quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Literatura Wrestling | Yes! My Improbable Journey to the Main Event of Wrestlemania - Capítulo 12 - Parte 1


Está de volta a Literatura Wrestling, o espaço de traduções do blog que vos traz uma obra biográfica, na íntegra, reveladora das origens, vida e decorrer da carreira de alguns dos mais marcantes wrestlers que percorreram os ringues que acompanhámos com tanto gosto.

Todas as semanas vos traremos um excerto do livro "Yes!: My Improbable Journey to the Main Event of Wrestlemania", publicado em 2015 por Daniel Bryan e pelo co-autor Craig Tello, a contar o crescimento e peripécias do "Yes! Man" até à sua chegada à WWE e ao main event da Wrestlemania. Boa leitura!


Capítulo 12: "Yes!" Para as Massas 
Sexta-Feira, 4 de Abril, 2014 - 11:04

Através do espectro de personalidades da mídia que encontrou, a Daniel Bryan já lhe foram perguntadas quase todas as questões imagináveis, em incontáveis línguas. Também já lhe foi pedido para recitar versos da canção "#SELFIE", rapidamente recitar nomes excessivamente coloridos de DJs para "shout outs" e, claro, lançar um "Yes!" ou três. A contagem é de cinquenta-e-quatro utilizações da palavra "yes" em cântico no total, pela altura em que acaba - culminando numa sucessão de nove vezes em conjunto com um grasnar dos correspondentes da mídia matinal. Está claro que em qualquer dialecto, a palavra de assinatura de Bryan (e o seu Movimento) têm força.

"O cântico "Yes!" dá aos fãs uma forma de vocalizar os seus sentimentos em relação a mim e a eu não conseguir o que, nas suas mentes, eu mereço. Eles querem ver-me a suceder," detalha Bryan. "Na minha carreira, a coisa mais importante à qual disse "yes" foi a seguir os meus próprios sonhos, em oposição aos sonhos das outras pessoas. Eu disse "yes" a perseguir o meu sonho de me tornar um wrestler, o que é ligeiramente impraticável para alguém que tem 1.73m e é de Aberdeen, Washington. Já o ouviram mil vezes antes - "segue os teus sonhos" - e é a única razão por que eu estou aqui neste momento.

A jardas de distância, as exibições estão desertas dentro do Wrestlemania Axxess, dando a Bryan livre domínio para explorar. Numa larga exibição alinhada com manequins decorados com equipamento vintage com as chapas de assinatura do Heartbreak Kid, Bryan redescobre uma memória do seu passado. Ele revive o primeiro pay-per-view a que já assistiu, a 31 de Março de 1996. A Wrestlemania XII foi um evento no qual um Goldust de lingerie colidiu com "Rowdy" Roddy Piper numa "Backlot Brawl" e o "Big Daddy Cool" Diesel caiu perante o Deadman. Mas mais importante, foi a casa onde a colisão que incontáveis Superstars afirmam como o seu combate favorito na Wrestlemania de todos os tempos: Bret Hart contra Shawn Michaels num combate WWE Iron Man de sessenta minutos. Um antigo aluno de HBK, o "Yes!" Man estudou este e outros clássicos ao longo da sua carreira, que ele espera redefinir na Wrestlemania 30. Bryan continua ao longo da exposição para encontrar imagens da Wrestlemania X e outras, recordando instantes como o dever duplo em que o Hit Man venceu o WWE Championship em 1994. Estes serviram como inspiração para o candidato que pode acabar em duas batalhas muito importantes no "Grandest Stage of Them All."

No final das suas explorações, Bryan não pode negar os olhos pesados a olhar fixamente para ele, acima do nível da cabeça, numa série de imensos banners incluindo os gladiadores de topo da Wrestlemania 30. Posicionados à frente um do outro, tal como estarão alguns dias mais tarde no Domingo, um Triple H e um Daniel Bryan gigantes encontram-se por cima de um longo corredor de passagem do Axxess. A única coisa maior será a própria colisão.

De onde ele está, apenas quarenta-e-oito horas jazem entre Daniel Bryan e o The Game - o "Yes" Movement" e a "Authority." Ele marcha de baixo das capas simbólicas e em direcção à saída.

"Estou muito confiante na minha habilidade para competir em dois combates numa noite," assegura ele, descrevendo os muitos torneios de uma só noite que ele experienciou no passado. "Esse tipo de realização tornar-me-á digno de todo este apoio e adoração."



A 7 de Junho de 2008, recebi a primeira de duas chamadas telefónicas que eu já tive do Vince McMahon. Eu estava no meu quarto de hotel em Hartford, Connecticut, onde tínhamos acabado de fazer um espectáculo da ROH. Ao início, quando ele se apresentou, eu ri-me porque pensava que alguém me estava a pregar uma partida. Vince McMahon tem uma voz muito distinta, uma que muita gente é boa a imitar. O que inicialmente me fez suspeitar que podia realmente ser ele foi quando ele disse que tinha estado a falar com o Shawn Michaels.

Duas semanas antes, Shawn tinha-me ligado, e foi a primeira vez que falámos em vários anos. Ele perguntou-me como eu estava mas foi rapidamente ao assunto. Ele estava no meio de uma rivalidade com o Chris Jericho, e eles estavam a envolver o Lance Cade na história porque o Shawn o tinha treinado. Eles acharam que envolver-me também seria um twist interessante; eu podia potencialmente entrar ao lado do Shawn, depois virar-me ao meu outrora instrutor para formar uma aliança com o Chris e o Lance. Shawn não tentou pressionar-me de maneira nenhuma, mas ele explicou que seria um óptimo "spot" para eu entrar, se eu quisesse ir para a WWE - algo em que eu nem sequer tinha pensado desde 2005. Ele disse que sabia, de falar com o William Regal, que eu gostava das independentes e que eu preferia ser mais uma espécie de "artista à fome." (Esta foi a primeira vez que ouvi isso em referência a mim, e deixou-me meio orgulhoso, visto que eu nunca aspirei ser rico e era maioritariamente a forma artística do wrestling, o que eu verdadeira gostava.) Tivemos uma boa conversa, e eu expressei que estaria interessado se pudessemos resolver as coisas com a ROH, com quem ainda estava sob contrato.

Era muito certamente o verdadeiro Vince McMahon ao telefone. Ele disse que o Shawn tinha falado muito bem de mim, e a seguir disse-me que gostava de ter uma reunião comigo em Oakland, California, nessa Segunda-feira antes do Raw.

Eu mencionei que podia encontrá-lo nesse dia, se ele quisesse, notando que eu estava em Hartford, Connecticut, que confundi com Stamford, onde a sede da WWE é localizada. Não conseguia entender porque é que ele não me encontraria nesse mesmo dia. Foi um pouco embaraçoso, apesar do Vince nunca ter apontado a minha estupidez, da qual apenas me apercebi quando passámos por Stamford no caminho de Hartford para o nosso show em Newark, New Jersey. Com tudo isso àparte, concordei com a reunião na California.

Em retrospectiva, devia simplesmente ter pedido o voo para Oakland a partir de Newark. Em vez disso, voei para casa, de Newark para Seattle, depois tive que voar de Seattle para Oakland umas seis horas mais tarde. Eu precisava desse tempo, contudo. Depois de falar com o Regal, achei que devia arranjar um fato para me encontrar com o Vince, e tudo o que tinha era roupas de exercício físico, logo fui à loja de departamento perto do aeroporto. A minha mãe foi suficientemente simpática para trazer-me novas roupas de desporto para que eu pudesse trocar tudo. Comprei um fato barato com uma camisa barata e uma igualmente barata gravata, fiz as minhas malas e dirigi-me para Oakland.

Encontrei-me com o Vince na Segunda-feira e foi muito desconfortável. Usar o fato não ajudou, visto que eu estava constrangido nele, o que é especialmente notável na presença de pessoas que o usam com tanta facilidade. Isso não foi o único factor. Quase logo que me viu, Vince pareceu surpreendido por eu ser aquele de quem o Shawn tinha falado tanto. Não tenho a certeza se era devido ao meu tamanho ou simplesmente devido ao quão simples eu me via, no geral. E a minha personalidade não parecia ajudar nas coisas. A nossa conversa foi um pouco assim:

"O Shawn diz que és muito bom," diz o Vince.
"Sim, sou OK," respondi.
"Apenas OK?" perguntou ele.
"Bem, sim," declarei muito casualmente. "Tenho um combate esta noite se gostaria de ver."

Conhecendo o Vince um pouco melhor agora, já podia ver o quanto ele teria odiado aquilo. Ele quer pessoas que digam "Não, eu sou o melhor!" E não que o digam apenas - que acreditem. Mas, excepto durante promos, eu não diria isso na altura e não diria isso agora. Algumas pessoas acham que eu sou bom, outras pessoas não; deixo as pessoas decidir por si, o que não é uma atitude de gajo-de-topo, pelo menos não para o Vince. Falámos um pouco mais, e eu expliquei que estava em contrato com a Ring of Honor mas tinha a sua total bênção para o vir ver. Ele perguntou-me se eu queria vir para a WWE (provavelmente porque o Shawn mencionou a cena do "artista à fome"), e eu disse-lhe que tinha preocupações. Disse que a WWE não tinha o melhor historial de elevar tipos mais pequenos como eu, e eu não era tão acrobático como alguém como o Rey Mysterio. Acho que esse comentário também fez o Vince levantar um sobrolho. Mas no geral, apesar do meu nervosismo - e a minha ligeira ansiedade acerca do dever ou não manter o casaco do fato abotoado quando me sentei - achei que correu bem.

O meu combate nessa noite também correu bem. Lutei com o Lance Cade, e não só tivemos um bom combatezinho, como havia alguns fãs que sabiam quem eu era e fizeram-me uma boa recepção. Ajudou que o Lance e eu nos conhecêssemos há anos, e ele fez o seu melhor para me deixar bem visto.

Mais tarde, o John Laurinaitis, que estava a cargo das relações de talentos da WWE, disse-me que estavam definitivamente interessados e que me ligaria nessa semana. Dois dias depois, fui para o México por uma semana para participar num dos seus maiores espectáculos de wrestling, a TripleMania. Quando voltei do México, tinha um show da ROH e depois saí para a Inglaterra por três meses. Não ouvi do Laurinaitis até ele ligar, literalmente, enquanto fazia o check-in das minhas malas para o voo para o Reino Unido. Disse-lhe que o meu telemóvel não funcionaria enquanto estivesse na Inglaterra, mas dei-lhe o meu endereço de e-mail para que me pudesse contactar se a WWE estivesse interessada em utilizar-me. Verifiquei o meu e-mail religiosamente durante essa viagem, mas nunca recebi uma mensagem dele. Por outro lado, teria sido muito fácil para mim ter ligado ao Johnny regularmente enquanto estava na Inglaterra, só para verificar e ver em que estatuto estava. Mas, claro, esse tipo de ambição não era o meu estilo.

Passei outro óptimo bocado na Inglaterra, e fui capaz de acrescentar mais espectáculos na Europa durante alguns fins-de-semana, só para a diversão. Lutei numa convenção de anime na França, que foi surreal, e actuei em espectáculos na Alemanha também. Fui directo da Inglaterra para o Japão noutra digressão com a Pro Wrestling NOAH, que tinha feito parceria com a Ring of Honor para promover alguns espectáculos da ROH no Japão no final da tour, que decorriam na Differ Ariake Arena, o mesmo edifício onde a NOAH tinha o seu dojo e escritórios.

Alguns de nós que tinham estado na tour da NOAH - eu, o Rocky Romero, o Eddie Edwards e o Davey Richards - tivemos alguns dias de folga antes dos espectáculos da ROH. Em anos passados, wrestlers estariam para fora na farra ou o que fosse. Depois, havíamos nós. Nós decidimos ter um concurso de comer bolachas à meia-noite no lobby do hotel. Fizemos várias viagens até esta pequena loja de conveniência para buscar caixas de bolachas Country Ma'am, que nunca tínhamos visto nos States. O vencedor do nosso concurso seria quem quer que comesse mais caixas destes doces tão suaves. O único que não participava era o Davey Richards, que por acaso apanhou-nos após sair para uma corrida de meia-noite porque não conseguia dormir. Ele estava enojado. Suspeito que se wrestlers da velha-guarda que tinham vindo para o Japão antes que nós - como Stan Hansen ou o Bruiser Brody - nos vissem, teriam-nos esmurrado a todos na cara. Se wrestlers notoriamente duros como eles alguma vez tivessem alguma competição, seria de bebida, não uma com bolachas moles. Mas na minha mente, existem poucas coisas melhores que um bom e velho concurso de comida... Mesmo que eu nunca ganhe.

(...)

No próximo capítulo: Então tantas voltas e quando é que ele vai definitivamente para a WWE, mesmo? Tenhamos calma. Ele teve. Se calhar até demais. Mas esteve sempre ocupado e continuou a facturar fora como poderão comprovar na segunda parte deste décimo-segundo capítulo!

WWE 205 Live - 14.08.2018 | Vídeos + Resultados


Devido ao grande sucesso do CruiserWeight Classic no WWE Network, a WWE decidiu apostar numa divisão de Cruiserweights, que agora todas as terças-feiras passaram a ter um programa de 1 hora dedicado exclusivamente a eles na WWE Network chamado 205 Live.

O programa de hoje conta com um combate entre o campeão Cedric Alexander e Jack Gallagher.

Resultados


1) Lio Rush vence Akira Tozawa por pinfall após aplicar um "Final Hour".

2) Hideo Itami vence Trent Newman por parada técnica após aplicar dois "Missile Dropkicks" e o árbitro encerrar a luta antes que ele pudesse aplicar um terceiro.

5) WWE Cruiserweight Champion Cedric Alexander vence "Gentleman" Jack Gallagher por pinfall sem o título em jogo após aplicar um "Spanish Fly". Após a luta, quando Cedric estava subindo a rampa, Brian Kendrick apareceu e o atacou, levando-o de volta ao ringue onde este e Gallagher prosseguiram o ataque. Alexander conseguiu se livrar dos heels, mas Drew Gulak também se junta a eles e o prende no "Gu-lock", fazendo-o desmaiar. o programa se encerra com Drew triunfante sobre o campeão caído.

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WWE Smackdown Live 14.08.2018 | Vídeos + Resultados


Este episódio do Smackdown Live (transmitido todas as terças-feiras) tem como destaque mais um pronunciamento do WWE Champion AJ Styles sobre seu combate contra Samoa Joe no Summerslam.

Para além disso, também estão confirmados os seguintes combates/segmentos:
  • Andrade Almas vs Aiden English
  • Última confrontação entre Becky Lynch e Carmella antes do Summerslam
  • New Day vs. SAnitY
  • Paige oferecendo uma oportunidade a Sonya Deville e Mandy Rose

Resultados


1) Charlotte Flair & Becky Lynch vencem Mandy Rose & Sonya Deville por submissão após Lynch aplicar um "Dis-Arm-Her" em Rose.

2) The New Day (Big E, Kofi Kingston & Xavier Woods) vencem SAnitY (Eric Young, Alexander Wolfe & Killian Dain) por pinfall após aplicarem um "Up Up Down Down" em Dain.

3) Andrade "Cién" Almas (c/ Zelina Vega) vence Aiden English por pinfall após aplicar um "La Sombra". Após a luta, Zelina disse que se o público gostava de bordões e feriados idiotas, que marcassem o Summerslam no calendário, pois seria o fim do Rusev Day, e do Lana Day, bem como seria o momento em que ela desmascararia Lana como o peso morto que sempre foi. Nesse momento, Rusev e Lana vem ao ringue, e o búlgaro diz que eles agiam como se tivessem ganho o Superbowl, mas que no domingo a sorte de Almas acabaria e eles aprenderiam que Lana é a melhor, com esta falando que eles serão esmagados porque o SS será no Rusev Day.

4) Jeff Hardy vence Shelton Benjamin por pinfall após aplicar um "Twist of Fate" seguido de um "Body Splash". Após a luta, Shinsuke Nakamura apareceu e atacou Hardy com um "Lungblower" partindo para aplicar um "Kinshasa" em seu adversário do Summerslam. Porém, Jeff reverteu o golpe em um "Twist of Fate", e finalizou o japonês com um "Swanton Bomb".

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terça-feira, 14 de agosto de 2018

King of... Finishers #50 | Undertaker vs. Shawn Michaels


Sejam bem-vindos a mais uma edição do "King of... Finishers", onde continuamos a procurar (juntamente com vocês) o melhor golpe final na história do wrestling (seja de estrelas do passado, presente ou do futuro).

Chegamos então à primeira eliminatória dos oitavos-de-final, onde não só os comentários daqui irão contar mas também os votos que os utilizadores façam nas principais redes sociais (Facebook e Instagram). Vejamos os resultados dos 3 modos de votação!



VENCEDOR:

Ember Moon
"Eclipse" - 170 votos


VS.

AJ Styles
"Styles Clash" - 151 votos

Na 1ª eliminatória dos Oitavos de Final juntando todos as votações efectuadas nos comentários e nas redes sociais, o "Eclipse" de Ember Moon qualificou-se para a próxima fase, num embate equilibrado. Vejamos a lista dos "Finishers" que se qualificaram para a próxima fase:

Ember Moon - "Eclipse"



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Esta semana arrancamos com a segunda eliminatória dos Oitavos-de-Final, que opõe os finishers de Undertaker e Shawn Michaels!

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Undertaker
"Tombstone Piledriver"

VS.

Shawn Michaels
"Sweet Chin Music"





Votem já no vosso finisher favorito!

WWE Monday Night Raw 13.08.2018 | Vídeos + Resultados


Este episódio do Monday Night Raw (transmitido todas as segundas-feiras), tem como destaque um Triple Threat Tag match, onde os B-Team defende os Raw Tag Team Titles contra os Deleters of Worlds e The Revival.

Para além disso, também estão confirmados os seguintes combates/segmentos:
  • Renee Young como comentarista substituta para o Raw
  • Assinatura de contrato entre Seth Rollins e Dolph Ziggler para o combate pelo IC Title
  • Braun Strowman continuará sendo prejudicado por Kevin Owens?
  • Baron Corbin e Finn Bálor competindo em combates separados

Resultados


1) Ember Moon (c/ "Rowdy" Ronda Rousey) vence Raw Women's Champion Alexa Bliss (c/ Alicia Fox) por desqualificação sem o título em jogo após Fox impedir um "Eclipse" de Moon. Fox havia interferido pouco antes mas foi neutralizada por Rousey, que voltou a impedir que a "Foxy" continuasse o ataque em Ember, aplicando vários "Judo Throws" e um "Armbar" na oponente.

2) "Constable" Baron Corbin vence Tyler Breeze por pinfall após aplicar um "Deep Six".

3) Mr Money in the Bank Braun Strowman & Finn Bálor vencem Jinder Mahal (c/ Sunil Singh) & Kevin Owens por pinfall após Strowman aplicar um "Powerslam" em Mahal. Após a luta, Braun perseguiu Owens até os bastidores, e Baron Corbin aproveitou para atacar Bálor, distraído, com um "End of Days".

4) B-Team (Bo Dallas & Curtis Axel) vencem Deleters of Worlds ("Woken" Matt Hardy & Bray Wyatt) e The Revival (Scott Dawson & Dash Wilder) por pinfall para reterem os Raw Tag Team Championships após os Revival aplicarem um "Shatter Machine" em Wyatt, e Axel aproveitar para retirá-los do ringue e aplicar um "Lateral Press" para ganhar.

5) "The Glorious" Bobby Roode & Titus Worldwide (Titus O'Neil & Apollo Crews c/ Dana Brooke) vencem Mojo Rawley & The Authors of Pain (Akam & Rezar) por pinfall após Roode aplicar um "Glorious DDT" em Rawley.

6) Ruby Riott (c/ Liv Morgan & Sarah Logan) vence Sasha Banks (c/ Bayley) por pinfall após aplicar um "Schoolboy". Ao final da luta, Morgan interferiu puxando Banks para fora do ringue enquanto Riott distraía o árbitro. Bayley a atacou com um "Clothesline" para impedi-la de seguir com a ação, mas assim que Sasha voltou ao ringue, Ruby a puxou para fazer o pin.


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domingo, 12 de agosto de 2018

NJPW G1 CLIMAX 28 FINAL | VÍDEOS + RESULTADOS



Um dos torneios mais conhecidos, mais conceituados e mais tradicionais do wrestling japonês chamado G1 Climax 28 terminou hoje, quase um mês inteiro de combates onde 20 lutadores combateram por uma oportunidade não só para ser considerado o melhor lutador do mundo, mas também por uma hipótese de estarem no Main Event do Wrestle Kingdom 13 (Janeiro de 2019).

Na final de hoje tivemos em confronto o vencedor do Bloco A o "ACE" da New Japan Hiroshi Tanahashi contra o vencedor do Bloco B "The Golden Star" Kota Ibushi" num espetacular combate digno de uma final do G1 Climax.


Day 19 (12 de Agosto)

Resultados



1) Togi Makabe, Tomoaki Honma e Michael Elgin venceram Shota Umino, Ayato Yoshida e Yuji Nagata com "King Kong Knee Drop" de Makabe em Yoshida.
2) Bad Luck Fale venceu Toa Henare com a "Bad Luck Fall".
3) Suzuki-gun (TAICHI e Takashi Iikuza) venceram CHAOS (Hirooki Goto e YOSHI-HASHI) com "Taichi-Style Last Ride" de TAICHI em YOSHI-HASHI.
4) Bullet Club (Cody e Hangman Page) venceram IWGP United States Champion Juice Robinson e David Finlay Jr com "Vertabreaker" de Cody em Juice. No final Cody desafiou Juice Robinson pelo IWGP United States Champion.

Antes de o combate começar Tanga Loa, Tama Tonga e Taiji Ishimori desafiaram os Young Bucks e Marty Scurll a defenderem os NEVER Openweight Six Man Tag Championships neste combate, desafio foi aceite e aprovado pelo Presidente da NJPW Harold Meiji.

5) Guerrillas of Destiny (Tama Tonga e Tanga Loa) e Taiji Ishimori venceram Bullet Club (NEVER Openweight Six Man Tag Team Champions The Young Bucks e "The Villain" Marty Scurll) e são NOVOS NEVER Openweight Six Man Tag Team Champions, após "Gun Stun" de Tama Tonga em Marty Scurll. No final atiraram com os títulos fora.
6) Los Ingobernables de Japón (Tetsuya Naito, EVIL, SANADA, BUSHI) venceram Suzuki-gun (Minoru Suzuki, Zack Sabre Jr., Yoshinobu Kanemaru e El Desperado) com "Skull End" de SANADA em Kanemaru.
7) CHAOS (Tomohiro Ishii, Toru Yano e "Switchblade" Jay White) venceram Bullet Club (IWGP Heavyweight Champion Kenny Omega, Yujiro Takahashi e Chase Owens) com "Vertica op Style Brainbuster" de Ishii em Owens. No final Ishii desafiou Omega pelo IWGP Heavyweight Championship.
8) Sengoku Enbu (Taguchi numa máscara) KUSHIDA e Rey Mysterio Jr. venceram CHAOS (Kazuchika Okada e "Roppongi 3K" SHO e YOH) com "Sprinboard Splash" após "619" de Mysterio em YOH.
9) Hiroshi Tanahashi venceu Kota Ibushi na Final do G1 Climax 28 E É O VENCEDOR DESTA EDIÇÃO depois de atingir Ibushi com 3 "High Fly Flows" consecutivos. Com esta vitória Hiroshi Tanahashi vence o seu 3º G1 Climax empatando com Hiroyoshi Tenzan, e fica apenas a 2 vitórias do recorde de Masahiro Chono de 5.

sábado, 11 de agosto de 2018

NJPW G1 Climax 28 | Vídeos + Resultados


Um dos torneios mais conhecidos, mais conceituados e mais tradicionais do wrestling japonês chamado G1 Climax 28 começa a 14 de Julho e termina a 12 de Agosto, em que 20 lutadores irão batalhar durante quase um mês inteiro por uma oportunidade não só para ser considerado o melhor lutador do mundo, mas também por uma hipótese de estarem no Main Event do Wrestle Kingdom 13 (Janeiro de 2019).

IMPACT Wrestling 09.08.2018 | Vídeos + Resultados


Este episódio do IMPACT Wrestling (transmitido todas as quintas-feiras) tem como destaque o combate entre Austin Aries e Eddie Edwards pelo Impact World Championship.

Para além disso, também estão confirmados os seguintes combates/segmentos:
  • Retorno de Alisha Edwards ao Impact contra Tessa Blanchard
  • Desi Hit Squad vs Taiji Ishimori e Petey Williams
  • Matt Sydal vs Pentagón Jr
  • Mais uma aparição de Scarlett Bordeaux

Resultados



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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Lucha Underground S4 - 08.08.2018 | Vídeos + Resultados


Após quase um ano de ausência e da continuidade do sucesso em 3 temporadas no canal El Rey Network, eis que a promotora de Lucha Libre, AAA, regressa quase um ano depois ao mercado norte-americano com o seu programa de sucesso, Lucha Underground para a transmissão da 4ª temporada! Este projeto é um híbrido entre a Lucha Libre e o wrestling norte-americano e que apresenta lutadores dos dois estilos.

O episódio desta semana tem como destaque mais um Atómicos Match entre a World Wide Underground e a Reptile Tribe, além da primeira defesa do Gift of the Gods Title de Dragón Azteca Jr, frente a Mariposa.


Resultados




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WWE NXT 08.08.2018 | Vídeos + Resultados


Este episódio do NXT tem como destaque um combate entre Johnny Gargano e Aleister Black, além das estreias do ex-RoH Keith Lee e do brasileiro Adrian Jauode.

Ring of Honor Wrestling 5.08.2018 | Vídeos + Resultados


A Ring Of Honor Wrestling (ROH) apresenta todas as semanas um programa de 1 hora, transmitido todos os fins-de-semana na estação local do grupo de televisões da Sinclair Broadcast, no FITE TV, no Fight Network do Canadá, e sextas-feiras à noite no canal português SportTV 5.

O programa desta semana conta com um "Triple Threat Six-Man Tag Team Match", e um combate pra decidir novo pretendente ao ROH Television Championship.

Resultados


1) Chris Sabin venceu Silas Young NOVO PRETENDENTE AO ROH TELEVISION CHAMPIONSHIP com um "Cradle Shock".

2)"The Villain" Marty Scurll venceu Shane "Hurricane" Helms com um "Inside Cradle" após um golpe baixo.

3) Los Ingobernbales de Japón(EVIL, SANADA, BUSHI) venceram The Hung Bucks(The Young Bucks e Adam Page) e SoCal Uncensored(Christopher Daniels, Frankie Kazarian e Scorpio Sky) com "MX" de BUSHI em Daniels, após cadeirada de Jay Briscoe nas costas de Daniels enquanto Mark Briscoe distraía o árbitro.


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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Wrestling e Vinho Tinto #9 | O Vegetal Mahal


Broas Pessoal,

Depois de uma hibernação causada pelo aquecimento global que até queima os glúteos, o duo da rambóia regressa aos vossos ecrãs de qualquer aparelho que possibilite a utilização do YouTube com o intuito de visualizar cenas fixes.

Falamos um pouco do que passou nas últimas semanas no mundo do Wrestling, no mundo da agricultura e pecuária e prometemos que este sim, será um dos melhores PodCasts de sempre, sem dúvida no nosso TOP 9...

Porque isto é... WRESTLING E VINHO TINTO!!!



Wrestling Notícias

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Bons combates para todos,




quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Literatura Wrestling | Yes! My Improbable Journey to the Main Event of Wrestlemania - Capítulo 11 - Parte 5


Está de volta a Literatura Wrestling, o espaço de traduções do blog que vos traz uma obra biográfica, na íntegra, reveladora das origens, vida e decorrer da carreira de alguns dos mais marcantes wrestlers que percorreram os ringues que acompanhámos com tanto gosto.

Todas as semanas vos traremos um excerto do livro "Yes!: My Improbable Journey to the Main Event of Wrestlemania", publicado em 2015 por Daniel Bryan e pelo co-autor Craig Tello, a contar o crescimento e peripécias do "Yes! Man" até à sua chegada à WWE e ao main event da Wrestlemania. Boa leitura!


(...)

Nessa tour foi a primeira vez que conheci o Ted DiBiase Jr., o filho do Million Dollar Man, um WWE Hall of Famer. O Teddy apenas tinha competido em dezasseis combates antes de partir para a digressão, o que me lembrou da minha primeira com a FMW. A grande diferença é que o Teddy era bem melhor nesta fase inicial da sua carreira do que eu era da primeira vez que fui ao Japão. No que diz respeito a instinto natural para o wrestling, o Teddy deve ser o melhor que já alguma vez vi. Definitivamente houve alturas em que demonstrou a sua inexperiência, mas 90% das vezes, ele saía-se muito bem e eu estava impressionado. Não só isso, mas ele também era divertido de se conviver. Com o seu sotaque do Mississippi e a sua hospitalidade sulista, era difícil não gostar imediatamente do gajo. Pouco depois desta tour, Teddy assinou um contrato de desenvolvimento com a WWE, e eu não podia ter ficado mais feliz por ele.

Por Maio de 2007, tinham passado mais de cinco meses desde que eu lutara pela Ring of Honor, e eu estava entusiasmado por voltar, especialmente porque tinham feito algumas mudanças significativas desde que eu saíra. Em inícios de Maio, a ROH anunciou que tinham assinado um acordo para produzir eventos em pay-per-view bimensais. Pay-per-views ao vivo iam além do orçamento da ROH devido ao gasto substancial de tempo de satélite, logo eles gravavam os espectáculos, editavam-nos e de seguida colocavam-nos em PPV alguns meses mais tarde. Estes eventos eram outra forma de expandir a audiência, assumindo que os fãs que não queiram comprar um DVD, possam estar mais dispostos a encomendar um pay-per-view. Em acréscimo à expansão para pay-per-view, pela primeira vez, a ROH começou a assinar contratos com o talento de modo a ter a certeza que os homens à volta de quem construíam a companhia, não sairiam para a WWE ou para a TNA. Eu assinei um acordo de dois anos de muito bom grado.

A gravação inaugural de pay-per-view, chamada Respect Is Earned, incluía o meu regresso à ROH, e foi no Manhattan Center a 12 de Maio. Todos no balneário se sentiam amplificados pela oportunidade de estar num pay-per-view, incluindo eu. Os fãs estavam bastante entusiasmados também. Eu lutei no evento principal, a fazer equipa com um wrestler da NOAH de 158kg chamado Takeshi Morishima, que tinha derrotado o Homicide pelo título Mundial da ROH, para enfrentar o Nigel e o KENTA. Após o Morishima e eu termos ganho, ele arremessou-me de cabeça por eu ser um otário, e em seguida o Nigel fez uma Clothesline ao Morishima na cara, criando assim dois potenciais desafiadores para o título da ROH. Eu achei que o espectáculo foi uma excelente introdução à companhia para pessoas que nunca antes tinham visto o nosso wrestling. Estabeleceu quem eram todas as personagens, quem eram os rivais, e porque é que os fãs deviam querer saber.

No mês seguinte, o Nigel e eu lutámos um contra o outro no evento principal do segundo pay-per-view da ROH, o Driven 2007. Lá para perto do final do combate, o Nigel e eu começámos às cabeçadas um ao outro, sem colocar as mãos para protecção, como se fossemos dois carneiros às turras para exibir o nosso domínio. A meio dessa troca, sofri um largo corte sobre a minha linha capilar e sangue jorrou pela minha cara abaixo. Os fãs adoraram.

Após eu ter vencido, o também wrestler Jimmy Rave levou-me à sala de emergências, onde fecharam o corte com agrafos. Acabei o serviço no hospital bem a tempo de apanhar o meu voo para casa, e eu sentia-me bem sabendo que o Nigel e eu tínhamos feito um óptimo combate que a audiência do pay-per-view ia adorar. Eu não fazia ideia que o que estava prestes a acontecer ia abanar o mundo do wrestling por um tempo.

Na Segunda-feira, 25 de Junho de 2007, eu estava no carro a dirigir-me para casa em Aberdeen, vindo de Olympia, Washington, após duas horas de kickboxing e jiu-jitsu. Eu estava exausto e contente com cerca de quinze minutos a faltar para o fim da minha viagem de uma hora quando recebi uma chamada dos meus amigos Mike e Kristof. Eles estavam a assistir ao Monday Night Raw, e a WWE acabara de anunciar que o Chris Benoit, a sua mulher, Nancy e o seu filho de sete anos, Daniel, tinham sido encontrado mortos na sua casa em Atlanta. Eu fui directo para o apartamento do Mike e do Kristof, e assistimos ao Raw juntos em choque. Chris Benoit tinha sido um dos meus favoritos e alguém com uma carreira como eu tinha padronizado a minha. Ele tinha lutado por todo o mundo, a ficar melhor em qualquer lado onde fosse, e pela altura em que chegou à WWE, ele era um dos melhores wrestlers no planeta. Além da minha admiração profissional, as poucas vezes que eu o tinha encontrado, foi sempre muito simpático comigo. Eu estava devastado.

A WWE cancelou o show ao vivo e transmitiram um tributo de três horas ao Chris Benoit nessa noite. Mostraram alguns dos maiores momentos da sua carreira, intercalados com video packages e entrevistas com Superstars da WWE que partilhavam as suas memórias muito pessoais com ele. Foi um programa emocional de se assistir, e eu acabei por ir embora do apartamento do Mike e do Kristof a meio.

No dia seguinte, detalhes horríveis começaram a sair, e o que foi eventualmente descoberto foi que o Chris tinha matado ambos a mulher e o filho, enforcando-se em seguida. O duplo homicídio/suicídio de Benoit horrorizou as pessoas, e os meios de comunicação pegaram logo no caso. Pessoas tentavam descobrir porque é que tinha acontecido, com especulação de que tinha sido causado por "roid rage" ou porque o casamento do Chris e da Nancy estava desmoronar-se. Até hoje, não existe razão definitiva para que tenha acontecido e provavelmente nunca existirá. Mas investigações levaram ao Sports Legacy Institute a fazer uma série de testes no cérebro de Benoit que, de acordo com o Dr. Julian Bailes, "estava tão severamente danificado que lembrava o cérebro de um paciente de Alzheimer com 85 anos."

O tipo de dano cerebral que Benoit tinha é conhecido como encefalopatia traumática crónica (ETC), que pesquisadores acreditam estar ligado a ter múltiplas lesões na cabeça. Os sintomas mais comuns da ETC incluem depressão, défice cognitivo, demência, síndrome de Parkinson e comportamento errático, e muitos especialistas acreditam que a ETC foi um factor significativo na contribuição para a tragédia Benoit. Múltiplos jogadores da NFL que cometeram suicídio foram encontrados a sofrer de ETC também, e a condição tornou-se uma história principal nas notícias por si. Houve uma mudança palpável na consciência nacional dos perigos de lesões na cabeça e concussões.

Chris Benoit popularizou um estilo de wrestling de testa dura e agressivo, com muitos suplexes explosivos e cabeçadas da corda superior. Olhando para trás, dá para ver o quão fácil seria para ele ter tido múltiplas concussões não diagnosticadas. Foi o mesmo estilo que me influenciou e a muitos wrestlers da nova geração; era repleto de acção e excitante, com um elemento de violência física que era credível. Esse tipo de wrestling foi o que fez com que eu e muitos outros tipos da ROH se quissem destacar dos restantes.

Quando o Nigel e eu fizemos as cabeçadas em Junho no pay-per-view Driven, parecia brutal. Dois guerreiros a chocar um contra o outro, de cabeça, até um deles sangrar. Deu para uma visão excelente, e spots como esse mostravam o nosso amor pela indústria e a nossa disposição para fazer qualquer coisa pelos fãs. Mas quando o combate finalmente foi para o ar em pay-per-view a 21 de Setembro, com toda a consciência à volta dos perigos das lesões na cabeça, já não parecia brutal. Parecia estúpido e parecia imprudente, que fez as pessoas questionar porque é que apoiavam algo que colocava em perigo a saúde e bem-estar dos performers a longo prazo. Em retrospectiva, disse-me Gabe, ele desejava que nunca o tivessem transmitido.

Após a tragédia Benoit, a percepção do wrestling tornou-se tão negativa que muitos fãs já não se davam ao trabalho de ver - especialmente uma companhia como a Ring of Honor, que incluía em peso um estilo semelhante àquele que Benoit ajudou a popularizar. Inicialmente, pay-per-views da ROH juntavam cerca de dez mil compras, que era fenomenal para uma companhia cuja única exposição era através do boca-em-boca e a Internet. Contudo, a cada pay-per-view que passava, as compras caíam, e assim que o acordo de seis eventos acabou, a ROH decidiu não renová-lo.

O paradigma de como devíamos lutar estava a mudar. Algumas pessoas aceitam novos paradigmas rapidamente. Neste caso, eu não era uma delas. Apesar de toda a consciência com as concussões e do meu próprio conhecimento de certos perigos, recusei-me a abrandar. Parei com as cabeçadas agressivas, mas mantive todo o resto em relação à minha performance em ringue igual. Em meados de 2007, rompi o meu tímpano esquerdo durante uma troca selvagem, de mão aberta, com o KENTA, na qual um golpe errante me apanhou na orelha esquerda. Mais tarde nesse ano, separei a minha retina, em mais um exemplo da minha própria estupidez.

Takeshi Morishima ainda era o ROH World Champion quando eu fui agendado contra ele nesse Agosto, no Manhattan Mayhem. Com mais de 158kg, Morishima era um gigante comparado à estrela padrão da ROH e, ao trabalhar no Japão, ele estava habituado a lutar com gajos maiores (que ele não tinha problemas em esmagar.) Na Ring of Honor, Morishima teve alguns excelentes combates pelo título contra estrelas como Claudio Castagnoli (agora conhecido como Cesaro na WWE) e Brent Albright, mas ele provou ser um gigante gentil, mais ou menos. Em combates pelo título com wrestlers mais pequenos da ROH, ele tendia a usar um toque mais suave, quase como se tivesse medo de nos magoar.

Quando o Gabe agendou o Morishima e eu no combate pelo título no espectáculo no Manhattan Centre, ambos concordámos que eu precisava de fazer algo para transformar o grandalhão no monstro que ele era quando lutava com adversários maiores. Se lidasse comigo cautelosamente, não ia resultar. Eu decidi - porque sou uma espécie de idiota - que a melhor maneira de o fazer era irritando-o.

Antes do nosso combate, eu pedi ao Morishima para me tratar como se eu fosse um peso pesado na NOAH. Ele sorriu gentilmente e acenou com a cabeça, mas acho que ele não entendeu. Estruturámos o combate para que fosse baseado em mim a tentar golpear e mexer-me, não querendo ser esmagado por um homem daquele tamanho. O meu "golpear" incluía pontapear-lhe a perna; Morishima atacaria e eu arrumar-me-ia e usava uma patada de Muay Thai na perna. Ao início eu estava a pontapeá-lo normalmente - duro mas com segurança - mas ele não estava a ser muito agressivo. Então as patadas na perna tornaram-se mais duras. Com a primeira verdadeiramente dura, podia notar que ele achava que tinha sido um acidente, mas assim que o pontapeei com mais força na perna, podia ver-lhe a expressão no rosto a mudar. Ele estava a começar a ficar chateado. Eu mantive e mantive, e quando ele finalmente me apanhou no canto, ele era um monstro Japonês gigante e irritado.

Ele começou a atingir-me do lado da cabeça com cada mão, numa sucessão rápida, um estilo de soco popularizado por outro wrestler grande chamado Vader. Normalmente quando ele o fazia a wrestlers mais pequenos da ROH, parecia leve como uma pena e tão falso quanto podia ser. Estes eram diferentes. No meio do frenesim, um golpe atingiu-me directamente no olho e eu caí. A minha bochecha começou a inchar e tudo no meu olho esquerdo estava embaçado. Lutámos por mais dez minutos depois disso, e eu ainda era capaz de fazer coisas como o Springboard Flip Dive pelo público, mas o meu olho estava a latejar e preocupava-me. Nunca tinha experienciado algo assim. Morishima continuou a dar-lhe de uma forma que fez do combate exactamente o que precisava de ser. Mais tarde, Morishima - um homem verdadeiramente simpático - sentiu-se horrível e pediu desculpas pelo que pareceu umas cem vezes, apesar do facto de estar a mancar e ter um golpe longo e gigante na perna, das patadas baixas. Disse-lhe que não fui culpa dele e que ele fez um óptimo trabalho, que fez.

O médico dos bastidores disse-me que eu precisava de ir para as urgências imediatamente, e foi no hospital que eu descobri que não só tinha fracturado o meu osso orbital mas também tinha deslocado a retina. Dois dias mais tarde, fui submetido a cirurgia a laser para recolocá-la. Fui instruído a acalmar por um mês pelo menos, se não mais, para permitir ao meu olho que curasse. Foi-me dito que evitasse voar porque mudanças de altitude podiam agravá-lo. Tive que usar uma pála no olho para afastar da luz e no geral, ter cuidado para não colocar qualquer pressão sobre ele. Mas além de um pouquinho de dor da fractura, sentia-me bem. Logo, como um idiota, exigi que mantivessem a minha revanche agendada com o Morishima três semanas depois. Porquê? Porque eu achava que ia ser uma história fantástica.

A revanche com o Morishima em Chicago correu bem, apesar da recomendação do médico. Usei a pála no olho - mais para o visual que para protecção propriamente dita, que fornecia muito pouca. Em mais uma das minhas ideias mais parvas, para o final, o Morishima deu-me golpes repetidos ao meu olho danificado até eu vender estar inconsciente. O 158kg de homem garantiu que eu ficaria seguro e eu escapei do combate sem mais danos (apesar de ainda ter alguns problemas de visão no meu olho esquerdo).

Bryan, de pála no olho, enfrenta Takeshi Morishima em Chicago, 2007
(Foto de George Tahinos)

Em 2007, Morishima e eu tivemos quatro combates, e Gabe e eu trabalhámos juntos na história para garantir que cada exibição construía em direcção à última. Também tinha aprendido com o desastre do Chris Hero no ano anterior. Após o Morishima atacar o meu olho em Chicago, tornou-se uma rivalidade violenta e sangrenta. O terceiro combate ficou abaixo dos doze minutos e acabou em desqualificação porque eu repetidamente pisoteei Morishima nos testículos. Normalmente plateias da Ring of Honor odeiam desqualificações, mas glorificaram esta porque foi um momento de vingança contra Morishima que, aos olhos deles, teve o que merecia.

O meu combate final do ano contra o Morishima foi gravado em Dezembro para um pay-per-view chamado Rising Above, e dado o desenlace do combate anterior com a desqualificação, este foi mantido sob "regras descontraídas." Com menos de seis minutos, este foi um arranque curto e violento. Estávamos a ir para a guerra. Sangrei após o Morishima me atirar uma mesa à cabeça, e a certa altura perto do fim do rápido combate, uma das clotheslines do gigante Japonês nocauteou-me. Quando assisti, conseguia ver a alteração na atitude de Morishima, de monstro selvagem para colega preocupado. O nosso árbitro, Paul Turner, não sabia o que fazer; Eu estava fora, e este era para o pay-per-view. Ele estava numa posição difícil como oficial: Ele não queria estragar o booking, mas também me queria proteger como performer, se eu estivesse magoado.

O seguinte que me lembro é de estar às costas do Morishima e usar a oportunidade de desatar-lhe às cotoveladas na cara. O grandalhão não teve muitos problemas em voltar a ser um monstro após essa. A calamidade continuou enquanto ambos atacávamos os árbitros que estavam a tentar separar-nos. O locutor declarou o final como uma dupla desqualificação, mas não podiam tocar a campainha porque eu a tinha tirado e tentado escavar os olhos do Morishima fora com o martelo da campainha, enquanto eu descontroladamente gritava que ia "cegar este cabrão!"

Após o combate, eu estava em má forma. A cabeça doía-me e eu não conseguia sacudir a sensação de tontura. Infelizmente, no mesmo espectáculo, o Nigel - que por esta altura era o ROH World Champion após derrotar o Morishima - contraiu uma concussão também quando foi bater, de nuca, na barricada, num combate contra o Austin Aries.

Antes nesse ano, Nigel tinha-me dito que eu precisava de ler o livro do ex-wrestler da WWE Chris Nowinski "Head Games: Football's Concussion Crisis," que discutia os perigos das concussões no futebol e outros desportos de contacto. Falava especificamente sobre pessoas contrair, muito cedo, a doença de Alzheimer e demência devido às lesões na cabeça. Lê-lo fez-nos cagar-nos todinhos, a mim e ao Nigel. Uma das coisas que Nowinski enfatizava no livro era que o cérebro precisava de tempo para sarar e que, de modo a prevenir danos a longo prazo, é importante não apressar o regresso à acção após uma concussão. Claro, em quase todos os desportos de contacto, reconhecer que estás magoado e que tens que recuperar vai contra a mentalidade impregnada. Wrestling não é diferente.

Na noite seguinte no Manhattan Center, Nigel e eu devíamos estar em grandes combates, mas ambos sabíamos que precisávamos de tirar o dia de folga. Nigel, inteligentemente, fê-lo. Eu, no entanto, não. Eu lutei por mais de vinte minutos num combate four-way de eliminação no evento semi-principal. A minha cabeça não parava de latejar durante as seguintes semanas.

Apesar de momentos assim, eu adorava ser um wrestler independente. Uma coisa que eu desfrutava realmente era consistentemente poder lutar com pessoas novas. Muitas das vezes, eu iria para um espectáculo e não conhecia uma única pessoa lá, incluindo a pessoa contra quem eu estava marcado para lutar. Às vezes eu aparecia e alguém que eu não via há anos estava lá, o que fazia o meu dia.

Numa ocasião, eu estava agendado para um espectáculo raro numa Quarta-feira no centro oeste. Voei de Seattle para Chicago, depois tive uma viagem de carro de duas horas para a pequena cidade na qual lutaria essa noite. O meu voo estava bastante atrasado, o que já me atrasou um pouco no que dizia respeito a chegar ao espectáculo a horas, então eu liguei ao promotor e falei com ele. Dada a minha hora de chegada esperada, tornou-se claro que eu iria acabar por ir directo do carro para o ringue, para o evento principal. Para tornar as coisas mais interessantes, eu nunca tinha lutado com o meu adversário antes, e não tinha a certeza sequer se alguma vez o tinha conhecido. Também ia precisar de me equipar no carro e, a meio do Inverno, estava bastante frio para estar semi-nu dentro do veículo.

Encostei no parque de estacionamento a uns sólidos três minutos do momento de tocar a minha música. Entrei no lobby do que parecia ser um hall de Veteranos de Guerras Estrangeiras e ali fiquei, basicamente de roupa interior, até ser o momento de ir. Eu receei um pouquinho o combate, porque há muitos wrestlers horríveis e inseguros por aí, e ainda nem sequer tinha falado com o gajo com que iria lutar pela altura em que a minha música tocou, enquanto eu caminhava para o ringue do sítio por onde os fãs entravam.

O que aconteceu a seguir foi uma surpresa. Sem sequer termos falado, o meu adversário e eu demos um bom combate básico. Quanto mais tempo andávamos, mais eu ficava impressionado. Eu era uma estrela relativamente grande na cena independente a este ponto, mas ele não parecia nervoso. Muito pelo contrário, aliás: Ele estava confiante que o que estava a fazer era bom. O seu nome era Jon Moxley, e ele viria a ficar mais conhecido como Dean Ambrose na WWE.

Tive outra surpresa em inícios de 2008, da primeira vez que lutei com o Tyler Black, que agora também está na WWE como Seth Rollins. Rollins tinha chegado à ROH uns meses antes da nossa colisão, maioritariamente participando em combates de equipas e até chegando a ganhar os títulos de Tag Team da ROH. Eu tinha visto os seus combates, e respeitava a sua habilidade atlética e firmeza no ringue. Os seus calções eram demasiado pequenos, mas eu podia ignorar isso. Ansiava bastante pelo nosso combate. Era verdade que precisávamos de malta nova que os fãs aceitassem como talento do main-event na ROH, e Gabe achava que o Rollins tinha "aquilo."

Gabe sabia do que estava a falar. Essa noite no ringue, Rollins marcou uma impressão em mim e na plateia da ROH inteira. Apesar de não estarmos no evento principal, eles entitularam o DVD "Breakout" por causa da performance do Rollins no nosso combate, e eu estava feliz por fazer parte dele. Após isso, ele e eu acabámos por ter uma série de combates, com o meu favorito a decorrer em Detroit. Ele fez-me uma powerbomb para o canto e tudo aquilo partiu, acrescentando caos e imprevisibilidade ao combate. Em vez de ficar nervoso, ele improvisou, e esse combate foi o melhor que eu tive nesse ano.

No próximo capítulo: Finalmente passamos para um novo capítulo e também Bryan conhecerá um potencial novo capítulo na sua carreira. Adivinhem de quem Bryan recebe uma chamada. Quem será? É possível que comece por V e acabe em McMahon...

WWE 205 Live - 07.08.2018 | Vídeos + Resultados


Devido ao grande sucesso do CruiserWeight Classic no WWE Network, a WWE decidiu apostar numa divisão de Cruiserweights, que agora todas as terças-feiras passaram a ter um programa de 1 hora dedicado exclusivamente a eles na WWE Network chamado 205 Live.

O programa de hoje conta com um combate entre Mustafa Ali e Hideo Itami.

Resultados


1) Buddy Murphy & Tony Nese vencem Lucha House Party (Kalisto & Lince Dorado) por pinfall após Murphy aplicar um "Roll-Up" em Kalisto.

2) Noam Dar vence Sean Maluta por pinfall após aplicar um "Supernova Kick". TJP esteve assistindo o combate dos bastidores, mas mostrava profundo desinteresse na atuação de Dar.

5) Hideo Itami vence Mustafa Ali por pinfall após aplicar três "Shotgun Dropkick" seguidos. O programa se encerra com Mustafa sendo atendido com preocupação no ringue pelos árbitros e pelo GM Drake Maverick.

Vídeos

WWE Smackdown Live 07.08.2018 | Vídeos + Resultados


Este episódio do Smackdown Live (transmitido todas as terças-feiras) tem como destaque o retorno do WWE Champion AJ Styles para se pronunciar sobre o ataque que sofreu nas mãos de Samoa Joe.

Para além disso, também estão confirmados os seguintes combates/segmentos:
  • Revanche entre Lana e Zelina Vega
  • Daniel Bryan falará sobre The Miz aceitar seu desafio para o Summerslam
  • New Day vs. The Bar na final do Smackdown Tag Team Title Tournament
  • Charlotte Fliar e Becky Lynch vs The IIconics

Resultados


1) Charlotte Flair & Becky Lynch vencem The IIconics (Peyton Royce & Bille Kay) por submissão após Flair aplicar um "Figure-8" em Royce.

2) Zelina Vega (c/ Andrade "Cién" Almas) vence Lana (c/ Rusev) por pinfall após aplicar um "Running Double Knee Smash". Ao final do combate, Andrade tentou distrair Lana, sendo impedido por Rusev, que acabou sendo acertado por um chute de Vega, e logo depois jogado no poste por Almas. Pouco depois, Andrade e Rusev voltaram a brigar e Aiden English apareceu, acertando o mexicano e também Lana, quando está subia no poste, derrubando-a e permitindo que Zelina vencesse.

3) WWE United States Champion Shinsuke Nakamura vence R-Truth por pinfall sem o título em jogo após aplicar um "Kinshasa".

4) Smackdown Tag Team Champions The Bludgeon Brothers (Luke Harper & Eric Rowan) vencem 3SK (Alechi Lee, Julio Rivera & Pavel Kozlov) em um 3-on-2 Handicap Match após aplicarem uma combinação de "Diving Lariat" e "Powerbomb" em Kozlov.

5) The New Day (Kofi Kingston & Big E c/ Xavier Woods) vencem The Bar (Cesaro & Sheamus) por pinfall PARA SE TORNAREM OS NUMBER ONE CONTENDERS AOS SMACKDOWN TAG TEAM CHAMPIONSHIPS após aplicarem um "Midnight Hour" em Cesaro. O programa termina com os membros da New Day comemorando, enquanto os Bludgeon Brothers observam ao longe.

Vídeos