sábado, 16 de agosto de 2014

Slobber Knocker #112: Cabem mais títulos?

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Após uma semana de ausência que fica a vosso crédito se deve ser facilmente perdoada ou não, regresso com uma nova edição do Slobber Knocker, com um assunto a responder a um corrente pedido. E ligo-o à situação actual.

Estamos nós ainda a habituar-nos à ideia de termos os dois títulos Mundiais unificados - mais ou menos, isto é fácil de habituar - e já correm burburinhos de quererem unificar mais. O que é certo é que pode causar-nos alguma sarna que o título dos Estados Unidos esteja a ser tão ignorado. O seu actual Campeão já vai no caminho do anterior, na falta de defesas, e tem sido o Campeão que vai sempre atrás de outro título, como quem diz "Quero outro, este não chega, quero um a sério". E o título Intercontinental, nos seus altos e baixos, podia ser tão grande. Parece que querem tirar-nos títulos e fazer poucos com os que têm.

O assunto escolhido para esta semana pega nesse tema e vai ao encontro de algo que tem vindo a ser-me pedido mais que uma vez - não sei se foi sempre o mesmo, ou mais que um, quem seja pode manifestar-se - que é uma abordagem a títulos antigos que já não andam pelas cinturas dos nossos Superstars predilectos. Títulos extintos. E para localizar a coisa no presente, tento situá-los nos dias de hoje. Haverá espaço para eles actualmente? Para quê responder já a tudo se tenho um extenso artigo a partir daqui para o fazer? Ora vejam lá e, quem me pediu isto, que se regozije:

Cruiserweight Championship


O mais esperado neste assunto e o que ainda é mais recente. Não faz assim tanto tempo que o título ainda era activo e colocava os "pequenotes" à disputa. Mas ao menos podemos dar-nos contentes por saber que o título foi retirado com um Campeão digno. Hornswoggle. Pois, talvez o cinto mereça um pequeno resgate de legado. 

O Cruiserweight Championship foi o cinto vindo da WCW que se unificou com e substituiu o Light Heavyweight Championship da WWF, pela altura da compra da companhia de Ted Turner. Desde então, teve a sua história, o seu legado e manteve a regra de que era um cinturão exclusivo para aqueles considerados "pesos leves". A acção à volta do cinto costumava ser bastante rápida e atlética - para quem seja recente e tenha conhecimentos exteriores, correspondia mais ou menos, a uma X Division - e era frequente que apresentasse combates de qualidade. No entanto, não era nos minorcas que eles iam depositar a atenção, logo ficava atafulhado para o fundo do card. Por vezes até era retirado de TV e visto a andar pelo Velocity, enquanto não lhe arranjassem um buraco. Mas não era assim tão renegado - há títulos agora com menos atenção - e encontrava sempre o seu "slot" em PPV e ocupava bom tempo de TV sempre que podia. Chegou a ser exclusivo do Smackdown mas já andava no Raw, quando foi retirado.

Por acaso admito que até é uma das coisas do passado que gostava de ter de volta, porque até havia boa coisa a tirar daqui e algo a fazer com alguns lutadores de rodapé. O obstáculo é que eles podem estar a distanciar-se da velha e má ideia de separação entre os "grandes" e os "pequenos" com estes últimos a ficar para baixo. Cada vez vemos mais lutadores de peso médio a ocupar as posições cimeiras e isso é óptimo. E sem esse título, talvez se retire a ideia de que ainda há uma barreira entre pesos. Mas por outro lado, há muitos lutadores que sabemos que não chegam ao main event ou ao midcard alto nem que os puxem com um gancho. Não vou sequer sugerir que construam uma divisão com gente como Kenta, Sami Zayn e Adrian Neville porque já são mais do que isso e só sugerir sequer nomes como Seth Rollins, Dean Ambrose ou Daniel Bryan é uma calamidade catártica. Mas ainda há malta como Kalisto, Xavier Woods, Justin Gabriel, Sin Cara ou até mesmo Heath Slater, entre outros, que não vemos a sair da cepa torta ou com perfil para subir assim tanto no futuro e que talvez se pudessem aproveitar actualmente.

Poderia voltar nos dias de hoje?:
Poder até podia, mas não o vejo a acontecer. Seria necessário um propósito para o trazer, sem ser só porque sim, porque lhes apetece. Logo, tinha que se construir algo. Têm lutadores para isso. Quanto ao tempo de antena, convinha que fosse mais fixo e exclusivo. De um dos programas secundários, até, para lhes dar destaque e atenção, como o Main Event ou o Smackdown. Escolheria o Smackdown para lhe dar mais propósito do que um programa de repetições do Raw. Nem seria necessário a brand split para tal, para se poderem aproveitar todos os lutadores de peso leve e sem ter que os mandar todos para um lado.

Hardcore Championship


Este já tem mais alguns anos e é bem reconhecido pelo seu conceito irregular. Com o seu nome e a sua "falta de regras", pode dizer-se que tenha sido uma resposta à ECW. No entanto, criado na Attitude Era e por aí fora se prolongando, tinha que ter uma abordagem muito humorística. E assim era, muito brincavam com este título e pouca seriedade tinha ele. Mas também não se pode negar que fosse imprevisível. Com a sua regra de 24/7, a poder ser disputado em qualquer lado, qualquer um podia tornar-se Campeão quando menos se esperasse e sabe-se lá quantos Campeões podíamos ter por dia.

Tornava-se entusiasmante de se ver. Ao não ter uma divisão que orientasse os candidatos ao título, qualquer um podia conquistar o título quando lhe apetecesse. Até Trish Stratus já chegamos a ter como Campeã. Tendo em conta que consiste num título "Hardcore", seria de esperar que muitas vezes tivessemos uma acção mais agressiva que a anterior e, muitas das vezes, nem se davam sequer ao trabalho deir ao ringue disputar o maldito cinto. Era bastante propício para a galhofa, logo era comum que existissem momentos divertidos à volta do título - não era propriamente um cinto sério mas, se pensarem bem, o quão seria foi realmente a Attitude Era?

Se isto voltasse nos dias de hoje, muita gente ia recebê-lo bem e até se podia garantir uns momentos bem entretidos. E, como disse, não são necessárias condições extraordinárias para que possa existir o cinto, basta haver gente, qualquer um serve. Até seria uma maneira de utilizar gajos perdidos e de criar umas quantas "upsets". Mas tenho que questionar: ia ter o mesmo feeling que da primeira vez? O principal problema com estas coisas que deixam de existir é que, por muito nostálgico que seja pensar no seu regresso, nunca voltarão a ser como antes.

Em vez da sensação de "tudo pode acontecer", ia ficar uma mais amarga de "têm que se esforçar por manter a ideia de que tudo pode acontecer" e ia deixar aquela marca de não conseguir descolar do passado, sem recuperar as antigas glórias, tornando-se apenas uma empobrecida versão daquilo que se fazia há uns bons anos atrás, sem nunca conseguir sair da sua sombra. Uma década, uma versão 2014. Mexer num legado que já está feito. Se quisessem superar tudo isso, tinham que fazer as coisas muito bem e com muito cuidado. Que, por acaso, é uma palavra que não tem muito a ver com o conceito do Hardcore Championship. Parece que até aí temos um problema, ou então aí é que já sou mesmo só eu.

Poderia voltar nos dias de hoje?:
Como disse, poder até podia. Nada que o impedisse. Não existem condições extraordinárias que o plantel de hoje em dia não conseguisse cumprir. Mas também não existe aquela necessidade de recuperar algo que já deixou o seu legado feito e que não teria o mesmo impacto que teve na altura. Falta também um propósito. Por mim, punha-se a malta toda à bulha onde desse, à volta de um cinto com aspecto esfarrapado - outro pormenor é que provavelmente o alterariam - que dava bons momentos. Mas dá mesmo para o fazer da melhor forma?

Women's Championship


Não é um título totalmente abolido porque a sua divisão não podia ser abolida e ainda lá está. Apenas foi substituído por outro que muitos vêem como inferior. Após um período curto em que tivemos dois títulos femininos - a adição do "Divas Championship" como um novo título de maneira a que pudesse recompensar as divisões femininas de ambas as brands quando estas ainda existiam separadamente - eventualmente fundiram-nos e retiraram este histórico cinto para ficarem com o novo.

Não foi uma manobra que caiu muito bem. Arrumou-se este título que tinha uma imensa história e o maior legado na história do wrestling feminino, passando pelas cinturas de qualquer nome mítico do wrestling feminino. Arrumado em favor de um novo, com pouca história e mais aspecto de brinquedo da Barbie. Também não favoreceu muito a divisão e as competidoras em questão, pois o aspecto do cinto e a subsituição do digno "Women" para o mais categórico "Divas" ajuda a que se entenda que a actual divisão feminina não é tão séria como outrora o foi noutros bons tempos.

Após anos e com umas Campeãs recentes de elevada qualidade - AJ e Paige, que andam a disputar o dito cujo servem de perfeitos exemplos - será que já nos podemos deixar render ao hábito e aceitar o Divas Championship como o devido, digno e respeitoso sucessor do histórico Women's Championship? Podemos nós esperar que este mais recente cinto construa um novo legado que possa ser comparável ao do anterior? Mais vale, assim parece que tem que ser e já nos habituámos a bem pior.

Com tudo isso em conta, não há qualquer razão ou condição para se poder ter este cinto de volta. Seria absurdo pensar em ter ambos activos quando a divisão se vê à rasca para se manter com um. Substituí-lo ia precisar de um propósito muito grande e de uma história muito longa. O único que já me ocorreu foi aquilo que já escrevi num daqueles artigos em que invento umas histórias impossíveis retiradas do fundo do baú das fantasias e que consista nuam história para Wrestlemania, dividindo as Divas em dois grupos: as competidoras que se queriam dedicar ao wrestling e serem mais lembradas por tal e que não queriam ser chamadas Divas e as que aceitam que se lhes chame tal e que defendam que podem preocupar-se com o seu aspecto físico e dar uma de modelo, sem perder a sua dureza e integridade em ringue, estando ao nível das outras. Uma rivalidade sem Heels e sem Faces e que culminaria num gigante combate de equipas que veria cada equipa a defender um título. Ficava activo um cinto de acordo com a equipa vencedora, seguindo-se um torneio para definir a primeira Campeão da nova geração do título vago.

Sim, já contei essa história antes. Mas nem sequer é uma sugestão e muito menos uma possibilidade. São mesmo só histórias que me passam pela cabeça quando me quero armar em booker, quando me dá a mania que sou gente sequer. Não vejo como isso acontecer e não vejo como podia acontecer qualquer outra coisa à volta do assunto. O título já é item de Hall of Fame e foi substituído.

Poderia voltar nos dias de hoje?:
Sem necessidade de entrar na redundância em que caio sempre que concluo cada parágrafo. Um simples não. Já não dá, sem algo drástico.

European Championship


Aqui já podemos e devemos recuar um pouco mais no tempo, este já é mais antigiunho e já faz mais tempo que o extinguiram. Em tempos, na WWF queriam premiar o midcard com algo mais que o título Intercontinental e achavam que um título secundário só ia fazer bem à malta. Como a WCW andava com o título United States, cá deste lado na WWF acharam boa ideia, em 1997, inaugurar o título Europeu - ironicamente British Bulldog e William Regal foram os únicos Campeões verdadeiramente Europeus - para dar mais trabalho ao midcard. Que nem era propriamente um midcard baixo, já nomes como Triple H, Kurt Angle, Chris Jericho, Shawn Michaels, entre outros, foram detentores deste cinto.

O título viu a sua dissolvição ao unir-se ao título Intercontinental, sendo Rob Van Dam o homem responsável pela unificação e, sendo assim, o último detentor do título. O último Campeão antes dele e da unificação fora Jeff Hardy, que tentava a sua sorte a unificar o Intercontinental com o seu, mas sem sucesso. Isto já em 2002, numa altura em que a WWE já era dona da competição - como se pode ver pelo seu último Campeão vindo da ECW - e já tinha mais títulos a entrar na rota.

Adoptaram o United States Championship e, actualmente, já tem tanta raíz e está tão estabelecido na WWE - mesmo que não tenha assim tanta atenção - que já se sente como se estivesse lá desde sempre. Na verdade, foi uma herança da WCW e preferiram este ao seu original European Championship, que não foi visto de novo até então. Já tinha um título para o seu propósito. E já tem um título para o seu propósito actualmente. Logo nem dá para pensar na sua resintalação nem se vê lógica nisso.

Só se houvesse alguma divisão em concreto, o que não é o caso. Não é nenhuma divisão Europeia, em que só competem lutadores Europeus, não há cá nada disso. Por muito que o Zeb Colter gostasse dessa ideia de separatismo, não há disso, e este título Europeu é mais um cuja descrição geográfica é apenas representativa e metafórica de uma escala. Agora imaginem. Estão à rasca para manter dois títulos de midcard relevantes - um deles mal é defendido. Vão estar agora a meter mais um? Três títulos a ser defendidos pela malta toda? Dado os problemas que já têm os cintos actuais, com sorte víamos o Campeão a defender a cada 3 meses e a lutar maioritariamente no Superstars. Não há cá espaço para um destes agora. É o United States Championship, vai dar ao mesmo, só que do outro lado do Atlântico. E até este está a precisar de um forte empurrão.

Poderia voltar nos dias de hoje?:
Mais uma vez, a pergunta já está mais do que respondida. Não há sequer razão para se querer este de volta para além de um pobre "Lembro-me do tempo dele", porque ele não ia acrescentar ou mudar alguma coisa ou dar actividade a uma entusiasmante divisão. Seria uma adição desnecessária e sem condições. Preocupemo-nos antes com o United States Championship em apuros. E para recordar este, é rever as suas glórias antigas. Na WWE Network. Por $9.99.

World Tag Team Championships


No caso de confusão, há que lembrar que em tempos já existiram dois destes. Apenas distinguidos pela brand onde se encontravam e pelo prefixo "WWE" ou "World". Mas como os leitores são bem conhecedores, não há necessidade de lembrar isto porque ainda se lembram bem destes títulos e dos tempos em que existiam dois títulos de Tag Team. Ou seja, tempos em que dava para existir duas divisões de equipas.

Lá vieram os tempos em que as equipas começaram a escassar e começaram a ver-se à rasca para manter dois títulos que premiassem duas divisões de tal. E começaram a meter as histórias dos Campeões unificados, que colocava quatro cintos numa equipa. Talvez se lembrem daquela altura em que o Miz andava com cintos suficientes para levá-los para a feira e vender. Isto porque as coisas começavam a escassar e não dava para ter duas divisões. Unificaram de vez, criando uns cintos novos - os designs feios actuais - e mantendo o nome "WWE Tag Team Championships", de modo a que os que tivessem o prefixo "World" se considerassem retirados, em inícios de 2010. 

Feios ou não, mantêm-se agora e já passaram uma fase bem negra, que só revela que isto de dois títulos de equipas tinha que ir á vida mais tarde ou mais cedo. Agora já recuperou bastante. Ainda lhe falta alguma sopinha, mas já se vê algo e o que se vê é bom. Existem equipas e os Campeões são impecáveis. Em termos de atenção e qualidade? Lembrem-se do último PPV, o Battleground, e notam que foi esta mesma divisão que sacou o combate da noite ali mesmo ao abrir. Já há muita coisa boa, mesmo que ainda tenha muito espaço onde melhorar. Mas não há qualquer condição para se criar outra. E sem brand split então, é que não faz sentido nenhum existirem duas divisões a colidir e a procurar tempo de antena nos mesmos programas de TV. Se está tudo num "Universo" só - e refiro-me a brands e não aos fãs - então já temos estes títulos e não há razão para este deixar saudades sequer. Teve os seus bons dias, quando podia existir.

Poderia voltar nos dias de hoje?:
Não. Uma só divisão Tag Team chega, não existindo divisão de brands. E é essa que precisa de ser trabalhada. E não é com mais um título que iam trabalhar um chavo. Isso nem era um tiro no pé, era na cabeça mesmo. Acho que isso compreendem bem.

Creio que, por aqui, já tenha dado para falar dos títulos que interessem e que já dê para fechar. Não acho que haja necessidade de falar de outros mais obscuros e esquecidos como títulos de trios, de duplas femininas, de categorias mais específicas de peso, regionais ou o mítico Canadian Championship que apenas viu um breve Campeão - Dino Bravo. Vejo mais esses títulos numa categoria de títulos esquecidos ou desconhecidos e daria para ser abordado num outro tema diferente - e até já o fiz, mas não foi aqui, não quer dizer que, a pedido, não o aborde noutra altura aqui. Espero que tenha correspondido às expectativas dos pedidos.

Com esta conclusão me retiro, espero que dê para abrir conversa nostálgica sobre estes títulos ou até mesmo sobre aquela parte da inclusão nos dias de hoje. Com isso dito, fica uma última questão relacionada com o tema:

"Achas que a WWE ficava favorecida com mais, menos ou os mesmos títulos que tem actualmente?"

Desta forma me despeço até à próxima semana, onde devo cá estar para o habitual e tradicional rescaldo ao SummerSlam, que costuma ter metade dos leitores. São menos mas são bons, espero eu. Até lá fiquem bem, continuem a desfrutar do Verão e um bom SummerSlam a todos!

Cumprimentos,
Chris JRM

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4 comentário(s):

Anónimo disse...

cruiserweight - prometeram, prometeram com a wwe network e não só não aconteceu como em vez disso os poucos que vêm a network têm de levar....com a legends house...

hardcore champ - duvido, wwe está na era PG...mais facilmente vês isso na TNA

Anónimo disse...

eu sinceramente estou um bocado desagradado contigo este para mim é o melhor artigo deste site, com respeito aos outros mas na minha opinião gosto deste e ha vezes na semana que n fazes artigos eu acho que podias ter mais consideraçao a quem te acompanha

Anónimo disse...

^ !?

alguém percebeu o comentário do gajo de cima?

Anónimo disse...

Só vejo o Hardcore a voltar pois era bastante cómico e iria entreter. Lembro-me de não sei quem estar em casa a dormir, aparecer o pretendente com o árbitro, mandar com uma frigideira, pin, novo campeão. inclusive os Hardy a disputar o título e haver gente que se meteu no meio e roubaram o título, até acho que foi o Hardcore Holly.