutamente brutal. Mas será mesmo? A verdade é que os main events que tivemos a seguir quer entre Matanza e Fenix quer entre Matanza e Petangon Jr acabaram por não ser aquele típico main event que sabemos que LU é capaz de produzir, foram sim uma forma de afirmação do Matanza como alguém que destrói tudo e todos, incluindo dois dos favoritos do templo. Mas em termos de wrestling propriamente ditos, não foi nada de entusiasmante e acredito que neste ponto seria interessante encontrar algum tipo de “fragilidade” neste “bicho” a ser explorado e de forma a que, na eventualidade de uma derrota esta não descredibilizar o maior monstro do templo que é este irmão de Dario Cueto.
Aqui entra, potencialmente, o Mil Muertes em acção. Ele não gostou de ser eliminado do Aztec Warfare, claro, e não ter conseguido recuperar o seu título perdido nessa altura e está novamente à caça do mesmo e no episodio desta noite terá essa mesma oportunidade de o recuperar. É sem dúvida com grande antecipação que aguardo este combate, tenho esperança que talvez com a presença de Mil Muertes, que ironicamente salvou o Fenix de ser destruído por Matanza, já seja possível termos um main event mais impressionante e mais empolgante.

Ao mesmo tempo foi criado um torneio de Trios para uma futura luta pelos títulos agora detidos pelo trio de Ivelisse, Son of Havoc e Angelico, e que originou a formação de uma equipa incrível entre Rey Mysterio, que se estreou no Aztec Warfare e mostrou o muito que ainda tem para dar ao mundo do Wrestling, Prince Puma e Dragon Azteca Jr. Este torneio para já está a funcionar bastante bem e a corresponder às expectativas com bons combates. Suponho que terá continuidade a rivalidade entre Cage e Johnny Mundo e Taya, assim como a exploração da história entre Sexy Star e The Mack frente a The Moth e a sua querida irmã Mariposa, apesar de ser sincera esta não é uma storyline que me empolgue muito. Algo que sim, poderia trazer algo interessante à programação é a entrada de Lotus para alguma acção depois de descobrirmos que talvez possa estar nos seus planos passar a perna ao Dario de alguma forma. Fico a aguardar por algo do género.


Além disso também já foram dados os primeiros passos para algo que aguardava com muita ansiedade, as lutas pela conquista dos 7 medalhões que formam o Gift Of The Gods Championship que será novamente formado após o Fenix ter usado o seu como direito pela luta pelo título principal.
Estão dadas todas as cartas do baralho para uma restante temporada soberba que espero que além de fazer jus ao nome que LU já foi ganhando ao longo deste tempo, nomeadamente após o sucesso da primeira temporada, também consiga superar-se a si própria e ser uma versão ainda melhor nesta segunda temporada que tem estado ao rubro e tem primado pela qualidade, pela originalidade e por constantemente nos proporcionar momentos absolutamente incríveis.

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3 comentário(s):

- disse...

este artigo está muito, muito bom.

parabéns.


analisa agora os possíveis próximos champs na LU

JOÃO PAULO disse...

Excelente artigo.

vitor oliveira disse...

Ótima edição