sábado, 28 de fevereiro de 2015

MMA: UFC 184: Rousey vs. Zingano - Antevisão + Pesagens

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As mulheres voltam a fazer história no UFC. Pela primeira vez na maior organização do MMA mundial, um card em pay-per-view será liderado por dois combates femininos. O Staples Center, casa dos Los Angeles Lakers e Clippers, além do campeão da NHL LA Kings, será palco do UFC 184, que traz uma sobrevivente disputa de cinturão......

Depois que Chris Weidman forçou o adiamento do combate contra Vitor Belfort para maio, Ronda Rousey foi promovida a estrela principal do UFC 184. A campeã dos galos colocará seu título em jogo contra Cat Zingano, desafiante número um pelo ranking oficial do UFC.

Na luta coprincipal, Holly Holm faz sua tão aguardada estreia no octógono. A ex-campeã mundial de boxe terá pela frente a ex-TUF 18 Raquel Pennington, que tenta a segunda vitória em pouco mais de dois meses.

Em duelo que valeria uma chance pelo cinturão dos meios-médios há alguns anos, Jake Ellenberger e Josh Koscheck colidem quase para preservar seus empregos. Antes deles, Alan Jouban receberá o australiano Richard Walsh, pela mesma categoria. Abrindo a parte principal do evento, Tony Ferguson busca uma posição no top 15 dos leves contra Gleison Tibau.

O card completo do UFC 184 é o seguinte:

CARD PRINCIPAL

Peso-galo: Ronda Rousey x Cat Zingano
Peso-galo: Holly Holm x Raquel Pennington
Peso-meio-médio: Josh Koscheck x Jake Ellenberger
Peso-meio-médio: Alan Jouban x Richard Walsh
Peso-leve: Tony Ferguson x Gleison Tibau

CARD PRELIMINAR

Peso-médio: Mark Muñoz x Roan Jucão
Peso-galo: Kid Yamamoto x Roman Salazar
Peso-meio-médio: Dhiego Lima x Tim Means
Peso-pesado: Derrick Lewis x Ruan Potts
Peso-leve: James Krause x Valmir Lázaro
Peso-pena: Masio Fullen x Alexander Torres

O evento terá aqui transmissão ao vivo a partir das 21:00 horas do Brasil e 00:00 horas de Portugal 

------------------------------------------- Antevisão------------------------------------------

Cinturão peso galo feminino: C Ronda Rousey (EUA) vs #1 Cat Zingano (EUA)

A rainha do MMA segue governando sua divisão com mão de ferro. Rousey (10-0 no MMA, 4-0 no UFC) descansou praticamente durante o segundo semestre inteiro, esperando pela construção de novas desafiantes. Antes, entre dezembro de 2013 e julho de 2014, a loira esmagou Miesha Tate na revanche do Strikeforce, levou 66 segundos para nocautear Sara McMann e outros 16 para dar cabo de Alexis Davis. É o maior rastro de destruição do MMA mundial na atualidade.

“Rowdy” parece não só imbatível a cada luta, mas se apresenta melhor sempre que sobe no octógono, apresentando novas ferramentas, sempre dois ou três passos na frente da concorrência. Ela deixou há muito de ser a judoca de quedas plásticas e instinto matador de finalização – chega a ser engraçada a facilidade que ela tem de encaixar uma chave de braço e rapidamente colocar as articulações alheias no talo. As quedas continuam plásticas e eficientes, especialmente o uchi mata. O armlock (ou jujigatame, como a posição é batizada no judô) nunca vai abandoná-la. Só que Edmond Tarverdyan e Lucia Rijker, ex-estrela do kickboxing e boxe que jamais perdeu uma luta profissional, estão transformando Ronda numa trocadora perigosa, especialmente no infighting. Se o boxe ainda precisa de ajustes na longa distância, seu thai clinch é violento e ela soca com muita potência nas combinações curtas. Para completar o fenômeno, Ronda é fisicamente grande, ágil, veloz e com condicionamento atlético da medalhista olímpica que é.

Entre a estreia no UFC e a disputa de cinturão, Zingano (9-0 no MMA, 2-0 no UFC) passou o diabo em sua vida dentro e fora do octógono. Ela perdeu dois rounds para Miesha Tate antes de emergir e nocautear a ex-campeã do Strikeforce no terceiro. Em seguida, estourou o ligamento do joelho e perdeu a vaga no TUF 18 (e o title shot) para a própria Miesha. Como desgraça pouca é bobagem, Cat perdeu o marido e técnico Mauricio Zingano, que cometeu suicídio. Recuperada física e mentalmente, ela levou um atraso de Amanda Nunes no primeiro assalto, mas se recuperou e aplicou uma bela passada de carro.

Por lutar pouco para o grande público, muitos não sabem o quão boa é Zingano. A moça primeiramente se destacou no MMA mostrando um muay thai agressivo, moldado pelo tailandês Sakmongkol Sithchuchok, um dos maiores lutadores de todos os tempos nesta arte marcial. Quando precisou, porém, Cat exibiu a qualidade na luta olímpica (Amanda sofreu na pele com quedas de toda a sorte) de quem foi capitã do time masculino na escola e All-American na Divisão III da NCAA em todos os anos da faculdade pela MacMurray College. No chão, por cima, a faixa-roxa de jiu-jítsu tem os mesmos ímpeto ofensivo e ritmo de quando está em pé, mas precisa melhorar o jogo da guarda.

Zingano é a mais completa adversária que Rousey já encarou, com um conjunto de técnicas capaz de bater quase todo mundo na categoria. O problema é que do outro lado do octógono não estará uma qualquer da categoria.

O melhor caminho para Cat é manter Ronda distante, imprimindo movimentação ininterrupta e com muitas combinações de socos e chutes de não menos que quatro golpes, para não dar tempo para “Rowdy” encurtar.

Isso posto, é possível? Talvez. Zingano será capaz de executar? Provavelmente não. Qualquer erro no controle da distância será fatal e é difícil imaginar que Ronda vá cansar antes de Cat. O palpite? Chave de braço no primeiro ou segundo round e manutenção do cinturão por Ronda Rousey.

Peso galo feminino: #12 Raquel Pennington (EUA) vs #13 Holly Holm (EUA)

Semifinalista do TUF 18, a primeira temporada do reality show que contou com mulheres, Pennington (5-4 no MMA, 2-1 no UFC) lutou no evento final do programa, sua estreia oficial no octógono, e passou o carro em Roxanne Modafferi. Em seguida, travou e perdeu uma batalha de leões com Jéssica Andrade. Na última luta, era atropelada por Ashlee Evans-Smith quando tirou uma clássica gravata de segurança de baile funk do nada e botou a adversária para dormir no estouro do cronômetro do primeiro assalto. De quebra, ainda viu Evans-Smith cair no antidoping.

“Rocky” tem vasto histórico em competições esportivas antes de se dedicar às lutas, começando pelo boxe (apesar disso, o apelido se deu pela dificuldade dos americanos pronunciarem seu nome). No MMA, ela se destaca pelo combate corpo a corpo, com um clinch forte, boas quedas e muita pressão no chão. No cômputo geral, as valências técnicas não são desenvolvidas, algo que o próprio cartel denuncia. Porém, se falta um tanto na parte técnica, Pennington compensa com muita disposição, coragem acima da média e vontade quase imparável (a maioria de suas vitórias aconteceram em viradas). Isso a torna uma adversária complexa para a maioria das atletas – sua luta contra Jessamyn Duke, no TUF, é considerada uma das mais empolgantes da história do MMA feminino – e foi o que a fez ser escalada para a estreia de Holm.

Acabou a espera! Finalmente a “Filha do Pastor” vai estrear no UFC. Holm (7-0 no MMA) tem carreira curta no novo esporte, mas sua fama na luta em pé a precede. No MMA, ela fez carreira no evento de Lenny Fresquez, seu empresário desde os tempos de kickboxing, disputou um combate no Bellator e conquistou o cinturão do Legacy FC contra a brasileira Julie Werner. Apenas uma das sete adversárias no MMA não foi nocauteada.

Holly era tão aguardada que o pessoal a classificou no ranking oficial do UFC sem que ela ao menos tivesse estreado. A empolgação é merecida, afinal trata-se da mais condecorada boxeadora de todos os tempos, dona de 18 cinturões mundiais em três categorias de peso diferentes. Ela começou ainda adolescente no kickboxing, modalidade em que foi campeã nacional amadora, com o técnico Mike Winkeljohn, sócio de Greg Jackson. A soma produziu a melhor trocadora do MMA mundial, de jogo de pernas fluido, ótima noção de corte de ângulos e combinações versáteis difíceis de serem marcadas – seu alto número de nocautes se justifica mais pela técnica do que pela força. Na parte de luta agarrada, obviamente o caminho a trilhar é longo, mas Holly prova que defesa de quedas no MMA nasce na movimentação, não sendo limitada a sprawls.

A postura aguerrida de Rocky provavelmente minimizará um dos grandes trunfos de Holm: o trabalho na curta distância, com combinações velozes atacando a cabeça e o corpo. Como Raquel é quase imune à dor, ela provavelmente aproveitaria o momento de aproximação para tentar aplicar uma queda e testar a adversária com as costas no chão.

No entanto, lutas começam em pé e na longa distância, situação onde há um abismo de diferença técnica entre as lutadoras. Mais rápida, ágil e precisa, Holm deve causar danos a Pennington combinando meticulosamente socos e chutes da média para a longa distância, usando seu domínio territorial para traçar rotas que façam a oponente ter que se movimentar o tempo inteiro recebendo pancadas. Se não conseguir um nocaute devido ao coração de Raquel, Holly deve triunfar na decisão dos juízes por considerável margem.

Peso meio-médio: #11 Jake Ellenberger (EUA) vs Josh Koscheck (EUA)

A vida tem sido madrasta com Ellenberger (29-9 no MMA, 8-5 no UFC). Com o corpo parecendo dar sinais de cansaço, apesar de ainda ter 29 anos, ele amarga jejum de dois anos sem triunfos – o último foi o brutal nocaute sobre Nate Marquardt. Nas três últimas lutas, Jake foi um rascunho do lutador aguerrido de outrora nas derrotas apáticas para Rory MacDonald, Robbie Lawler e Kelvin Gastelum, tendo sido nocauteado pelo atual campeão e finalizado pelo vencedor do TUF 17.

Quando apareceu, Ellenberger era o clássico lutador da escola americana de MMA, com uma base de wrestling muito poderosa, duas vezes terceiro colocado na Divisão II da NCAA pela University of Nebraska-Kearney, e boxe decente, gerando bastante potência nos golpes. O problema número um é que ele parou no tempo, não buscou evolução em outros aspectos. Seu clinch é previsível, embora forte, e o trabalho no chão se resume ao ground and pound quando está por cima. O problema número dois é que o vigor físico hoje parece se esvair a cada derrota, a cada má atuação. O lutador que integrou o top 5 parece cada vez mais longe.

Ao lado de Mike Swick e Diego Sanchez, Koscheck (17-8 no MMA, 15-8 no UFC) é um dos integrantes da lendária geração do primeiro Ultimate Fighter ainda em atividade no UFC, onde fez quase a totalidade de sua carreira. Porém, Kos não vence uma luta há três anos, quando passou com muita dificuldade por Mike Pierce. Em seguida, vendeu caro uma decisão dividida para Johny Hendricks e foi violentamente nocauteado por Robbie Lawler e Tyron Woodley.

Em seu auge, Koscheck foi uma versão melhorada de Ellenberger. Kos teve maior sucesso no wrestling, já que foi campeão da Divisão I pela Edinboro University. No MMA também, pois ele se tornou desafiante depois de treinar uma edição do TUF – é um dos mais bem-sucedidos lutadores da história do UFC a nunca ter conquistado um cinturão. Josh usa mais os chutes e tem o boxe mais técnico e igualmente poderoso. Na parte física, suportava momentos intensos por mais tempo que o oponente de sábado. Porém, a idade chega para todos e, aos 37 anos, Koscheck parece próximo do fim de linha.

No auge de ambos, Koscheck seria favorito destacado. Mesmo mais velho, ele manteria a vantagem por um tempo. Para azar dele, as contusões e a idade fizeram as odds penderem para o lado de Jake.

A dificuldade de absorver golpes tornam Kos um alvo em potencial nos primeiros minutos, quando o “Juggernaut” costuma ser mais efetivo. Passando disso, o gás (ou a falta dele) de Ellenberger equilibra as ações, deixando o confronto mais lento, mais aos moldes para Josh tentar controlá-lo. Entre nocaute no primeiro round para Ellenberger e decisão a favor de Koscheck, vamos no risco da segunda opção.

Peso meio-médio: Alan Jouban (EUA) vs Richard Walsh (AUS)

Em apenas duas lutas no UFC, Jouban (10-3 no MMA, 1-1 no UFC) mostrou que é mais do que um ~rostinho bonito~. O ex-modelo e ator estreou aplicando um nocaute sensacional em Seth Baczynski depois de quatro minutos de quebra-pau insano. Em seguida, Alan, 33 anos, conheceu a má fama dos juízes brasileiros, que concederam uma controversa vitória para Warlley Alves em novembro, em Uberlândia.

Jouban começou tarde no mundo das lutas, aos 23 anos, treinando muay thai na academia de Saekson Janjira, mas logo virou pupilo de Eddie Bravo na 10th Planet Jiu-Jitsu, onde recebeu a faixa marrom e vem aprendendo as manhas do carrasco de Royler Gracie, que molda um grappler criativo, especialmente da guarda. Atualmente, o “Brahma” treina também na Black House e se tornou perigoso em todos os aspectos do jogo – poderia usar mais as quedas e o clinch de joelhadas e dirty boxing punitivos -, mas segue fundamentando suas atuações no muay thai agressivo e potente, em ritmo frenético, mas quase despreocupado defensivamente, confiando muito no queixo de pedra e na ofensividade quando está com as costas no chão.

Revelado pelo TUF Nations, Walsh (8-2 no MMA, 1-1 no UFC) é um dos australianos daquela temporada ainda empregados no UFC. Em seus combates oficiais, ele venceu o compatriota Chris Indich no evento final do reality show e foi vergonhosamente garfado contra Kiichi Kunimoto na casa do adversário, fazendo os fãs lembrarem com desgosto os julgamentos caseiros dos tempos de PRIDE.

Apesar dos cabelos começando a rarear e da barba, Walsh é sete anos mais novo que Jouban. Formado em Construção Civil pela University of New South Wales, em Sydney, ele começou a lutar devido à paixão pelo jiu-jítsu (ostenta faixa roxa atualmente), mas foi na luta em pé que sustentou sua carreira, atuando no boxe e no muay thai amador, invicto em ambos. O “Imundo” é forte fisicamente, bem preparado atleticamente, controla bem a distância e fecha os espaços defensivamente, tornando mais difícil a aproximação dos rivais. Isso esconde uma certa deficiência na defesa de quedas, que pode ser explorada no sábado.

Num duelo de lutadores tecnicamente equiparados, o conflito aqui fica na intensidade do combate. Uma luta mais cadenciada privilegia Walsh e seu domínio territorial, enquanto um quebra-pau favorece Jouban e seu ímpeto. No clinch, quem conseguir travar o oponente contra a grade fica em vantagem.

No nível em que ambos se encontram, é difícil controlar a agressividade de Jouban, então este duelo tem muita chance de descambar para a pancadaria franca. A aposta é numa vitória do americano por nocaute técnico ou decisão sangrenta.

Peso leve: Tony Ferguson (EUA) vs Gleison Tibau (BRA)

Vencedor do TUF 13, Ferguson (17-3 no MMA, 7-1 no UFC) está em franca ascenção rumo à elite da divisão mais forte do MMA mundial. Ele emendou quatro vitórias desde que foi surpreendido por Michael Johnson, em 2012. Desde então, Tony finalizou Mike Rio e Abel Trujillo (este numa virada sensacional, em dezembro), nocauteou Katsunori Kikuno de modo violento e mostrou versatilidade contra Danny Castillo.

O “Bicho-papão”, que sempre foi conhecido pelo boxe técnico, de alto volume e punhos pesados, e pelo wrestling de All-American da Divisão II da NCAA pela Grand Valley State University, vem acrescentando novas ferramentas em seu arsenal técnico. O faixa-roxa de jiu-jítsu não precisa se incomodar tanto com a defesa de quedas, já naturalmente muito boa, pois está cada vez mais perigoso no chão, seja atuando na guarda ativa, seja com raspagens ou saídas de quadril. Mesmo gente com ground and pound violento, como Trujillo, ou com controle posicional por cima, como Castillo, têm sofrido com os ataques de Ferguson no chão, que mostra queixo e tranquilidade para suportar a pressão e pensar rapidamente numa solução.

Assim como o adversário de sábado, Tibau (33-10 no MMA, 16-8 no UFC) vive boa fase com sua segunda sequência de três vitórias no octógono (a primeira foi em 2011). O potiguar, brasileiro que mais lutou na história do UFC, passou por Pat Healy, Piotr Hallman (em duelo parelho, disputado em Brasília) e Norman Parke (em outro combate bem equilibrado, que alguns julgaram como empate).

Grappler por natureza, faixa preta de jiu-jítsu com um wrestling bem acima da média dos compatriotas (é o segundo lutador que mais aplicou quedas na história do UFC, atrás apenas de Georges St. Pierre), muito difícil de ser derrubado (número quatro na história em quedas defendidas), o bom e velho potiguar segue firme e forte no seu propósito de esmagar gente contra a grade, de onde pode aplicar quedas e depositar seu corpanzil por cima, esmagando gente no chão. De uns tempos para cá, Tibau passou a acreditar mais na força dos punhos e tem arriscado até alguns chutes variados.

Tibau é um teste difícil para qualquer peso leve que queira invadir o top 15, já que é preciso algo mais para se proteger do jogo físico do brasileiro. Porém, a parte de cima da lista de classificação é um destino que aguarda Ferguson e ele deverá entrar na próxima atualização.

É possível supor um combate parecido com a derrota do potiguar para Michael Johnson. Ferguson é muito mais lutador na troca de golpes e imprime um ritmo intenso, que dificulta muito a aproximação de lutadores mais lentos como Tibau. Se Tony não conseguir um nocaute, vence nas papeletas dos juízes sem maiores sustos.

Antevisão original de MMA-Brasil 

-------------------------------------------Pesagens -----------------------------------------


A expectativa em cima da luta entre Ronda Rousey e Cat Zingano aumentou nesta sexta-feira, durante a pesagem, que aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos. Integrantes da luta principal do UFC 184, programado para este sábado, Rousey e Zingano protagonizaram uma encarada séria, tensa, e sequer se cumprimentaram.

Campeã do peso-galo, "Rowdy" tenta defender o cinturão e fez uma promessa ao público, que festejou bastante sua presença.

- Vou dar a vocês a vitória mais fantástica que já assistiram - disse a loira, aplaudida pelos fãs.

Ostentando um biquíni rosa, Holly Holm, ex-campeã mundial de boxe, participou de sua primeira pesagem no UFC. Assim como sua oponente, Raquel Pennington, ela bateu o peso e demonstraram respeito ao ficarem frente a frente.

Integrantes do último embate masculino do card, Josh Koscheck e Jake Ellenberger proporcionaram uma encarada séria. "Kos" fez guarda, enquanto "The Juggernaut" preferiu ficar com os braços abaixados. Eles não se cumprimentaram na sequência.

Sempre sorridente, Gleison Tibau subiu ao palco cumprimentando Dana White, presidente da organização. O potiguar, que enfrenta Tony Ferguson, travou uma encarada amistosa com o adversário.

De volta ao Ultimate, Roan Jucão reencontrou o maior evento de MMA do mundo. O veterano bateu o peso sem problemas, diferentemente de seu oponente, Mark Muñoz, que pediu a toalha de início - dando sinal de que teria problemas com a balança. O americano de origem filipina marcou 1kg acima do peso-médio em sua primeira tentativa, mesmo nu por trás de toalhas do UFC. Duas horas depois, Muñoz alcançou o limite de 84,4kg e foi confirmado no evento. Na encarada, imperou o respeito entre os atletas.

Dhiego Lima entrou correndo, bateu o peso e encarou Tim Means, que o aguardava após bater o peso. O americano dirigiu algumas palavras ao ex-participante do TUF que não se alterou, e o cumprimentou normalmente.

Ao lado de Marlon Sandro, seu companheiro de Nova União, Valmir "Bidu" Lázaro subiu ao palco envergando a camisa do Vitória. O símbolo do clube baiano, pelo qual torce o atleta, no entanto, estava tapado por uma tarja preta. Frente a frente com James Krause, a encarada foi morna.

Confira o card completo:

CARD PRINCIPAL

Peso-galo (até 61,2kg): Ronda Rousey (61,2kg) x Cat Zingano (61kg)
Peso-galo (até 61,7kg)*: Holly Holm (61,5kg) x Raquel Pennington (61,5kg)
Peso-meio-médio (até 77,6kg)*: Josh Koscheck (77,3kg) x Jake Ellenberger (77,6kg)
Peso-meio-médio (até 77,6kg)*: Alan Jouban (77,3kg) x Richard Walsh (77,6kg)
Peso-leve (até 70,8kg)*: Tony Ferguson (70,8kg) x Gleison Tibau (70,3kg)

CARD PRELIMINAR

Peso-médio (até 84,4kg)*: Mark Muñoz (84,4kg**) x Roan Jucão (83,7kg)
Peso-galo (até 61,7kg)*: Kid Yamamoto (61,7kg) x Roman Salazar (61,2kg)
Peso-meio-médio (até 77,6kg)*: Dhiego Lima (77,1kg) x Tim Means (77,1kg)
Peso-pesado (até 120,7kg)*: Derrick Lewis (119,3kg) x Ruan Potts (114,8kg)
Peso-leve (até 70,8kg)*: James Krause (70,3kg) x Valmir Lázaro (70,5kg)
Peso-pena (até 66,2kg)*: Masio Fullen (65,8kg) x Alexander Torres (66kg)

* Valores já com 1lb (454g) de tolerância para lutas que não valem cinturão
** Muñoz marcou 84,9kg na primeira tentativa

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