quinta-feira, 26 de maio de 2011

Uma visão perturbadora sobre as mortes numa década de wrestling

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Após a trágica notícia da morte de Randy Savage, Andrew Garvey olhou ao line-up da Wrestlemania 7 em 1991. Tirando as mortes de Gorilla Monsoon (62, causas naturais) e Lord Alfred Hayes (76). 14 dos performers dessa Wrestlemania morreram prematuramente - Kerry Von Erich, Dino Bravo, Davey Boy Smith, Crush, Savage, Sensational Sherri, Elizabeth, Big Boss Man, Mr Perfect, Andre the Giant, Earthquake, Hawk, Hercules e Joey Marella....


E isso de um total de 51 performers que envolveram wrestlers, managers, árbitros e comentadores

“The Texas Tornado” Kerry Von Erich – morreu aos 33 por suicídio um dia após ter sido condenado por posse de drogas em prescrição.
Dino Bravo – morreu aos 44, assassinado

Andre the Giant – age 46, falha do coração

Joey Marella – morreu aos 31; adormeceu ao volante

“The British Bulldog” Davey Boy Smith – morreu aos 39, esteróides, HGH

Mr. Perfect – morreu aos 44; cocaína, painkillers, esteróides

Miss Elizabeth – morreu aos 42 por overdose de drogas e álcool
Hawk – morreu aos age 46, de ataque cardíaco

Hercules – morreu aos 47, por doença do coração

Big Boss Man – morreu aos 41, ataque cardíaco

Earthquake – morreu aos 42, cancro

Sensational Sherri – morreu aos 49, overdose acidental de drogas

Crush - morreu aos 44 por causas desconhecidas mas cujas drogas são causa apontada.

Randy Savage

Não só olhou a esses nomes mas como fez uma comparação rápida entre o wrestling, dois desportos e a área da música que por várias razões são sempre comparadas com o wrestling sendo as mortes prematuras um dos temas que maior discussão levanta. Os desportos são a NFL (castigo físico, concussões e uso de esteróides) e o boxe (concussões, uso de esteróides e estilo de vida agitado) a outra arte é a música (drogas, álcool e a vida na estrada). Os resultados não são surpreendentes mas a diferença entre as mortes nestas três áreas desde a altura da Wrestlemania 7 até ao período actual é abismal quando comparadas com o wrestling profissional.
Dos 44 jogadores, tanto defesas como atacantes que competiram no Superbowl XXV (Buffalo Bills vs. New York Giants) que aconteceu em Janeiro de 91, todos eles estão vivos.

Olhando á música, tendo em linha de conta todas as bandas que actuaram no festival Monsters of Rock que aconteceu em 1991 em Inglaterra que atraiu os maiores nomes do hard rock e do Heavy metal, cujo público foi cerca de 100 mil pessoas, Dessas bandas que tocaram nesse ano, conto 23 vocalistas e todos eles estão vivos na data presente. Embora este número seja curto para comparar com uma Wrestlemania ou um Superbowl, eu verifiquei o ano seguinte e de novo nenhuma morte se registou dos 27 vocalistas que lá estiveram no ano seguinte.

Olhando ao boxe, tive em consideração qualquer lutador que conquistou um título (WBC, WBA, IBF e WBO) durante esse ano de 1991 desde a categoria de heavyweight aos lightweight. Não olhei a categorias intermédias porque com essas categorias de peso, já tinha 50 lutadores e aqui somente se registam duas mortes.

Magne Havna, um norueguês que conquistou o WBO cruiserweight title que faleceu aos 40 anos em 2004 devido a um acidente de barco e Edwin Rosario, um tetra campeão e que teve um reinado com o WBA light welterweight title no Verão de 91 que morreu devido ao abuso de drogas com a idade de 24 anos em 1997,Gerald McClellan, que teve na cintura o middleweight title quase faleceu e está por esta altura totalmente incapaz devido a lesões cerebrais contraídas durante um combate em 1995 contra Nigel Benn.

Assim resumindo – 14 de 51 wrestlers/performers que actuaram na Wrestlemania em 1991 já falecerem. Nenhuma morte se registou entre 44 dos jogadores que jogaram a final do Superbowl de 1991, Nenhuma morte se registou em 50 músicos que em 1991 e 1992 actuaram no Monsters of Rock e somente 2 de 46 campeões do mundo de boxe desse ano de 1991 é que faleceram

É caso para pensar!

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12 comentário(s):

Sérgio Paulo disse...

Talvez as mortes dos lutadores da Wrestlemania 7 tivessem sido porque na WWF fossem utilizadas mais drogas que nas outras áreas, pois nas outras áreas desportivas acho que já existia controlo anti-doping e era proibidoo uso das mesmas já que na altura, na WWF, ainda não existia.
Penso que seja esse o motivo mas, mesmo assim é muito estranho.

manjiimortal disse...

Nessa altura também não havia controlo nos ditos cujos, por isso esse não é o problema.

A questão é que o wrestling profissional é extremamente desgastante a nível físico, muito mais que o boxe ou o futebol americano, o que leva a que os wrestler procurem conforto dessa maneira (e claro a questão das drogas estava descontrolada durante o final da década de 80, e a totalidade da de 90).

A comparação não é justa por essa razão, e parece-me mais uma forma de fazer do wrestling ainda o patinho feio do que já é.
Cumprimentos.

Anónimo disse...

^

desculpa, mas sinceramente o wrestling não me parece mais desgastante a nivel fisico que o boxe ou o futebol americano..

Anónimo disse...

Eu tambem não acho

Anónimo disse...

Eu tambem não

Dɑvid Moreirɑ disse...

Olhem que é mais desgastante. Os wrestlers estão todas as semanas a competir, enquanto em MMA ou boxe, tem uma longa paragem até combaterem outra vez.

Wolve disse...

O wrestling é muito mais desgastante que o boxe pois é todos os dias house shows, enquanto no boxe é de longe a longe porque há regulamentos nas diversas comissões atléticas.

Concordo que o controlo era muito menor do que agora, mas agora também há abusos, contudo acho que a informação é muito maior do que na década de 80/90 que era quase como experimentos.

Dá tradução só acho descabida a comparação com a música porque nada haver tem com wrestling.

Cumprimentos

Fundertaker disse...

Paragem mesmo longa, do género 3 meses (para os profissionais de 9 ou mais rondas de boxe, pode ser mais reduzido para os de menos rondas) ou mais entre lutas.

O Futebol Americano também tem uma época curtíssima em comparação até com outros desportos tradicionais norte-americanos, com o campeonato a começar em Setembro e a acabar em Janeiro, com a fase dos play-offs a acabar com o Super Bowl em inicios de Fevereiro. Juntando a isto os jogos de pré-época em Agosto e temos um total de 7 meses em que fazes, no máximo, dois jogos por semana (se, por exemplo, a equipa calhar no jogo de 2ª ou Domingo e na jornada a seguir joga ao Sábado). Juntando a isso as protecções e temos a cena completa.

Já um wrestler a trabalhar na WWE trabalha 300 dias por ano, passa a maior parte do tempo a viajar em aviões e de carro durante várias horas por dia, o que só dificulta ainda mais a recuperação do corpo. Juntem a isso a quase impossibilidade de uma alimentação saudável e o grosso do treino físico estar na musculação e não, por exemplo, no cardiovascular ou mesmo simples recuperação, e juntando factores como trabalhar com lesões e afins, e temos um "cocktail explosivo" que só me admira não ter dado ainda mais para o torto.

Wolve disse...

Lembro-me que o Goldust no seu livro tem um lá uma parte onde fala da sua rotina na WWE e há um dia em que o tipo apanha dois aviões, faz o house-show e ainda tem de viajar de carro para ir para A cidade do house-show do dia seguinte, isto passando pela mudança de fuso horários. Agora fazer isto quase todos os dias não é para qualquer rum não.

manjiimortal disse...

E é preciso ver que a coisa já foi bem pior do que é actualmente. Cenas como o Harley Race defender o NWA title 7 vezes por semana, o Bruno Sammartino só ter 2 fins de semana por mês de folga (trabalhava duas semanas e tinha dois dias de descanso), o fazerem dois house-shows por dia em duas cidades diferentes, etc.

Já foi muito pior, mas os wrestlers dessa era não sofrem deste tipo de mortandade.
Cumprimentos.

Anónimo disse...

Wolve, a comparação com a musica deve-se a os músicos, quando fazem um álbum, têm de fazer uma tour, e eles, passam horas a fio a cantar e no dia seguinte têm de estar noutro sítio do país, e têm de estar a viajar toda a noite, semanas e semanas na estrada, tomam drogas para se aguentarem, mas mesmo assim, ainda nenhum morreu desse tal evento de Rock de 1991, mas da WrestleMania 7 já morreram muitos, alguns deles por overdose de droga e consumo.

Acho que é por isso que ele (autor) faz comparação entre música e wrestling. Wrestling pode cansar mais, mas quando estás meses e meses a viajar, porque estás numa tour, e toda a noite a cantar, é óbvio que se calhar eles vão tomar uma drogazita para se aguentarem tal como os wrestlers para se aguentarem nos house-shows, e nas viagens de cidade para cidade para mais um show.

Não conheces o caso do Frusciante? Não aguentou o sucesso, a fama, o cansaço da tour do álbum que foi um sucesso chamado Blood Sugar Sex Magik dos Red Hot Chili Peppers, e afundou-se em droga, saindo da banda e quase morrendo em 1997, sobrevivendo por milagre. Acho que foi por isso que o autor fez a comparação entre wrestling e música mas posso estar redondamente enganado, e estar para aqui a escrever para nada.
Ass: TheFreakMaster (não me apeteceu iniciar sessão)
Cumprimentos

João disse...

há mais uma coisa que faz os wrestlers morrerem; no ginásio mesmo pessoas que não sao proficionais tomam muitas drogas para ficarem grandes e musculados e morrem, isso juntamente com tudo o que foi dito neste texto ajuda muito a que muitos nem cheguem aos 50 anos