quarta-feira, 2 de março de 2016

PROGRESS Wrestling Chapter 25: Chat Shit Get Banged! - Análise

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Bons dias senhores e senhoras, meninos e meninas, espero que estejam prontos para mais uma análise com o vosso analista do costume, Marco Paz. Hoje trago-vos a análise a um evento de uma das minhas companhias favoritas, a PROGRESS Wrestling! Este Chapter 25 tem muito que se lhe diga, por isso, vamos passar imediato para a ação!


Progress Wrestling Titles Match
The Origin (El Ligero & Nathan Cruz) © vs FSU (Mark Andrews & Eddie Dennis)

Os Origin têm sido das melhores e das coisas mais entretidas que existe na PROGRESS desde que estes ganharam os títulos de Tag. Parece que Nathan Cruz e El Ligero ganharam uma nova vida com esta stable e com este heel turn. Os fãs são sempre fantásticos nos shows da PROGRESS, é uma espécie de ambiente que só se duplica nos shows da PWG mas com o bónus de estarmos a falar dos fãs Britânicos. Já os FSU são a os top faces da divisão de tag team. Mark Andrews e um dos fan favorites da companhia, tendo já sido campeão principal da mesma e, Eddie Dennis, é o gigante mais simpático da companhia. Eles também já foram Tag Team Champions e quem lhes tirou o titulo? Exatamente, os Origin, por isso, existe alguma rivalidade neste combate.

Os Origin trabalham muito bem como heels. Eles conseguem ganhar heat de formas fenomenais e tanto um como outro são excelentes a interagir com o publico. Eles trabalharam maior parte do combate em Eddie Dennis para Mark Andrews fazer o hot tag. É bom ver que alguem sabe aproveitar o talento deste rapaz, ao contrario da TNA, onde é conhecido como Mandrews. O combate depressa evoluiu para um caos total, com todos os lutadores dentro do ringue a fazerem sequencias. Graças aos truques sujos do costume, os Origin conseguem reter os titulos depois de Nathan aplicar um Tombstone em cima do titulo de Tag a Andrews.

Concluindo, foi um bom combate para abrir a noite e para aquecer os fãs. Os Origin ficam cada vez mais over como a cara da divisão de tag. Não vejo eles perderem os titulos por tão cedo.

Rating: *** ¼ 



Natural Progression Series: Quartos de Final
Tyler Bate vs Damian Dunne

Este combate vem no seguimento da lesão de Sebastian que o pos fora do torneio. Por isso, um novo semi-finalista teria que ser encontrado, por isso, a Progress foi buscar dois lutadores que já tinham participado no torneio esse ano e que mais impressionaram: O jovem Tyler Bate e Damian Dunne foram os escolhidos.

Bate tem apenas 18 anos e é uma das grandes sensações do wrestling britanico. O seu estilo de strong man misturado com a sua grande técnica fazem de Bate um lutador notável, alem de este conectar bastante bem com o publico. Já Dunn é uma espécie de Striker sem grande personalidade mas que tem um bom in-ring.

O combate começou com uma troca de técnicas de wrestling e de submissions onde Bate saiu claramente por cima. O atlético lutador aplicou uma espécie de abnominal strech que faz lembrar algumas das inovações de Zack Sabre Jr. Depois disso veio um striking contest onde Bate também saiu por cima e de seguida aplicou o seu “Moustache Rider”, basicamente um ariplane ride. Quando tudo parecia acabado, Dunne consegue dar a volta ao combate e com o seu codebreacker acaba mesmo por ganhar. Não estava a espera que ele leva-se a vitoria visto que deram o destaque a Tyler e parecia ser ele a ir over, mas vamos ver o que a Progress tem reservado para este jovem de enorme potencial.

Rating: ** ¾ 



Singles Match
Michael Dante vs Rob Lynch

É a primeira vez que vejo qualquer um destes lutadores a lutar em singles, por isso, vai ser uma “surpresa” para mim ver como estes dois se safam sem os seus parceiros, principalmente Dante, ele que é, claramente, a sombra de Tommy End. O combate começou da maneira prevista devido há rivalidade que as duas equipas têm. O Strong style reinou e as coteveladas que cada um dava no adversário, assim como as clotheslines, estavam a fazer tremer o ringue inteiro. O resto do combate desenrolou-se bem, vimos os dois a fazer algumas manobras pouco normais como um Enzuigiri de Rob ou um Half Nelson Suplex de Dante. 

O final viu Dante a “pedir” a Rob que lhe atingisse cada vez com mais força, sendo que este acaba por acertar com as suas finishers e acaba o combate com o seu spear.

O propósito deste combate, assim como o que Tommy End e James Davis vão ter no Chapter 26, é para determinar as estipulações do combate que os Sumerian Death Squad e os London Riots vão ter no Chapter 27, o show de 4º aniversário da Progress. Rob Lynch, o vencedor de hoje, escolheu assim tornar o combate deles num Tables, Ladders and Chairs Match! A segunda estipulação vai ser conhecida no Chapter 26.

Rating: ***



Nº1 Contender ao Progress Wrestling Title Match
Zack Gibson vs Mark Haskins

O Haskins foi em 2015, um dos melhores cruiserweights de todo o mundo. Os seus combates na Progress e em outras companhias britanicas foram completamente surreais, cada uns melhores que os outros. Ele é um lutador bastante completo no que toca a in-ring e consegue debater-se contra os melhores. O Gibson é um dos melhores heels da Inglaterra actualmente. Este consegue sacar heat de uma forma estupenda, as suas expressões faciais e a psicologia que este usa nos seus combates é incrível e acredito que 2016 possa ser o ano em que este chega ao próximo patamar da sua carreira.

O combate começou de forma técnica, com ambos os lutadores a mostrar os seus atributos mas com Haskins a sair por cima. Tivemos uns primeiros 5/6 minutos muito agradáveis, com Gibsona a não usar o seu jogo sujo e a proporcionar um inicio de combate bastante bom. Depois começou o ataque ao braço lesionado de Haskins e começou também os habituais jogos de Zack. Este consegue irritar facilmente o publico e alimenta-se disso para abrandar o combate. Rapidamente Haskins faz o comeback de forma bastante agressiva e com bastante energia, algo característico de Mark mas que não me canso de ver. Ele pode ser  um homem pequeno mas ele tem tanta energia naquele corpo. Adoro aquele suicide dive que ele faz que a primeira tentativa engana o adversário e depois à segunda é que vai. 

O combate acaba com uma troca de finisher moves. Gibson trabalhou o braço lesionado de Haskins o combate inteiro para aplicar o seu Shankley Gates enquanto que Haskins acaba por vencer com o seu Strech Muffler. Combate estupendo, com uma historia muito boa de Haskins a ser o evidente underdog mas a conseguir vencer. Os dois estão de parabéns!

Rating: ****



Singles Match
Paul Robinson vs “Flash” Morgan Webster

Aqui estão dois dos lutadores que mais destaque e mais evolução tem tido ultimamente. Paul Robinson, o psicopata residente da Progress Wrestling desde que Jimmy Havoc abandonou a companhia, depois de ter perdido um Hardcore match para o seu ex-companheiro, ou seja, Paul Robinson, tem-se mostrado cada vez mais agressivo e cada vez mais empenhado in-ring. O veterano evoluiu a sua personagem que, antes, era apenas um suporte para o vilão da companhia, para tornar-se na pessoa mais odiada da Progress. Um mar de pessoas levanta o dedo do meio e vira costas ao stage quando a musica de Robinson começa a tocar, para verem o quão over ele está. Já Morgan Webster é exactamente o contrario. Um babyface adorado pelo publico, o seu estilo simples, simpático e entretido faz as graças de todo o publico. Os dois são conhecidos por serem grandes highflyers, apesar de Robinson ter mudado o seu estilo para um stiker ground based.

O combate começou como de costume, com um pouco de técnica, mas Robinson rapidamente pos as tradições de lado e começou a castigar Webster. O Ex-Campeão de MMA faz uso dos seus punhos para mostrar a sua violência. O combate acaba por andar um pouco as voltas, com ambos os lutadores a terem os seus tempos de antena. Ambos antingem tanto manobras highflyers como pegam-se aos murros e pontapés no meio do ringue. Depois de vermos um combate bastante físico e no qual Robinson parecia ter ganho com aquele super curb stomp, ele acaba por desqualificar-se por empurrar o arbitro e começa a agredir Webster. Isto pode querer significar que estes dois vão entrar em feud e eu nem me importo. Foi um combate bastante agradável, por isso, que venha mais.

Rating: *** ½ 



4-Way Women Match
Pollyana vs Toni Strom vs Daliah Black w/ TK Cooper vs Jinny w/ Elizabeth

No ano passado, no SSS16, Jinny e Pollyana roubaram o show num combate que veio a aparecer na lista de TOP 10 Combates do Ano, feita pelos fãs da companhia. Este ano, isto pode muito bem voltar a acontecer com este combate. Não digo que vá roubar a noite porque a seguir temos um combate do outro mundo, mas isto aqui foi puro ouro. Todas estas mulheres entraram neste combate com um objectivo bem definido: Provar ao publico que as mulheres podem lutar e podem ser ainda melhores que os homens. Este combate teve de tudo. Tivemos Jinny, uma heel natural com umas expressões faciais muito bem definidas e um heel job muito apurado, que consegue sacar um heat tremendo com a sua postura apenas, tivemos Daliah Black e o seu namorado que com as suas “demonstrações publicas de amor” conseguiram por o publico a gritar “GET A ROOM!”. Já Tonny Strom e Pollyana conseguiram estar imensamente over com o publico sendo babyfaces, especialmente a Pollyana, sendo que foram o centro de toda a ção.

Uma das coisas que eu reparei no combate é que eles limitaram um pouco o envolvimento da Daliah, não percebi muito bem porque, se era para a proteger por ser ainda uma rookie ou algo parecido. A Jinny acabou por ser a estrela do combate, com muitos spots de grande heat até chegar ao ponto de cortar o cabelo às inimigas e, para todos os que estão a ler isto, nunca encostem uma tesoura no cabelo de uma mulher na brincadeira. A serio, elas ficam todas irritadas. Por isso, muita coragem e empenho daquelas que deixaram a Jinny cortar-lhes o cabelo. Eu tive algum medo nessa altura porque a Toni tinha a tesoura na mão e andava ali a dançar com ela no ar e estava com medo que alguem se aleija-se, mas acabou tudo bem.

O final do combate foi muito bom. O TK Cooper conseguiu um heat enorme a dar um murro do caraças em cheio na cara da Pollyana, seguido da Jinny a livrar-se do namorado da sua inimiga e a ganhar o combate com o pin na top babyface da companhia. Estas quatro mulheres mostraram aqui que elas estão preparadas para ter mais combates nos Chapters e espero que assim seja. 

Rating: ****



Progress Wrestling Title, No Desqualification Match
Will Ospreay ©vs “The Villain” Marty Scurll

Se eu já tinha adorado o combate destes dois no High Stakes da Rev Pro no mês passado, agora estes dois deitaram a casa completamente a baixo. Ospreay e Scurll já se enfrentaram 1001 vezes no ultimo ano, por federações em todo o Reino Unido, mas acredito que este e o combate que tiveram no High Stakes sejam os melhores da rivalidade destes dois. Eles conhecem-se tão bem, têm uma química tão boa e são sempre inovadores. Nenhum combate deles é igual.

Este começou com um pouco de striking e os habituais highflyings de Ospreay, a mostrar que não está ali para brincar e leva o “The Villain” bem a sério. De seguida eles foram para fora do ringue e, com um moonsault incrível por parte de Will, o combate começa a aquecer.  Ospreay tenta atingir com um DDT através das cordas, lembrando aqueles que o Sami Zayn faz, Scurll consegue intersetar o campeão e “parte-lhe” os dedos, começando assim a trabalhar no braço de Will para o seu finisher, o famoso Crossface Chikenwing! 

A partir daqui, foi magistral tudo o que foi feito. Scurll começa a tirar guarda chuvas debaixo do ringue, a sua trademark weapon, mas Ospreay responde tirando uma mesa que acabaria por servir para Scurll ir através dela com um powerbomb. Mais tarde, quando a luta acaba por ir para o stage, é a vez de Scurll atravessar Ospreay por uma mesa, na sequencia de uma tentativa falhada de um Hurricanrana. Scurll leva o corpo do “Aerial Assassin” para o ringue e começa a atingi-lo com os inúmeros guarda chuvas e algumas das suas moves características. Ospreay consegue sempre escapar ao pinfall e isso vai fazendo com que Scurll fique cada vez mais frustrado.

No final do combate, vemos algo pouco comum e que costuma quebrar o momentum no combate, mas aqui encaixou que nem uma luva. Scurll saca de umas algemas e prende os braços de Ospreay atrás das costas, deixando-o impotente de fazer alguma coisa. O “The Villain” começa a partir os guarda chuvas nas costas de Will e vai para o pin, mas para admiração de todos, este ainda consegue escapar. Para finalizar, aquilo que todos sabiam que vinha ai: o Chikenwing! Marty prende o seu finisher, Ospreay desiste e temos novo campeão da Progress Wrestling!

Esta vitória é muito significativa para Scurll, visto que ele sempre foi o “homem do quase” na Progress Wrestling. Marty teve inúmeras oportunidades ao titulo, desde o primeiro show até agora. Sempre esteve quase a ganhar o titulo mas nunca conseguiu faze-lo. Ele teve que sofrer um heel turn e mudar completamente a sua personalidade para finalmente chegar ao topo da cadeia alimentar na companhia. Excelente combate, com excelente psicologia, sendo que estes dois são sem duvida dois dos melhores workers de todo o mundo.

Rating: **** ¾ 


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Preto no Branco

Classificações:
Progress Wrestling Titles Match - The Origin (El Ligero & Nathan Cruz) © vs FSU (Mark Andrews & Eddie Dennis) -  *** ¼ 
Natural Progression Series: Quartos de Final - Tyler Bate vs Damian Dunne -  ** ¾ 
Singles Match - Michael Dante vs Rob Lynch - ***
Nº1 Contender ao Progress Wrestling Title Match - Zack Gibson vs Mark Haskins - **** 
Singles Match - Paul Robinson vs “Flash” Morgan Webster - *** ½ 
4-Way Women Match - Pollyana vs Toni Strom vs Daliah Black w/ TK Cooper vs Jinny w/ Elizabeth - ****
Progress Wrestling Title, No Desqualification Match - Will Ospreay ©vs “The Villain” Marty Scurll - **** ¾ 


Termômetro:

O Chapter 25 foi o primeiro evento do ano para a PROGRESS Wrestling por isso era importante, para eles, que comessasem o ano com o pé direito, mas quando se fala de uma companhia como esta, todos os shows correm bem. Não lembro-me do ultimo show da PROGRESS a que assisti-se que tivesse a sensação de que foi um mau show ou apenas mediano. Não, geralmente, são bons ou muito bons. Por isso, é natural que tenha muita coisa boa a dizer sobre isto:

- A constante apresentação de shows de qualidade é soberba. Temos três combates neste card que são iguais ou superiores a quatro estrelas, temos nomes quase desconhecidos ao publico em geral e mesmo assim, temos sempre shows de enorme qualidade. Se existe companhia que sabe apanhar em lutadores com enorme potencial mas sem grande exposição ao publico geral e torna-las em mega estrelas, é a PROGRESS. Fizeram isso com o Jimmy Havoc, fizeram isso com o Will Ospreay e estão a fazer isso a pessoal como Zack Gibson, Mark Haskins, William Eaver, Paul Robinson e Morgan Webster. É uma das coisas que mais me atrai nesta companhia é o trabalho que eles têm em desenvolver as personagens de modo a que cada combate de cada show tenha um significado e não seja bookado apenas por sim. É por isso que os shows têm sempre tanta qualidade, porque tudo encaixa na visão geral e nas histórias que estão a ser contadas. É como ver uma serie ou um filme com várias partes. É uma garantia de qualidade.

- O publico britânico é e sempre foi o melhor publico do mundo no que toca a wrestling. Eles simplesmente amam divertir-se enquanto assistem a um bom show. O publico da PROGRESS não é diferente, alias, é o melhor na minha opinião. Eles são uma especie de publico da Pro Wrestling Guerrilla, mas muito melhor porque são britanicos. Eles arranjam sempre os melhores canticos, conseguem sempre estar por trás de qualquer combate, seja com dois desconhecidos ou com os dois melhores do mundo e entram sempre naquilo que a companhia lhes pede. Eles são uma das grandes razões pela qual a PROGRESS estar a ganhar tanta fama com tem estado.

- Jim Smallman. A alma e o coração da empresa. Um dos fundadores e owners da companhia é tambem o apresentador e ele faz um optimo trabalho, sempre, em aquecer o publico e dar um ambiente de familiar ao show. Como se todos os que estão envolvidos nisto, sejam os lutadores, os arbitros, os fãs presentes ou até nós, que estamos a ver perante um ecrã. E isso é fantastico.

Mas, por muito que eu adore esta companhia, existe um, um e só um ponto negativo que tenho a apontar. Não é em concreto sobre este show, mas sim sobre a companhia num todo e sobre os (quase) quatro anos que ela tem.

- A PROGRESS, por muito boa que seja, é previsível. E bastante. Tirando, talvez, o inicio do reinado do Jimmy Havoc que, para ser sincero, fui apanhado totalmente de surpresa e foi algo que ninguém estava a espera, todas as outras grandes storylines da companhia foram previsíveis. Estava na cara quem iria ganhar o Super Strong Style 16 do ano passado e ganhar a shot ao titulo do Havoc e estava na cara que seria essa mesma pessoa a tirar, finalmente, o titulo ao maior vilão que a companhia já teve. Estou a falar de Will Ospreay. Estava na cara, desde que eles deram o turn ao Marty Scurll, no Chapter 21, que seria este a tirar, eventualmente, o titulo a Will Ospreay. E está na cara quem será o próximo campeão. E está na cara quem será a pessoa a ganhar o Natural Progression Series, torneio para jovens lutadores e que o vencedor recebe a oportunidade de ter um combate pelo titulo principal da companhia (se quiserem debater isto nos comentários, força, irei entrar e revelar a minha opinião sobre isto. Não o irei fazer aqui porque, obviamente, não quero "spoilar" nada). Por isso, por muito que goste da companhia e tenha o maior dos prazeres em ver os shows e a acompanhar isto, fico sempre um pouco desiludido porque 3 ou 4 shows antes já se está a prever as coisas pela forma como o booking está a decorrer e, isso, tira um pouco da surpresa que teríamos quando as coisas aconteceriam. Mas, em toda a companhia, este é o meu único ponto negativo, por isso, acho que é muito bom!


Figura do Evento:
Marty Scurll - The Age of The Villain!

Poderia muito bem ter posto aqui Scurll e Ospreay, mas decidi meter apenas o "The Villain" pois o momento foi dele. Este senhor teve uma escalada impressionante até ganhar o titulo desde que se estriou na companhia, há (quase) quatro anos atrás. Passou por uma mudança de personagem (de Party Marty para The Villain), passou por um heel turn, passou por vários combate de grande qualidade e esteve em quase todos os Chapters, sendo que apenas faltou a 8 dos 25 e 5 desses 8 que falhou foi por lesão. Este teve múltiplas vezes no Main Event e a lutar pelo titulo principal da companhia até que, finalmente, neste evento, conseguiu fazer aquilo que ainda não tinha feito até hoje, ganhar o titulo da PROGRESS, num combate que será lembrado por meses ou até anos.

Toda esta viagem de Scurll até ao topo, com bastantes altos e baixos, acompanhando toda a construção da personagem e evolução da mesma durante os anos, é uma das razões por cais Marty é um dos homens mais importantes da Progress Wrestling e do Wrestling Britanico. Deu um grande combate, a como já nos tem vindo a acostumar e está de parabens, a partir de agora, ele é o campeão. Mas com grande poder, vem grandes responsabilidades e, a partir de agora, é ele que tem o alvo nas costas. É ele que todos os lutadores do balneario da Progress vêm como o homem a abater, por ser o campeão. Será que Scurll aguentará à pressão? Será que todos estes anos de espera resultarão num reinado epico, como este promete? Ou será que este não passara de um flop e acaba por provar que a razão pela qual ele nunca tinha conseguido conquistar o titulo até agora é porque ele simplesmente não tinha capacidades para tal e só o ganhou de forma suja? Isso iremos ver mais a frente, durante o reinado do "The Villain", Marty Scurll!


Causa e Efeito:

Este evento tem como culminar a jornada de Marty Scurll e o seu caminho ao titulo. Mas, o que esperar a partir daqui para o reinado do The Villain? Bem, para já, o seu adversário no Chapter 26 será Mark Haskins (Atenção, este evento já aconteceu; os videos do Chapter 25 demoraram a sair e por isso é que só agora estou a fazer esta review, mas o Chapter 26 aconteceu no dia 14 de Fevereiro, mas vou fazer de conta que não sabemos de nada). Este combate entre Scurll e Haskins tem qualidade toda por cima dele, visto que são dois dos melhores lutadores da companhia. Sendo a primeira defesa de titulo de Scurll, obviamente que este irá reter. Uma das coisas que eu adoro no Haskins é isto mesmo, já aconteceu no reinado do Ospreay e agora vai voltar a acontecer com o Scurll. Haskins é o homem perfeito para ser o primeiro adversário ao novo campeão. Todos sabem que, infelizmente, Mark não irá ganhar o combate, mas este consegue na mesma dar um combate excelente e dar credibilidade enorme ao campeão. Depois de Haskins... não sei. Talvez vejamos um Zack Sabre Jr.? Tommaso Ciampa? O proprio Will Ospreay que, pelo desfecho deste combate, não me admirava nada. Ou até Morgan Webster que teve uns atritos com Scurll aqui a tempos. O que quero é que este reinado, assim como o de Ospreay, nos traga combates de grande qualidade.

Quanto à situação dos titulos de equipas, as coisas aqui complicam porque não temos um futuro definido e traçado. Os Origin são os campeões e os pilares da divisão de equipas. As outras duas grandes equipas da companhia, os Sumerian Death Squad e os London Riots, estão ocupados até, pelo menos, ao Chapter 27, onde se irão defrontar. Deste combate, provavelmente sairá o novo Nº1 Contender ao titulo. Mas e até lá? A verdade é que os Origin têm estado a dominar a divisão e tão cedo não os vejo a perder os títulos.
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A Natural Progression Series está em curso e faltam apenas 3 combates para sabermos quem será o vencedor deste ano. Os Semi-Finalistas são: Aston Smith, Damon Moser, "Pastor" William Eaver e Damien Dunne. A minha aposta vai, naturalmente, para William Eaver. Se Sebastian não se tivesse lesionado e se ainda estivesse na competição, aqui iria ter duvidas entre os dois, mas com o "Geezer" de fora da competição, Eaver parece ter a pista aberta para levar a taça do torneio para casa este ano, algo que não conseguiu fazer o ano passado, e ter direito assim a uma oportunidade pelo titulo principal da PROGRESS.

De resto não acho que exista muito por onde se pegar. Pela forma como o combate do Robinson e do Webster acabou, gostava que eles tivessem uma rivalidadezinha, TK Cooper a dar um murro em Pollyana no combate de Divas devia (e tem) ter um flow up e quero ver qual será o futuro de Zack Gibson daqui para a frente, uma vez sendo ele um grande talento, não gostava que ficasse perdido no card. Por isso é que gostava que existisse a criação de um terceiro titulo, um titulo de midcard de singles, na PROGRESS, para este pessoal de midcard não andar tão perdido.


Classificação Geral: ****
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Classificações Eventos:

(1) NJPW Wrestle Kingdom 10 - **** ½

(2) PROGRESS Wrestling Chapter 25 - ****
(3) WWE Royal Rumble - *** ½
(4) WWE Fastlane - ** 
½
Classificações Combates:

(1) NJPW Wrestle Kingdom – IWGP Heavyweight Title – Kazuchika Okada © vs. Hiroshi Tanahashi - *****
(2) NJPW Wrestle Kingdom – IWGP Intercontinental Title – Shinsuke Nakamura © vs. AJ
 Styles - **** ¾
(3) PROGRESS Wrestling Chapter 25 - PROGRESS Wrestling Title NO DQ Match - Will Ospreay © vs Marty Scurll - **** ¾ 
(4) WWE Royal Rumble -  WHC Nº1 Contender 3-Way Match - Brock Lesnar vs Roman Reigns vs Dean Ambrose - ****  ¼

(5) WWE Royal Rumble – WWE Intercontinental Title Last Man Stadnding Match – Dean Ambrose © vs. Kevin Owens - **** ½
(6) NJPW Wrestle Kingdom – NEVER Openweight Title – Tomohiro Ishii © vs. Katsuyouri Shibata - **** ½
(7) NJPW Wrestle Kingdom – IWGP Jr. Heavyweight Title – Kenny Omega © vs. KUSHIDA - ****

(8) PROGRESS Wrestling Chapter 25 - Nº1 Contender Match - Mark Haskins vs Zack Gibson - ****
(9) PROGRESS Wrestling Chapter 25 - 4-Way Women Match - Pollyana vs Jinny vs Daliah Black vs Toni Strom - ****


Bem, e esta foi a minha analise ao Chapter 25: Chat Shit Get Banged! da PROGRESS Wrestling.  Espero que tenham gostado, digam nos comentários o que acharam do evento, se concordam ou discordam de mim, o que acharam a analise e isso tudo. Estou no ir, por isso, fiquem bem e não percam a próxima Análise, porque eu… TAMBÉM NÃO!


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4 comentário(s):

nWoMember disse...

Vou dar uma vista de olhos no fim de semana,pois o ultimo show da Progress que vi foi muito bom.
E sim o publico britânico é o melhor no wrestling tal como no futebol.

Anónimo disse...

^

Eu concordo sobre o público britânico ser o melhor no Pro Wrestling atualmente, mas melhor público no futebol é da Argentina.

André Ribeiro disse...

Já vi isto há praticamente um mês atrás e não vi o show todo, mas sim o Main Event é magnifico. Gostei bastante do Main Event é dos meus combates favoritos da PROGRESS e acho que Marty Scurll pode ser um grande campeão, pois tal como Havoc têm uma personagem muito bem trabalhada - mas dentro consegue ser bem superior ao Havoc. Portanto, o que espero deste reinado é que haja os combates do reinado do Ospreay e as histórias awesome do reinado do Havoc.

Ainda nunca tinha visto as miúdas na PROGRESS, e gostei do que vi. As heels construíram personagens bem interessantes, especialmente a Jinny. Acho que mereceram a aposta neste CHAPTER ( e no próximo voltaram a cumprir num mixed tag team match).

Não posso com os Origin, acho-os demasiado sem sal - mas foi um opener razoável.

Marco Paz disse...

O Scurll é dos melhores, senão o melhor lutador inglês da atualidade, estando muito a cima do Sabre Jr., na minha opinião. Ele é completo até dizer chega e pode carregar a PROGRESS às costas facilmente. Por isso, não duvido nada de que estejamos perante aquele que vai ser o melhor campeão da companhia até à data.

Eu vi as miudas no segundo dia do SSS16 do ano passado e elas roubaram completamente a noite. Aqui voltaram a não falhar. A Jinny podia muito bem estar lá "em cima" com as grandes, falta-lhe só aperfeiçoar o in-ring.

Os Origin começaram muito mal, mas têm vindo a convençer-me. O Nathan e o Ligero são otimos lutadores sem serem nada do outro mundo, mas cumprem bastante bem o papel deles e são bons heels. Alem do mais, sendo ex-campeões, dão credebilidade ao titulo. O Gibson é capaz de ser o melhor wrestler no meio daquilo e o Mastiff está ali um pouco porque sim, porque necessitam de alguem grande e forte e o Rampage não ia estar a turnar outra vez.