WWE Monday Night RAW de 18 de Agosto de 2014

O Monday Night RAW desta semana apresenta o fallout do SummerSlam e onde o novo campeão da WWE, Brock Lesnar está presente! Nikki Bella explica porque traiu a sua irmã Brie. Dean Ambrose e Seth Rollins dão seguimento à sua guerra pessoal num falls count anywhere match.

WWE PPV: SummerSlam 2014

A WWE apresenta o maior PPV do Verão, o SummerSlam. Em destaque está a disputa do titulo da WWE entre John Cena e Brock Lesnar. Foco ainda para Dean Ambrose contra Seth Rollins e Randy Orton contra Roman Reigns.

WWE Smackdown de 15 de Agosto de 2014

O Friday Night Smackdown desta semana é o ultimo show antes do SummerSlam. Roman Reigns é o convidado de The Miz no MizTV. Dean Ambrose e Cesaro voltam a ter um grande combate. Mak Henry volta aos ringues e enfrenta Luke Harper da Wyatt Family.

WWE NXT de 14 de Agosto de 2014

O episódio desta semana do NXT tem como principal destaque a defesa do título do NXT por parte de Adrian Neville contra Tyler Breeze. Completa o evento mais dois combates do torneio de equipas e ainda Bayley e Sasha Banks para definir a adversária de Charlotte

TNA Impact Wrestling de 14 de Agosto de 2014

O Impact Wrestling desta semana e mais uma vez gravado em Nova Iorque e terá como destaques Team 3D vs. The Hardys, Angelina Love vs. Velvet Sky vs. Taryn Terrell vs. Gail Kim pelo Knockouts Title, Kenny King, MVP e Bobby Lashley vs. Austin Aries, Eric Young e Bobby Roode.

WWE Main Event de 12 de Agosto de 2014

Nesta edição do WWE Main Event, os atuais WWE Tag Team Champions The Usos (Jimmy e Jey Uso) irão fazer um desafio aberto pelos WWE Tag Team Championships a qualquer equipa na WWE num Tag Team Match. Completa o show um combate entre Seth Rollins e Kofi Kingston.

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quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Dias is That Damn Good #204 – "NXT Superstars in The Making"

Boas Pessoal!



Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

No pro wrestling, aliás, como em qualquer outro género de desporto e entretenimento, as gerações passam e outras vão tomando o seu lugar, apresentando e cimentando novos nomes e personagens sobre aqueles que outrora se tornaram célebres. Neste sentido, a busca por novos talentos e valores é uma constante que acompanha a indústria desde a sua génese e a procura da nova grande estrela assume uma preocupação central no decorrer de todo este processo. Por consequência, a WWE criou o seu próprio sistema de desenvolvimento e aperfeiçoamento de jovens wrestlers, oferecendo-lhes condições ímpares através do seu WWE Performence Center e da participação no seu terceiro programa gravado ao vivo, a NXT Brand.

Ora, em consonância com o que escrevi atrás, aquilo que hoje me proponho abordar e apresentar-vos está relacionado com uma análise aos talentos que constituem o plantel da NXT Brand e que, a meu ver, possuem capacidades e qualidades suficientes para se estabelecer no roster principal da promotora, acrescentando-lhe uma maior diversidade de talentos e possibilidades no sentido de construir novas storylines e rivalidades.

Não percam, por isso, as próximas linhas...



Enzo Amore

A Enzo Amore não se lhe conhece qualquer background na modalidade anterior à sua adesão à WWE, sabe-se, no entanto, que praticou futebol americano no ensino secundário e que foi DJ dos New York Jets. De qualquer modo e apesar dessa falta de experiência e juventude (27 anos) se reflectir nas suas performences dentro do ringue, a verdade é que ele é, de longe, o meu talento preferido no plantel da NXT. Enzo Amore tem uma personalidade fora do comum e completamente diferente de qualquer outra que tenha participado desta indústria...o gimmick que interpreta muito terá, certamente, daquilo que é o seu feitio e maneira de ser e, por essa razão, desempenha-o de um modo genial. O seu carisma é qualquer coisa de extraordinário, a sua imagem tem potencial para "vender" à grande e as suas mic skills e maneira de falar são puro "gold". Pelo seu tamanho (1,80 m e 91 Kg), assim como por alguma falta de in-ring skills, não o olho como um potencial wrestler capaz de arrebatar o mundo ou de atingir o topo, no entanto, enquanto manager, acredito, que tem capacidade para garantir um lugar de destaque e desempenhar um papel importante junto de outros colegas de profissão que relevam algumas dificuldades na hora de fazer uma promo e/ou entrevista. Actualmente, na NXT Brand, acompanha e faz equipa com Colin Cassady mas, na verdade, é mais como manager que actua, penso eu, porque a WWE já viu nele as características e qualidades que aqui tenho estado a relevar. Não sei quanto tempo mais vai demorar o seu debut no roster principal da companhia, mas quero acreditar que não demorará muito, especialmente, porque é alguém que gosto verdadeiramente de ver e que me entretém "pr'a caraças".



Colin Cassady

Colin Cassady é outro jovem wrestler a quem reconheço um enorme potencial. Deu inicio à sua actividade no pro wrestling numa pequena promotora independente chefiada pelo seu primeiro treinador Johnny Rodz e, apesar da sua juventude, cedo foi contactado pela WWE no sentido de assinar um contrato de desenvolvimento. Na NXT Brand, como já referi anteriormente, tem participado conjuntamente de uma tag team com Enzo Amore e é, como todos podem verificar, o elemento da equipa que mais trabalho de ringue realiza e que melhores performences dentro do mesmo consegue proporcionar. Com uma agilidade e versatilidade incríveis para o seu tamanho e altura (2,08 m e 125 Kg), com uma imagem que vai perfeitamente de encontro às melhores expectativas e "fetiches" da quem administra a WWE, com umas mic skills bastante razoáveis, com um carisma perfeitamente natural e notório e, acima de tudo, com um in-ring work que promete bastante e revela um enorme potencial, o Colin Cassady é e será, certamente, uma das futuras caras da empresa e, muito provavelmente, um dos próximos nomes a ser chamado aos programas/shows principais da promotora. Como me parece óbvio, o seu posterior sucesso ou insucesso estará sempre dependente de várias circunstâncias, contudo, quero acreditar que, com o booking certo e os adversários que lhe permitam melhorar e consolidar as suas capacidades, conseguirá triunfar.



The Ascension

A divisão de equipas da WWE melhorou consideravelmente nos dois últimos anos e, em boa verdade, muito o deve ao trabalho desenvolvido, primeiro, pelos The Shield e depois, sobretudo, pela Wyatt Family e pelos The Usos. Contudo, a separação dos Shield deixou esta mesma divisão algo orfã, uma vez que Goldust e Startdust não conseguem dar conta do recado, Ryback & Curtis Axel não me parecem verdadeiramente capacitados ou capazes de rentabilizar as suas qualidades no tag team wrestling, e é manifestamente pouco, curto e repetitivo entregá-la, somente, a duas equipas (por muito boas que elas realmente sejam, especialmente no que toca a Luke Harper e a Rowan que, a meu ver, são a melhor tag team da WWE nos últimos 10 anos). Neste sentido, ao olharmos para a NXT Brand, verificamos que a tag team "The Ascension" já vem sendo trabalhada, pushada e consolidada à bastante tempo e que, num breve espaço de tempo, fará a sua estreia no plantel principal da companhia. Pessoalmente, não considero Conor O' Brain e Rick Victor grandes talentos ou wrestlers vocacionados para se afirmarem como grandes estrelas de singles-wrestling e, de facto, o longo período que levam contratualizados ao sistema de desenvolvimento da WWE também demonstra isso mesmo. Por outro lado, e apesar das suas idades (34 anos e 33 anos, respectivamente), a verdade é que conseguiram desempenhar um bom papel nesta tag team, denotando, acima de tudo, uma enorme capacidade e força física, muita intensidade, um gimmick também diferente do habitual e a criação/utilização de alguns tag team moves a que dou bastante valor. Ora, por serem diferentes, por já estarem em sintonia um com o outro, por já possuirem alguma experiência e, sobretudo, porque acredito que podem adicionar algo de positivo e novo à divisão de equipas da WWE, acredito que quando olhamos para os "The Ascension" estamos perante uma equipa com algum potencial e capacidade para ter sucesso na empresa de Vince McMahon.



Charlotte

A filha de Ric Flair, de seu nome Ashley, tem, a meu ver, tudo o que é necessário para triunfar na WWE. O passado como jogadora de Voleyball e personal treiner garantem-lhe uma forma e capacidade física invejáveis e, por outro lado, a convivência e aprendizagem com o seu pai asseguram-lhe uma compreensão da modalidade e das mais diversas componentes dos combates e interpretação notáveis. Independentemente do mediatismo do seu pai, Charlotte é verdadeiramente carismática, muito forte na expressividade facial e corporal, tem uma imagem fantástica (sendo alta e forte, não deixa de ser super atraente) e já revelou uma capacidade dentro do ringue digna de registo sendo, na minha opinião, de entre todas as divas da companhia aquela que melhor desempenho e performence tem registado (apesar de ainda só estar na NXT Brand). Por estas razões e mesmo sendo um facto que se iniciou nestas lides há bastante pouco tempo, não deixa de fazer sentido que olhemos para Charlotte como uma "diva" com tremenda qualidade e potencial. Sabemos que, no roster principal, actualmente, as coisas estão entregues a Page e AJ Lee e, ainda, que as Brie Bellas ocupam um outro espaço com a rivalidade que as opõe, contudo, as restantes raparigas não conseguem oferecer uma competição séria e credível, não conseguem, nem sabem, como prender a atenção do público...algo que Charlotte já deu provas de saber fazer e cuja diferença da sua personalidade, imagem e capacidades permitirão assegurar. Por isso, porque acredito verdadeiramente no valor da filha de Ric Flair, espero que a WWE se decida a chamá-la à sua programação principal e que saiba cuidar e olhar por ela.

Nota:
Não me refiro, neste texto, a wrestlers como Sami Zyan e Adrian Neville porque, de facto, não me agradam ou preenchem enquanto fã. Na minha opinião são demasiado indie guys e, apesar de reconhecer que a WWE deposita grande confiança neles, não consigo gostar de os ver quer dentro do ringue, quer nos segmentos de promos e entrevistas. Por outro lado, também não toquei nos nomes de Kenta, Prince Devitt e Kevin Steen, porque, apesar de os conhecer, ainda terão de fazer a sua adaptação ao estilo e exigências do produto WWE.


E vocês, quais julgam ser os talentos da NXT Brand preparados para "dar o salto"?!


Um Abraço,
Dias Ferreira


PS: Não se esqueçam de indicar mais temas e assuntos que gostassem de ver ser tratados neste espaço.



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Pro Wrestling in Pictures (205) Party's over, grandpa!

Mais um Pro Wrestling in Pictures que tem por objectivo mostrar o melhor e o pior do wrestling basicamente em imagens mas sempre com um toque de humor presente e hoje com uma edição diversificada! Relembro se quiserem podem enviar as vossas fotos para wrestlingnoticias@gmail.com que as melhores serão publicadas... 


TNA Impact Wrestling: Hardcore Justice 20.08.2014 - Resultados + Vídeos



A TNA estreia o Impact Wrestling nas noites de quarta-feira com o seu evento mais hardcore do ano, o Hardcore Justice. Em destaque no show está o regresso do combate six-sides of steel onde o vencedor tem como prémio uma title shot ao título de Bobby Lashley. Foco ainda para o I Quit Match entre Samuel Shaw e Mr. Anderson um Last Knockout Standing Match pelo Knockouts Title....

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Por pouco que era verdade #22: Heath Slater candidato principal aos títulos de Tag Team

Como diz o título, notícias que quase que podiam ser verdade, mas felizmente ou por vezes infelizmente não são.

Nos últimos tempos tem-se visto pouco dos el matadores em acção no ringue, e então que a direção de talentos da WWE decidiram enviar a equipa composta por diego e fernando para Portugal, para melhorarem as suas performances. Com esse intuito John Laurinaitis visitou Portugal para falar com a Associação de Tradições e Cultura Tauromáquica para implementar a tag team em diversas touradas em Portugal. O contracto envolve a participação em 8 touradas no ano de 2014 sendo já a primeira no próximo dia 27 de Agosto como poderão ver no seguinte cartaz. Joaquim Bastinhas já revelou que são uma mais grande valia para a tauromaquia portuguesa.


Nos últimos tempos tornou-se viral o desafio do Ice Bucket Challenge que promove a doação de dinheiro para a associação americana que combate Esclerose Lateral Amiotrófica, mas antes desta iniciativa se ter tornado viral, um antigo lutador da WCW reclama que foi ele o pioneiro desta iniciativa. Trata-se do lutador Glacier dos tempos áureos da antiga companhia de Ted Turner, em que no momento em que caminhava para o ringue saiam flocos de neve do pelas diversas arenas em que passava. Diversos fãs na altura classificavam Glacier como um autêntico balde de água fria, que se veio culminar no grande sucesso que teve entre 1996 e 1999.


Heath Slater reclama o direito de ser o candidato principal aos títulos de tag team que estão nas mãos de The Usos, isto porque “se sou capaz de formar uma banda de um só homem, também sou capaz de formar uma tag team de apenas um lutador e vencer e ter o sucesso nos ringues da WWE tal como o sucesso inigualável que tenho no mundo da musica.” Vince Mcmahon ficou bastante animado com esta ideia lançada por Heath Slater o que levou a que os planos para slater gator fossem postos de lado.


Puroresu Channel 2014 XXXII – Finais do Fire Festival e GHC Jr. Tag & Defesa do Triple Crown


É o regresso do Puroresu Channel com o melhor do puroresu. A edição desta semana apresenta três eventos. O destaque para os eventos das finais de torneios, o Fire Festival da Zero One e o NTV G+ Cup Jr. Heavyweight Tag League da NOAH. A fechar o espaço está um evento da All Japan que teve no main-event a defesa do Triple Crown por parte de Suwama contra Joe Doering...

Dias is That Damn Good #203 – "As Minorias Étnicas no Pro Wrestling?!"

Boas Pessoal!



Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

O Pro Wrestling enquanto modalidade de entretenimento tem o dever de emular as mais variadas características e aspectos da sociedade em que vivemos. Como tal, todos os temas fracturantes, todas as polémicas e controvérsias, todas as orientações sexuais, todas as etnias e raças e todas as grandes problemáticas devem estar presentes nas storylines e storytelling que os seus conteúdos apresentam. Neste sentido, assume uma relevante importância, acima de tudo, o papel das etnias e do modo como elas são respeitadas e/ou utilizadas nos cards das mais diversas companhias e promotoras. É, portanto, fundamental que de entre uma panóplia de "ofertas" a sociedade global se veja reflectida e representada nas múltiplas faces deste fenómeno e, daí, a necessidade de possuir talentos com estas características...o branco caucasiano (mais comum à grande maioria dos ocidentais), os latinos de origem mexicana e porto-riquenha (que representam uma enorme comunidade nos EUA) e os negros afro-americanos (que, por sua vez, são de facto a segunda etnia mais populosa em território norte-americano).

Ora, no seguimento do que tenho vindo a escrever, aquilo que pretendo e me proponho abordar ao longo do presente artigo está relacionado, precisamente, com esta situação...com a questão das etnias e das minorias étnicas e, em particular, com o modo e forma como os wrestlers negros de origem afro-americana e os lutadores de descendência latino-mexicana e porto-riquenha têm sido tratados, aproveitados e/ou sub-aproveitados.

Não percam, por isso, as próximas linhas...



A história do pro wrestling está repleta de exemplos, sobretudo a partir dos anos 80, de como é importante abordar as diferentes etnias e representa-las nos rosters e conteúdos das múltiplas companhias da modalidade. E essa mesma história mostra-nos, também, como a aposta em talentos das mais variadas proveniências e etnias foi benéfica na construção de planteis repletos de star power e altamente aclamados por uma enorme quantidade de seguidores e fãs da indústria. Recorde-mo-nos de Rocky Johnson, por exemplo, o pai de The Rock que foi o primeiro campeão negro na história da modalidade. Lembre-mo-nos de Junkyard Dog e Tony Atlas que também desempenharam um importante papel no decorrer dos anos 80. Recuperemos, numa outra etnia, os casos de Tito Santana e Gino Hernandez, wrestlers de origem mexicana que marcaram uma geração. Se, por outro lado, der-mos uns passos em frente, verificamos que os anos 90, a este respeito, também não defraudaram as expectativas e as companhias não deixaram de olhar para as diferentes etnias como uma parte fundamental da sua programação, tendo, inclusive, incorporado novas formas e estilos como a lucha-libre e o puroresu através da "aquisição" de talentos tornados célebres na prática dos mesmos. Vejamos, como exemplos, os casos de Justin Thunder Liger, de Eddie Guerrero, de Chavo Guerrero e Rey Mysterio, de Juventud Guerrera e Psicosis que foram fundamentais no lançamento do estilo cruiserweight em solo norte-americano. E olhemos, também, para a importância dos papéis desempenhados por Steve Ray e Booker T enquanto tag team Harlem Heat e do próprio Booker T enquanto single-wrestler, olhemos para os Nation of Domination e, em particular, para os casos de Mark Henry e D'Lo Brown...mas vejamos, acima de qualquer outro exemplo, o extraordinário caso de The Rock, que foi e continua a ser sem qualquer margem para dúvidas o talento mais fantástico e que maior sucesso alcançou pertencendo a uma mistura de etnias afro-americana e samoana.

Porém, a primeira década do novo milénio marcaria um novo capítulo neste fenómeno. Um novo paradigma onde esta situação deixou de ser vista e tida com a mesma importância e onde o aparecimento e criação de estrelas provenientes das mais diversas etnias deixou de se conseguir fazer com o mesmo grau e nível de sucesso. A WWE, por exemplo, teve a seu cargo, a meu ver, três grandes oportunidades para conseguir criar a nova grande estrela negra e/ou de ascendência africana, assim como uma tag team que tinha tudo para ser bem sucedida ao nível das melhores da história da modalidade. Falo, claro está, de Elijah Burke (na altura um jovem com uma excelente imagem, repleto de carisma, com óptimas mic skills e que se safava bastante bem dentro dos ringues), de Bobby Lashley (que poderia receber um booking bastante semelhante ao de Brock Lesnar e que, apesar de bem pushado, acabaria por abandonar rumo às mixed martial arts), e, sobretudo, de MVP (talvez depois de The Rock o wrestler negro mais talentoso e com maior potencial que alguma vez apareceu). Por outro lado, o aparecimento da tag team Cryme Time permitiu dar uma lufada de ar fresco na divisão de equipas da WWE, precisamente, numa altura em que o tag team wrestling estava a ser completamente negligenciado pela companhia. Infelizmente a empresa de Vince McMahon não soube retirar o melhor rendimento destes talentos e aproveita-los da forma que eles mereciam, acabando por perdê-los. Mas se relativamente aos wrestlers negros a tarefa não tem sido fácil e granjeado muito sucesso, o mesmo se pode dizer no que toca aos lutadores de origem latino-mexicana e porto-riquenha...basta, para tal, pensarmos que Sin Cara, Primo e Épico foram rotundos falhanços e que Carlito depois de um início bastante prometedor não conseguiu corresponder às expectativas. No mesmo sentido, talvez tenha sido Alberto Del Rio aquele que, no pós-Eddie Guerreno e Rey Mysterio, mais sucesso conseguiu alcançar, mas, tal como aconteceu com Carlito, após um ínicio bastante prometedor acabou por se ir perdendo.



Na TNA, por outro lado, nunca deixou de haver o cuidado de apresentar a maior variedade possível no que respeita à origem étnica dos seus wrestlers, contudo, o sucesso das suas apostas não divergiu em muito daquele que foi alcançado pela WWE. Em todo o caso, podemos referir o excelente percurso percorrido pela tag team Latin American Xchange (LAX) de Hernandez e Homicide e de que como ele foi importante para a divisão de equipas na empresa, assim como para a comunidade latino-mexicana que a acompanhava. Infelizmente, deixaram cair mais tarde esta mesma equipa e os wrestlers que a compunham, apresentando, na actualidade, um esforço acima de tudo nos wrestlers negros MVP, Bobby Lashley e Kenny King. O problema neste caso, contudo, é o facto da TNA se revelar até ao momento completamente incapaz de criar um grande drawer, um grande personagem e essa situação é complicada para qualquer talento que esteja contratualmente ligado a ela, quanto mais quando falamos de minorias étnicas. Por seu turno, a WWE não possui actualmente qualquer talento proveniente dessas minorias étnicas com capacidade para se transformar numa grande estrela (porque Big E. Langston, Kofi Kingston, Xavier Woods, Titus O'Neil, R-Truth, Sin Cara, Kalisto, Primo e Épico, não têm, de facto, capacidade para o topo) e essa situação é, a meu ver, grave porque acaba por negligenciar e não representar uma boa parte daquilo que é o público que acompanha e segue a promotora de Vince McMahon.

Para piorar as coisas, se olharmos para os lutadores com contratos de desenvolvimento que actuam na brand NXT, também verificamos, facilmente, uma enorme lacuna a este respeito. Pois por mais que procuremos por um wrestler que possa representar uma minoria étnica ou na qual essa mesma minoria se possa rever, não conseguiremos encontrar um único em que possamos depositar grandes expectativas e esperanças nas suas qualidades e potencial para vir a afirmar-se como uma estrela de topo. Talvez muita gente e grande parte dos fãs e seguidores da modalidade não dê a devida importância a este fenómeno e não esteja minimamente preocupada com ele...mas, pelas razões que venho apontando ao longo deste texto e, sobretudo, pelas inúmeras storylines que se podem construir através dos problemas gerados pelas minorias étnicas (como o racismo e a xenofobia, a luta pela igualdade de direitos e oportunidades, entre muitos outros temas), acredito que a questão das etnias deveria ser alvo de um muito maior cuidado e preocupação, sobretudo, da parte de quem gere e administra as promotoras do business.


E vocês, qual julgam ser a importância das minorias étnicas no pro wrestling?! O que pensam do modo como a WWE e a TNA têm tratado os wrestlers que as representam?!


Um Abraço,
Dias Ferreira


PS: Não se esqueçam de indicar mais temas e assuntos que gostassem de ver ser tratados neste espaço.



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terça-feira, 19 de Agosto de 2014

WWE Main Event 19.08.2014 - Resultados + Videos | O poder de Erick Rowan


Nesta edição do WWE Main Event está confirmado um combate entre um dos membros da Wyatt Family chamado Erick Rowan (também ex-pretendentes aos WWE Tag Team Championships) e o "World's Largest Athlete", The Big Show, onde estarão acompanhados dos seus parceiros, respetivamente, Luke Harper e Mark Henry. Completa o show mais três combates....

Análise e Pensamentos do WWE RAW: SummerSlam fallout, Brock Lesnar é rei


A WWE regressou ontem ao USA Network para mais uma edição do Monday Night RAW que aconteceu em Las Vegas Nevada e tinha como principal destaque o fallout do espectacular SummerSlam que se realizou Domingo em Los Angeles. Como seria possível dar seguimento a um show tão especular?.....

Zona Indy 2014 (33) Resultados, Notícias e Cards |Futuro da ROH & Briscoes x Hardys - O vídeo

É o regresso do Zona Indy com o melhor do wrestling independente. O espaço de hoje apresenta os resultados do fim-de-semana que tiveram vários shows de destaque nomeadamente da  ROH e Chikara. Completa o espaço as noticias independentes com destaque para o futuro da Ring of Honor....


segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

WWE Monday Night RAW 18.08.2014 - Resultados + Videos - SummerSlam Fallout



O Monday Night RAW desta semana apresenta o fallout do SummerSlam e onde o novo campeão da WWE, Brock Lesnar está presente! Nikki Bella explica porque traiu a sua irmã Brie. Dean Ambrose e Seth Rollins dão seguimento à sua guerra pessoal num falls count anywhere match. Foco ainda para o rematchs entre Cesaro e Jack Swagger e Big Show e Mark Henry contra Luke Harper e Erick Rowan...

Dias is That Damn Good #202 – "Desmistificando CM Punk"

Boas Pessoal!



Sejam bem vindos a mais um "Dias is That Damn Good", o espaço com mais história na nossa CWO ;)

CM Punk marcou uma Era na indústria do pro wrestling, pois foi a primeira grande personalidade a conquistar o circuito independente norte-americano e a comunidade de wrestling online que conseguiu impor-se na WWE, abrindo as portas para outros colegas de profissão com o mesmo tipo de background. Por outro lado, foi também o "Chicago Made" o único talento da empresa de Vince McMahon que, ao longo dos últimos 10 anos, conseguiu aproximar-se dos números realizados por John Cena (principal cara da companhia) e da influência do mesmo. Contudo, e depois de se encontrar no auge das suas carreira e faculdades enquanto wrestler, viria a abandonar a modalidade, deixando um claro vazio quer na WWE, quer junto dos fãs que, ainda hoje, não desistem de "chamar" pelo seu nome.

Neste sentido, porque falar de CM Punk continua a mexer com os sentimentos e emoções de muitos adeptos da modalidade, porque importa compreender a evolução que a sua carreira sofreu desde a sua estreia à sua reforma e, acima de tudo, porque assume relevante importância perceber a própria personalidade de Phil Brooks, o seu legado e as suas tomadas de decisão, aquilo que hoje me proponho tratar e abordar no texto que agora vos escrevo, prende-se, precisamente, com toda esta temática.

Não percam, por isso, as próximas linhas...



Phil Brooks, conhecido por todos como CM Punk, fez o seu debut no pro wrestling corria o ano de 1999, tendo sido treinado por excelentes in-ring workers como William Regal, Dave Finlay e/ou Dave Taylor. A sua carreira iniciar-se-ia no perigoso e altamente condenável backyard wrestling e prosseguiria no circuito independente norte-americano, onde haveria de se tornar célebre pelas suas participações e performances na IWA-Mid South, na CZW, na Ring of Honor (ROH) e numa TNA que dava os seus primeiros passos. Durante este período, travaria uma forte amizade com Colt Cabana e envolveu-se em inúmeras rivalidades com wrestlers como AJ Styles, Samoa Joe, Eddie Guerrero, Raven, Chris Hero, James Gibson (Jamie Noble da WWE) e Sabu, entre muitos outros. Despedir-se-ia, mais tarde, do circuito independente num show da ROH após um combate que o opôs ao seu amigo de longa data Colt Cabana para assinar um contrato de desenvolvimento com a WWE. Foi, portanto, desta forma que CM Punk chegou, em 2005, à Ohio Valley Wrestling (na altura uma companhia satélite da empresa de Vince McMahon onde os talentos mais jovens desenvolviam as suas capacidades e preparavam o seu debut no roster principal da promotora). Tal como havia acontecido aquando da sua passagem pelo circuito independente e pela TNA, Punk rapidamente se conseguiria impor e destacar dos demais colegas, bastando-lhe somente um ano (durante o qual desenvolveu rivalidades, entre outros, com Ken Doane, Ken Kennedy, Brent Albright, Shad Gaspard, Aron Stevens, Johnny Jeter e The Miz) para ser chamado ao plantel principal da WWE, onde competiria no terceiro show da companhia, a ressuscitada ECW.

Como é do conhecimento geral, a visão e versão que a WWE tinha e aplicou à ECW brand, acabou por defraudar largamente as expectativas que tinham sido criadas em seu redor, não só desrespeitando o legado da antiga promotora com o mesmo nome e os seus wrestlers, como falhando claramente em construí-la como uma plataforma mais avançada de desenvolvimento de novos talentos (algo semelhante às funções e papel desempenhados, agora e bem, pelo NXT). De qualquer modo, mais uma vez, CM Punk haveria de destacar-se dos demais...ainda na OVW tinha recebido o apoio de Paul Heyman, que o voltaria a ajudar aquando da sua estreia na ECW, o que a juntar ao nome que já tinha conseguido criar junto dos fãs do circuito independente e da comunidade de wrestling online, lhe assegurava um significativo e fiél número de fãs. Durante o período que esteve incluído no roster da ECW brand até ser chamado aos dois programas principais da WWE, destacou-se, acima de tudo, na rivalidade que opôs os New Breed aos ECW Original e nas feuds que travou com Elijah Burke, John Morrison e Chavo Guerrero. E essa etapa da sua carreira foi bastante importante na consolidação das suas capacidades, na adaptação do seu estilo ao ring-work exigido pela WWE aos seus talentos e, acima de tudo, na sua afirmação enquanto wrestler de qualidade e elevado potencial.



Ora, foi precisamente esse reconhecimento (da qualidade e do potencial) que levou a empresa a atribuir-lhe a vitória, em plena Wrestlemania XXIV, no Money in the Bank match. Consequentemente, CM Punk viria a fazer o cash in do Money in the Bank e a conquistar o seu primeiro título mundial, perdendo-o somente 3 meses mais tarde para Randy Orton. Posteriormente, entraria em três grandes confrontos, também eles nucleares na sua afirmação e consolidação enquanto estrela de topo, contra, primeiro, Chris Jericho, depois Jeff Hardy (a quem voltaria a conquistar o título mundial, depois de ter vencido o Money in the Bank match pela 2ª vez) e, por último, com Undertaker. Seguir-se-ia, então, a criação da stable "Straight Edge Society" (da qual participaram conjuntamente Luke Gallows, Joey Mercury e Serena Debb) e posteriormente a liderança da facção Nexus, período que ficou marcado pela sua derradeira afirmação enquanto estrela de topo e ascensão, de forma indiscutível, a figura nº 2 do roster da companhia. A partir deste ponto, CM Punk nunca mais abandonaria o main event da WWE, conquistando, novamente, o título principal da promotora por diversas ocasiões e participando das storylines de maior importância na mesma. Foi um período no qual tomou parte de excelentes rivalidades que, por consequência, levariam a óptimos combates, contra Alberto Del Rio, John Cena, Triple H, The Rock, Daniel Bryan, Chris Jericho e Paul Heyman...Paul Heyman que durante grande parte deste percurso acompanhou Punk como seu manager e que o viria a trair no final do mesmo. Antes, ainda de abandonar os ringues e a indústria no auge da sua carreira e faculdades, teria, ainda, uma última rivalidade de relevante importância e qualidade contra a Wyatt Family de Bray Wyatt.

Assim, e depois desta pequena revisão da carreira de Punk, importa iniciar uma verdadeira análise ao que ela realmente significou, ao legado que nos deixa e às próprias exigências e tomadas de decisão de Phil Brooks no decorrer de todo este processo. Devemos, por isso, realçar as suas capacidades enquanto entertainer que conseguia dar excelentes entrevistas e realizar promos de grande qualidade (aliás, como ficou provado na worked-shoot-promo que fez num RAW, e que ficaria conhecida pela sua primeira pipe bomb...ou ainda, pela excelente rivalidade e troca de promos que produziu com Triple H, entre muitos outros exemplos). Podemos, também, registar o modo como conseguiu diferenciar-se dos restantes wrestlers, interpretando um gimmick bastante próprio e que, certamente, continha muito daquilo que é a personalidade de Phil Brooks. E devemos, por último, reconhecer a originalidade dos seus movimentos e finisher, assim como a qualidade da generalidade dos combates de que tomou parte...mas podemos e devemos, acima de tudo, realçar a excelente relação que conseguiu construir com os fãs e plateias, situação essa que o colocou, como nenhum outro, bastante perto da posição ocupada por John Cena na hierarquia da WWE. Por outro lado, sabemos também que Phil Brooks nunca teve uma personalidade fácil, que fez inúmeras exigências à administração e responsáveis da companhia e que costumava queixar-se por diversas vezes do booking e rumo que a mesma lhe atribuia, ainda que, em muitas dessas situações, a meu ver, não tivesse razão. Depois, penso que é necessário distanciar-mo-nos temporalmente e espacialmente para conseguir-mos avaliar da forma mais correcta o que realmente significou CM Punk enquanto wrestler e, neste ponto em particular, acredito que, apesar de ser sem réstia de dúvidas um dos melhores da sua geração, teve a vida algo facilitada pela falta de uma competição séria e pela incapacidade que a WWE revelou ao longo dos últimos 10 anos em criar novas estrelas de topo. E penso assim porque, embora reconhecendo todas as qualidades e valor de CM Punk, olho para ele como um wrestler que em plena Monday Night War e WWE Attitude Era, muito dificilmente, conseguiria impor-se no main event e/ou passar do mid card. Mas, neste capítulo, não está em posição diferente daquela em que se encontram, por exemplo, Randy Orton e Daniel Bryan, entre outros. Por último, devo confessar que aquilo mais prejudicou a imagem que tenho de Phil Brooks se prende, particularmente, com a forma como ele abandonou a WWE e o próprio business. Não me interpretem mal, acredito que as pessoas têm o direito de decidir sobre as suas vidas e o rumo que lhe querem dar...mas não consigo aceitar que depois de tantas exigências, lamúrias, reclamações e reivindicações, que depois de tantos wrestlers o terem ajudo com o seu job a cimentar-se no topo, e que depois da WWE lhe ter oferecido os maiores spots da companhia ele tenha sido egoísta ao ponto de "deitar tudo por água abaixo", de ter deixado um vazio na WWE e falhado aos seus próprios fãs.


E vocês, o que pensam de CM Punk?!


Um Abraço,
Dias Ferreira


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domingo, 17 de Agosto de 2014

WWE PPV: SummerSlam 2014 - Resultados + Videos


A edição deste ano do SummerSlam é liderada pelo combate de proporções épicas entre Brock Lesnar e John Cena pelo título da WWE. O evento terá ainda o combate especial entre Brie Bella e Stephanie McMahon que começou com grande ímpeto e foi decrescendo de intensidade...

Road to WWE SummerSlam 2014 IV


O SummerSlam é o PPV da WWE que encerra a época de Verão e que normalmente se apresenta como o segundo show mais importante da companhia a seguir à Wrestlemania. Este ano de 2014, o SummerSlam tem como ponto alto a disputa do título da WWE entre John Cena e Brock Lesnar. A completar o card estão outros combates de relevo com jovens talentos da promotora como por exemplo Bray Wyatt e os ex-Shield, Roman Reigns, Seth Rollins e Dean Ambrose. Vejamos um pouco de história deste PPV....

WWE PPV: SummerSlam 2014 - Antevisão


A edição deste ano do SummerSlam é liderada pelo combate de proporções épicas entre Brock Lesnar e John Cena pelo título da WWE. O evento terá ainda o combate especial entre Brie Bella e Stephanie McMahon que começou com grande ímpeto e foi decrescendo de intensidade...

WN Apostas - WWESummerSlam 2014


É o regresso do WN Apostas para mais PPV. O PPV de Agosto é o segundo maior PPV do ano, é o SummerSlam da WWE e a promessa de muita acção está no ar! Em jogo estão 430 pontos. Façam as vossas apostas e habilitem-se a um prémio no final do semestre!...

WWE Superstars 15.08.2014 | Adam Rose x Fandango


A edição esta semana do WWE Superstars para além da recapitulação dos melhores momentos da semana da WWE proporciona dois combates. Na acção feminina, Emma enfrenta Alicia Fox e na acção masculina Adam Rose enfrenta Fandango ...

MMA: UFC Fight Night Bader vs. St. Preux - Resultados + Videos


Pela primeira vez em sua história, o UFC leva o octógono para o estado do Maine, localizado na extremidade nordeste dos Estados Unidos e terra onde Dana White foi criado. O Cross Insurance Center, em Bangor, receberá o UFC Fight Night 47, evento com card que atrai algumas curiosidades.

Uma delas está na luta principal. Será Ryan Bader capaz de reconquistar a confiança dos fãs e voltar a se postar como um dos candidatos na divisão dos meios-pesados? Ele terá que provar contra Ovince St. Preux, invicto no octógono.....

sábado, 16 de Agosto de 2014

Road to WWE SummerSlam 2014 III


O SummerSlam é o PPV da WWE que encerra a época de Verão e que normalmente se apresenta como o segundo show mais importante da companhia a seguir à Wrestlemania. Este ano de 2014, o SummerSlam tem como ponto alto a disputa do título da WWE entre John Cena e Brock Lesnar. A completar o card estão outros combates de relevo com jovens talentos da promotora como por exemplo Bray Wyatt e os ex-Shield, Roman Reigns, Seth Rollins e Dean Ambrose. Vejamos um pouco de história deste PPV....

Vídeos Humor - DelRioMania - O tributo à passagem de Alberto del Rio na WWE


Alberto del Rio foi despedido esta semana da WWE e como tal, um lutador do seu calibre precisa ter um vídeo de tributo por tudo aquilo que fez na WWE. Os melhores momentos da passagem de Alberto del Rio estão neste vídeo. E já sabem, life sucks. ”But you already knew that.”....

MMA: UFC Fight Night Bader vs. St. Preux - Antevisão + Pesagens


Pela primeira vez em sua história, o UFC leva o octógono para o estado do Maine, localizado na extremidade nordeste dos Estados Unidos e terra onde Dana White foi criado. O Cross Insurance Center, em Bangor, receberá o UFC Fight Night 47, evento com card que atrai algumas curiosidades.

Uma delas está na luta principal. Será Ryan Bader capaz de reconquistar a confiança dos fãs e voltar a se postar como um dos candidatos na divisão dos meios-pesados? Ele terá que provar contra Ovince St. Preux, invicto no octógono.....

SmarkDown! - Antevisão - SummerSlam



Num formato inovador na comunidade online de wrestling portuguesa, o SmarkDown! trás as opiniões e análises imparciais sobre tudo o que é Wrestling, enquanto educa sobre momentos históricos deste grande espectáculo. João Basílio será o vosso anfitrião e guia dentro do mundo do wrestling, por isso preparem-se para um verdadeiro SmarkDown!...

Slobber Knocker #112: Cabem mais títulos?


Após uma semana de ausência que fica a vosso crédito se deve ser facilmente perdoada ou não, regresso com uma nova edição do Slobber Knocker, com um assunto a responder a um corrente pedido. E ligo-o à situação actual.

Estamos nós ainda a habituar-nos à ideia de termos os dois títulos Mundiais unificados - mais ou menos, isto é fácil de habituar - e já correm burburinhos de quererem unificar mais. O que é certo é que pode causar-nos alguma sarna que o título dos Estados Unidos esteja a ser tão ignorado. O seu actual Campeão já vai no caminho do anterior, na falta de defesas, e tem sido o Campeão que vai sempre atrás de outro título, como quem diz "Quero outro, este não chega, quero um a sério". E o título Intercontinental, nos seus altos e baixos, podia ser tão grande. Parece que querem tirar-nos títulos e fazer poucos com os que têm.

O assunto escolhido para esta semana pega nesse tema e vai ao encontro de algo que tem vindo a ser-me pedido mais que uma vez - não sei se foi sempre o mesmo, ou mais que um, quem seja pode manifestar-se - que é uma abordagem a títulos antigos que já não andam pelas cinturas dos nossos Superstars predilectos. Títulos extintos. E para localizar a coisa no presente, tento situá-los nos dias de hoje. Haverá espaço para eles actualmente? Para quê responder já a tudo se tenho um extenso artigo a partir daqui para o fazer? Ora vejam lá e, quem me pediu isto, que se regozije:

Cruiserweight Championship


O mais esperado neste assunto e o que ainda é mais recente. Não faz assim tanto tempo que o título ainda era activo e colocava os "pequenotes" à disputa. Mas ao menos podemos dar-nos contentes por saber que o título foi retirado com um Campeão digno. Hornswoggle. Pois, talvez o cinto mereça um pequeno resgate de legado. 

O Cruiserweight Championship foi o cinto vindo da WCW que se unificou com e substituiu o Light Heavyweight Championship da WWF, pela altura da compra da companhia de Ted Turner. Desde então, teve a sua história, o seu legado e manteve a regra de que era um cinturão exclusivo para aqueles considerados "pesos leves". A acção à volta do cinto costumava ser bastante rápida e atlética - para quem seja recente e tenha conhecimentos exteriores, correspondia mais ou menos, a uma X Division - e era frequente que apresentasse combates de qualidade. No entanto, não era nos minorcas que eles iam depositar a atenção, logo ficava atafulhado para o fundo do card. Por vezes até era retirado de TV e visto a andar pelo Velocity, enquanto não lhe arranjassem um buraco. Mas não era assim tão renegado - há títulos agora com menos atenção - e encontrava sempre o seu "slot" em PPV e ocupava bom tempo de TV sempre que podia. Chegou a ser exclusivo do Smackdown mas já andava no Raw, quando foi retirado.

Por acaso admito que até é uma das coisas do passado que gostava de ter de volta, porque até havia boa coisa a tirar daqui e algo a fazer com alguns lutadores de rodapé. O obstáculo é que eles podem estar a distanciar-se da velha e má ideia de separação entre os "grandes" e os "pequenos" com estes últimos a ficar para baixo. Cada vez vemos mais lutadores de peso médio a ocupar as posições cimeiras e isso é óptimo. E sem esse título, talvez se retire a ideia de que ainda há uma barreira entre pesos. Mas por outro lado, há muitos lutadores que sabemos que não chegam ao main event ou ao midcard alto nem que os puxem com um gancho. Não vou sequer sugerir que construam uma divisão com gente como Kenta, Sami Zayn e Adrian Neville porque já são mais do que isso e só sugerir sequer nomes como Seth Rollins, Dean Ambrose ou Daniel Bryan é uma calamidade catártica. Mas ainda há malta como Kalisto, Xavier Woods, Justin Gabriel, Sin Cara ou até mesmo Heath Slater, entre outros, que não vemos a sair da cepa torta ou com perfil para subir assim tanto no futuro e que talvez se pudessem aproveitar actualmente.

Poderia voltar nos dias de hoje?:
Poder até podia, mas não o vejo a acontecer. Seria necessário um propósito para o trazer, sem ser só porque sim, porque lhes apetece. Logo, tinha que se construir algo. Têm lutadores para isso. Quanto ao tempo de antena, convinha que fosse mais fixo e exclusivo. De um dos programas secundários, até, para lhes dar destaque e atenção, como o Main Event ou o Smackdown. Escolheria o Smackdown para lhe dar mais propósito do que um programa de repetições do Raw. Nem seria necessário a brand split para tal, para se poderem aproveitar todos os lutadores de peso leve e sem ter que os mandar todos para um lado.

Hardcore Championship


Este já tem mais alguns anos e é bem reconhecido pelo seu conceito irregular. Com o seu nome e a sua "falta de regras", pode dizer-se que tenha sido uma resposta à ECW. No entanto, criado na Attitude Era e por aí fora se prolongando, tinha que ter uma abordagem muito humorística. E assim era, muito brincavam com este título e pouca seriedade tinha ele. Mas também não se pode negar que fosse imprevisível. Com a sua regra de 24/7, a poder ser disputado em qualquer lado, qualquer um podia tornar-se Campeão quando menos se esperasse e sabe-se lá quantos Campeões podíamos ter por dia.

Tornava-se entusiasmante de se ver. Ao não ter uma divisão que orientasse os candidatos ao título, qualquer um podia conquistar o título quando lhe apetecesse. Até Trish Stratus já chegamos a ter como Campeã. Tendo em conta que consiste num título "Hardcore", seria de esperar que muitas vezes tivessemos uma acção mais agressiva que a anterior e, muitas das vezes, nem se davam sequer ao trabalho deir ao ringue disputar o maldito cinto. Era bastante propício para a galhofa, logo era comum que existissem momentos divertidos à volta do título - não era propriamente um cinto sério mas, se pensarem bem, o quão seria foi realmente a Attitude Era?

Se isto voltasse nos dias de hoje, muita gente ia recebê-lo bem e até se podia garantir uns momentos bem entretidos. E, como disse, não são necessárias condições extraordinárias para que possa existir o cinto, basta haver gente, qualquer um serve. Até seria uma maneira de utilizar gajos perdidos e de criar umas quantas "upsets". Mas tenho que questionar: ia ter o mesmo feeling que da primeira vez? O principal problema com estas coisas que deixam de existir é que, por muito nostálgico que seja pensar no seu regresso, nunca voltarão a ser como antes.

Em vez da sensação de "tudo pode acontecer", ia ficar uma mais amarga de "têm que se esforçar por manter a ideia de que tudo pode acontecer" e ia deixar aquela marca de não conseguir descolar do passado, sem recuperar as antigas glórias, tornando-se apenas uma empobrecida versão daquilo que se fazia há uns bons anos atrás, sem nunca conseguir sair da sua sombra. Uma década, uma versão 2014. Mexer num legado que já está feito. Se quisessem superar tudo isso, tinham que fazer as coisas muito bem e com muito cuidado. Que, por acaso, é uma palavra que não tem muito a ver com o conceito do Hardcore Championship. Parece que até aí temos um problema, ou então aí é que já sou mesmo só eu.

Poderia voltar nos dias de hoje?:
Como disse, poder até podia. Nada que o impedisse. Não existem condições extraordinárias que o plantel de hoje em dia não conseguisse cumprir. Mas também não existe aquela necessidade de recuperar algo que já deixou o seu legado feito e que não teria o mesmo impacto que teve na altura. Falta também um propósito. Por mim, punha-se a malta toda à bulha onde desse, à volta de um cinto com aspecto esfarrapado - outro pormenor é que provavelmente o alterariam - que dava bons momentos. Mas dá mesmo para o fazer da melhor forma?

Women's Championship


Não é um título totalmente abolido porque a sua divisão não podia ser abolida e ainda lá está. Apenas foi substituído por outro que muitos vêem como inferior. Após um período curto em que tivemos dois títulos femininos - a adição do "Divas Championship" como um novo título de maneira a que pudesse recompensar as divisões femininas de ambas as brands quando estas ainda existiam separadamente - eventualmente fundiram-nos e retiraram este histórico cinto para ficarem com o novo.

Não foi uma manobra que caiu muito bem. Arrumou-se este título que tinha uma imensa história e o maior legado na história do wrestling feminino, passando pelas cinturas de qualquer nome mítico do wrestling feminino. Arrumado em favor de um novo, com pouca história e mais aspecto de brinquedo da Barbie. Também não favoreceu muito a divisão e as competidoras em questão, pois o aspecto do cinto e a subsituição do digno "Women" para o mais categórico "Divas" ajuda a que se entenda que a actual divisão feminina não é tão séria como outrora o foi noutros bons tempos.

Após anos e com umas Campeãs recentes de elevada qualidade - AJ e Paige, que andam a disputar o dito cujo servem de perfeitos exemplos - será que já nos podemos deixar render ao hábito e aceitar o Divas Championship como o devido, digno e respeitoso sucessor do histórico Women's Championship? Podemos nós esperar que este mais recente cinto construa um novo legado que possa ser comparável ao do anterior? Mais vale, assim parece que tem que ser e já nos habituámos a bem pior.

Com tudo isso em conta, não há qualquer razão ou condição para se poder ter este cinto de volta. Seria absurdo pensar em ter ambos activos quando a divisão se vê à rasca para se manter com um. Substituí-lo ia precisar de um propósito muito grande e de uma história muito longa. O único que já me ocorreu foi aquilo que já escrevi num daqueles artigos em que invento umas histórias impossíveis retiradas do fundo do baú das fantasias e que consista nuam história para Wrestlemania, dividindo as Divas em dois grupos: as competidoras que se queriam dedicar ao wrestling e serem mais lembradas por tal e que não queriam ser chamadas Divas e as que aceitam que se lhes chame tal e que defendam que podem preocupar-se com o seu aspecto físico e dar uma de modelo, sem perder a sua dureza e integridade em ringue, estando ao nível das outras. Uma rivalidade sem Heels e sem Faces e que culminaria num gigante combate de equipas que veria cada equipa a defender um título. Ficava activo um cinto de acordo com a equipa vencedora, seguindo-se um torneio para definir a primeira Campeão da nova geração do título vago.

Sim, já contei essa história antes. Mas nem sequer é uma sugestão e muito menos uma possibilidade. São mesmo só histórias que me passam pela cabeça quando me quero armar em booker, quando me dá a mania que sou gente sequer. Não vejo como isso acontecer e não vejo como podia acontecer qualquer outra coisa à volta do assunto. O título já é item de Hall of Fame e foi substituído.

Poderia voltar nos dias de hoje?:
Sem necessidade de entrar na redundância em que caio sempre que concluo cada parágrafo. Um simples não. Já não dá, sem algo drástico.

European Championship


Aqui já podemos e devemos recuar um pouco mais no tempo, este já é mais antigiunho e já faz mais tempo que o extinguiram. Em tempos, na WWF queriam premiar o midcard com algo mais que o título Intercontinental e achavam que um título secundário só ia fazer bem à malta. Como a WCW andava com o título United States, cá deste lado na WWF acharam boa ideia, em 1997, inaugurar o título Europeu - ironicamente British Bulldog e William Regal foram os únicos Campeões verdadeiramente Europeus - para dar mais trabalho ao midcard. Que nem era propriamente um midcard baixo, já nomes como Triple H, Kurt Angle, Chris Jericho, Shawn Michaels, entre outros, foram detentores deste cinto.

O título viu a sua dissolvição ao unir-se ao título Intercontinental, sendo Rob Van Dam o homem responsável pela unificação e, sendo assim, o último detentor do título. O último Campeão antes dele e da unificação fora Jeff Hardy, que tentava a sua sorte a unificar o Intercontinental com o seu, mas sem sucesso. Isto já em 2002, numa altura em que a WWE já era dona da competição - como se pode ver pelo seu último Campeão vindo da ECW - e já tinha mais títulos a entrar na rota.

Adoptaram o United States Championship e, actualmente, já tem tanta raíz e está tão estabelecido na WWE - mesmo que não tenha assim tanta atenção - que já se sente como se estivesse lá desde sempre. Na verdade, foi uma herança da WCW e preferiram este ao seu original European Championship, que não foi visto de novo até então. Já tinha um título para o seu propósito. E já tem um título para o seu propósito actualmente. Logo nem dá para pensar na sua resintalação nem se vê lógica nisso.

Só se houvesse alguma divisão em concreto, o que não é o caso. Não é nenhuma divisão Europeia, em que só competem lutadores Europeus, não há cá nada disso. Por muito que o Zeb Colter gostasse dessa ideia de separatismo, não há disso, e este título Europeu é mais um cuja descrição geográfica é apenas representativa e metafórica de uma escala. Agora imaginem. Estão à rasca para manter dois títulos de midcard relevantes - um deles mal é defendido. Vão estar agora a meter mais um? Três títulos a ser defendidos pela malta toda? Dado os problemas que já têm os cintos actuais, com sorte víamos o Campeão a defender a cada 3 meses e a lutar maioritariamente no Superstars. Não há cá espaço para um destes agora. É o United States Championship, vai dar ao mesmo, só que do outro lado do Atlântico. E até este está a precisar de um forte empurrão.

Poderia voltar nos dias de hoje?:
Mais uma vez, a pergunta já está mais do que respondida. Não há sequer razão para se querer este de volta para além de um pobre "Lembro-me do tempo dele", porque ele não ia acrescentar ou mudar alguma coisa ou dar actividade a uma entusiasmante divisão. Seria uma adição desnecessária e sem condições. Preocupemo-nos antes com o United States Championship em apuros. E para recordar este, é rever as suas glórias antigas. Na WWE Network. Por $9.99.

World Tag Team Championships


No caso de confusão, há que lembrar que em tempos já existiram dois destes. Apenas distinguidos pela brand onde se encontravam e pelo prefixo "WWE" ou "World". Mas como os leitores são bem conhecedores, não há necessidade de lembrar isto porque ainda se lembram bem destes títulos e dos tempos em que existiam dois títulos de Tag Team. Ou seja, tempos em que dava para existir duas divisões de equipas.

Lá vieram os tempos em que as equipas começaram a escassar e começaram a ver-se à rasca para manter dois títulos que premiassem duas divisões de tal. E começaram a meter as histórias dos Campeões unificados, que colocava quatro cintos numa equipa. Talvez se lembrem daquela altura em que o Miz andava com cintos suficientes para levá-los para a feira e vender. Isto porque as coisas começavam a escassar e não dava para ter duas divisões. Unificaram de vez, criando uns cintos novos - os designs feios actuais - e mantendo o nome "WWE Tag Team Championships", de modo a que os que tivessem o prefixo "World" se considerassem retirados, em inícios de 2010. 

Feios ou não, mantêm-se agora e já passaram uma fase bem negra, que só revela que isto de dois títulos de equipas tinha que ir á vida mais tarde ou mais cedo. Agora já recuperou bastante. Ainda lhe falta alguma sopinha, mas já se vê algo e o que se vê é bom. Existem equipas e os Campeões são impecáveis. Em termos de atenção e qualidade? Lembrem-se do último PPV, o Battleground, e notam que foi esta mesma divisão que sacou o combate da noite ali mesmo ao abrir. Já há muita coisa boa, mesmo que ainda tenha muito espaço onde melhorar. Mas não há qualquer condição para se criar outra. E sem brand split então, é que não faz sentido nenhum existirem duas divisões a colidir e a procurar tempo de antena nos mesmos programas de TV. Se está tudo num "Universo" só - e refiro-me a brands e não aos fãs - então já temos estes títulos e não há razão para este deixar saudades sequer. Teve os seus bons dias, quando podia existir.

Poderia voltar nos dias de hoje?:
Não. Uma só divisão Tag Team chega, não existindo divisão de brands. E é essa que precisa de ser trabalhada. E não é com mais um título que iam trabalhar um chavo. Isso nem era um tiro no pé, era na cabeça mesmo. Acho que isso compreendem bem.

Creio que, por aqui, já tenha dado para falar dos títulos que interessem e que já dê para fechar. Não acho que haja necessidade de falar de outros mais obscuros e esquecidos como títulos de trios, de duplas femininas, de categorias mais específicas de peso, regionais ou o mítico Canadian Championship que apenas viu um breve Campeão - Dino Bravo. Vejo mais esses títulos numa categoria de títulos esquecidos ou desconhecidos e daria para ser abordado num outro tema diferente - e até já o fiz, mas não foi aqui, não quer dizer que, a pedido, não o aborde noutra altura aqui. Espero que tenha correspondido às expectativas dos pedidos.

Com esta conclusão me retiro, espero que dê para abrir conversa nostálgica sobre estes títulos ou até mesmo sobre aquela parte da inclusão nos dias de hoje. Com isso dito, fica uma última questão relacionada com o tema:

"Achas que a WWE ficava favorecida com mais, menos ou os mesmos títulos que tem actualmente?"

Desta forma me despeço até à próxima semana, onde devo cá estar para o habitual e tradicional rescaldo ao SummerSlam, que costuma ter metade dos leitores. São menos mas são bons, espero eu. Até lá fiquem bem, continuem a desfrutar do Verão e um bom SummerSlam a todos!

Cumprimentos,
Chris JRM

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Road to WWE SummerSlam 2014 II


O SummerSlam é o PPV da WWE que encerra a época de Verão e que normalmente se apresenta como o segundo show mais importante da companhia a seguir à Wrestlemania. Este ano de 2014, o SummerSlam tem como ponto alto a disputa do título da WWE entre John Cena e Brock Lesnar. A completar o card estão outros combates de relevo com jovens talentos da promotora como por exemplo Bray Wyatt e os ex-Shield, Roman Reigns, Seth Rollins e Dean Ambrose. Vejamos um pouco de história deste PPV....

 
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