sexta-feira, 25 de maio de 2018

The Scrap Book | #1 | A Rebelião do Balor Club (2/2)


Bem Vindos ao The Scrap Book
O The Scrap Book é, nada mais, nada menos do que, a nova rúbrica de minha autoria. De que se trata? De um espaço onde, a cada edição, exploro uma situação que considero que esteja a ser mal tratada no mundo do wrestling e apresento a minha alternativa enquanto booker de sofá.
E no fundo, quem nunca olhou para uma certa história ou para o percurso de um certo wrestler e nunca pensou no quão “off” tudo parece? Quem nunca teve uma perspetiva diferente para o booking da Invasion em 2001 ou para o push de Roman Reigns pós-Shield?

Na semana passada trouxe-vos a primeira parte do meu booking aos membros do Balor Club (agora em hiato): Finn Balor, Karl Anderson e Luke Gallows, por considerar que os três enquanto grupo poderiam dar muito mais à WWE. Nessa primeira parte mudei-lhes o nome como grupo, dei-lhes uma rivalidade para se afirmarem e tornei-os mais "ruthless". Podem consultar a primeira parte da edição inaugural do Scrap Book AQUI

Nota: tentarei ao máximo que todos os detalhes associados ao booking de wrestlers não-protagonistas no tema que abordarei sejam realistas.

Deleters of Worlds pelo caminho, prossigamos para o capítulo seguinte.


Capítulo III: The Rebel Club – Fúria e Conquista
Depois da rivalidade com Jeff Hardy e os Deleters of Worlds, que não considero inteiramente perdida, os últimos rumariam à SmackDown e Jeff retornaria, também ele, à marca azul, mantendo lá o título dos Estados Unidos. Os The Rebel Club, por sua vez, tornar-se-iam mais agressivos quer em ataques, quer em palavras.

As motivações do grupo seriam mais percetíveis nesta fase. Estas estariam interligadas, com a motivação principal a ser a do Bullet Club na sua fase inicial na New Japan Pro Wrestling: o domínio do que lhe era alcançável, a nível de palmarés. E com Gallows e Anderson como campeões de tag team na RAW, uma parte do objetivo estava conseguida.
Contudo, também a instalação de uma mentalidade de domínio sobre qualquer outra entidade do plantel da marca vermelha era objetivada.

Em termos de causas de revolta, estas também seriam dadas a conhecer de uma forma mais abrangente. A não-apreciação da WWE pelo trabalho do grupo no oriente seria uma dessas causas, já que segundo os The Rebel Club, estes instauraram o domínio do ocidente sobre o oriente em pleno solo japonês, funcionando como “WWE guys” mesmo antes de o serem.
Porém, também o facto de Finn Balor nunca ter recebido uma desforra pelo título Universal depois de regressar de lesão, em 2017, sendo que na realidade nunca perdeu o título.

Como tal, os ataques do grupo estender-se-iam a diversos lutadores, desde os Titus Worldwide até Dean Ambrose e Seth Rollins. Um wrestler iria opor-se aos Rebel Club: Bobby Lashley, juntando-se como uma arma de peso do lado de Ambrose e Rollins. Com Balor, Gallows e Anderson recusando juntar-se a mais alguém, no Survivor Series teríamos um Traditional Elimination Survivor Series Match apenas com seis lutadores.

- Survivor Series – 18/11: Traditional Elimination 6-Man Survivor Series Match – The Rebel Club vencem Bobby Lashley & Dean Ambrose & Seth Rollins (Sole Survivor: Finn Balor).

Finn Balor seria o Sole Survivor, permitindo a que Ambrose e Rollins conseguissem um pinfall sobre Gallows e Anderson, respetivamente, tornando-os legítimos contenders pelos RAW Tag Team Championships para o Clash of Champions.

Já o irlandês, naturalmente usaria a vitória sobre Rollins e Ambrose para assumir duas cabeças caçadas e seguir para o campeão Universal na altura: Roman Reigns (é bem provável que o seja). Na RAW seguinte, os The Rebel Club atacariam o “Big Dog”, terminando a emissão com o “Shot ‘Em”.

Até ao Clash of Champions seguir-se-iam mais alguns ataques e confrontos com alternância entre domínio dos Shield e da facção de Balor. A RAW go-home terminaria com um embate entre os seis homens a terem de ser separados pela segurança depois de uma vitória dos Shield por desqualificação. No PPV:

- Clash of Champions – 16/12: RAW Tag Team Championship – The Rebel Club (c) vencem Dean Ambrose & Seth Rollins;
- Clash of Champions – 16/12: WWE Universal Championship – Roman Reigns (c) vence Finn Balor.

Sim, daria a vitória a Roman Reigns. Vivemos numa era em que a linha entre faces e heels divide-se muito. Sejamos honestos, daqui a seis meses, Roman Reigns continuará a não ser aceite, e acho que uma vitória aqui só seria positivo para o que se seguiria depois. Já a Gallows e a Anderson daria uma vitória com um blind tag, que é legítima o suficiente. Na última RAW do ano, os dois perderiam os títulos, efetivamente para Dean Ambrose e Seth Rollins que seguiriam para a Road to Wrestlemania como campeões, como era o plano para este ano.

- RAW – 31/12: RAW Tag Team Championship – Dean Ambrose & Seth Rollins def. The Rebel Club (c).

Finn Balor continuaria a história de “angry rebel”, voltando a atacar Roman Reigns, sempre com apoio de Luke Gallows e Karl Anderson. Em termos de promos, seriam várias as vezes em que Balor e Anderson questionam se Reigns merece o lugar que tem, a passo que o “Big Dog” responderia com o facto de ter derrotado Finn Balor duas vezes recentemente. O combate entre ambos no Royal Rumble seria um No Holds Barred Match, mas sem presença de terceiros.

- Royal Rumble – 27/01: WWE Universal Championship – No Holds Barred Match – Finn Balor def. Roman Reigns (c);
- Royal Rumble – 27/01: 40-Man Royal Rumble Match – AJ Styles vence (Luke Gallows eliminado por Dean Ambrose e Seth Rollins; Karl Anderson eliminado por AJ Styles).


Capítulo IV: The Rebel Club – A Prova dos Nove
Depois do Royal Rumble, levantava-se a questão: quem iria AJ Styles desafiar na Wrestlemania? Após semanas de questionamento, Styles, antes do Elimination Chamber, garantia que não iria optar por desafiar Finn Balor, dado a sua ligação ao The Rebel Club, ao invés disso enfrentando Brock Lesnar (lá para a frente explico) pelo WWE Championship.

Sendo assim, Finn Balor defenderia o WWE Universal Championship no único Elimination Chamber masculino da noite, frente a contenders muito distintos apurados por combates de qualificação, como é tradicional. Já os The Rebel Club ficariam de fora do cartaz, com Dean Ambrose e Seth Rollins a defenderem os títulos frente a outra tag team: os American Alpha, por exemplo.

- Elimination Chamber – 17/02: WWE Universal Championship – Elimination Chamber Match – Finn Balor (c) vence Bobby Roode, Bobby Lashley, Braun Strowman, Roman Reigns e Sami Zayn.

A ordem dos derrotados, em cima, representaria a ordem de eliminação. Não seria um combate limpo. Os Bobbies seriam eliminados de forma natural. Braun Strowman seria eliminado pelo super-homem Roman Reigns. Não gostando do sucedido, tal como neste ano, Strowman atacaria Reigns. Porém, de forma muito mais bárbara, resultando numa heel turn e na eliminação de Roman Reigns, por incapacitação. Restavam Sami Zayn, o babyface underdog e Finn Balor. Eis que no final, com o público a desejar a vitória de Zayn, Kevin Owens surge dentro da jaula disfarçado de “cameraman”, dando a vitória… a Finn Balor.

No RAW seguinte, Finn Balor questionava quem seria o seu desafiante para a Wrestlemania e Roman Reigns surgiria a candidatar-se. Braun Strowman não levaria a bem e atacaria-o novamente, deixando a resposta pendente.
Já na divisão tag team, Gallows e Anderson voltaram a assumir-se como candidatos aos títulos depois de um ataque e “shot ‘em” nos campeões (Ambrose e Rollins).

Porém, logo na SmackDown! seguinte, AJ Styles seria surpreendido, no segmento de abertura, pelo The Rebel Club. No que ao início iria parecer um agradecimento por Styles manter a harmonia e uma eventual “non-aggressive clause” nos The Rebel Club e simpatizantes, o trio atacaria o vencedor do Royal Rumble, terminando o segmento com um «You didn’t chose us, we chose you!»

O Road to Wrestlemania construir-se-ia então na RAW, com AJ Styles muitas vezes a alinhar-se a Seth Rollins e Dean Ambrose por comunhão de interesses e estratégia. A construção do combate entre Styles e Balor revolveria em torno de descobrir qual o melhor líder e lutador entre os dois, bem como na mostragem de um AJ mais agressivo, por culpa de uma nova traição de Anderson e Gallows.

Contudo, no que diz respeito aos RAW Tag Team Titles, os American Alpha voltam a estar envolvidos, como dark horses, depois de derrotarem tanto Gallows e Anderson como Rollins e Ambrose. Apesar de meio esquecidos no meio da construção, os AA provam que devem ser tidos em consideração ao mesmo tempo que tentam mostrar ser a melhor equipa das três em termos de in-ring wrestling.

Chegamos à Wrestlemania.

- Wrestlemania – 07/04: RAW Tag Team Championships – The Rebel Club vencem Dean Ambrose & Seth Rollins (c) e American Alpha; - Wrestlemania – 07/04: WWE Universal Championship – AJ Styles vence Finn Balor (c).

Ultimamente, este é o desfecho do primeiro The Scrap Book. Apostaria na derrota de Finn Balor porque, como referi na contextualização inicial, não vejo o Finn como um main event player. Vejo-o como aquele upper midcarder que, de vez em quando, pode ter um momento ao sol. Este seria o momento ao sol dele.

O The Rebel Club não terminaria, já que seria uma força respeitável no upper midcard depois de um boom inicial. Contudo, acho que é impossível ver Balor a um nível acima ou até equivalente ao de AJ Styles. Styles tornar-se-ia Universal champion, mas Balor continuaria na rota do título após a Wrestlemania. O resto fica à vossa imaginação.

Na divisão de tag team, os Rebel Club conquistariam a vitória, dominando os American Alpha que pareciam destinados a ganhar os títulos. Não seria mais do que um prémio de consolação, pela derrota de Finn no combate mais importante do trio. Contudo, tínhamos aqui a equipa mais temida e respeitada do roster.

Bónus – Wrestlemania – Participação de outros recentes envolvidos:
- WWE Championship: Brock Lesnar (c) vs. John Cena;
Brock Lesnar tornar-se-ia campeão no Survivor Series 2018 com uma missão muito clara: impedir John Cena de alguma vez ter o reinado que lhe é necessário para quebrar o recorde de Ric Flair. No SmackDown pós-Elimination Chamber, após o ataque a AJ Styles, seria marcado um contendership match pelo WWE Championship. John Cena venceria e enfrentaria Lesnar na Wrestlemania.

- Braun Strowman vs. Roman Reigns;
É justo afirmar que ambos têm negócios pendentes atualmente. Mais ainda neste fantasy booking, depois de um eventual ataque de Braun Strowman a Roman Reigns no Elimination Chamber. Braun Strowman assumir-se-ia como heel, uma vez mais, a passo que Reigns seria pela segunda Wrestlemania consecutiva o underdog. Se resultaria para que Reigns fosse visto com luz positiva? Não sei.

- No Holds Barred Match - Kevin Owens vs. Sami Zayn;
Terá de acontecer Kevin Owens vs. Sami Zayn na Wrestlemania seguinte. É obrigatório. E a melhor maneira de o fazer, quanto a mim, é dando uma nova run a Zayn como underdog com prospeções de atingir o topo, com Owens a custar-lhe de novo o topo (Elimination Chamber). Provavelmente não seria o último capítulo na rivalidade dos dois. Mas tinha a obrigação de ser o capítulo mais alto até agora.

Dou assim por concluída a primeira edição do The Scrap Book. Fiquem atentos para mais e comentem com a vossa opinião nos comentários. Concordam com o meu ponto de vista? Que mudariam?

King of... Finishers #45 | Aleister Black vs. Awesome Kong


Sejam bem-vindos a mais uma edição do "King of... Finishers", onde continuamos a procurar (juntamente com vocês) o melhor golpe final na história do wrestling (seja de estrelas do passado, presente ou do futuro).

A partir desta fase dos 32-avos-de-final, não só os comentários daqui irão contar mas também os votos que os utilizadores façam nas principais redes sociais (Facebook e Instagram). Vejamos os resultados dos 3 modos de votação!




VENCEDOR:

Báron Corbin
"End of Days" - 117 votos


VS.

Johnny Mundo
"Starship Pain" - 74 votos

Em mais uma eliminatória dos 32-Avos-de-Final, juntando todos as votações efectuadas nos comentários e nas redes sociais, o "END OF DAYS" de Báron Corbin qualificou-se para a próxima fase, de forma categórica. Vejamos a lista dos "Finishers" que se qualificaram para a próxima fase:

AJ Styles - "Styles Clash"
Undertaker - "Tombstone Piledriver"
Ember Moon - "Eclipse"
Shawn Michaels - "Sweet Chin Music"
Christian - "Unprettier"
Triple H - "Pedigree"
Edge - "Spear"
Seth Rollins - "Curbstomp"
Kenny Omega - "One Winged Angel"
Randy Savage - "Flying Elbow Drop"
Petey Williams - "Canadian Destroyer"
Báron Corbin - "End of Days"





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Esta semana temos a terceira eliminatória, dos 32-Avos de Final, que opõe os finishers de Aleister Black e Awesome Kong!

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Aleister Black
"Black Mass"

VS.

Awesome Kong
"Implant Buster"




Votem já no vosso finisher favorito!

IMPACT Wrestling 24.05.2018 | Vídeos + Resultados


Este episódio do IMPACT Wrestling (transmitido todas as quintas-feiras) tem como destaque um combate entre Kongo Kong e Moose e ainda um combate pelo IMPACT X-Division Championship em que Matt Sydal defende contra El Hijo del Fantasma.

Para além disso, também estão confirmados os seguintes combates/segmentos:
  • oVe (Jake e Dave Crist) enfrentam a equipa de Aerostar e Drago
  • Dezmond Xavier enfrenta Petey Williams em ação da X-Division
  • LAX (Santana e Ortiz) procuram redimir-se das derrotas ao enfrentarem Cult of Lee (Trevor Lee e Caleb Konley)


Resultados



Vídeos


quinta-feira, 24 de maio de 2018

WWE NXT 23.05.2018 | Vídeos + Resultados


Este episódio do NXT tem como destaque um "2-On-1 Handicap Match" em que Lars Sullivan batalha a equipa de Velveteen Dream e Ricochet. Para além disso, também conta com uma desforra entre Kairi Sane e Lacey Evans e ainda uma desforra entre os Heavy Machinery e os TM61.

Overrated ou Underrated #75 - Batista


Sejam bem-vindos a mais uma edição do Overrated ou Underrated. Na última edição foi analisada a perita em estatística da Titus Worldwide, Dana Brooke. Na edição desta semana, vamos analisar uma Superstar lendária, que conquistou vários títulos na WWE e deixou a sua marca antes de se tornar numa das estrelas do "Guardians Of The Galaxy", entre outros.

Apresentando agora o espaço para quem nunca leu uma edição ou simplesmente não está recordado da essência de um Overrated ou Underrated.

Underrated – Alguém que é subvalorizado ou não têm o devido reconhecimento seja aos olhos da industria do wrestling ou até dos fãs.

Overrated – Precisamente o contrário do ponto anterior. Alguém que é sobrevalorizado e que a industria do wrestling ou fãs dão demasiado crédito por aquilo que faz.

No ponto – Nem toda a gente ocupa um lugar acima ou abaixo daquilo que realmente merece. Existem lutadores que ocupam o lugar que ocupam na industria porque é exactamente nesse sitio que merecem estar e têm também exactamente o reconhecimento que merecem da parte dos fãs.

Por fim, gostaríamos sempre de saber a vossa opinião, quer concordem ou discordem da nossa avaliação sobre o wrestler em questão. Tentem também coloca-lo numa destas três categorias e caso se sintam à vontade podem sempre dar sugestões sobre wrestlers que gostariam de ver neste espaço.



Nesta edição do Overrated ou Underrated, vamos analisar Batista! O ex-campeão mundial, uma das estrelas dos Evolution e uma das maiores estrelas da WWE na sua era.

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Btaker22 (No Ponto) – O Batista para mim foi realmente uma das maiores superstars na sua altura. Eu comecei a ver wrestling na altura em que ele estava em alta, onde via combates dele pelo título mundial, onde ele fazia eventualmente equipa com o Rey Mysterio e sinceramente ele era um dos wrestlers mais over desse momento, visto que a sua imagem e domínio físico no ringue garantiam que ele era a coisa mais "fixe" no momento. Depois quando descubro as comunidades de wrestling online, começo a ver que o pessoal o acha limitado no ringue.

A sério? É que para quem ainda não entendeu, pro-wrestling baseia-se em fazer as pessoas sentir emoções, fazer barulho e vender bilhetes, e o Batista fazia isso tudo porque era bom naquilo que fazia. Ainda hoje, não considero que o Batista seja um wrestler assim tão limitado no ringue tendo em conta o seu estilo. Ele era um powerhouse, um destruidor, que baseava o seu move-set em manobras de alto impacto que todos nós gostamos de ver. Não é diferente do que um Braun Strowman faz nos dias de hoje, e muito sinceramente, nem todos os combates precisam de ter um gajo que sabe fazer 200 submissions e que seja um mestre de técnica no ringue. É tudo baseado no que o fã pretende ver com a superstar em causa.

Nunca vi o Batista a ser uma enorme espingarda ao microfone, mas mais uma vez, também não precisava exatamente de o ser tendo em conta que a sua personagem e look já o permitiam comunicar com as pessoas de outra forma. Precisaria de ser melhores nestes aspetos e noutros se pretendesse ser a cara da WWE, o que não foi, porque existia alguém que tinha aquilo que o Batista tinha, e muito mais, chamado John Cena. Portanto também não é por aí que ele era overrated, visto que foi claramente ultrapassado.

De qualquer das formas, o Batista ganhou muita coisa, e não posso dizer que não tenha sido merecida, pois ele era realmente daqueles que mais se destacava na altura, tendo tido rivalidades históricas com muitos futuros Hall Of Famers, tal como ele próprio o será no futuro. Para ser honesto, até acho que ele foi injustamente mal tratado pelos fãs em 2014 quando fez o seu regresso à companhia. Entendo perfeitamente o que aconteceu, pois estávamos numa altura diferente no wrestling, com outros ideais e gostos diferentes por parte do público, que claramente queria o Daniel Bryan, mas ainda assim não sei se é razão para certas reações que lhe foram dirigidas tendo em conta os momentos que este já deu no wrestling. Considero então que ele está no ponto.

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Cell (No Ponto) – I walk alone, yeeaaaaaahhhhhh! Dono de uma das músicas mais emblemáticas dos anos dois mil, Batista foi umas das caras da empresa dessa era. Numa altura em que Vince tinha como protótipo de wrestler perfeito, um homem grande e forte (não será que esta visão ainda se mantém?), Batista não demorou muito até chegar ao topo. E no topo ficou, como esperado. Mas será que mereceu ser  elevado e ter ficado como uma das caras da empresa?

Sem querer tirar nada a Batista, a sua ascensão rápida, tal como a de outros na altura, deveu-se ao fato de que muitos main eventers da Attitude Era abandonaram a WWE, para perseguirem outros projectos. O ano de 2004, concluindo em 2005 com a Wrestlemania 21, foi a altura em que a aposta foi feita, na sua totalidade, e Batista chegou ao título mundial, derrotando Triple H três vezes. Já uma, na altura, era raro, mas Batista conseguiu esse feito maior.

Não vos vou maçar com uma análise extensiva da carreira de Batista, que teve momentos altos e baixos. Batista perseguiu o título mundial e o título da WWE por várias vezes, sendo um multi vezes campeão mundial. Teve momentos memoráveis com o Eddie Guerrero, Rey Mysterio, Cena, Orton e Undertaker. Na prática, todos os main eventers da altura.

Pode-se argumentar que Batista é algo limitado no ringue. Como um power house, ele baseia-se apenas em manobras de alto impacto, algo que, visualmente, deixa de ser atrativo, após a milionésima vez que vemos. Contudo, tirando contra o Great Khali, acho que Batista nunca fez um combate importante, que fosse verdadeiramente mau. Mas, também, era possível o Great  Khali ter um bom combate?

A nível de personagem e de carisma, mais uma vez, Batista aproveitava-se da sua imagem de homem grande e musculado. Tirando o fator de intimidação , Batista pouco mais oferecia... Tenho que dizer que o Batista, que fez o seu regresso em 2014, teve e demonstrou muito mais carisma, do que alguma vez demonstrou em 8 anos de carreira. Talvez tenha aprendido algumas coisas em Hollywood?

Batista foi main eventer numa altura em que pecavam lutadores com qualidade para essa posição. Com isto, não quero dizer que, com mais qualidade no roster da WWE, Batista não teria sido um main eventer consolidado. Apenas digo que a sua ascensão e consolidação no main event teria sido mais complicada... Claramente aproveitando-se da sua imagem e forma física para tapar falhas que possa ter tido no ringue ou em carisma, é difícil de dizer que Batista não está no ponto.

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Chegamos ao fim desta septuagésima quinta edição, mas voltaremos como sempre para a semana com mais um lutador a ser analisado. Agora, queremos saber a vossa opinião. Será que o "The Animal" é:


OVERRATED?

Ou

UNDERRATED?

Ou

QUE ESTÁ NO PONTO?

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Literatura Wrestling | Yes! My Improbable Journey to the Main Event of Wrestlemania - Capítulo 7 - Parte 4


Está de volta a Literatura Wrestling, o espaço de traduções do blog que vos traz uma obra biográfica, na íntegra, reveladora das origens, vida e decorrer da carreira de alguns dos mais marcantes wrestlers que percorreram os ringues que acompanhámos com tanto gosto.

Todas as semanas vos traremos um excerto do livro "Yes!: My Improbable Journey to the Main Event of Wrestlemania", publicado em 2015 por Daniel Bryan e pelo co-autor Craig Tello, a contar o crescimento e peripécias do "Yes! Man" até à sua chegada à WWE e ao main event da Wrestlemania. Boa leitura!


(...)

Após o torneio, Brian e eu não tínhamos a certeza do que fazer em relação aos nossos papéis como treinadores da APW. Fosse por mais nada, estávamos ambos falidos e o dinheiro dava-nos jeito. Apesar da oportunidade, Brian decidiu não aceitar. Antes de poder decidir, fiz uma chamada importante ao Donovan para perguntar se estava tudo bem com ele se eu aceitasse o emprego. Ele disse que estava na boa com isso e encorajou-me a fazê-lo porque seria uma boa experiência para mim. Se ele sentia mesmo isso ou não, não faço ideia, mas no dia seguinte, liguei ao Roland para lhe dizer que estava interessado. Eu ganharia 350$ por semana e era-me dado um lugar para ficar. Além disso, os meus fins-de-semana estariam livres para aceitar bookings independentes. Eu estava convencido. Notifiquei os meus empregadores - a escola e o Video Tonight, Tan Today - depois acabei o trimestre na faculdade comunitária. A 1 de Janeiro de 2002, mudei-me para Fremont, California, para tornar-me o treinador principal de uma escola de wrestling.

Quando me mudei para treinar na APW, não fazia mesmo ideia do que esperar. Roland deu-me a morada para onde eu iria viver e, quando cheguei, a casa onde estacionei era bonita e numa óptima vizinhança. O que não me apercebi é que eu estaria a viver com o próprio Roland, assim como outro promotor chamado Doug Anderson, que era o pai de uma das raparigas no programa de treinos, a Cheerleader Melissa. Também na casa está o tio de Roland, de oitenta-e-oito anos, o Al. Éramos uma bela família. Eu tinha um quarto pequeno no segundo andar da casa e, claro, estava de volta a dormir no chão.

Por um tempo, a escola de wrestling da APW era imensamente rentável - pelos padrões independentes, isto é. Roland e a All Pro Wrestling receberam uma tremenda exposição após terem sido exibidos em peso no documentário de wrestling "Beyond the Mat", no qual dois aprendizes da APW recebiam tryouts na WWE. Após o filme sair e conseguir algum sucesso, Roland foi capaz de cobrar taxas bem mais altas. Enquanto eu paguei 3900$ para treinar com o Shawn Michaels, Roland foi capaz de cobrar 6000$ por aluno. Não só isso, mas ele assinou contratos com novos alunos que requeria que eles pagassem o saldo completo mesmo se desistissem.

Cada aula era limitada a vinte alunos, e antes de eu lá chegar, quase todas as aulas estavam cheias. A sua estratégia parecia-me ser trabalhar os alunos até à morte para que apenas aqueles que realmente quisessem ficarem. Os desistentes iriam perder alguma da sua propina, o que não me parecia correcto.

Pela altura em que mudei para Fremont, Donovan Morgan e Mike Modest, outro dos ex-treinadores do Roland, tinham aberto uma escola e promoção chamada Pro Wrestling Iron na mesma área para competir com a APW. A organização rival ia cascar na APW de Roland na Internet, o que levou aos da APW a fazer o mesmo em relação à Pro Wrestling Iron.

A competição crescente criou um declínio agudo em alunos para a All Pro Wrestling, apesar de não ser esse o único factor a contribuir. Eu não estava apenas a cargo do treino, mas também da recruta. Eu era responsável por contactar qualquer um - de perto ou de todo o mundo - que preenchesse as inscrições. E o Roland não queria só que eu lhes ligasse uma vez. Ele queria que eu lhes ligasse, pelo menos, todos os meses durante um ano inteiro. O Donovan tinha feito isso, e a sua habilidade para ligar para as pessoas e vender-lhes a escola era uma das razões para que a APW tivesse tanto sucesso. Eu, por outro lado, era menos bom nisso.

Roland pediu-me para passar entre trinta minutos a uma hora em cada dia de treino a ligar para potenciais alunos. Eu fi-lo ao início, mas simplesmente não estava em mim tentar convencer as pessoas a tornar-se wrestlers, especialmente quando eu sabia o preço a pagar. Eu sempre achei que se alguém quisesse realmente lutar, o faria e sem necessidade de ser convencido a qualquer coisa. É por isso que sou um homem de negócios horrível.

Para ser honesto, eu não era lá muito melhor a treinar pessoas a lutar. Eu na verdade era muito bom a esmiuçar os movimentos do wrestling, mas era mau em motivação. Eu nunca precisei de mais alguém a motivar-me para trabalhar duro no wrestling, para ver as cassettes, ou para tentar coisas novas. Tudo isso era divertido para mim, logo nunca parecia trabalho. Nas minhas aulas, eu começava por mostrar-lhes alguma coisa, depois abri-lo para perguntarem o que queriam aprender. Foi assim que eu aprendi, mas eu fui auto-motivado. A cada sessão, eu dizia aos treinados para entrarem com três coisas na qual queriam trabalhar no dia seguinte, e muito raramente vinham com algo específico. Eu acabei por ser um treinador frustrado porque esperava que fossem auto-motivados como eu fui. Para a maioria dos alunos, parecia que o wrestling era apenas algo que queriam experimentar, não algo que estavam determinados a fazer. Eu tentei ser muito encorajador, mas para suceder no wrestling, precisas de um certo grau de paixão, e eu não tinha interesse em tentar inspirar paixão nas pessoas.

A única aluna que eu achei que realmente sucedeu foi a Sara Amato, que já viajou por todo o mundo a lutar e hoje é uma treinadora realizada de futuras Divas no WWE Performance Center. Antes da minha chegada à APW, a Sara já tinha estado a treinar com o Donovan, mas lesionou-se no joelho, logo estava essencialmente a começar do início quando lá cheguei. Ela trabalhou muito duro, estava constantemente a estudar cassettes e, no geral, era dura. Uma vez, eu estava a ensinar Back Body Drops, e a rapariga com quem ela estava no ringue colapsou debaixo dela, fazendo a Sara aterrar sobre o ombro e separá-lo. Ela soltou um "expletivo", rolou para fora do ringue, colocou o próprio ombro no sítio, depois voltou ao ringue para fazê-lo outra vez. Outra razão para eu ser um mau treinador: eu deixei-a tentar fazê-lo outra vez. Ela recebeu o Back Body Drop uma segunda vez, e quando aterrou, o ombro dela estourou outra vez. Mais uma vez, praguejou, rolou para fora, estourou-o de volta ao sítio, e estava pronta para voltar ao ringue. A esse ponto, eu intervim e disse-lhe que já estava feita para o dia, e a seguir instruí-a a ver um médico. Apesar da Sara não estar a fazer a decisão mais inteligente ao lutar com uma lesão daquela forma, demonstrou a sua paixão pelo wrestling. Quando pessoas me perguntam o que é preciso para ser um wrestler, eu digo sempre que paixão é a coisa mais importante. Bem, paixão e sorte.

Tudo isso dito, eu verdadeiramente desfrutava de treinar pessoas. Ensinar força-te a aprender melhor as tuas habilidades de modo a explicá-las a outras pessoas, e a esse ponto da minha carreira, ainda sendo tão novo para o wrestling, ajudou-me bastante. Além disso, gostei imenso da Bay Area, e apesar das minhas dúvidas quanto à situação habitacional, acabou por ser divertido. Roland, que faleceu em 2013, era gracioso e engraçado, e tinha sempre algo interessante para falar, maioritariamente mexericos de wrestling. Doug Anderson era um homem bondoso, que parecia estar sempre de bom espírito.

Viver com o tio de oitenta-e-oito anos do Roland foi o que tornou a situação verdadeiramente única. O Tio Al tinha dificuldade em ouvir e ver. Quando me mudei, ele era capaz de se vestir sozinho, mas após um mês e quê, Roland teve que começar a deixar as roupas para ele. Ele passou de usar as suas habituais boas calças e camisa de botão, para roupas que o Roland usava, que é a razão para que um dia o Tio Al saísse, confuso, com calções de basquetebol por cima das suas calças.

No octagésimo-nono aniversário do Tio Al, decidimos fazer-lhe uma festa surpresa, completa com um bolo de gelado e montes de decorações. Enquanto Roland e eu percorríamos a loja, Roland agarrou duas velas, uma que era um 8 e outra que era um 9. Eu detive-o e apontei o quão raro era pessoas viverem para chegar aos oitenta-e-nove anos. Roland concordou com a minha sugestão de celebrar com oitenta-e-nove velas. Era apenas uma questão de velas normais ou velas "mágicas", do tipo que não se apaga. Sem realmente pensar nas coisas, escolhemos as segundas.

Após o treino, convidámos todos os alunos a casa para a grande festa de aniversário do Tio Al. Demos a todos adereços de festa como chapéus e kazoos, e até tinha ainda encontrado uma data de máscaras de papel do Batman porque achámos que eram engraçadas e iam confundir o Tio Al. O treino estendeu-se até tarde, logo voltámos à casa por volta das 9 da noite, que era duas horas depois da habitual hora de deitar do Tio Al. Como ele não ouvia muito bem, o barulho de todos nós a entrar não o acordou. Rapidamente preparámos todas as decorações e começámos a trabalhar no bolo de gelado, que planeávamos levar ao seu quarto. Nem uma pessoa - nem sequer o Doug, que era um adulto sensível e razoável - mencionou que podia ser má ideia colocar oitenta-e-nova velas que não se apagam num bolo de gelado.

Organizámos todas as velas no bolo, que requeria que as puséssemos muito próximas umas das outras. Estávamos a menos de meio do caminho quando todas as velas pegaram fogo e criaram uma labareda tão alta que deixou marcas negras no tecto. Claro, o que fazemos todos? Começamos a tentar apagá-las... o que não resultou porque eram putas velas mágicas. Eu peguei no bolo e tentei correr com ele para a banca da cozinha, enquanto Roland ia acordar o Tio Al para que ele pudesse ver a confusão que armámos. A torneira da cozinha não funcionou, logo enquanto corria lá para fora, deixei cair o bolo no chão. A este ponto, o Tio Al - vestindo apenas os boxers e a regata branca - estava muito lentamente a sair do seu quarto, a gritar, "Que raio se está a passar?!" A Sara correu para buscar uma faca e um prato. Cortámos uma fatia do bolo recuperado e acendemos uma vela nele, e quando o Tio Al emergiu, demos-lhe o bolo enquanto todos lhe cantávamos os Parabéns. Inesperadamente, o Tio Al começou a chorar. Em quase nove décadas, foi a primeira festa de aniversário que alguma vez tivera.

No próximo capítulo: Partimos para o oitavo capítulo e já se fala de algo que conhecemos bem e que significará qualquer coisinha para Bryan: a Ring of Honor! Razões mais que muitas para cá estarem a ler na próxima semana.

WWE 205 Live - 22.05.2018 | Vídeos + Resultados


Devido ao grande sucesso do CruiserWeight Classic no WWE Network, a WWE decidiu apostar numa divisão de Cruiserweights, que agora todas as terças-feiras passaram a ter um programa de 1 hora dedicado exclusivamente a eles na WWE Network chamado 205 Live.

O programa de hoje conta com um combate entre antigos parceiros japoneses, onde Akira Tozawa batalha Hideo Itami.



Vídeos

WWE Smackdown Live 22.05.2018 | Vídeos + Resultados


Este episódio do Smackdown Live (transmitido todas as terças-feiras) tem como destaque um combate para determinar quem enfrentará Samoa Joe na próxima semana entre Daniel Bryan e o United States Champion Jeff Hardy.

Para além disso, também estão confirmados os seguintes combates/segmentos:
  • Edição especial do Miz TV com os The New Day (Kofi Kingston, Xavier Woods e Big E.)
  • Naomi vs. Sonya Deville num combate de qualificação para o "Money In The Bank Ladder Match" feminino
  • Lana vs. Billie Kay num combate de qualificação para o "Money In The Bank Ladder Match" feminino

Reportagem e Resultados



Vídeos


terça-feira, 22 de maio de 2018

Three Amigos: Capitulo I - Ameaça Fantasma


O "Three Amigos" é o mais recente podcast, fruto de uma parceria entre o Wrestling Noticias e o Forum de Pro Wrestling, em que Marco Paz, Mauro Salgueiro e Ribeiro (o único gajo que quer ser diferente e só usar um nome) são elementos com um conhecimento profundo de wrestling (ou pensam eles) e procuram esmiuçar todos os seus gostos completamente sem filtros, naquilo que é uma conversa entre três amigos sobre tudo e mais alguma coisa, em que o wrestling acaba por estar lá no meio.

No primeiro episódio, estes três fãs apresentam-se, partilhando um pouco das suas opiniões em geral sobre wrestling, começando com uma lista dos lutadores favoritos de cada um.

No meio de muitos "Tipo", do facto do nome do programa só ter sido anunciado meia hora depois de começar, muitos momentos de mau humor, tentativas de piadas completamente falhadas, inside jokes entre estes três que muita gente não irá apanhar, de conversas que nada têm a ver com o tema e ainda piadas sobre mães (nós juramos que somos todos maiores de idade), fala-se um pouco de wrestling aquilo pelo meio.

Era fixe vocês ouvirem isto, mas senão ouvirem, também não faz mal.





Fórum de Pro Wrestling
http://fpwrestling.forumeiros.com

WWE Monday Night Raw 21.05.2018 | Vídeos + Resultados


Este episódio do Monday Night Raw (transmitido todas as segundas-feiras), tem como destaque um segmento de exposição de toda a verdade de Bobby Lashley por parte de Sami Zayn.

Para além disso, também estão confirmados os seguintes combates/segmentos:
  • Mais combates de qualificação para o "Money In The Bank Ladder Match" feminino
  • Possível defesa do Intercontinental Championship por parte de Seth Rollins num "Open Challenge"
  • General Manager do Raw (Kurt Angle) irá abrir o programa com um anúncio bombástico

Resultados



Vídeos



segunda-feira, 21 de maio de 2018

Pro Wrestling in Pictures (344) | Yesn't

Bem-vindos a mais um Pro Wrestling in Pictures que tem por objectivo mostrar o melhor e o pior do wrestling basicamente em imagens mas sempre com um toque de humor presente... 

Se quiserem podem enviar as vossas fotos para wrestlingnoticias@gmail.com ou por mensagem para a pagina do WrestlingNoticias no facebook. As melhores serão publicadas!

FYI, image alt text is required

IMPACT One Night Only: Cali Combat | Vídeos + Resultados


Juntamente com o parceiro do Big Time Wrestling, o IMPACT apresenta mais um One Night Only transmitido e gravado na zona do Norte de Califórnia chamado One Night Only: Cali Combat, onde como grande destaque é a defesa do IMPACT World Championship, no qual o campeão na altura Austin Aries defende contra Eli Drake

domingo, 20 de maio de 2018

IMPACT Wrestling 17.05.2018 | Vídeos + Resultados


Este episódio do IMPACT Wrestling (transmitido todas as quintas-feiras) tem como destaque um combate de equipas em que o IMPACT Grand Champion Austin Aries faz equipa com o IMPACT X-Division Champion Matt Sydal para enfrentar a equipa de El Hijo del Fantasma e do IMPACT World Champion Pentagon Jr.

Para além disso, também estão confirmados os seguintes combates/segmentos:
  • Eddie Edwards enfrenta Sami Callihan num "Street Fight" na House of Hardcore
  • Eli Drake e Scott Steiner defendem os IMPACT World Tag Team Championships contra Z & E (DJZ e Andrew Everett)
  • Tessa Blanchard faz a sua estreia em ringue contra Kiera Hogan

Resultados



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sexta-feira, 18 de maio de 2018

The Scrap Book | #1 | A Rebelião do Balor Club (1/2)


Bem Vindos ao The Scrap Book
O The Scrap Book é, nada mais, nada menos do que, a nova rúbrica de minha autoria. De que se trata? De um espaço onde, a cada edição, exploro uma situação que considero que esteja a ser mal tratada no mundo do wrestling e apresento a minha alternativa enquanto booker de sofá.
E no fundo, quem nunca olhou para uma certa história ou para o percurso de um certo wrestler e nunca pensou no quão “off” tudo parece? Quem nunca teve uma perspetiva diferente para o booking da Invasion em 2001 ou para o push de Roman Reigns pós-Shield?

Porquê um espaço de booking? Porque já crio fantasy booking extensivo em fóruns de wrestling nacionais desde 2012 e a área sempre me despertou interesse. Porquê o nome “The Scrap Book”? Porque este não será um projeto de booking extensivo, tratando-se apenas de um plano à base de “rascunhos”.

Nota: tentarei ao máximo que todos os detalhes associados ao booking de wrestlers não-protagonistas no tema que abordarei sejam realistas.

A Rebelião do Balor Club – Contexto (Irrelevância)
Na primeira edição, debruço-me para o paradigma atual da WWE e para o booking que têm tido três superstars em específico: Finn Balor, Karl Anderson e Luke Gallows. Os três, membros do Bullet Club (New Japan Pro Wrestling) no seu formato original com Prince Devitt (Balor) a líder, foram contratações de relevo em 2014 e 2016 respetivamente. Porém, hoje em dia estão longe de ser indispensáveis para a maior federação do mundo.

Sobre Finn Balor, sei que é controverso classificá-lo como dispensável, mas apesar de ser relevante, julgo que é claro que Balor não é um dos “jogadores-chave” da WWE. E a meu ver, nem tem de todo potencial para isso, pelo menos a solo. Se lhe tirarmos o alter-ego de “Demon” (que considero ser devidamente utilizado como uma atração especial), Finn Balor não é mais que um wrestler de ringue muito bom, mas sem grande sal. E não é uma personagem pró-inclusão social que lhe dá algum interesse e poder de draw.

Quanto a Gallows e Anderson… dois anos passados desde a sua contração, é justo afirmar que esta foi uma mera tática promocional. Nunca o duo, ex-melhor tag team heavyweight do mundo, foi realmente relevante na WWE. Ao início associados com AJ Styles, foi depois do regresso do Brand Split que começou a ser visível a falta de planos para a equipa, que nunca passou de uma tag team entre outras. Hoje em dia, na SmackDown, novamente com Styles, é possível que a situação mude. Mas alguém acha que é provável?

Fiquem então por aqui, porque a minha proposta de alternativa está adiante.

Capítulo I: Reunião
Com Finn Balor na RAW e com Gallows e Anderson na SmackDown (associados a AJ Styles), numa estranha decisão de booking após uma reunião sob o nome Balor Club em Janeiro deste ano, fica impossível a interação entre os três. Fica mesmo?

Referi a associação de Gallows e Anderson a AJ Styles. Então passo a explicar o porquê de não aceitar tão bem a ideia. Claro, AJ Styles foi o ás do Bullet Club após Prince Devitt e como tal, esteve associado a Luke e a Karl. Contudo, apesar do fã casual pouco se importar com a associação atual a Styles, o fã mais picuinhas, como eu, lembra-se que Styles foi traído por TODO o Bullet Club na sua última presença na NJPW. Inclui-se Anderson e Gallows, pois claro. E apesar de ter sido numa federação diferente, estamos em 2018, com a NJPW a ser claramente o nº2 mundial, os fãs sabem o que aconteceu.

Quanto à questão deixada há dois parágrafos: não fica impossível. Vejamos: os pay-per-views destinam-se, uma vez mais, a incluir superstars e combates de ambas as marcas. Como tal, a interação entre Balor e o duo de aliados pode começar a fazer-se em PPV. Mas quando em concreto? Finn está presente no combate Money in the Bank e rumora-se que existirá um combate Money in the Bank também para equipas, pelo que presumo que Gallows e Anderson estarão envolvidos. Como tal, não há necessidade de ser já que os caminhos se cruzam.

Verdade seja dita, Finn é um dos favoritos para ganhar o Money in the Bank. Não é o que eu faria, contudo. E com a run de Balor como desafiante pelo título Intercontinental a acabar, é provável que no Extreme Rules, em julho, o plano seja outro. Aproveitemos a eventual descida passageira de Roman Reigns no card e imaginemos que Finn Balor custa a vitória a Reigns no MITB Ladder Match – Reigns como “avenger” natural, tenta vingar-se num combate no Extreme Rules. A rivalidade é temporária e não propriamente pessoal.

Para além disso, Brock Lesnar estará no pay-per-view seguinte, o Summerslam. E depois do que aconteceu no Greatest Royal Rumble, presumo de antemão que haverá novo capítulo para Lesnar vs. Reigns. Como tal, a minha proposta tende a ser outra tentativa de dar um bom combate para legitimar Reigns como in-ring performer, dando-lhe a vitória, mas levando-o ao limite contra Balor:

- Extreme Rules – 15/07: 2 out of 3 Falls – Roman Reigns vence Finn Balor (2-1).

Depois do combate, Balor acaba a ser levantado por Gallows e Anderson, que entretanto se afastaram naturalmente de AJ Styles, por necessidade de procurarem mais relevância por si próprios, antes do Money in the Bank onde o último perderia o título da WWE para Shinsuke Nakamura no Money in the Bank. No pós-Extreme Rules, tanto Finn Balor nas segundas-feiras, como Gallows e Anderson nas terças começam a adotar uma atitude de revolta pela incapacidade em ter sucesso na WWE, sobretudo recentemente. A personagem “Pro-Social Inclusion” de Balor vai-se perdendo, tal como qualquer traço de comédia dos The Club.

No Summerslam, ninguém teria destaque e os três até poderiam estar no mesmo combate, mas em equipas diferentes. Depois de uma proposta de Bray Wyatt para Balor se juntar a si (sendo ex-rivais) e a Matt Hardy nos Deleters of Worlds ser naturalmente rejeitada, bem como depois de uma reação negativa de Karl Anderson após derrota para Jeff Hardy num combate pelo título dos Estados Unidos, tanto Paige como Kurt Angle agendam uma batalha de marcas.

Assim, Balor e os Deleters of Worlds (ainda campeões de Tag Team) representariam a RAW, a passo que Jeff Hardy (já ex-campeão dos US) representaria a SmackDown com Gallows e Anderson. Com as equipas a fazerem mais sentido de outra forma, o objetivo é a interação entre equipas no combate e o post-match.

- Summerslam – 19/08: Finn Balor & Deleters of Worlds vencem Jeff Hardy & The Club, por desqualificação.

Os The Club acabariam desqualificados após atingir os campeões da RAW com cadeiras ou algo do género, bem como Jeff Hardy no post-match. Gallows e Anderson simbolizariam a sua ida para a RAW com o gesto “Shot ‘Em” junto a Wyatt e a Matt, com Balor a reunir-se com eles depois de um Coup de Grâce em Jeff Hardy e o “Two Sweet” entre os três.

Capítulo II: The Rebel Club – A Criação
Sejamos francos. O nome “Balor Club” não serve. Tende a colocar todo o destaque do grupo em Finn Balor, quando Gallows e Anderson são uma força importante do mesmo. Um novo nome poderia entrar em cena e já que a palavra “Club”, associada à NJPW, não é censurada, deixemo-la na nova definição do grupo. Para além disso, a WWE poderia mandar uma farpa à New Japan, com o novo The Rebel Club a lembrar que no tempo deles à frente do Bullet Club, o grupo se definia pela sua rebeldia.

Nos novos The Rebel Club, os três membros teriam ainda posições bem definidas. Finn Balor, o líder e único full-time singles wrestler, seria responsável por dividir as promos com Karl Anderson, sendo o talker mais metódico enquanto Anderson seria o “loose cannon” responsável até por referências à New Japan. Naturalmente, a tag team com Gallows seria full-time, com Gallows a ser ainda a força corporal do grupo.

Mas, e depois do Summerslam o que aconteceria? Os Rebel Club estariam cimentados como candidatos aos RAW Tag Team Championships. E depois do Coup de Grâce em Jeff ser a “assinatura” da reunião dos ex-Balor Club, faz todo o sentido que Jeff também se oponha ao grupo e, em particular, a Finn Balor. Até ao Hell in a Cell, vários combates de confronto direto teriam lugar, com um a destacar-se:

- RAW – 27/08: RAW Tag Team Championships – The Rebel Club vencem Deleters of Worlds (c).

Depois de ganharem os títulos, os Rebel Club atacariam ainda os Deleters of Worlds de forma a não cansar a rivalidade e funcionariam como um grupo totalmente prolífero e temido. Já Balor e Jeff Hardy também alimentaram a feud com combates sem final definitivo (desqualificação e ataque à clavícula de Hardy). No Hell in a Cell, apostaria num novo six-man tag team, mas já com arranjos feitos.

- Hell in a Cell – 16/09: The Rebel Club vencem Jeff Hardy & Deleters of Worlds.

No TLC, a ideia seria ocupar um só spot com a rivalidade. Até lá os Deleters of Worlds teriam uma desforra pelos títulos, mas sem sucesso, sendo ainda atacados depois novamente. O regresso seria feito só durante o pay-per-view. De resto, uma feud entre Finn Balor e Jeff Hardy num pay-per-view temático de mesas, escadotes e cadeiras grita por um Ladder Match. Adicionamos então o WWE United States Championship, ganho convenientemente por Jeff Hardy num SmackDown (porque esta ainda é a marca de Hardy, you know…).

- Tables, Ladders and Chairs – 21/10: WWE United States Championship - Ladder Match – Jeff Hardy (c) vence Finn Balor, depois de Matt e Wyatt interferirem, prevenindo a envolvência de Gallows e Anderson.

Assim termina a primeira parte da edição de estreia do The Scrap Book, com incisão no rumo de Finn Balor, Karl Anderson e Luke Gallows, conhecidos brevemente como Balor Club - aqui, The Rebel Club.

Para a semana o The Scrap Book regressa, com a conclusão do meu fantasy booking dos três ex-Bullet Club. Até à próxima.

King of... Finishers #44 | Johnny Mundo vs. Baron Corbin


Sejam bem-vindos a mais uma edição do "King of... Finishers", onde continuamos a procurar (juntamente com vocês) o melhor golpe final na história do wrestling (seja de estrelas do passado, presente ou do futuro).

A partir desta fase dos 32-avos-de-final, não só os comentários daqui irão contar mas também os votos que os utilizadores façam nas principais redes sociais (Facebook e Instagram). Vejamos os resultados dos 3 modos de votação!



VENCEDOR:

Petey Williams
"Canadian Destroyer" - 118 votos


VS.

Roderick Strong
"End of Heartache" - 38 votos

Em mais uma eliminatória dos 32-Avos-de-Final, juntando todos as votações efectuadas nos comentários e nas redes sociais, o "CANADIAN DESTROYER" de Petey Williams qualificou-se para a próxima fase, de forma categórica. Vejamos a lista dos "Finishers" que se qualificaram para a próxima fase:

AJ Styles - "Styles Clash"
Undertaker - "Tombstone Piledriver"
Ember Moon - "Eclipse"
Shawn Michaels - "Sweet Chin Music"
Christian - "Unprettier"
Triple H - "Pedigree"
Edge - "Spear"
Seth Rollins - "Curbstomp"
Kenny Omega - "One Winged Angel"
Randy Savage - "Flying Elbow Drop"
Petey Williams - "Canadian Destroyer"





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Esta semana temos a terceira eliminatória, dos 32-Avos de Final, que opõe os finishers deJohnny Mundo e Baron Corbin!

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Johnny Mundo
"Starship Pain"


VS.


Baron Corbin
"End of Days"








Votem já no vosso finisher favorito!