sábado, 28 de fevereiro de 2015

Slobber Knocker #137: "Slobber Knocker Road to Wrestlemania": 30-Man Battle Royal

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Aos poucos já começa a cheirar a Wrestlemania e já não temos mais paragens até lá, agora com o Fastlane já passado. E o Slobber Knocker cá continua a batalhar com a própria relevância para continuar a trazer artigos temáticos. E dou-vos já as boas-vindas ao mesmo e introduzo uma série de temas que se estenderá até à Wrestlemania.....

O título já deve servir de indicação e orientação para o que será essa série de artigos. Como é óbvio, entrarei também na estrada para a Wrestlemania, com o meu próprio veículo e a cada semana debruço-me sobre um combate diferente e analiso-o de todas as formas que me vier à cabeça fazê-lo. Não é uma série de bookings fantasiosos, mas se me der na telha de fazer um desses também pode acontecer.

As estruturas também são livres e pretendo que sejam artigos diferentes do costume e, como sempre, diferente do que se veja por aí, porque análises pré-Wrestlemania existem a cada canto e recanto. Talvez sejam artigos mais breves. Ou então, como eu nunca sei como vão ficar as coisas quando as começo a escrever, ainda sai algo mais longo ainda. É ir fazendo e ir vendo. O que conta é que seja um artigo perceptível e a focar-se num particular combate que pode, ou não, já estar inteiramente bookado na altura da escrita.

Para inaugurar vou para um simples que segue uma nova tradição: a 30-Man Battle Royal em memória de Andre the Giant. Uma boa medida, para mim, visto que é um método eficaz de colocar o maior número possível de talentos no card, a competir e, com sorte, a ter o seu momento naquele gigante palco. E uma battle royal, quando é bem feita, consegue ser sempre entusiasmante. E o que há para falar sobre um combate tão generalista como este?

Há as óbvias ponderações de vencedores, spots, confrontos e até de possíveis pós-battle royal. Mas o melhor mesmo é analisar umas coisas de cada vez.

Feuds:

- Apesar de já andarem um pouco mais calmos, já deram teases e indícios de tensão entre Big Show e Kane da Authority. Podiam construir isso mas não podia culminar num combate na Wrestlemania entre os dois, visto que isso por esta altura seria quase o mesmo que escrever insultos aos fãs nos bilhetes para o espectáculo. Mas uma battle royal é um bom ambiente para terem um confronto. É inevitável – isto tendo em conta que participa – que Big Show volte a ser destacado como um potencial vencedor, tal como no ano anterior. Na procura de mais algum gigante que lhe faça frente e o lembre que ele não é o único com tamanho suficiente para intimidar, havia alguém que tinha recordes em Royal Rumbles. E começam as tensões entre os dois, a culminar no combate. Bonito bonito era eliminarem-se os dois mutuamente, mas pode ser um spot perigoso dado os tamanhos e os pesos. Mais fácil com gajos mais atléticos. Mas é um cenário a considerar.
- The Miz e Damien Mizdow podem entender-se aqui antes de se enfrentarem one-on-one. O embate entre eles na Wrestlemania se calhar era muito. E se tivermos em conta que talvez os irmãos Rhodes se defrontem de novo, seria muita tag team rompida num card. Logo podiam continuar apenas a sugerir tensões e a fazer o tease da separação, ficando a gota d'água na battle royal, com um possível seguimento no Extreme Rules. E já está meio feito, The Miz já está confirmado como integrante, agora só falta o Mizdow fazer o mesmo para o irritar e... Eliminar Miz do combate. Parece já escrito nos céus.


- Ryback e Erick Rowan podem muito bem ter problemas com a Authority aqui. E isto tendo em conta que não têm o seu próprio combate a propósito disso. Ia haver tanta gente a querer isso quanto fãs do Cena numa arena da Ring of Honor. E não, não contradiz o primeiro ponto que coloca Big Show contra Kane, não há nada que impeça estes dois de começar a trabalhar em equipa e a dar a falsa imagem de que está tudo bem. Até se começarem a estorvar. Não há necessidade de meter degraus ao barulho, lembrem ao Rowan e ao Show.

- Adam Rose e os Rosebuds já não se dão há um tempo. E Rose já não anda a tratá-los muito bem. Nesta battle royal existe uma oportunidade de fazerem o paralelismo com a Royal Rumble mas com consequências maiores. Na Rumble, após salvarem Kofi, não foram capazes de apanhar Rose. Neste combate podem fazer o mesmo com um Fandango, por exemplo, com quem ele tem tido vários combates, para não o apanharem a ele e o deixarem furioso. Este retoma a sua rotina de cair à porrada aos desgraçados. Mas desta vez não. Desta vez, neste palco gigante, os foliões sentiam-se humilhados... e ripostavam. Temos que assumir que a plateia iria ao rubro com a imagem de Adam Rose a ser atacado por uma “mob” dos seus próprios Rosebuds e ter que fugir corrido a toque de caixa. Rivalizaria com eles nas semanas seguintes, derrotando um lutador independente/Rosebud de cada vez até ter alguém a representá-los e a defendê-los. Pegue-se num Zack Ryder, que nunca há nada para ele e ele deve gostar de uma boa festinha. Mas esta última parte já é um devaneio maior e uma invenção de história básica de Kickoff. Conta a primeira parte da acção como algo mais plausível e a ter em conta.

Mas como em tudo o que seja combate, tem que haver a especulação à volta do vencedor. Mesmo com 30 participantes e enquanto não estão todos anunciados, já se pode fazer o mesmo agora.

Potenciais vencedores:

- Big Show: Não estou a torcer por ele nem acredito que eles vão por aí. Mas não estranhem – isto é, se ele não estiver colocado noutro combate do evento – se fizerem o mesmo que no ano anterior e vendam Show como um favorito entre os favoritos, porque é um gigante e não há maneira de o atirar para fora do ringue, tirando todas aquelas vezes em que isso aconteceu em todas as battle royals em que participou anteriormente. Mas como ele agora é Heel – acho eu que aguenta até lá – já parece um gajo mais ameaçador a proclamar isso. Mas não há qualquer benefício na sua vitória para ninguém. Nem o público dava um chavo para a vitória de Show – e aqui não conta heat de Heel – nem ele anda agora a precisar de ganhar combates destes, ainda mais porque têm “Giant” no nome. E como ele já não está naquela feud com o Cody Rhodes de 2012, já não precisa de “Wrestlemania moments”, já pode continuar a perder.


- Damien Mizdow: Têm nele o fecho perfeito para o combate e um vencedor de levar o público ao rubro. Tinham que ser muito burros – e sei que é esticado dizer isto, dadas as burrices que eles já fizeram – para não capitalizar no sucesso tremendo e merecido de Damien Sandow/Mizdow. E tem uma história para contar com esta vitória, basta ficar ele e Miz no final e termos o previsível momento em que Miz pede ao seu “assistente” que se retire do ringue para lhe dar a vitória. Algo que ele até pondera e chega mesmo a passar uma das pernas por cima da corda. Mas detém-se e impõe-se. Ele é um competidor e aquilo é a Wrestlemania, caramba! O barulhento do Miz pode voar pela corda acima e ficar lá fora de olhos arregalados enquanto Sandow pode, finalmente, desfrutar do apoio dos fãs. E prepara-se uma feud para o próximo par de meses. Uma opção lógica e a considerar.

- Curtis Axel: Não vou mentir. Markava que nem doido se isto acontecesse. Como apreciador e fã dos seus dotes em ringue, reconheço a sua falta de carisma e restantes dotes para o fazerem uma estrela credível. Mas desde a Royal Rumble e o movimento “Axelmania” que têm conseguido algo que o torne entretido – um “underdog” negativo que não consegue um chavo por muito que se gabe do contrário. Eventualmente a plateia fica do lado dele e ele pode ficar com um certo apoio à Heath Slater e eu já faço parte dessa legião que ainda nem começou. Era genial que, com esta história toda de que ele, não só é o verdadeiro vencedor da Rumble, como ainda está a competir nela, eles marcassem a gigante “upset” e fizessem Axel realmente ganhar a maldita Battle Royal da Wrestlemania, para que este se andasse a gabar o resto da vida. E se calhar não conseguir ganhar muito mais, ganhando um “push” ilusório que o mantinha em TV mas como uma personagem mais cómica que, quando quer, até consegue uns feitos importantes. Um Santino com menos palhaçada, é suposto Axel manter-se sério, chateado e convencido como sempre. Mas isto já é especular muito, ficando só pelo resultado do combate na 'Mania, acho que seria de um tal histerismo se Axel vencesse isto.

- Bo Dallas: Improvável mas nem seria um mau regresso. E ele tem todas as possibilidades de o conseguir, tudo o que ele tem a fazer é “Bolieve”! E até que lhe dava jeito um push mais jeitoso e uns arranjos novos na mesma gimmick. Eles salvaram-no da choça e fizeram qualquer céptico fã no NXT, agora aproveitem isso.

- Erick Rowan: Isto tendo em conta, também, que ele não tem o seu próprio combate. Só respiro de alívio quando os vir a todos da Authority e rivais deles na battle royal, em vez de fazer um combate foleiro de “final de no contest em TV” para encher chouriço e aborrecer toda a gente. Com isso em conta então, creio que Rowan esteja no meio-termo da possibilidade e da total improbabilidade. Por um lado, é muito para ele, nem eu o queria. Por esse mesmo lado, também não me parece muito que eles estejam com vontade de dar alguma coisa ao gajo que nem se conseguiu apurar para a Royal Rumble, nem derrotar o Big Show num combate parvo inventado e sem sentido, a envolver degraus. Por outro lado, dá para pegar por aí mesmo. Vingar-se da sua ausência da Royal Rumble, vencendo outra battle royal e vingar-se de Big Show fazendo uma à Cesaro para vencer isto tudo. Logo, há tanta coisa plausível como não. Veremos. Alguém acredita nesta possibilidade e quer?

- Ryback: Não há grande razão para além da oposição à Authority na qual também se envolve Erick Rowan. E por ser o “Big Guy” a ganhar coisas de “big guys”. Muito ameno com a plateia para causar grande agitação, mas alguma coisa hão-de lhe dar eventualmente.

- Sheamus: Vinhetas e teasers a dizer-nos que ele vem aí. Pode vir com algo na mira e pronto a capitalizar em grande. Despachar 29 outros gajos como se duma rixa num bar Irlandês se tratasse é um bom objectivo para o ex-WWE Champion. Mas, infelizmente, vendo Dolph Ziggler a dirigir-se ao título Intercontinental e a assumir que é com isso que ele se ocupará, esse seu alvo deve acabar por ser Daniel Bryan. Logo, nem deve ser suposto que Sheamus participe sequer se esse plano seguir para a frente.


- Cesaro: Ele é que já está ocupado com outras coisas e já tem, finalmente, um cinto para si. Senão nem me parecia tão descabido que fosse ele repetir a proeza do ano passado e de maneira semelhante, mas não igual. Para mostrar quem manda, para mostrar que é possível repetir-se história e que se calhar já não é tão possível, ou pelo menos bastante difícil, ganhar a Cesaro nesta brincadeira. E dá-lhe alguma marca de força, uma “streak de Wrestlemania” diferente. E talvez servisse também para emendar o erro do ano passado de dar-lhe um “Wrestlemania moment” tão grande sem seguir o push e deixá-lo cair tão drasticamente. O que impede isso é que ele já tem mais que fazer e tem outros trabalhos para o grande palco. Curiosamente, no ano passado também já estava ocupado e na mesma divisão, mas não era Campeão antes ou depois do seu combate e este nem sequer estava no card principal. Desta vez já tem um cinto para defender.

- Alguém do NXT: Têm trinta posições para encher de Superstars. Sem ter que recorrer à necessidade de tornar isto na Royal Rumble para trazer nomes antigos para o “mark out” nostálgico. Por que não introduzir alguém novo? Alguém que teria uma boa recepção e que encontrasse logo um lugar no roster principal. Para vender a ideia de força e domínio que existe numa “battle royal” e estando já na altura... Não seria uma boa maneira de introduzir Adrian Neville? Só não tragam é o Bull Dempsey. Esse ainda se atira lá para fora sozinho...

E, como já disse, num combate com trinta participantes, existem imensas possibilidades de vencedores. Mas isto foi um olhar para as possibilidades. Não sei se há alguma assim tão forte – para além do Mizdow – mas foi só para as especulações. Contudo, um combate destes também dá para causar diversão com spots. Principalmente num palco como a Wrestlemania.

Spots a considerar:

- No Royal Rumble não fizeram nada de especial mas é possível que queiram apostar em mais alguma maluqueira com Kofi Kingston. E desta vez, como não se tem que esperar pelas entradas uns dos outros e já lá estão todos, pode recorrer a uma ajudinha dos New Day. Como o gajo é tolo para fazer destas, nem há muito espaço para palpites, é mesmo só esperar para ver com qual é que se saem, se lhes der para isso.


- Alguém deve fazer uma mostra de força descomunal para seguir o spot final do ano anterior. Via um Shellshock de Ryback a Big Show como algo a pensar e a dar-lhe um valente “Wrestlemania moment”. Se acham que um combate entre eles teria mais espaço para fazer isso, eu digo que não, deixem estar, aqui dá, os outros arrumam-se.

- Uma “upset” com uma eliminação. Façam o Curtis Axel eliminar um “dos grandes”, quem quer que esteja no combate que seja um desses – um tal ex-parceiro até funcionava de variadas maneiras. Mas como disse anteriormente, por mim era pô-lo a vencer logo.

- A tal táctica que mencionei com Adam Rose e os Rosebuds. Podem salvá-lo algumas vezes, até o deixarem cair. Aí então é que se entorna o caldo.

E para finalizar esta análise do potencial combate que se possa avizinhar, aqui fica a parte parental chata em que pareço estar a aconselhar. Apenas coisas que eles deviam evitar este ano:

* 30-Man Battle Royal. Não façam como no ano anterior em que se tornou uma 31-Man Battle Royal encima da hora. Ainda para mais quando, olhando as circunstâncias, parece que o competidore acrescentado depois foi o vencedor.
* Cesaro teve um grande momento no ano anterior e conseguiram estragar tudo, para não variar. Não cometam o mesmo erro este ano e usem este combate como um bom empurrão a um Superstar.
* Para já, o combate é por um troféu e está bem assim. Uma tradição anual que envolva vários Superstars remonta a Money in the Bank, que dava um passe ao título principal ao vencedor. Não precisam de mexer no prémio da battle royal e pode ficar como está. Ainda para mais quando já houve uma batalha destas, com o mesmo número de homens e com o mesmo prémio a ser “levantado” nessa mesma noite.
* Um vencedor que caia bem na plateia ou que cause uma reacção em condições. As implicações podem não ser tão grandes, nem lá perto, mas sabe sempre bem ver um Superstar merecedor a ser o único a ficar no ringue onde estiveram trinta.


Creio não ter mais nada a apontar e acho que já fiz uma análise completa à 30-Man Battle Royal a decorrer na Wrestlemania. Pelo menos de acordo com o que eu pretendia fazer, espero também que vocês tenham achado um artigo completo e competente. O que quer que tenha sido, que tenham gostado.

Como já disse, planeio lançar mais alguns para outros combates do card, ao longo das próximas semanas até à Wrestlemania. Espero também que estejam receptivos e que este primeiro artigo já dê uma boa amostra. É claro que não vai ter exactamente a mesma estrutura, são combates diferentes e são situações com pouco plano e que vou escrevendo e vão-me ocorrendo os tópicos. O que se mantém sempre igual e igual a sempre é o encorajamento à vossa participação, à qual vos convido. Estejam à vontade para falar deste combate, dos tópicos abordados, dos potenciais vencedores e tudo o que vier à cabeça. E se quiserem preencher bem o tema, podem sempre pegar nesta questão:

“Vêem a 30-Man Battle Royal em memória a Andre the Giant como uma boa e inteligente medida para dar tempo de antena ao máximo número de Superstars possível na Wrestlemania?”

Por aí me fico até à próxima semana, em que espero trazer um novo combate do grande evento para abordar. Espero que também estejam lá para o ler e comentar. Até lá quero que fiquem bem e que continuem a ter uma boa Road to Wrestlemania – ou que comecem a ter, dependendo da vossa posição em relação ao assunto.

Cumprimentos,
Chris JRM



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