terça-feira, 22 de março de 2016

DezTaques da Semana (13.03.2016 - 19.03.2016)

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Se alguém ainda gostar de mim, na minha pobre carência dou-vos as boas-vindas a mais um DezTaques da Semana onde se fala do bom e do memorável que aconteceu na nossa semana do wrestling. Felizmente tivemos uma semana frutuosa em todo o lado! Recordem vários desses momentos nos nossos predilectos ringues que mais causaram falatório:

10 - Vá, apresentem-se


O tease já dura há umas semanas. O escárnio causado por Eva Marie e Nia Jax dura há ainda mais. Com aquele tal tease pelo ar, Bayley e Asuka ainda se encontram primeiro como parceiras e é para ver se arrumam de vez o par favorito de toda a gente: Eva Marie e Nia Jax. Um dos combates de destaque desta edição do NXT colocou estas quatro Divas em acção de equipas. E, para os indícios de tensão que pudessem haver entre Bayley e Asuka, até se entenderam muito bem, ficando as confusões entre Eva e Nia, quando a primeira come ali um tremendo Leg Drop da sua parceira, amiga e guarda-costas. A Campeã e a sua potencial pretendente vencem e celebram mas William Regal tinha notícias demasiado boas para esperar muito mais tempo. Dado o tremendo desempenho recente de Asuka, no NXT Takover: Dallas... Bayley realmente defenderia o cinto contra Asuka! Para selar, só mesmo aquele sorriso da Asuka!

Nota: Corey Graves a ser fanboy da Eva Marie e a não esconder a desilusão quando Asuka chega porque já sabe quem vai levar uma sova... Brilhante.
Nota2: A que consegue um bom combate com a Eva Marie contra a que consegue um bom combate com a Cameron. Siga!
Nota3: Está aqui o passe para o plantel principal de Bayley?

9 - IT'S YERSEL!


Grado bem dizia que já tinha provas em relação à tramóia que lhe tinham montado! Recorrendo sempre a Billy Corgan, desta vez o Smashing Pumpkin quis dirigir-se ao assunto no ringue. As imagens eram claríssimas. Eli Drake troca a sua mala com a de Grado e altera os números. Retomando o segmento em que Jessie Godderz o encoraja a espreitar o conteúdo da mala antes da reunião com os restantes, já aprendemos que ele sabia do seu despedimento com antecedência e teve que improvisar. Claríssimo. GRADO WAS SCREWED! Corgan resolve as coisas da melhor maneira: Eli Drake mantém a mala por uma chance ao King of the Mountain Championship, Grado tem um novo contrato ao seu dispôr. Mas para apimentar as coisas, o contrato estaria pendurado sobre o ringue e Grado e Drake lutariam num Ladder Match. Voltaram a administrar a acção com comédia, voltaram a inserir Jessie Godderz e Mahabali Shera, voltaram a dar o que se queria: Grado a vencer e a manter-se na TNA! 

Nota: Para além de achar que imagens reveladoras como estas já deviam ser reconhecidas há mais tempo... Ninguém via o Eli Drake a aparecer por trás do Grado a ser filmado? Ou o ângulo era assim tão bom e o Eli Drake é quase um génio? Pouco importa também, foi um excelente segmento.

8 - Atencioso!


Momento que bem marcou este Raw foi uma mistura de momento agradável com péssimas notícias. Podia haver atenção roubada para o combate entre Chris Jericho e Neville. Já os vimos a fazer um excelente antes, podia elevar-se a expectativa para este e eles até se estavam a sair bem. O mais marcante é o que acontece depois quando Neville se magoa e faz Jericho saber disso. Péssima notícia, mais um para a baixa. O momento agradável vem apenas do reconhecimento do profissionalismo de um atencioso Jericho que imediatamente quis parar o combate e improvisar um final... Que o árbitro não percebeu e não contou. Jericho partiu para a medida mais brusca e teve contacto físico com o árbitro que respondeu e o desqualificou. Até ficou bem disfarçado. Apenas olhando e ouvindo com atenção é que ouvimos uma discussão legítima acesa e um palavreado pouco apropriado. Jericho ficou genuinamente chateado com o árbitro por não se aperceber da lesão de Neville e Charles Robinson ficou genuinamente chateado pela agressividade de Jericho. Tensão do momento, integração de personagem para ampliar o momento, improviso. Até deu num momento bem disfarçado e bem conseguido. E ficamos contente por saber a postura e preocupação de Jericho. E ainda improvisou uma excelente promo depois do combate. Mas lá está... Muita pena que Neville se tenha magoado!

Nota: O que Y2J não improvisou foi o selo que levou de AJ Styles, esse é que já foi história a ser contada de forma mais tradicional.
Nota2: Notícias melhores em relação a Neville, cuja lesão não necessitará de cirurgia e de recuperação prolongada. Mas ainda o afasta um par de meses e obrigá-lo-á a perder a Wrestlemania. Muita pena. As melhoras!
Nota3: Até Kevin Owens fez um tweet positivo e de respeito para com Neville e a sua dureza e resiliência de prosseguir o trabalho praticamente numa só perna.

7 - Reunião de família + O outro


Undertaker volta ao Raw mais uma vez e mais uma vez não conseguem ter esta história a fazer grande sentido. Undertaker está pronto a destruir e desmembrar Shane McMahon na Wrestlemania e até aí tudo bem, essa parte é a natural. Mas está a fazê-lo por Vince... Com quem não parece ter qualquer aliança. É essa a impressão que deixa quando é chamado de "Vince's bitch" por Shane e responde com um Chokeslam e em seguida volta-se para o próprio Vince sem dar a entender que fosse para um abraço ou um parto-de-mão propriamente. É como se Undertaker fosse um pau mandado mas sem saber sequer de quem. Aguardemos as restantes semanas e o combate que aí vem, ainda quero extrair o melhor do regresso de Shane O'Mac e fazer valer o markanço daquele momento!

Nota: Shane a deixar bem evidente a ferrugem que ganhou ao afastar-se da WWE por uns anos, deixando-se levar por nervos ao microfone. "You're gonna hit me. I'm gonna miss." Ou ele tem uma estratégia muito fora-da-caixa ou ele foi brutamente honesto quanto ao reconhecimento dos seus próprios socos.
Nota2: Se sair uma banhada de toda esta história e combate, basta recorrermos às imagens do Vince à rasca para rastejar para fora do ringue em loop que somos todos felizes!

6 - Recuperar o que lhes pertence


Um dos mais aguardados combates e a envolver um grupo de excelentes competidores que constam entre os favoritos de qualquer fã do Lucha Underground. Ivelisse, Son of Havoc e Angélico têm a sua nova oportunidade aos Trios Championships, mas faziam-no com algo mais em jogo. Se perdessem, punham-se a andar do templo, de vez. Como se fossem necessárias mais razões para os apoiar. Grande combate e onde brincavam sempre um pouco com as emoções dos fãs mais desprevenidos, a cada momento que os Disciples estivessem perto da vitória. Mas no final, vence quem devia vencer e instala-se o clima de celebração. Muito merecidamente, o trio antigamente disfuncional é Campeão de Trios de novo. Fica a curiosidade sobre o que poderá estar à sua espera no horizonte...

Nota: Vejo-me forçado a fazer paralelismos entre os Disciples para a Catrina com os The Crew para o Dario Cueto. Se os Disciples continuarem a falhar, a Catrina não tem nenhum irmão maluco para matar um deles. Que é que vai fazer? Lambê-los? É que se assim fosse eu perdia todas as noites para um Fingerpoke of Doom!
Nota2: Ainda bem que o Angélico não abandonou o templo. Ele já devia ter descoberto aí uns três novos spots do templo de onde se atirar...

5 - Prendas e Barbies


Pronto, o Dean Ambrose é doido. Contentemo-nos com isso, já que o main event não lhe será cedido. Com o que tem, já é bem bom e com um "show stealer" a prometer nesta Street Fight com Brock Lesnar, eu digo: deixem-no tratar disto, para já. Ele parece concentradíssimo e até traz um pé-de-cabra. Que até lhe deu bastante jeito porque foi às custas desse brinquedo que ele pôde escorraçar a Besta sem ter que ficar a tirar uma sesta forçada às custas de um F5. Já estava satisfeito mas o seu dia ainda tinha que melhorar, ao receber uma visita especial. Mick Foley! O Hall of Famer vê tanto de si mesmo em Ambrose que até lhe oferece um presente. Uma Barbie! Nada disso, era "a" Barbie, a amiga especial de Foley, o bom e velho taco repleto de arame farpado. O olhar de alegria de Ambrose a contemplar a prenda foi suficiente para que a Renee Young se ponha a pau da próxima vez que quiser tratar de prendas...

Nota: Mas fica a questão: o objecto em questão será usado? É que é difícil integrá-lo nos dias de hoje e um tease para nada era um pouco azedo.
Nota2: É muito difícil e esticado considerar que tanto um pé-de-cabra, como a Barbie, podem não chegar e Lesnar pode muito bem tomar posse deles e comê-los, se for preciso?
Nota3: Vá, indicação da porta de saída para os depravados que ao falar-se em "prendas", "Mick Foley" e "Barbies", imaginaram a bela da Noelle objectificada no cenário. Permito nova entrada se inserirem uma referência ao "Titty Master".

4 - E olhem quem é ele!


Mais um! Se esta semana também se pode destacar uma entrevista com Austin Aries em que este manda a sua mensagem a Baron Corbin, parece que existem mais razões para o pessoal perder as estribeiras com novo talento que chega ao NXT. Foi logo a abrir, Sami Zayn vem dar os parabéns a Samoa Joe, por assim dizer e a tocar no assunto: o que há para Sami Zayn no Takeover então? William Regal, homem com muito a dizer esta noite, também não o fez esperar muito - ou não quis ele esperar - e apresentou-lhe um tremendo adversário para o Takeover: Dallas. Uma nova aquisição. Que se dirigiria a ele através do grande ecrã. Voem todas as roupas interiores naquela arena, era Shinsuke Nakamura! A estrela da NJPW, já rumorada para a WWE há um tempo, já confirmada pelos mesmos, dá o primeiro ar da sua graça e anuncia a sua estreia no Takeover, para histerismo do povo. E é assim que nos apresentam um novo combate no card!

Nota: Prevê-se um fim-de-semana tremendo para Sami Zayn quando lá chegar...
Nota2: Então, daquelas histórias que corriam... Já só faltam dois!

3 - Cão sedento de sangue


Por acaso tenho um cachorro que é pequeno mas reles e só quer destruir o que lhe é posto à frente, especialmente se for pele e carne humana. Já por várias vezes que me deixou as mãos a parecer o Ric Flair. É reles, é. Mas, vá-se lá saber porquê, esta entrada não se trata dos meus familiares de quatro patas mas sim de Roman Reigns. É que o povo ainda gosta, geralmente, de cachorrinhos. Já de Roman Reigns... A julgar por esta plateia...
Começando pelo início, parece ser aquela altura do ano em que Dolph Ziggler tem um "boost" de importância e aparece. Infelizmente a sua carreira é mijada às pinguinhas. Mas surpresa das surpresas: ganha um combate contra Triple H em pleno Raw! Com uma oportunidade de escolher o seu combate na Wrestlemania! E foi bom. Foi bem bom e foi à la Roadblock. Estávamos fartinhos de saber que ele não ganhava mas deixámo-nos levar a acreditar que sim. The Game vence e tem uma surpresa: Roman Reigns de cara arranjada! Vem ele, possuído, dar mais um enxerto ao patrão e retribuir sangue por sangue. Coberto de apupos. Porque ainda parece danificado e danificado permanece o main event da Wrestlemania. Uma pena porque até foi um bom momento.

Nota: É plateia já com ideia definida sobre o que pensar de Reigns, sem se deixar conquistar pelos seus actos como aconteceu no TLC. Já só com o main event da Wrestlemania à vista, é irreversível, o público não o quer onde está. Uma pena que tenham deixado isso acontecer porque até gosto bastante deste Reigns deste Raw e gostei do segmento. Mas já queimaram bem o que havia e o que não havia para queimar.
Nota2: A julgar por esta semana, parece que o Roman Reigns finalmente atinou com o caminho para o ringue pela rampa!
Nota3: Ziggler aparece, cresce aos olhos do produto, é amado, perde. Carreira toda representada num só combate.

2 - Muerte de Muertes!


Eventualmente alguém vai ter de me dar uma carolada por tanto trocadilho parvo que faço com o nome de Mil Muertes para os subtítulos. Adequa-se? Não interessa. Tivemos um main event no Lucha Underground daqueles a ser lembrado e a reagir com saltos, palmas e um ocasional palavrão? Se tivemos! Um espectacular e muito violento embate marcou o templo esta semana, quando Mil Muertes colocou o Lucha Underground Championship em jogo contra Fénix, alguém que já anda há um bom tempo para se vingar e que não deixou qualquer percalço atrapalhar-lhe a missão. Sem limites, já nenhuma máscara permanecia inteira e já ambos tinham derramado sangue por todo o templo. Mil Muertes até tentou tirar um lanche da testa de Fénix. Mas isso foi só um momento entre muitos de um tremendo combate que mais vale a pena ver do que estar aqui a falar dele. Pontos importantes: Fénix venceu, caramba! Passou por tudo e por todas, com uma ocasional marmelada com a Catrina - Ólarila - e teve a sua merecida recompensa. É Lucha Underground Champion! Agora um merecido descanso. Ou não. Catrina rebenta tudo com o anúncio de que Fénix já ia ter trabalho na próxima semana... No Aztec Warfare... Pelo título... Como primeiro participante! Bom enquanto durou para Fénix?

Nota: Fénix, a acabar de vencer o título, é forçado a defendê-lo num combate de muitos competidores, com as probabilidades contra si, e a entrar em primeiro lugar... Tal como o Roman Reigns na Royal Rumble! Tendo em conta que isto já foi gravado bem antes... Tchiiiiii...
Nota2: Mil Muertes e os Disciples perdem os cintos na mesma noite, tirando algum do poder de Catrina naquele templo. Isso na semana em que Dario Cueto apresenta aquele bicharoco de irmão. Minha querida... Já foste.
Nota3: E Fénix e Mil Muertes continuam a streak de fabricar os meus combates favoritos na season. Com violência até vir a mulher da fava-rica. Assim sinto-me na obrigação de, no mínimo, enviar um cesto de fruta a casa de cada um!

1 - THE ULTIMATE RISING!


O falatório. Bem que souberam brincar com o main event do Impact Wrestling, que parecia tão simples e tão directo. Um rematch entre Matt Hardy e EC3 pelo TNA World Heavyweight Champion. Mas toca a dar mais graça à coisa. Jeff Hardy estava de volta e não parece estar a dar-se muito bem com o próprio irmão. Pelo menos, eu e as minhas irmãs não nos costumamos tratar assim ao soco, mas podemos ser só nós. Jeff também regressaria já ao activo, ao enfrentar Eric Young, com vingança em mente. E a Dixie mexe então as coisas ao acrescentar um prémio a este "Grudge match": uma inserção no main event pelo título, tornando-o uma Triple Threat! Já se complicavam as coisas para os outros dois, especialmente para o mano mais velho. O combate foi muito bom e abordaram muito o factor Hardy Boyz não-existente, chegando Jeff a preferir as habituais double teams com EC3 em vez do irmão. Começava o caos. Eric Young vinga-se - outra vez - com um Piledriver no chão do exterior e arruma Jeff Hardy. EC3 resiste a interferência de Rockstar Spud mas nada o deita abaixo. Nem todos os Twists of Fate do mundo. Tem que vir Mike Bennett que o ataca e com quem briga até ao exterior. Mais um fora do combate. Sozinho, Matt Hardy celebra agarrado ao seu título, até um riff pesado o interromper. Drew Galloway vinha fazer justiça! Com planos para ele! Dá uso à sua mala "Feast or Fired" com um "cash-in" à antiga e vence, tornando-se o novo TNA World Heavyweight Championship. Grande combate, grande momento, grande Campeão. Espera-se um tremendo reinado. 

Nota: Antes da sua interferência, Mike Bennett já se tinha feito acompanhar da sua bela Maria para enfrentar Gail Kim e Drew Galloway, outro que também se ocupou com duas situações. Maria, sempre a esquivar-se, consegue roubar uma vitória.
Nota2: A interferência de Mike Bennett confunde-me um pouco. Uma semana após se fazer o tease de uma feud entre EC3 e Lashley, enquanto EC3 ainda está em feud com Rockstar Spud, possivelmente a querer uma desforra de respeito com Drew Galloway e a fechar a porta sem chave aos seus problemas com Matt Hardy... Vai entrar em rivalidade com o mundo inteiro?
Nota3: Mais semestre, menos semestre, o que devia ter acontecido no Bound for Glory aconteceu aqui. Ainda não veio a más horas, que seja muito bem-vindo!
Nota4: Vimos três gimmicks de Jeff Hardy esta noite: o regular Jeff Hardy, Willow por um breve momento e o Uncle Jeff.

Outros acontecimentos de relevo:

- Parece que se definiu que os adversários dos New Day pelos títulos, na Wrestlemania, serão a League of Nations. Ao que tudo indica será um encontro diferente, com todos os competidores activos, num 4-on-3, até gosto assim. As vantagens variam, com a combinação de Big E e Xavier Woods a derrotar a combinação de Alberto Del Rio e Rusev no Raw, para serem atacados logo a seguir e uma vitória de Kofi Kingston sobre King Barrett no Smackdown, após um segmento com sacos de lixo que, com toda a sua idiotice, foi hilariante, à moda dos New Day. Mas sublinho que, apesar da pouca força, existe inteligência no booking desta feud, tornando os New Day Faces ao enfrentar os seus primeiros adversários que os superam no jogo de números!

- Ryback derrota Sin Cara no Raw e lança o desafio a Kalisto: que defenda o United States Championship na Wrestlemania contra ele. Duro como ele é, independentemente do tamanho, aceita e temos já esse embate marcado. Afinal o Ryback andar a destruir os Social Outcasts e os Lucha Dragons a perder para a League of Nations, foi para isso. Esqueci-me desse pormenor. E quando digo isso, quero dizer que não notei o semelhante. Apesar das interacções entre ambos.

- Prevê-se um combate de múltiplos concorrentes ao título Intercontinental. Kevin Owens tem a cabeça em muitos sítios. Em Sami Zayn, que derrotou Miz no Raw, este que também o tem estado a chatear ultimamente, com quem Owens também já se anda a chatear e que já tornou a levar nas bentas do Dolph Ziggler porque ele ainda cabe aqui. No Smackdown, Owens teve que se preocupar com AJ Styles - e o seu corte de cabelo - que derrotou à sua moda. E este não pode tirar Jericho da cabeça, muito menos quando este canta o seu nome quase aos berros. Assim até parece que esta malta nem se dá!

- Enquanto Charlotte, Sasha Banks e Becky Lynch têm um Face to Face to Face no Smackdown para antecipar a sua Triple Threat pelo título na Wrestlemania, desenvolvem uma segunda história. Dei um suspiro de alívio ao ver que a tal história entre Lana e Brie Bella começa a envolver as restantes, com Lana a encrencar-se com Paige e Natalya, que já estavam encrencadas com Naomi e Tamina, que bateram Brie Bella e Alicia Fox no Raw. Prevejo um combate entre Total Divas e não Total Divas. É grande coisa? Nem por isso. Fica um momentinho para elas pisar o grande palco, não estorva muito. E é muito preferível a um one-on-one entre Lana e Brie Bella por causa de homens!

- The Usos vs Dudley Boyz já consta no card da Wrestlemania para regozijo de... Alguém? Nada contra as equipas em questão, cuja qualidade é indiscutível. Mas isto é rivalidade de Kickoff de qualquer outro PPV, não leva força de Wrestlemania. Mas até pode estar no Kickoff. A estrada para esse combate vai andando devagarinho, com os Usos a vencer dois Social Outcasts no Raw e Bubba Ray Dudley a bater Goldust no Smackdown. É feud do fundo do card.

- Os Hype Bros continuam a ser a equipa do NXT que simplesmente está lá, derrotando a equipa de Angelo Dawkins e Kenneth Crawford - onde pára o Sawyer Faulton? - mas nem chegaram ainda ao que interessa. Candidatura aos títulos no Takeover, que ficou a ser disputada pelos ex-Campeões Vaudevillains e os favoritíssimos American Alpha. Foram os ultra-talentosos Chad Gable e Jason Jordan a conseguir a proeza em mais um grande combate e os Revival já os esperam no próximo Takeover. Já se espera que seja para ganhar!

- Emma continua a querer lembrar a sua existência e a deixar bem claro que é a Diva underrated do sítio. Mais uma vitória sobre Deonna Purazzo - vou ter sempre problemas em recordar o nome da menina - e já tem Asuka à sua espera, mais uma vez, na próxima semana.

- Ainda não sei a situação contratual de Tommaso Ciampa na WWE. Já faz parte ou só vai passando lá? O mesmo com Jesse Sorensen, que ainda só vai jobbando. Pronto, encontraram-se e o Ciampa está cada vez mais tolo. Ainda não tanto como o Sicilian Psychopath da Ring of Honor, mas perto. Nova vitória para o ex-ROH TV Champion, ainda sem caminho definido.

- Enquanto Davey Richards recupera da sua lesão, Eddie Edwards cai vítima dos Decay. Felizmente pôde contar com a ajuda dos Tag Team Champions Beer Money. Originou um bizarro 3-on-3 em que até a Rosemary participou. E participou bem, estorvando o máximo que podia a equipa dos Campeões e ex-Campeão. Até os ajudou a vencer! Digam lá que ela não é essencial!

- Momento importante no Lucha Underground, quando a Crew finalmente abandona Chavo Guerrero, no momento em que este os manda atacar Texano num Bullrope Match. Sim, isso é algo que sempre se pôde fazer num combate deste tipo e todos os antigos participantes que nunca pensaram nisso são parvos e deviam sentir-se como tal! Mas a Crew não alinhou, deixaram Chavo pendurado e Texano aproveitou e venceu!

- Olhem que belo anúncio! Dragón Azteca Jr. terá a sua estreia no Aztec Warfare! E, para os saudosistas, ainda mais doce: Rey Mysterio também vai lá estar!

A figura da semana: Drew Galloway / Fénix. AH CAMPEÕES!

O desaparecido: Trevor Lee. Anda a faltar X Division Championship e Gregory Shane Helms nisto. Ou só o X Division Championship, pronto.

Classificação da semana: **** A Road to Wrestlemania vai-se mantendo um pouco mediana, mas já existem bons momentos palpáveis a enumerar. Com um Raw razoável, foram por outras arenas e templos que se ampliou a semana, com a TNA a apresentar o seu melhor Impact Wrestling em muito tempo e com um dos seus melhores momentos e um Lucha Underground a começar a agitar as águas, com novos Campeões coroados e surpresas a começar a desvendar-se. Já para não falar que a Road to Takeover: Dallas tem sido tão superior à Road to Wrestlemania como se espera que o Takeover seja superior à Wrestlemania.

Antes de concluir esta edição do DezTaques da Semana, gostaria de me dirigir a vós num breve comunicado. Em relação ao óbvio: a semana anterior. Não sou dos mais participativos em comentários, daí que não me tenha manifestado por lá, até porque achei que podia deixar aqui tudo um pouco mais claro e arrumado:

Já tem vindo a acontecer nas últimas semanas que me tenham chamado a atenção em relação a posicionamentos e sobreposições de certos acontecimentos em relação a outros. O foco está nas companhias em questão e no suposto favoritismo que me é apontado. Aceito, de todo o grado, as críticas e as oposições, é para isso que o faço, é para isso que estão os comentários, é para isso que tenho sempre a mesma cantiga no último parágrafo: façam a vossa versão. O que posso negar é a tal acusação de favoritismo, quanto a isso posso dizer o que sempre digo e em relação a muita coisa: a minha favorita é a que estou a ver no momento, não estou a pensar na outra e a compará-la. Abraço e desfruto o bom que têm, gozo com o mau que têm, todas têm que chegue e sobre de ambas. Divirto-me com tudo, com humor apurado para gozar com tudo, com o mau, com o bom, tudo. Sempre fui assim e acreditem que isto corre bem melhor visto assim.

Na semana anterior, ou foi o acumular das semanas ou foi a gota d'água, não tenho a certeza mas que se instalou o pandemónio, ou pelo menos, um pequenino, parece que sim. E o mais engraçado é que ficou bom, no final havia um debate, com algum tipo de faísca não tão necessário mas mais reduzido, já estava um pouco mais saudável. Procuro sempre isso. Mas ao início estava um pouco mais tenso e talvez a requerir alguma defesa da minha parte. Em que fui novamente acusado de favoritismos, apesar de ter um pódio tão variado. Priorizo mais isso do que cada número em particular e também priorizo cada apontamento que faço em relação ao sucedido, nem sempre glorifico tudo o que se passa ou subvalorizo algo que esteja tão renegado para a danada posição 2. Como em muitas situações, tive os meus arrependimentos, mas residiam apenas no NXT que gostava de ter colocado numa posição bem mais alta e no embate entre Cage e Taya, que gostava de lhe ter conseguido espaço no ranking. Mas é só por aí e até estava contente por ter um pódio diversificado. Fossem todos os pódios assim. Tal como o desta semana em que, surpreendam-se lá, já temos os pobres renegados das outras companhias que não a suposta minha favorita nas primeiras posições! E quero também já defender que não é nenhuma cedência a pressões, não é nenhum "peguem lá e não se queixem", é mesmo a minha habitual abordagem, sem fugir à forma como penso, a definir que as mudanças de título ocorridas na TNA e no Lucha Underground foram melhores, mais importantes, mais pertinentes, mais memoráveis, mais relevantes, tudo. Mais que o desenvolvimento da história principal da Wrestlemania que também tem a sua evidente importância, mas que ainda anda a passos mornos. Até posso dizer que entre os vários "blueprints" de rankings que faço antes da confecção e publicação deste infame artigo, cheguei a ter o tal acontecimento da WWE na segunda posição. Assim como na quarta. Acabou por ficar assim como está. Porque afinal, apesar de não priorizar tanto os posicionamentos, número por número, isso ainda me dá algum trabalho e algo que pensar.

Pronto, é o que tenho a dizer em relação à controvérsia da semana passada e uma pequena nota em relação a esta, nada de mais, nada contra as manifestações contra que até são encorajadas. Mas também achei que me devia dirigir a factores que me possam causar algum incómodo. Claro que não está nas oposições mas há algo dentro da forma que algumas são feitas e que não constam só nos meus artigos como noutros posts, em que vejo expressões - aqui recorrendo a algo que surgiu no meu post, longe de querer eu atacar alguém - como "declaração de amor ao produto que é a pila murcha do velho do Vince", a recorrências a Caps Lock, a tons jocosos... Em relação, sempre, à classificação parental e/ou juvenilidade de um certo produto. E o que se prega é que são esses os adultos. Nada contra, nada que incomode tanto, mas deixa-me algo céptico. O que talvez me perturbe mais é que procuro sempre acrescentar humor ao que escrevo. Brinco com tudo, como já disse, e procuro sempre um tom leve das coisas. Ou é, por vezes, levado a sério ou passa em branco. E, no tempo que dispenso sempre para escrever, preciso de gosto para o movimentar. E tento divertir-me com isto. Que é coisa que parece andar morta. Não é geral, nem sequer de todos por aqui, mas não vejo humor e qualquer tipo de diversão e leveza com que se tomem as coisas parece ter-se perdido em muitos leitores tensos. Acompanho futebol muito casualmente - outra coisa com a qual brinco muito, incluindo o meu próprio clube, com o qual gozo sempre bastante - porque já chateia ver a doença instalada à volta dele. Seria de pensar que numa mera modalidade teatral de gajos oleados de licra ia servir de refúgio mas parece estar a ficar demasiado semelhante. Também aqui parecem chegar os clubismos. Há uma certa confusão quanto ao público-alvo e há uma desmotivação quanto à tensão com que se vive o mero entretenimento. Isso e este parágrafo até dava uma justificação para desistir disto. Mas claro que não o vou fazer. Não para já, pelo menos. Ainda procuro extrair o melhor do que aqui se passa e não, não sou movido por fanatismos, com certeza.

Pouco mais a dizer, apenas que tentarei realmente ser mais participativo nos comentários enquanto puder e tiver algo para dizer. E também, já a começar por esta edição, já vou tentando ser menos inclusivo de tanto acontecimento numa só posição e focar-me num momento em particular, deixar de me preocupar com a história em geral e centrar-me no momento. É algo do qual já me tinha sido chamada a atenção e à qual correspondo na procura de melhorias. E também aceito as vossas sugestões de melhorias, mesmo as mais duras. Descansem em relação a uma coisa, mais comunicados parvos e longos não vão haver.

É o que tenho para vós esta semana. O costume e um bónus indesejado. Na próxima semana já não torno a choramingar como aqui o fiz, as primeiras cinco posições já vão ser todas da WWE, um combate do Superstars vai estar à frente de todo o alheio resto, todos me odiarão e tudo volta ao normal. Vá, desanuviemos. Comentem lá a semana, não precisam de se focar na lamúria final, apenas o costume e marquem presença na próxima semana para me receber assim como eu tentarei lá estar, como sempre. Uma continuação de boa Road to Wrestlemania, como possível e uma boa Páscoa a todos, fiquem bem!

Cumprimentos,
Chris JRM

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7 comentário(s):

Manuel Victor Victor disse...

Bom artigo essa semana estava até curioso se a WWE estaria em 1 lugar kkkk mais achei esse top 10 mais coerente que o da semana passada opinião minha.
Com relação a semana passada não acho que é questão de empresa favorita só acho que quando se assiste algo tão previsível pode ser o bom que for se o final é previsível perde a graça .
As críticas Chris JRM acho que foi construtivas e é bom sempre ter várias opiniões do seu artigo e pessoas mostrado seus pontos de vista.

vitor oliveira disse...

Boa edição. Foi uma boa semana com novos campeões e destaque para novo TNA Champion Drew Galloway, tomara que tenha um bom reinado

nWoMember disse...

Bom Top Chris JRM

Anónimo disse...

Bom, assim sim....um top mais próximo da realidade (de momento a TNA e a lucha estão muito em acima da WWE)

"Em que fui novamente acusado de favoritismos, apesar de ter um pódio tão variado."

isso já não é verdade: semana sim, semana sim WWE tem estado sempre no teu topo com muita raras excepções.


és acima de tudo um fan de WWE....e falas de todas.....isso, já é mais honesto.



Análise ao top: mais madura (menos WWE por tudo o que é sítio), assim sim, gostei muito de te ler esta semana....venham mais destas crónicas.

Anónimo disse...

Está vendo? Fez um post mais coerente com a realidade e logo recebeu merecidos elogios.

Fique tranquilo. Se você faz um bom trabalho, as pessoas daqui vão reconhecer.

André Ribeiro disse...

Galloway é craque e fico muito contente pela sua conquista - mas embora acho que as interferencias possam por vezes ajudar, não vejo bom senso quando é necessário fazer mil num combate.Trocava facilmente o primeiro lugar com o segundo - visto que Fenix vs. Mil Muertes foi mágico e um dos melhores combates de sempre da Lucha Underground.

Curti a estreia do Matanza e espero que ele seja tão sick como o seu look. Esperava vê-lo aqui, mas não fique chocado.

Yahtzee disse...

Excelente trabalho, gosto muito de ler o teu espaço, em semanas onde não tenho tanta disponibilidade para ver os programas que quero, fico facilmente actualizada com esta leitura! ;) Parabéns e continuação de bom trabalho