WWE Monday Night RAW de 26 de Janeiro de 2015

Em virtude de uma tempestade que assola a cidade onde aconteceria o show, este teve de ser cancelado e a WWE teve de improvisar e levar a cabo uma edição especial do RAW com os melhores momentos do Royal Rumble e ainda algumas entrevistas em directo no estúdio

WWE PPV Royal Rumble 2015

A edição deste ano do Royal Rumble conta com o tradicional Royal Rumble Match onde 30 lutadores batalham por uma oportunidade pelo WWE Title que também será defendido num Triple Threat Match no qual Brock Lesnar defende o título contra John Cena e Seth Rollins

WWE Smackdown de 22 de Janeiro de 2015

O Smackdown desta semana é o último show antes do PPV Royal Rumble e em destaque no show está o regresso aos lutadores "despedidos" da WWE e com a The Authority a lhes lançar um desafio. No main-event do show, Daniel Bryan enfrenta Kane e com o spot de Bryan na Rumble em jogo.

WWE NXT de 21 de Janeiro de 2015

O episódio desta semana do NXT tem como destaque o anúncio de um torneio para definir o novo contender ao título do NXT na posse de Sami Zayn. Os primeiros combates do torneio colocam Finn Balor contra Curtis Axel e Hideo Itami contra Tyler Breeze.

TNA Impact Wrestling de 23 de Janeiro de 2015

O Impact Wrestling desta semana tem como destaque o combate feast or fired match e com a revelação do conteúdo das malas no final do show. Bobby Lashley exige que MVP lhe devolva o seu título e como tal os dois colidem. Gail Kim bate-se contra Havok e James Storm enfrenta Matt Hardy.

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sábado, 18 de abril de 2015

TNA Impact Wrestling 17.04.2015 - Resultados + Vídeos | Tag Team Gold



Uma noite só de equipas!

Sem dúvida que esta edição temática do IMPACT Wrestling promete muita ação, pois os novos TNA World Tag Team Champions serão determinados hoje com este torneio numa só noite, em que 4 equipas avançarão para um "Ultimate X 4-Way Tag Team Match" para tentar conquistar os títulos que estão vagos devido a uma lesão de Eddie Edwards dos Wolves.

No entanto essas 4 equipas terão de batalhar para chegar a esse combate final numa série de combates de qualificação e conforme podemos ver no poster, temos os 4 combates de qualificação confirmados, onde algumas velhas rivalidades poderão surgir...

Como é o caso dos Hardys vs The Revolution, que ainda têm contas a acertar desde que Storm deu com o sino da vaca na cabeça de Jeff Hardy há uns meses atrás após um "Six Sides of Steel Match", provocando uma queda feia e deixando Hardy de fora das gravações na Europa!

Mas mais novidades também ocorrem neste torneio, pois veremos a estreia de Jay Rios na TNA, que se juntará ao mascarado Tigre Uno para enfrentar a equipa estranha de Bram e EC3 (dois contrastes diferentes) e certamente, Jay Rios quer causar uma 1ª boa impressão com os fãs em todo o mundo.

E para além disso, veremos também reuniões de equipas como é o caso dos Dirty Heels (Bobby Roode & Austin Aries) que já tiveram os títulos no passado e foram uma grande equipa no pouco tempo que tiveram juntos, que irão enfrentar outros ex-campeões, The Bromans (Jessie Godderz & Robbie E)!

Para acabar, o outro combate de qualificação será entre dois membros dos Beat Down Clan (Low Ki & Kenny King) e a equipa recente de Mr. Anderson e do novo TNA X-Division Champion Rockstar Spud e nós sabemos que Low Ki (o ex-campeão) quer não só estes títulos, mas também o título que perdeu recentemente no Reino Unido contra Spud...

Portanto como podemos ver, estas 8 equipas têm a sua história e o seu caso para quererem conquistar os cobiçados TNA World Tag Team Championships, mas quem irá avançar para as finais no "main-event" mais tarde no programa e conquistar os títulos? E quem ficará pelo caminho?

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sexta-feira, 17 de abril de 2015

WWE Smackdown 16.04.2015 - Resultados + Vídeos | All Champions Showdown


O episódio desta semana do Smackdown tem como destaque um combate de equipas entre os WWE Tag Team Champions Tyson Kidd & Cesaro e a equipa do United States Champion John Cena e do Intercontinental Champion Daniel Bryan e ainda incluí um combate entre o ex-World Heavyweight Champion Sheamus e o recente talento vindo do NXT chamado Neville, assim como um "Triple Threat Match" entre Natalya, Alicia Fox e Cameron.....

quinta-feira, 16 de abril de 2015

WWE NXT 15.04.2015 - Resultados + Vídeos | Sami Zayn vs Rhyno


O episódio desta semana do NXT tem como destaque um combate pela primeira vez entre Rhyno e o Sami Zayn (este será o combate de regresso de Zayn) e ainda incluí a continuação da rivalidade entre os NXT Tag Team Champions Blake & Murphy e a equipa de Enzo Amore & Colin Cassady, assim como a estreia de uma NXT Diva chamada Dana Brooke e ainda com Baron Corbim e Solomon Crowe em ação.....

segunda-feira, 13 de abril de 2015

WWE Monday Night Raw 13.04.2015 - Resultados + Videos | RAW em Londres



Próximo desafio?

Desde que John Cena conquistou novamente o United States Championship na Wrestlemania 31 contra o ex-campeão, Rusev, temos assistido todas as semanas no Monday Night Raw a um combate pelo título, onde Cena desafia qualquer elemento dos balneários da WWE para o virem tirar o título...

No entanto as coisas não parecem assim tão fáceis como Cena faz parecer, pois nestas últimas semanas, para além de ter Rusev sempre a pedir por uma desforra pelo título (que a vai obter no Extreme Rules), já teve combates intensos contra Dean Ambrose e Stardust.

Tudo o que Cena pretende é tornar de novo o título mais prestigioso e nestas últimas semanas tem feito bem esse trabalho, dando oportunidade a ex-campeões e o que se espera sempre é que haja um combate especial quando Cena enfrenta alguém pelo título!

Rusev por outro lado, não pensa em mais nada a não ser dar cabo de John Cena e de lhe tirar o título, pois ele afirma que a vitória de Cena na Wrestlemania foi por sorte e que ele nunca chegou a perder, portanto para estes dois homens, este títulos vale bastante na carreira deles...

Então para Rusev seria um gozo conquistar o título de novo, para ele e Lana poderem esfregar o quanto os americanos são uns falhados e que os russos novamente são superiores... no entanto hoje no Raw tudo poderá acontecer e Cena pretende continuar a defender o título até ao Extreme Rules sem problemas!

Basta ele aguentar-se com o título nas mãos até ao PPV para poder provar a Rusev que ele afinal pode perder, mas até lá será que hoje neste programa especial no Reino Unido, irá perder o título contra alguém que não estamos à espera? Ou irá Cena aguentar-se até lá?

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domingo, 12 de abril de 2015

Slobber Knocker #143: Fins


Sejam bem-vindos a mais uma edição do Slobber Knocker que já chega numa altura em que a Wrestlemania já é vista com alguma distância e, em alguns casos, também algum saudosismo. Daí que parta para novo assunto e até já vou directo a ele, sem me rodear muito.

Disse na conclusão do Slobber Knocker anterior que trazia um grande e importante anúncio e nem me vou estender muito para lá chegar quando escreverei este artigo a partir dele mesmo. Logo, posso adiantar de imediato, um pouco a sangue frio, mas sem desvalorizar qualquer suspense ou emoção que tal anúncio possa trazer. E é muito simplesmente o seguinte:

Este é o último Slobber Knocker que escreverei.

Não é uma decisão fácil, não é uma desistência, muito menos é um “walk out”. Não vou para longe e é precisamente longe que eu não estava a ver o Slobber Knocker a ir nos seus últimos momentos. Estava mau? Pessoalmente, não acho. Um pouco mais arrastado e não com a mesma forma dos seus antigos dias? Talvez. Mais difícil de conseguir um tema todas as semanas e apresentá-lo com a qualidade que sei que todos vocês merecem? Essa parte posso dizê-lo eu que sim. E tudo isto não é para dizer que já não sinto vontade de o escrever, sempre adorei este hobby, o certo é que achei que a saída certa era colocar-lhe um ponto final digno antes de se estragar.

Se tive pena e pensei se era muito cedo e podia parecer desistência mesmo que eu soubesse que não era? Pensei e reflecti bastante sobre o artigo. Três anos. Quase cento e cinquenta edições. Passei por quatro Wrestlemanias, vi todo o tipo de voltas a acontecer no wrestling. Quando comecei não havia uma divisão de equipas, agora até rouba o show de vez em quando. Apanhei o reinado histórico de CM Punk e ainda pude vê-lo a ir-se embora, tudo enquanto aqui estava. Tipos como o Trent Barretta e o Tyler Reks estavam empregados quando comecei e alguns favoritos actuais meus como o Tyler Breeze, nem sabia quem eram. O “NXT Redemption” era uma coisa que existia e cá estava eu para ver um “NXT” de cara lavada tornar-se o melhor programa semanal da WWE. Tudo isso se passou numa fracção de tempo em que eu estive por aqui, para poder comentar, opinar ou falar de algo completamente diferente. Fui adorado, elogiado, aclamado como um dos melhores quando apareci. E também fui odiado, questionado e chamado de “WWE Kid”, mas acho que desse rótulo ninguém aqui se safou. Logo até nem podia ter uma conclusão mais positiva: o Slobber Knocker chega a esta altura em que escrevo isto, como um artigo completamente realizado, completo, sem nada a provar e sem deixar alguma coisa por fazer. Não sei qual será o seu lugar na história do WrestlingNotícias ou da comunidade jornalística amadora online sobre wrestling... Mas na minha história pessoal, sei que tem um lugar prestigioso e nunca o deixei ir abaixo. Que seja um fecho digno e em grande!

E também gosto de pensar que todas as coisas boas têm um fim. E isto também, aparentemente, não sei se conta como uma coisa boa. Mas porque não falarmos um pouco sobre esse assunto, antes da babosa despedida – que não é uma despedida assim tão despedida, mas depois explico-vos – e abordar algumas das coisas que chegam ao seu fim? É que nenhuma delas morre!

Reinados


É uma coisa que dá valor ao título e ao reinado é o tempo que ele dura. Aquele hábito de dizer quantas vezes é que alguém já deteve um certo cinto é muito bonito mas também é sinal de que ele já saltitou muitas vezes e que não é assim tão difícil obtê-lo. John Cena tem um recorde impressionante no que a isso diz respeito e apenas um homem lhe está à frente. Mas temos que ver que Cena tem 15 títulos mundiais numa década e pouco de carreira, enquanto Ric Flair obteve os seus 16 ao longo de uma extensa carreira. Valoriza-se mais uma maior quantidade de títulos em menos tempo? Se quiserem, mas por mim não ia por aí, mesmo que eu também goste de recorrer a número de vez em quando.

Então olhemos a um caso recente. CM Punk. Antes de achar que era fixe por-se a andar e ir para a porrada a sério, Punk estava no topo. Era um topo algo fosco porque era um topo que não estava no topo nem tinha direito a fechar os PPVs. Mas era o topo. E assim o foi por um longo tempo, CM Punk entrou para os livros de história de wrestling para a contagem dos maiores reinados da história ao deter o cinto por mais de um ano. Foi um favor que se fez ao cinto, visto que antes disso ele mudava de mãos com uma rapidez de deixar o Vince Russo sorridente. Chegou ao ponto em que se contava cada dia como um anúncio, dando cada vez mais valor e louvor àquele impressionante reinado. Para mostrar que isso até valia mais que uma data de títulos a murro. Mas, por muito bom e impressionante que isso fosse, tinha que chegar ao seu fim. E para mostrar o difícil que era tirar-lhe aquele cinto das mãos, tiveram que recorrer a gente que nem costuma estar ali – ficou The Rock encarregue de fechar aqueles mais de trezentos dias com um People's Elbow.

No entanto, deve sublinhar-se que CM Punk estava a dar valor àquele cinto, a glorifica-lo e a dar-lhe uso. Isso também é importante e até é o mais importante, senão um gajo ganha o título, esconde-o e não o perde durante anos por não o defender e pronto, é um grande Campeão. Não chega e por vezes um longo reinado acaba por desvalorizar em vez do contrário. Pegue-se noutro caso recente e também de alguém bastante popular e talentoso. Ainda nos Shield, Dean Ambrose foi United States Champion e, sabendo nós como ele é, podia ter tido um reinado fantástico, ainda para mais com os seus parceiros sempre por perto. Em vez disso, colocaram sempre os Shield activos em problemas paralelos e o título tornou-se um mero adereço e parecia estar lá para lhe segurar as calças. Passavam-se semanas, meses, sem uma defesa de título e as pessoas esqueciam-se que o título existia e que um gajo que até andava por vezes a brincar em main events era o seu Campeão. Esse reinado também teve que acabar e foi às mãos de Sheamus e Ambrose ficou com um recorde recente de um longo reinado. É mencionado mas não é sentido, não foi um reinado como deve ser.

E seja com reinados dos bons ou dos pobres, por muito longos que sejam têm que chegar ao seu fim, senão um gajo morre agarrado ao cinto e nem assim. Até mesmo o mais impressionante recorde de Bruno Sammartino viu o seu fim após quase 8 anos, às mãos de Ivan Koloff – que, ironicamente, apenas teve o título por um mês. Bob Backlund também conseguiu um recorde impressionante nos seus tempos, com 4 anos a servir de Campeão da WWF, até o Iron Sheik quebrar esse feito – para também largar o título em Hulk Hogan um mês depois. Todo o reinado encontra o seu fim e assim tem que ser em muitos anos de história. É o mais básico dos aqui listados.

Streaks


Também é um feito enorme para dois indivíduos. Para aquele que se manteve invicto durante um determinado tempo e para aquele que consegue ser o privilegiado a obter a proeza de romper essa invencibilidade. Por vezes streaks também se podem dar dentro de um reinado, se tivermos um Campeão que, mesmo sem ser em defesas de títulos, não perde. Dificulta a arranjar candidatos mas arranja-se. Daí que não optem assim tanto por isso, mas ainda pode acontecer de vez em quando. Alguns simplesmente constroem streaks suficientemente impressionantes para que quase valham mais que um título. Difícil enterrar alguém que foi invencível por tanto tempo.

Um caso recentemente rompido é o de Rusev. Isto na sua chegada ao plantel principal, ele até teve uma estreia muito mal pensada no NXT. Estreou a sua gimmick de Alexander Rusev contra o visitante Dolph Ziggler, que não vinha para perder. Então vejam nos registos – o monstruoso e até então invicto Rusev estreou no NXT com uma derrota. Rapidamente recuperaram-lhe o ímpeto e quando subiu para a “Primeira Liga”, manteve-se sem perder até à Wrestlemania deste ano. Quase um ano dessa brincadeira. É claro que coube a John Cena ser o tal que conseguia, mas até lá Rusev devastou, passou por cima de meia dúzia de ex-Campeões Mundiais, ganhou o United States Championship e escarrou na pátria Norte-Americana sempre que teve oportunidade. Melhor “monster heel” que já construíram em anos, arrisco dizer desde talvez o Umaga. Duvido que consigam ainda enterrar este, vai demasiado lançado. Porque teve uma grande streak e, como já disse, até essas têm que acabar.

Mas quando se fala em streaks, há sempre um nome que sobe logo à atenção de qualquer um. Falando daquelas streaks que alguém tem depois de estrear em que se mantém sem perder, há muitos, nem dá para estar a pensar em todos. Temos que nos virar para um caso diferente e único. E se alguém em todos os seus abundantes e longos anos de carreira nunca tivesse perdido naquele gigante palco que é a Wrestlemania? Bem, aconteceu com Undertaker que, por 21 anos – ele, na verdade, falhou duas Wrestlemanias, logo estende-se para 23 anos – nunca perdeu o seu combate na Wrestlemania. Começou casualmente, depois notaram, depois quiseram mantê-la. Depois tornou-se o seu único propósito e voltava anualmente apenas com o propósito de defender essa streak, enquanto Superstars se mostravam sedentas de tentar a sua sorte. Undertaker tornara-se um troféu tão grande ou maior que um título e todos cobiçavam o impossível. A ideia que todos tinham e esperavam era que esta streak chegasse ao fim intocável. Apenas acabava com a carreira mas nunca era rompida. Mas, como todos aqueles rostos da Wrestlemania XXX mostraram, apenas ficou o choque quando, na tentativa da vigésima-segunda vitória consecutiva, uma besta como Brock Lesnar consegue o impossível e derrota Undertaker na Wrestlemania. Olhando para o Lesnar dos últimos tempos, apenas fez sentido e esta foi a catapulta para o tornar naquela besta temível que tem estado no topo da cadeia da WWE, no que diz respeito a títulos.

Seja com um “Who's Next?” de Goldberg, um Jay Briscoe que já não sofre um pin há coisa de dois anos, perdendo apenas em situações irregulares ou combates com estipulações diferentes, ou uma lenda que simplesmente não perdia na Wrestlemania, streaks são algo que existirá sempre e que elevará sempre um competidor a patamares gigantes – um falhanço notável a fugir à regra pode ser Crimson, paralelismo propositado que a TNA apresentou, a quem lhe deram uma longa streak que a romperam de má forma, tornando-o jobber de imediato e permitindo o seu desaparecimento de TV até à sua saída. Mas até essas encontram o seu fim eventual. Sempre com o propósito de elevar alguém – quão bem visto fica aquele que consegue ser o “tal” - o “1” em “21-1” é um perfeito exemplo? Pronto, em exemplos aqui apresentados, John Cena e Brock Lesnar não são propriamente tipos com algo a provar, mas entende-se a ideia, vá.

Carreiras


Um caso bem maior que os dois anteriores. Afinal os dois encontram-se dentro deste. Assim que acaba um reinado, entra-se no trabalho de caça ao próximo e após o fim de uma streak, a vida continua e prossegue-se. Tudo isso faz parte de uma carreira e essa aí é que é a derradeira, no que diz respeito a acabar. Quando um lutador acha que já deu tudo o que tinha a dar, ou vê-se obrigado a cessar actividades e deixamos de os ver em ringue. Umas vezes de forma mais digna, outras vezes de forma forçada, mas acaba por ser sempre triste ver um competidor favorito a colocar fim à carreira. Mesmo que tenhamos que compreender que eles são apenas humanos e até estão a fazer algo bem mais puxado e perigoso que muita coisa que muita boa gente faz.

Alguns ainda esticam a coisa e nem sempre corre para o melhor. Alguém tinha que dizer ao Ric Flair que não fazia mal reformar-se quando a figura feita em ringue já não era a melhor. A muitos ex-ECW também convém dizer-lhes que enumerar a quantidade de vezes que se retiraram não tem a mesma graça e encanto que enumerar títulos, mas muitos parecem que gostam de brincar com isso e estão sempre a retirar-se e a voltar. E nunca é bom para um lutador, por muito que ele procure impressionar com a sua longevidade, levar com cantos de “Just retire” - e não, o Big Show há 2 Raws atrás não foi o primeiro – que só indicam que já não o querem ali.

No lado contrário, é sempre triste ver alguém ter que pendurar as botas antes do tempo por ser forçado a tal. Só mostra o perigo que vem com esta modalidade. Quem não se lembra do Hall of Famer Edge quando ele disse ao público, de lágrimas nos olhos, que já estava a “lutar em tempo emprestado” e que tinha que se retirar se não queria acabar numa cadeira de rodas ou, pior, morto. Custa ver um Superstar de topo, ainda novo, ainda capaz de dar espectáculo e a manter-se como um dos favoritos dos fãs, a ter que se retirar para sobreviver. E não, isso não é uma desistência, é um acto de uma força e coragem imensos. Por vezes até existem carreiras que parece que acabam antes de começar. Actualmente vemos Corey Graves na mesa de comentários, mas nunca foi essa a sua ambição inicial. Mas lesões obrigaram-no a retirar-se do ringue antes de ter a sua verdadeira chance, ainda era ele um Superstar embrionário. Dói sempre mas, dados os perigos da profissão, é algo com que um lutador já deve contar quando se mete na indústria.

Mas para além desses casos negativos, também existem os bons. Quando alguém se aposenta ainda numa boa altura e fá-lo em nota alta. Digamos que o faz antes que seja tarde demais, ainda tinha algo para dar mas preferiu retirar-se enquanto ainda apresentava uma boa forma, numa etapa da carreira em que já não deixa nada por fazer nem tem nada a provar. E sai em grande, deixando apenas uma boa memória. É pena a perda, mas vale a dignidade. E um caso que ainda está relativamente recente também é o de Shawn Michaels. Vai para tudo menos para novo mas nota-se que ainda há ali forma física e se calhar ainda hoje se o chamam a sair da reforma, ele dá espectáculo. E se não se retirasse logo, ainda tinha genica para dar grandes combates. Mas achou que aquela era a altura certa. Shawn Michaels, que tem ele por fazer? E não é ele um Superstar demasiado grandioso e lendário para ver a sua carreira ser manchada por um forçado prolongamento? Então qual foi a maneira que ele achou melhor de sair? Assim de forma simples, roubando o show com Undertaker – contribuindo para o alargamento da streak deste – e dando um dos melhores combates de sempre. Até parece fácil. E se calhar até é fraco sair assim. É das melhores formas de se retirar e não muitos o conseguem dessa forma. Shawn Michaels provou a sua classe ao retirar-se de forma definitiva – houve uma primeira reforma mas como era o Shawn Michaels da década de 90, muitos questionam a sua veracidade – antes de estar a arrastar-se e com um dos grandes combates da sua vida. Deixa a vontade de vê-lo mais? Até pode deixar, mas assim é que é uma saída digna e antes acabassem todas as carreiras assim.

Por vezes o mais trágico, por vezes o mais épico, mas também carreiras têm elas que chegar ao fim. E com essa análise a estes casos a que já assistimos muitas vezes no nosso dedicado acompanhamento de wrestling, também chega ao fim este artigo. Mas, para esclarecer qualquer confusão, a minha “carreira” ou o que seja, como escritor/qualquer coisa aqui por estas bandas é que não chega propriamente ao fim.

É verdade que este é o último Slobber Knocker mas não fujo para longe. Enquanto aqui no galardoado WrestlingNotícias me aceitarem como membro da família, farei sempre parte dela, quer seja apenas a ver de perto ou como um fã que comenta as coisas com uma mera opinião de fã – que foi o que eu sempre fiz. Nunca poderia deixar para trás tal “gig” tão importante como a minha primeira crónica, a minha primeira emancipação de blogs pessoais, a minha primeira exposição a um público maior. Comecei em meros blogs para meia dúzia de leitores, em ambas as áreas que escrevia e foi com o Slobber Knocker que me lancei. Actualmente já só escrevo como integrante de grandes equipas e para bons públicos – se estiverem interessados em ler uma entrevista com os Call of the Void ou saber a que soa o maisrecente álbum dos Anaal Nathrakh, podem sempre dar uma espreitadela à minha outra área de escrita – e devo tudo isso ao Slobber Knocker. Qualquer coisa que venha a fazer, quer seja a nível amador ou profissional, dentro desta área, devo-o ao Slobber Knocker. Devo, deveras, muito ao Slobber Knocker que só me trouxe boas coisas. O que automaticamente significa que devo muito/tudo a vocês que estavam cá para ler, comentar, elogiar, criticar, o que fosse. Logo não tinha outra maneira de concluir este já antiguinho espaço do que com um sincero agradecimento a todos vocês que tornaram a longevidade deste espaço possível e que facilitaram o trabalho e tempo que depositei a gastar o teclado para vos escrever todas as semanas que pude. Mais uma vez, um muito obrigado por tudo, não sei se vos conseguirei alguma vez repagar.

No entanto, isto pode ser uma despedida do bom Slobber Knocker mas não é uma despedida minha. Convido-vos a estar sempre atentos porque posso sempre aparecer por qualquer lado. Vão mantendo o olho, porque não vou para longe, aliás, não vou para lado nenhum. Estejam atentos ao site, estejam atentos a novos espaços – e deixo já o “plug” para os novos espaços que têm vindo a aparecer aqui no WrestlingNotícias, com novos escritores, cuja qualidade mostra que isto está bem entregue – e até vos digo para estarem atentos aos velhos espaços. Quem gosta de ler a minha escrita pode contar com algum “pop up” meu a certa altura. Volto a dizer-vos para estarem atentos ao site, mas acredito que já estejam de qualquer maneira.

E chego à fase em que concluo o artigo e passo a palavra a vós, porque é algo que faço sempre e que não o deixarei de fazer na sua última edição. Também acho que deva voltar a agradecer-vos visto que, mesmo que já seja repetitivo, não ache que seja suficiente todas as vezes. Comentem o assunto que abordei e se quiserem dar a vossa derradeira palavrinha em relação ao espaço, convido-vos a fazê-lo. Se eu o fiz e estou deste lado, só um leitor o fará melhor.

Agora a parte diferente e que se calhar até fica mais triste aqui. Aqui no final era a parte onde sempre dizia que voltaria para a semana se pudesse, com um novo tema que esperava que agradasse. Bem... Desta vez... Não estou cá na próxima semana para mais um Slobber Knocker. Sei que este artigo não é nenhum HBK vs Undertaker para fechar o espaço, mas apenas espero que ele tenha tido uma retirada das dignas. Mais uma vez, um muito obrigado a todos e até uma próxima, quando aparecer com alguma coisa.

Cumprimentos,
Chris JRM

“Slobber Knocker has left the building.”


sábado, 11 de abril de 2015

TNA Impact Wrestling 10.04.2015 - Resultados + Vídeos | Angle vs Lashley vs Eric Young



Velha rivalidade por resolver?

Para quem não conhece estas duas lutadoras, tem de passar a conhecer, pois provavelmente foram as duas razões pelo qual a divisão das Knockouts foi tão elogiado no início da sua criação e elas chamam-se Awesome Kong e Gail Kim, que hoje irão batalhar mais uma vez.

A situação é que estas duas mulheres já não colidem desde o ano de 2008 (já fez mais de 6 anos) e a última vez foi uma "Street Fight" onde Kong basicamente lesionou Gail ao ponto desta nunca mais ter aparecido na TNA durante uma boa quantidade de anos e ter ido para a WWE!

E para quem se recorda desta rivalidade, o início foi muito interessante, porque foi a própria Gail Kim que sempre quis que esta divisão fosse criada e que mostrasse a outras empresas que as mulheres também conseguem dar boa qualidade de combates...

Na altura da criação (em 2007) ninguém esperava que a TNA conseguisse arranjar uma mulher enorme como a Awesome Kong e foi nesta empresa que Kong marcou o território desde o dia um, porque apesar de Gail Kim ter sido a primeira TNA Knockouts Champion, não demorou muito para Kong ser a 2ª campeã.

Quem assistiu à estreia de Kong podia notar que havia uma presença dominadora e algo que pudesse ajudar bastante o crescimento daquela divisão, tanto que Gail Kim foi logo o primeiro alvo de Kong assim que chegou à TNA, mas foram os combates entre as duas que deixaram os fãs loucos e a pedir por mais ação de mulheres!

Das 4 ou 5 vezes que Gail Kim e Kong tiveram um combate individual uma contra a outra, a grande maioria das vezes foi Kong que saia por cima e no último combate de Gail antes dela regressar à WWE, perdeu contra Kong e após tantos anos sem se verem, agora que as duas estão a pisar o mesmo ringue, tudo pode acontecer...

Com Taryn Terrell a ser a atual TNA Knockouts Champion e tendo duas pretendentes que Taryn já pôde conhecer bem, será que a próxima pretendente ao título estará na vencedora entre esta velha rivalidade? Ou será que Taryn não quererá voltar a combater uma destas lutadoras para continuar com o título nas mãos?

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

WWE Network - WWE Chris Jericho Podcast com John Cena


Para completar o Monday Night RAW desta semana, a WWE apresentou no WWE Network um edição especial do podcast de Chris Jericho e cujo convidado foi John Cena. Ao actual campeão dos Estados Unidos foram colocadas várias questões desde a ascensão ao topo da WWE, as suas rotinas e ainda sobre o tão falado heel turn.....

Lucha UnderGround - 08.04.2015 - Resultados + Vídeos | Defesa do título & Lutas de Apostas


A promotora de lucha libre AAA entra no mercado norte-americano com o seu novo programa, Lucha Underground! Este projecto é um híbrido entre a lucha libre e o wrestling norte-americano e que apresenta lutadores dos dois estilos. O episódio desta semana tem como destaque a luta de apostas entre Sexy Star e Superfly e ainda a defesa do titulo da promotora por parte de Prince Puma contra King Cuerno.......

WWE Smackdown 09.04.2015 - Resultados + Vídeos | Wild Six-Man


O Smackdown desta semana apresenta no seu main-event um grande six-man tag team match e onde o trio de Roman Reigns, Daniel Bryan e Dolph Ziggler bate-se contra o trio de Sheamus, Wade Barrett e Big Show. Os títulos de equipas da WWE estão em jogo quando Tyson Kidd e Cesaro enfrentam os New Day. Foco ainda para os embates de Bray Wyatt contra Erick Rowan e de Natalya contra Alicia Fox ......

WWE NXT 08.04.2015 - Resultados + Vídeos | Torneio na Wrestlemania


O episódio desta semana do NXT tem como destaque o torneio que aconteceu no Wrestlemania Axxess e onde aconteceu um torneio cujo vencedor teria um spot na Andre the Giant Battle Royal na Wrestlemania 31. As duas semifinais do torneio colocaram Hideo Itami contra Adrian Neville e Tyler Breeze contra Finn Balor......

quinta-feira, 9 de abril de 2015

3 maneiras para a WWE tentar salvar os New Day


Kofi Kingston, Xavier Woods e Big E, agora conhecidos como New Day, prometiam causar um impacto positivo na tão carente divisão de duplas da WWE. Infelizmente, esse não foi o caso. A stable está gerando um alto heat junto ao WWE Universe (os cânticos de “New... Day sucks” no ritmo das batidas de mão de Woods na beirada do ringue), mas isso não é culpa das habilidades desses lutadores, mas sim da gimmick. A gimmick parece ser inspirada naqueles grupos religiosos afro-americanos que vemos nos filmes, mas agora parece ser uma gimmick completamente aleatória, sem propósito.
Os afro-americanos não os apoiam (talvez por acharem ser uma gimmick estereotipada), enquanto o resto do WWE Universe simplesmente não entendeu o que o New Day definitivamente é.
A questão é “os New Day tem salvação”? A resposta é sim! Nem tudo está perdido para estes três jovens e carismáticos atletas. Agora vem a questão mais difícil, “como a WWE pode salvar os New Day”?
Bem, aqui vão três alternativas que podem ajudar a WWE a dar mais uma chance aos New Day.

1 – Abranger o elemento racial
Na introdução eu falei do elemento religioso. Em suas promos eles pareciam típicos pastores evangélicos, e ainda com aquela música estilo “Black gospel”. Foi uma maneira interessante de apresentá-los, uma gimmick que realmente poderia chamar a atenção de afro-americanos, embora haja um interesse satírico ao usarem esse tipo de estereótipo. Mas o que temos hoje em dia? Esses três homens adentrando a arena batendo palmas, gritando “New Day” e nada mais. Algo muito sem sal, não provoca reações (positivas), algo que não contribui para a cultura negra. Talvez porque a WWE não tenha muito interesse em contribuir com a cultura negra, mas sim em abusar de estereótipos para puro divertimento.
Além do problema com a cultura negra, a WWE é famosa por desrespeitar outras etnias, não se vê a WWE falar sobre a linhagem mexicana, a tradição japonesa ou até mesmo sobre os samoanos.
Por não abranger os componentes raciais que complementariam os New Day, a WWE está prejudicando as carreiras de Kofi, Woods e Big E. A WWE poderia usar esse fator e construir uma boa narrativa. Usar o orgulho de uma etnia para conduzir rivalidades e storylines.

2 – Deixá-los mais agressivos
Talvez vocês se lembrem de uma época onde Xavier Woods aparecia em meio ás lutas de Kofi ou Big E, e dizia para eles coisas como “Não podemos mais esperar! Agora é a hora de agir!”. O teor da fala parecia remeter a algo mais agressivo, um tipo de rebelião. Era algo que prendia a nossa atenção e ficávamos na expectativa do que se tratava.
Mas ao invés de uma revolução, o que tivemos foi um grupo de pessoas batendo palmas e gritando “New Day”. Algo que contrasta e muito com o estilo de cada um deles quando ainda eram lutadores individuais. Eles são passivos demais, não transmitem querer competir a sério, o que o faz parecerem ridículos. E os fãs não gostam de lutadores passivos, gostam de lutadores com sede de vitória, com atitude, agressivos, com vontade de vencer. É preciso fazer com que os New Day tenham “sangue nos olhos”.

3 – Dar ao grupo um propósito
Ser agressivo ajuda a ter um objetivo. O plano original dos New Day parecia ter um objetivo, mas agora os New Day estão perdidos no roster. Eles querem alguma coisa? Eles querem provar alguma coisa mostrando essa atitude positiva? Eles fazem parte de algum movimento religioso? Para todas as questões a resposta é apenas uma: “Não”.
Eles poderiam até mesmo ser uma nova Nation of Domination, utilizar da motivação racial. Quando a WWE estava comemorando o mês da história negra, apenas 2 superstars afro-americanos participaram de lutas 1 contra 1 em PPVs desde Junho de 2014, e também há poucos superstars negros promissores no NXT. Fora o fato de que pouquíssimos superstars negros estiveram envolvidos em disputas pelo título da WWE. Mas isso ainda não seria motivo para tachar a Authority (tanto a stable quanto os diretores da WWE) de racistas. O melhor seria fazer com que os New Day fossem entusiastas da história afro-americana, exaltando sua cultura e pelo menos um deles almejar chegar ao ponto mais alto, o de campeão da WWE, seguindo os passos de Ron Simmons e Booker T (ambos pela WCW).

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A Alternativa Fenomenal #2: Os TNA Originals na WWE


Saudações e bem vindos a mais uma Alternativa Fenomenal. Creio que todos os leitores já se viram no meio da infame guerrinha entre fãs da WWE contra fãs da TNA, inclusive tomando parte em um dos lados. Sabem também que apesar dessa briga (completamente inútil, diga-se de passagem), vários defensores das duas empresas já tiveram o sonho de ver determinados lutadores de uma delas atuando pela outra. Aliás, é bastante comum vermos que após encerrar suas participações na WWE, os wrestlers rumem para a empresa de Nashville buscando o sucesso que não alcançaram anteriormente, ou tentado se manterem relevantes no meio da luta livre. Mas muito devem se perguntar sobre o caminho inverso, e hoje em meu artigo abordarei a passagem (em muitos destes casos, bastante obscura) de alguns grandes nomes da TNA, especificamente os chamados TNA Originals, pela empresa do senhor McMahon, alguns tentando iniciar sua carreira como lutadores de uma companhia de topo e outros buscando desfrutar de maior sucesso e visibilidade do que tinham na segunda maior companhia de wrestling americana.

Os TNA Originals, para os que não os conhecem, são os lutadores que iniciaram suas carreiras no circuito televisivo de wrestling pela TNA, ou lá se fizeram mais conhecidos, não necessariamente sendo os lutadores presentes no roster inicial da companhia em 2002. A maioria dos Originals iniciou suas carreiras no circuito independente, vindo a alcançar sucesso apenas quando chegaram à TNA, enquanto uma pequena quantidade é vinda de outras empresas, como a antiga WCW (caso de AJ Styles, por exemplo). Mas algo que muitos desses lutadores tem em comum, é que tiveram pequenas passagens pela WWE, em geral bastante infrutíferas, onde seus talentos foram ignorados, por falta de trabalho dos criativos, ou por não atenderem as exigências esperadas pela companhia de Vince McMahon. Dentre esses nomes, alguns que aqui citarei com certeza causarão certo espanto nos leitores, especialmente pelas oportunidades perdidas pela WWE de manter em seu roster wrestlers que no futuro viriam a serem os maiores nomes de sua principal alternativa. Sigamos para a lista.

  • Bobby Roodeo duas vezes campeão mundial de singulares e multi-campeão mundial de duplas participou da WWE de 2002 a 2004, competindo num total de 6 lutas televisionadas e algumas dark matches. Nessa época usava o ring name Bobby Rude e sua estréia na TV da WWE deu-se em 2003 no Sunday Night Heat, em uma luta contra Al Snow. Apesar de permanecer por um bom tempo na Big E, ele nunca passou de um jobber, tendo perdido em todos os combates que participou. Sua última luta na WWE foi uma dark match numa edição do Smackdown em 2003, perdendo para Orlando Jordan. 




  • Eric Young – EY competiu na WWE num breve período no ano de 2003 e sua primeira luta foi uma tag team match junto a Bobby Roode, no WWF Velocity, contra os FBI de Chuck Palumbo e Jhonny Stamboli. Teve um total de apenas 3 combates, e assim como Roode foi apenas um jobber e perdeu todos. Seus outros adversários foram Sean O’Haire e Val Venis.

 

  • Samoa Joe – entre 2000 e 2001, o “Samoan Submission Machine” lutou na UPW, antigo território de desenvolvimento da WWE e, por conta disso, no dia 3 de março de 2001 fez sua até então única luta na WWE, perdendo para Essa Rios numa edição do WWF Jakked. Curiosamente neste seu período na UPW, ele conheceu os agentes da WWF Bruce Pritchard e Jim Ross, e eles lhe disseram que ele nunca alcançaria o sucesso no pro wrestling.

 


  • Low Kicaso ainda bastante recente, o primeiro campeão da X-Division da história da TNA combateu na WWE durante o ano de 2010, após um período de 2 anos na antiga FCW (que hoje é o NXT que conhecemos), de onde conseguiu apenas um reinado de um dia como campeão de duplas junto a Michael McGuillicutty (Curtis Axel). Ki estreou-se na TV da WWE durante a segunda temporada do antigo NXT, do qual foi o vencedor e em seguida foi alocado para o Smackdown. Durante seu tempo no roster principal da WWE competiu em (creio eu) 10 lutas, de onde obteve vitória apenas duas vezes e teve um único combate em pay-per-view numa tentativa infrutífera pelo Intercontinetal Title de Dolph Ziggler. Seu último combate foi em dezembro, perdendo para Drew McIntyre (que também havia o derrotado na estréia de Ki no Smackdown).

 

  • Jerry Lynn – o homem que “foi a X-Division, antes que existisse uma X-Division” combateu na WWE por menos de um ano, entre 2001 e 2002, e diferente dos demais, ele conseguiu alcançar um pequeno sucesso em sua participação na companhia. Em sua luta de estréia, Lynn derrotou Crash Holly no Sunday Night Heat, em abril de 2001, e conseguiu seu único reinado como WWF Light Heavyweight Champion. Em seu tempo como campeão ele enfrentou vários nomes que também viriam a integrar o roster da TNA, como o próprio Crash Holly, Jeff Hardy (para quem veio a perder o cinturão) e Christopher Daniels (de quem vou falar em outra oportunidade). Além desse reinado, teve um combate bastante famoso contra Rob Van Dam numa edição do Heat em outubro de 2001, mas em fevereiro de 2002, saiu da empresa de Vince McMahon.

 

Creio que após essa pequena lista os leitores tenham notado o erro da WWE em, muitas vezes, ignorar o talento desses wrestlers que, anos depois, iriam se tornar os maiores nomes da TNA. Como um fã que conhece o trabalho deles na empresa de Dixie Carter, eu não consigo entender o motivo deste mau uso, nem do porque não haver investimento em suas carreiras, mas não posso deixar de ficar agradecido, pois se eles houvessem permanecido lá, talvez não tivéssemos a TNA que conhecemos hoje. Caso seja de desejo dos leitores, continuarei essa lista em uma próxima edição, que com certeza também os deixará surpresos com o talento desperdiçado pela WWE que, no entanto, iria ser muito bem usado na sua atual rival. Aproveitem o artigo e até a próxima.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

WWE Monday Night Raw 06.04.2015 - Resultados + Videos | Definição do novo contender



À caça do título?

Depois de uma semana muito agitada para a WWE, agora o foco desta empresa é para o próximo PPV que é o Extreme Rules e certamente que o novo WWE World Heavyweight Champion Seth Rollins é neste momento o campeão mais procurado por todos os lutadores...

Na semana passada, quando parecia que teríamos Brock Lesnar em ação pela primeira vez em quase 13 anos no Monday Night Raw contra Seth Rollins pelo WWE World Heavyweight Championship, estaríamos redondamente enganados, pois a fúria de Lesnar naquela noite estaria incontrolável!

A tal ponto incontrolável que nem o próprio Paul Heyman ou até a Stephanie McMahon não conseguiram impedi-lo de atacar Michael Cole (comentador da WWE) com um "F-5" devastador e de atacar um operador de câmara com também um enorme "F-5".

Seth Rollins foi quem provocou isto tudo desde início, pois na Wrestlemania 31 quando parecia que Lesnar ia reter o título, Seth apareceu no "main-event" do maior evento de sempre e fez o "cash-in" da mala do Money In The Bank, mudando o combate para um "Triple Threat Match" e conquistou o título fazendo o "pinfall" no Roman Reigns...

Era mais que óbvio que Lesnar queria vingança e queria conquistar o título de novo, mas quando parecia que íamos ver uma desforra entre os 2, Seth anuncia que não pode competir e que não será naquele dia que Lesnar iria ter a sua oportunidade!

No entanto, Seth fugiu logo assim que viu Lesnar em direção a ele e como Lesnar não conseguiu apanhar Seth, soltou a sua fúria em cima de tudo o que lhe aparecia à frente, até Stephanie aparecer e anunciar que irá multar e suspender Lesnar sem data de regresso anunciada devido a tudo o que já aconteceu.

Com Lesnar fora de jogo, Seth passou a ter mais dois alvos... Roman Reigns e Randy Orton (especialmente este último)! Visto que nesta última semana, Orton provou que merece a próxima oportunidade pelo título, será que teremos esse combate confirmado para o Extreme Rules? Ou irá Reigns dar uma palavra sobre o assunto e inserir no combate?

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 Vídeos

-------------------- Pre-Show --------------------



-------------------- Monday Night Raw --------------------



sábado, 4 de abril de 2015

Slobber Knocker #142: Rescaldo da Wrestlemania XXXI


Bem-vindos ao Slobber Knocker, que já sai numa altura relativamente tardia, logo já deve ter dado para descansar de toda a exaltação que a Wrestlemania e toda essa actividade festiva à sua volta possa ter causado. Agora, com tom mais calmo, podemos fazer mais uma revisãozinha ao evento que, afinal, fartou-se de superar expectativas.

Posso adiantar já que fiquei deveras satisfeito. Quanto ao seu posicionamento entre recentes Wrestlemanias, acho que me posso focar nisso mais à frente, dando a habitual olhadela aos combates, um por um. Dois estavam no Kickoff e olhamos já a esses:

Cesaro & Tyson Kidd derrotam The Usos, The New Day (Big E e Kofi Kingston) e Los Matadores num Fatal-4 Way Tag Team pelos WWE Tag Team Championships e retêm os títulos


A divisão tag team dos dias de hoje tem uma estranha vibração. Tem quantidade – para além destas quatro equipas que destacaram ainda existem mais, outras por vir, outras que se podem formar – e também tem qualidade como se pode notar nos Campeões, nos competidores aqui presentes e até no próprio combate. Mas continua a ser contínuo “material de Kickoff”. E este combate até se safava bem no card principal. Mas se calhar queriam uma boa nota para aquecer.

Poucas implicações iniciais para além do desnivelamento dos Usos – as novas fatiotas dos New Day não contam – e os Campeões foram com a esperada desvantagem – que, de acordo com Cesaro, que recorreu a matemática à Steiner, era mentira. A partir daí tinham que desenvolver todo o combate, começando lentamente, a jogar com o factor das tags e cada equipa a cumprir o seu papel, à excepção dos Matadores que, nem eles mesmos já devem saber de que lado estão e qual o seu concreto propósito.

Sabíamos que ia ser assim e que, enquanto o sol brilhava com intensidade, iriam desenvolver-se desta forma até dar início à troca de spots e à perda de controlo dos homens legais. Só para a borga, atira-se um Sharpshooter ao El Torito e só para regalar a vista, atira-se aquele belo daquele Super-Super-Superplex que de imediato sabíamos que ia ser o spot do combate, a ser repetido por várias vezes. Já não havia espaço para qualquer desilusão no combate e estava espectáculo montado. A julgar por esta forma de começar, diria-se que vinha um bom show, já estava tudo bem quente e não era só da tarde solarenga e bonita que ali estava instalada. Já havia boa acção.

O final, no entanto nem se afastou do truque mais velhinho do livro. A tag cega. Trabalho feito pelo Jimmy Uso para Cesaro fazer o tag às cegas e roubar-lhe o trabalho todo para ficar só com o pin. Resulta nessas calmas quando já só jaziam corpos à volta e não havia mais ninguém para romper o pin. Em quase dez minutos, ficou um belo de um combate e com os vencedores ideais, ainda não há razão para lhes tirar o título nem alguém para o fazer. E sei que os Lucha Dragons já andam aí mas não há necessidade de apressarmos as coisas. Porque é essa a visão que tenho para o futuro, Cesaro & Kidd a arrumar muita concorrência e Lucha Dragons na mira. The Ascension... Pobres Ascension. Em relação aos New Day, os cânticos de “New Day sucks” rítmicos já estão a ser reconhecidos. Virem-nos Heel e podem ter aí algo interessante...

Big Show vence a 30-Man Andre the Giant Memorial Battle Royal


O desgraçado despromovido para o Kickoff, na altura em que o Sol ainda podia fazer fugir a vista. Serviu para manter um gajo já mais entretido durante as duas horas que antecediam o grande show, duas horas é muito tempo, admita-se. E era aquele combate que serve para fazer valer o cheque mais gordo da Wrestlemania a todos os Superstars. Deixá-los pisar o grande palco. É que até o Alex Riley foi lá parar.

Coisas a destacar: Curtis Axel. Fiquei triste e markei ao mesmo tempo. Porque entristece qualquer um vê-lo ser o primeiro a ser eliminado e porque foi hilariante. Reparem bem: um jobber que já foi Campeão, está extremamente over com o público através de patetices, ainda dá promos cheias de gana. E ainda é eliminado por todos numa battle royal. Curtis Axel é o novo Heath Slater. E eu, muito honestamente, dou-lhe as boas-vindas. Hideo Itami foi alguém bastante notável neste combate. Se havia alguma dúvida acerca da dimensão, popularidade e respeito pelo NXT, a reacção a esse particular lutador que conseguia estar mais over que quase todos os outros competidores limpa qualquer coisa que se aproxime de alguma dúvida. O Ryback afinal não deu em nada, eliminou muita gente. Mas, para ser sincero, também não queria que desse em muito. Bo Dallas. Ah, o Bo Dallas. Bem-vindo de volta! Eu sabia que tinha saudades dele, só não sabia que tinha assim tanta! E não resisti ao encanto de vê-lo a descer do apron para o chão, como se nada fosse, para uma “victory lap”. Desatei a rir e nem sabia bem do quê, porque nunca tive a certeza da eliminação oficial. Adorei na mesma.

Depois vêm os factores chave que ficaram para o fim. Primeiro foi o “throwback” de Cesaro a dar indicações de uma nova vitória. Repetiu a prova de força com Kane e tentou-a de novo com Big Show. Infelizmente, não conseguiu e este mesmo gigante conseguiu vingar-se, eliminando-o. O outro factor era um dos principais favoritos: Damien Mizdow. Via-se o cenário: Miz e Mizdow a conseguir sobreviver como os dois últimos e Miz a pedir para Mizdow sair do ringue e dar-lhe a vitória. Este, finalmente, conseguia impor-se e eliminava Miz, vencendo. Para isso, não era nada conveniente que Big Show estivesse no ringue, mas estava. Daí que se desse esse acontecimento sem definir o vencedor: Damien Sandow/Mizdow elimina Miz e fica até ao fim com Big Show, sem conseguir a vitória – mesmo ficando muito perto.

O que leva ao último factor-chave que foi o desapontante vencedor Big Show. O gigante que, finalmente, conseguiu usufruir de ser gigante numa battle royal. Que esta brincadeira de ser muito grande é sempre vista como uma vantagem. Eu, olhando para o historial de battle royals, e quantidade de vezes que vejo os grandalhões a virar num instante assim que todos se viram a ele, vejo uma grande desvantagem. Ao longo do combate fizeram Big Show parecer bem e foram dando-lhe heat: vingou-se de Cesaro, eliminou o predilecto Hideo Itami, teve um momento impressionante ao eliminar os três membros dos New Day sozinho, no apron e foi ele quem se viu livre de Ryback, supostamente um dos favoritos. O que se questiona é o porquê da vitória ser dada a Big Show. E, depois do combate, até lhe encontrei um raio de um propósito.

Não pensem que passei a defender a ideia de que era ele o mais ideal e adequado vencedor, longe disso. Já disse muitos nomes antes do dele que tinham uma vitória mais bem atribuída. Mas depois vi a sua pose ao lado da estatueta do Andre the Giant, espelhando-a e vi que estava ali um “Wrestlemania moment”. Dar-lhe um desses quando ele quase nem os tem não é a razão, essa storyline já passou há 3 anos com Cody Rhodes, não vale a pena pegar-lhe outra vez, quando já teve o seu momento aí – mais ou menos, ganhou o título, mas o combate não foi nem um pouco memorável. Aqui vê-se mesmo um selar de carreira, é como se precisasse de um momento destes para completar o percurso, um culminar. Esta battle royal não dá para ser o que lhe faltava porque só vai na segunda edição e tem um ano de existência, entre os vinte de carreira de Big Show. Mas aquele momento, aquele paralelismo com Andre the Giant, aquela representação da sua supremacia sobre toda a gente, pode muito bem selar o seu respeitável percurso. Os cânticos de “just retire” no Raw seguinte foram duros mas é uma realidade: já é algo a ponderar. E acho que depois do momento nesta Wrestlemania, Big Show pode retirar-se a qualquer momento. Só mais umas cinco ou seis turns e está feito. Ou então nada feito, ele continuará a esticar a carreira e isto realmente não serviu de nada.

No geral, foi mais um combate que me satisfez. É uma battle royal, não será aqui que se roubará o show mas têm que saber torná-las entretidas e souberam. Bom para fãs de Mizdow ou até de Curtis Axel – mesmo que pudesse ter sido melhor para os fãs de Mizdow. Bom para Hideo Itami já dar uma espreitadela. Bom para animar antes de começar o show a sério. Que começaria numa nota altíssima.

Daniel Bryan derrota Bad News Barrett, Dolph Ziggler, Dean Ambrose, R-Truth, Luke Harper e Stardust num 7-Man Ladder Match pelo Intercontinental Championship e ganha o título


Esperava-o como combate da noite e por acaso também o esperava como combate de abertura. E é uma nota e peras para começar um evento deste calibre. O combate que arranjaram para pegar em alguns dos favoritos do público, mais talentosos e cheios de potencial e para quem não havia feud individual e arranjar-lhes algo que fosse mais que uma mera battle royal por um troféu cuja segunda edição ainda está apenas a começar uma tradição. E já que se estava no caminho, também se fazia qualquer coisinha para glorificar aquele título Intercontinental que tanto precisa.

A história fez isso de maneira estranha. Sim, todos queriam o título porque todos queriam a grandiosa honra de deter aquele título que já estivera na cintura de imensas lendas. E faziam isso roubando o título que andou ali de mão em mão, feito adereço ou feito título Hardcore. Mas com muito bom nome, num tipo de combate histórico, a prometer roubar o show. Que era o que se esperava, sem que houvesse a certeza, entre os sete, quem seria o consagrado Campeão. Claro que se pendia para um mas não podíamos ir para lá com a certeza que seria por esse caminho que seguiriam.

Deu-se o combate e correspondeu exactamente às expectativas. À luzinha do Sol do dia, corpos fartaram-se de se destruir e dar espectáculo. Do tipo de combate que mesmo que tenha um grande contraste entre alguns nomes, não deixa ninguém mal visto – mesmo que aqui até houvesse uma distribuição bastante boa, muitos veem apenas R-Truth como o pirata no alinhamento e ele até nem é nenhum novato que não sabe o que faz. Havia gente para bumpar e este era um ambiente em que nem era um combate da sua categoria se não houvesse disso. É como rodar com a escada ao pescoço, obrigatório da casa. E apesar de terem malta que se esperava óbvia para se aleijar bem – Dolph Ziggler e Dean Ambrose, que bem foi arremessado por uma escada dentro, que até ficou virado do avesso – alguma que faria disso se não estivesse tão fragilizada – o nosso bom e velho Bryan – veio um bom spot de dois dos mais discretos: um belo de um suplex do topo de uma escada altinha por Bad New Barrett a Stardust.

Já com todos os lindos spots feitos e já com um combate feito sem que houvesse buraco por preencher ou frincha por onde puxar uma desilusão, já podiam acabar o espectáculo. E acaba-se à cabeçada, à macho. Algo doloroso de ver, visto que deu-nos uma colisão de cabeças entre alguém com problemas de pescoço – Daniel Bryan – e outro com historial de más concussões – Dolph Ziggler. Sim, fizeram-nas de forma segura. Mas sim, é perigoso na mesma. E sim, também têm esses mesmos problemas dentro do universo deles e vendem-nos a ideia de que mesmo assim desatam nessa pancadaria. Foi Daniel Bryan quem saiu por cima com a cabeça mais dura e levou o prémio para casa, para grande celebração. Rebaixar Bryan ao título Intercontinental? Não, não pensemos assim, pensemos que é disto mesmo que o pobre título tanto precisa.

E pode começar já se ele continuar a ser um Campeão bem visto, competidor, que dá combates de qualidade com frequência e dá notoriedade àquele título. Já o fez no Raw contra um tremendo lutador em Ziggler e parece já ter outro “da liga média Grande” ex-Campeão Mundial, em Sheamus que veio com um visual de invejar. Ele que espere um pouco – e uma tag team com BNB nem ficava tão mal na divisão tag team – porque Bryan devia resolver-se com Ziggler para dar um pouco mais de espectáculo. Combate Iron Man com estes!

Randy Orton derrota Seth Rollins


Não se pode olhar apenas para os aglomerados de Superstars, main events e combates de part-timers que trazem star power. Em combates singulares como este há muita qualidade. Era esperada e concretizou-se. E porque havia a expectativa de estar baixa? Randy Orton tem uma bela colecção de grandes combates em PPV e Seth Rollins é Seth Rollins. Na Wrestlemania não havia como falhar um tiro destes.

Posso dizer que até estava a acertar na ordem dos combates e também previa que fosse este o segundo encontro – também só previa até aqui – logo ainda houve bastante luz solar a iluminar o ringue e a deixá-lo bem quente como se a rivalidade entre estes dois não fosse suficiente. O combate tinha a responsabilidade de se impor no meio de todo o card sem se deixar ofuscar e tinha condições para o fazer facilmente. Conseguiram-no sem recorrer a muito spot louco ou a “overbooking” que magoa muitos combates no presente.

Teve um desenvolvimento algo tradicional e manteve uma passada rápida sem partir logo para o caos total. Em termos de história em ringue, tratou-se rápido do problema J&J Security e não foi difícil livrar-se deles de novo mais à frente. Até se podia achar que eles iam ser uma peça grande neste combate mas duvido que alguém acreditasse que eles fossem essenciais para definir o resultado. Orton tratou do assunto. Quando o combate já estava equilibrado, ambos já estavam bem vistos e já havia aquela janela aberta para começar o fogo-de-artifício, começam as falsas “falls”, em que os competidores conseguem o “kick out” de um finisher porque é um grande combate e é Wrestlemania, logo já podem/conseguem. Rollins até tentou recorrer à sua doida manobra voadora com que maravilhou tudo e todos no Royal Rumble deste ano. Em vão, não acertou e era daí para a frente que vinha o bonito.

Ah, o final. Ah, esse finisher que é o RKO. É um dos melhores finishers no que diz respeito à rapidez e repente com que pode ser aplicado e Orton é dos seus melhores executores com a sua capacidade de precisão e criatividade. Deixa-nos sempre a pensar “foi este”, “foi este”, “ou este”, “não, este”, em relação à escolha do melhor RKO. E pronto, digo-o. É capaz de ter sido este. A aproveitar a elevação de Seth Rollins, tomando a chamada do CurbStomp como impulso, tão rapidamente vemos Rollins a voar e a embater no chão com a força do RKO que nem temos tempo de reagir logo, a não ser de boca aberta. E, mesmo com uma larga fatia a torcer por Rollins, acho que naquele momento ninguém se estava a importar com a sua derrota quando foi daquela maneira. E... Derrota de Rollins na Wrestlemania? Sim, falamos já disso mais à frente...

Triple H derrota Sting num No DQ


Um dos grandes acontecimentos. Havia uma divisão no que dizia respeito a este combate. Uma grande e forte expectativa pela estreia de Sting, após tantos anos sem concretizar aquilo que já estava a começar a parecer impossível: competir na WWE. E por outro lado, não se esperava muito do combate, precisamente pela longa demora de Sting já o trazer cinquentão e longe da forma física que o fez famoso. Muita responsabilidade para Triple H? Esse também não vai para novo!

E lá está, foi daqueles encontros em que só posteriormente nos lembramos. Aquilo em combate de wrestling, teve pouco a nada. Mas em grandes momentos e calibre para ser um dos grandes momentos da noite teve muito ou tudo! Talvez aqui entre a palavra “overbooking”, mas também pode entrar a palavra “storytelling”, quando era o principal a que eles podiam/deviam recorrer para fazer isto resultar. E não foi uma mera história de combate genérico como “Sting tenta derrubar Triple H e a Authority, esta interfere, Sting volta a estar sozinho numa luta contra o poder, etc etc.” Aqui contou-se história de anos em minutos.

Se não lhe quiserem chamar combate, pronto, chamem-lhe “mark out fest”. É um bom nome a dar ao que foi o encontro que nos trouxe um confronto entre DX e nWo na história – mesmo que tenha sido a versão grisalha – encheu aquele palco de lendas, colocou-nos as emoções aos saltos, fez-nos esquecer que idade tínhamos, fez um espectacular paralelismo com todas as Monday Night Wars – podem contestar e dizer que a ideia inicial era e devia ter sido sempre apenas Sting contra Triple H e a Authority e não retiro razão nisso, mas já deviamos saber que vinha aqui parar de qualquer maneira. E fez-se o filme todo. Só porque fui um mark autêntico, até vou descrever a acção como se vocês não tivessem visto: DX (New Age Outlaws e X-Pac) vêm ao salvamento de Triple H quando este se vê à rasca com um Scorpion Deathlock e o primeiro pensamento é o de “back up” para Triple H. Entram as forças da WCW e havia pouco por onde pegar. Não dava muito jeito trazer o Lex Luger de cadeira de rodas, mesmo que este fosse muitas vezes parceiro de Sting. Ric Flair não dava muito para aqui. Lá se teria que recorrer aos seus inimigos, numa de defender orgulho e colocar passado para trás: Hogan, Nash e Hall, os nWo, vêm ao salvamento do seu antigo arqui-rival e dá-se o frente-a-frente histórico que nunca nos tinha arregalado à vista: os grupos rebeldes das duas companhias em guerra, finalmente um contra o outro. Mas como, aparentemente, eu ainda não estava puto que chegasse, têm que brincar directamente com as minhas emoções e trazer o “HB-Shizzle” para selar ali uma patada das que me faz levantar sempre do assento. Lados WWE e WCW definidos. Já sabíamos qual era a brincadeira.

Com uma equipa de cada lado, não existiam muitas formas de conseguir ficar sentado. É aí que decidem fazer aquilo que eu já esperava antes. O duelo das armas: marreta vs taco. O taco ganhou a batalha mas foi a marreta – uma segunda, já que a outra viu a sua vida terminada a mal – que ganhou a guerra quando Triple H usufrui dessa sua mascote para vencer. Estranha-se que Triple H tenha vencido? Olhando para o que o combate era, não surpreende: todo este combate era uma representação e a vitória de Triple H apenas representa a vitória da WWE nas Wars. Se quiserem até podem interpretar o domínio inicial de Sting e preocupação de Triple H como a fase inicial de supremacia da WCW. Melhor disto tudo: o aperto de mão após o combate a mim só me diz uma coisa. A novela toda da guerra entre WWE e WCW acaba ali. E acaba de forma perfeita. Melhor que isto só se celebrassem todos e se cumprimentassem e abraçassem mas não viram necessidade para tal. Havia amigalhaços bem conhecidos do público dividido em lados diferentes e não acho que se escondesse esse factor – Shawn Michaels introduzira Kevin Nash no Hall of Fame na noite anterior e ali estavam em lados diferentes – mantendo as coisas fora do campo pessoal. O futuro disto? É o que quiserem, este combate não é como os outros, com o futuro brilhante destes jovens Superstars a ser discutido. Falou-se em “End of an Era” no encontro épico da Wrestlemania XXVIII. Também tenho a certeza que se acabou aqui qualquer coisa. Dos momentos grandes a nunca esquecer.

AJ Lee e Paige derrotam as Bella Twins


E se no combate anterior regredimos bastante em idade para uns tempos entusiasmante aos quais gostávamos de voltar mais vezes, fica sempre aquela sensação de que não queremos voltar à nossa fase presente. Então qual a melhor maneira de nos trazer de volta à fase chata pós-púbere em que tudo nos chateia? Meninas bonitas, claro. Falo no meu caso, claro, em relação à idade presente. E ao puxão de volta à realidade à força.

Aqui no meio, esperado para ser a pausa para a casa-de-banho ou um lanchinho. Não era o meu caso, não era o caso de muitos, nem devia ser. O “#GiveDivasaChance” é algo que devia pegar a sério e que, por estranhíssimo que pareça, até parece estar a ser levado a sério. Com combates decentes no Raw, porque havíamos de renegar o encontro da Wrestlemania? Nem houve razão para isso! Lá porque não foi um combate estelar, a ser colocado ao lado dos restantes e a ser mencionado e recordado na correria da conversa do dia seguinte, não deixou de ser um combate bem competente e que não as deixou mal vistas. As melhorias das Bellas continuam à vista. Sei que muitos o terão dito e, não ponho nada contra as suas opiniões, mas não vejo aqui algo para dizer que na Wrestlemania, “todos os combates menos os das Divas foram bons.” Também gostei deste, mesmo sem se sobrepor.

As “frenemies” saíram vencedoras como forma de satisfazer o público e de deixar Nikki Bella e o seu título vulneráveis. Creio que é por aqui que continuarão as coisas no futuro – apesar que a Naomi também já anda a espreitar – e a aliança conturbada de AJ e Paige ainda pode ser mais explorada. E pronto, vou confessar que até me ria com a fase inicial do combate da AJ em que a mesma câmara a filmava deitada em várias posições diferentes. Mas até foi interessante. Agora continuem a tratar bem as Divas e a dar-lhes as devidas chances e atenção. Quanto às plateias, a ver se evitam os cânticos do Raw – a plateia, mais uma vez, esteve excelente, mas ali perdeu um pouquinho de gosto no que cantava...

John Cena derrota Rusev pelo United States Championship e ganha o título


Chegava o combate que deixava alguns de opinião mista. Era um rematch e colocava a streak invicta de Rusev contra Cena, o que destrói todos. Por um título que ele está longe de precisar. Mas essa é a maneira negativa de ver as coisas. Ou seja, não era a minha. Via antes um combate que era um rematch de algo que ficara em aberto com muito em jogo, que podia pender para qualquer dos lados e que tinha Cena numa posição que provava que afinal é possível para Cena sobreviver sem o main event e vice-versa.

Agora tinham que jogar bem todas as cartas no combate e superar a entrada de Rusev que já tinha ali um roubo de espectáculo. Não era difícil irem por aquele conturbado e chato caminho de colocarem Rusev a dominar quase todo o combate para Cena ter aquele regresso super-heróico. Ainda mais fácil quando ele competia aqui como um herói Americano a representar o seu país – hilariante quando a plateia irrompeu numa ovação patriótica para o vídeo a glorificar o seu país mas muito rapidamente a transformaram num mar de vaias quando veio o homem a representá-los e responsável pela apresentação daquele vídeo. Foram pelo caminho mais trabalhado e muito melhor que envolve acção equilibrada e um combate de qualidade que deixa ambos bem vistos.

E quando digo bem vistos, tenho que mencionar e destacar aquele momento que vai acontecendo em que o Cena decide fazer santos cair de altares e sacar de um novo move. E nem costumam ser manobras quaisquer, até costuma buscar umas coisas interessantes: aqui lançou-se da segunda corda para irromper numa espécie de “Springboard Stunner” que me deixou a mim, aos comentadores, à plateia e com certeza a muitos de vocês a perguntar que raio era aquilo. E aplausos e vénias para ele. Lembram-se do outro que dizia para deixarem jogar o Mantorras? Pronto, eu digo antes que deixem lutar o Cena! Um dos grandes spots do combate, a balançar com o spot mais confuso do combate a envolver a retornada Lana a tirar os sapatos. À primeira até parece que o fez por conforto devido à pouca utilidade que teve o momento em que ela atirou um para o ringue. Fez pouco ou nada, talvez tenha distraído ligeiramente o Cena, pronto, até eu me distraía.

De facto, não lhe ia dar jeito ficar com eles porque ia sair-se um pouco do usual do seu posto de mera actriz e decidiu colocar o corpo em risco como se de uma competidora se tratasse e teve um bump fulcral, do apron para o chão, após colisão de Rusev que permitiu a Cena criar o segundo ponto histórico do combate: a primeira derrota de Rusev. Antes disto, já o Accolade tinha sido rompido pela primeira vez. Foi a Wrestlemania palco para este momento histórico e não para o primeiro “tap out” de Cena em anos – não aceito a sua derrota no Fastlane como uma “submissão”, insisto. É pena, mas também serve. Até porque foi palco para um grande momento para uma redefinição de Cena e um renascer do United States Championship, que até já tinha visto o seu estatuto subir com este recente reinado de Rusev.

Para o futuro, creio que Cena fará muito bem àquele título. Já o fez no Raw ao jogar a carta do “fighting champion” e ao ter um combate impecável com Dean Ambrose, sem defeitos a apontar. É isto que é preciso. É inquestionável a dimensão de Cena para aquele cinto e atenção dada desta forma, sem fazer com que o cinto se torne um mero adereço e com defesas e valor dado, temos dois cintos do midcard restaurados. Se uma só Wrestlemania fez isso, como raio não havemos de lhe fazer vénias, de joelhos no chão? Que se acabem lá de resolver os problemas com Rusev – e com a Lana, que quero-a de volta, com ou sem sapatos – e que se avance para novos potenciais adversários. Veem alguém bom para isto?

The Undertaker derrota Bray Wyatt


Eles bem tentaram a todo o custo e de todas as formas. Deixaram o combate quase para o fim, colocaram segmentos longos pelo meio, fez-se de tudo. Mas não adiantou. Mesmo com este empurrão para perto do fim, Bray Wyatt teve que vir de lanterna à luz do dia e até Undertaker teve que reduzir a fasquia das suas entradas teatrais para uma entrada diurna como se fosse o Giant Gonzalez à espera dele no ringue. A única estranheza que se viria a verificar neste encontro.

De resto, nada errado a apontar, até o aspecto e forma física de Undertaker parecem melhores – umas batotas para não o fazer parecer tão velho e uma forma física que mostra que até se preparou bem. Além disso, aguentou melhor o combate e acabou-o com muita mais força, sem parecer haver a necessidade de ter que ir a correr levá-lo a um hospital. O caso do ano passado foi, deveras, extremo e enfrentar Brock Lesnar sem se estar já a 100% não é boa ideia. Quando vem enfrentar Bray Wyatt, um lutador mais seguro e metódico, para um encontro que até tem mais da sua estrutura debruçada na psicologia que no factor físico, é óbvio que teremos um Undertaker mais saudável. E não se retirou qualquer condição para um grande combate a fazer-se.

Sem ser dos melhores da noite, sem ter ou estar perto das implicações que teve qualquer outro combate dos anos anteriores com uma streak em jogo, teve muita história para contar. Wyatt queria selar o “enterro” do “Dead Man” e tornar-se o “New Face of Fear”. Acredito que já o seja e que este combate não o tenha tirado, nem o fosse dar. Wyatt mostrou-se sempre bastante hirto perante as intimidações e jogos mentais de Undertaker, o que contribui para o equilíbrio ideal. Ele não estava assim tão intimidado com ele como já muitos estiveram. E Undertaker vinha com a missão de se redimir, mostrar que não é o incidente do ano passado que destrói a lenda e o legado de Undertaker e impõe-se como só ele bem sabe fazer. Sem conseguir esconder o quão impressionado está com a tenacidade e bravura do seu desafiador.

Trocaram bem as altercações, equilibraram e balançaram bem a acção e até conseguiram uns belos spots para repetição. O momento em que Wyatt, na sua macabra posição de marca, em que caminha em direcção a Undertaker, quando este também faz uso à sua marca e levanta-se da forma aterradora que ninguém consegue reproduzir – o Kane já lá andou perto – fica para a história. E não creio que haja mais alguma vez em que se tenha visto tanto medo nos olhos de Bray Wyatt. Imagem a ser repetida e recordada muitas mais vezes. Para além disso contam-se também as emoções das “near falls”, com Undertaker a vender lindamente a surpresa perante a resistência de Wyatt. O único estranho no meio disto tudo é que o Tombstone Piledriver vem a ser executado apenas uma vez por ano, na Wrestlemania, precisamente no palco onde se consegue sempre o “kick out”. Dessa forma, até parece que a manobra é menos eficaz.

No final, Undertaker sai por cima e redime a sua escorregadela do ano anterior, para mostrar que não morre por baixo. Wyatt não fica mal visto com a sua tremenda prestação. Depois disto, o que podia ter acontecido era Undertaker no Raw, dar uma promo a mostrar o respeito por Wyatt e a admitir que ele pode realmente ser o novo rosto do medo, acto de classe ao qual Wyatt responderia com violência, atacando-o. Não houve sinal de nenhum deles no dia seguinte, para o descanso. Mas só prevejo coisas grandes para Wyatt no futuro, não há muito por onde descer após uma prestação destas. Um candidato ao WWE World Heavyweight Championship bastante credível.

Seth Rollins derrota Roman Reigns e Brock Lesnar numa Triple Threat, com o cash-in do Money in the Bank, após transformação de um combate “singles”, pelo WWE World Heavyweight Championship e ganha o título


Se calhar até já arrumo duma vez isto ao início, mesmo que seja referente ao fim. Fui um mark pré-púbere ao longo de toda a Wrestlemania mas com este final aqui eu desatei a saltar que até me desequilibrei e fui contra uma porta. Palavra de honra que fiz essas figuras e até o digo sem ponta de vergonha porque é para dizer o quanto isto foi bom e as emoções que causou. Mas é claro que também só digo isto a vocês, não ando por aí a dizer a quem está fora disso, limito-me, já era demais.

Terá algo a ver com o facto de que eu quase bookei este final? - ler o “Slobber Knocker” anterior. Não de todo, não enlouqueço com previsões acertadas. Previsse eu que o Lesnar squashava o Reigns como fez ao Cena ou que o Reigns saísse daqui um vencedor de cabelo ao vento. Foi o final perfeito e capitalizou na incapacitação de ambos Campeão e desafiador para que Seth Rollins fosse um oportunista exemplar e, ainda desse um ar da graça por um pouco mais de combate do que apenas um pin num inconsciente. Ainda teve que lutar um bocado para sair dali com aquele título que merecia e para fazer a plateia e o povo em casa enlouquecer.

Antes disso tivemos exactamente aquilo que devia ser e que, por alguma razão, muita gente se esqueceu. Viu uma estranha combinação entre Lesnar e Reigns para um bom combate como se eles fossem ter um combate de wrestling ortodoxo. Acho que já era mais que evidente que isto ia ser porrada velha e que Lesnar ia apenas ser Lesnar. No entanto dou todas as minhas vénias ao Reigns. E não me refiro aos seus momentos de supremacia em que conseguia dar a volta. Até porque nem era ao tornar-se um super-herói erguido das cinzas que ia conseguir o respeito dos fãs, mais depressa ficariam as vaias mais altas ainda. Era mesmo a sua atitude que ia definir a sua prestação e assim foi. Quando ele se ria da sessão de pancada que estava a levar e até pedia mais, vi que estava aqui um Roman Reigns diferente, o Roman Reigns necessário para fazer isto resultar. Como não se podia depender apenas disto para conseguir algo com resultado, houve Suplexes para toda a família.

Mas mesmo a nível físico, souberam como dar força a Roman Reigns sem reduzi-lo a um “Hulk up” que culmina numa sessão de “signature moves” aborrecida. Lesnar sangrava e bem e isso é que deixa Reigns forte, não é um Superman Punch milagroso. Até se suspeita o blading por parte do “Beast Incarnate” para dar um cheirinho da velha guarda aos fãs mais saudosos. E afinal, com tão baixas expectativas que muitos tinham – eu não tinha, mais uma vez podem ler a última edição do Slobber Knocker para o comprovar – deu-se um combate em que, sinceramente, não acho que tenha faltado nada. Se até teve um Seth Rollins a sair Campeão, é porque não faltou mesmo nada!

Um grande combate, um grande final, um grande momento inesquecível, a fechar uma grande Wrestlemania. Que toda aquela cantiga do “futuro da WWE” não seja apenas uma “tagline” e se concretize – só se fizerem asneira muito grande é que algo desce – pois Rollins já chegou ao topo e só vejo maravilhas para ele lá. À sua perna já tem Roman Reigns, Randy Orton e com certeza existirão muitos mais que gostarão de tentar provar aquele tão alto, prestigioso e a certa altura até ausente cinto. Um Campeão que está lá sempre e que nos pode prometer que só dará bons combates, com uma margem de erro muito ligeira. E um dos maiores momentos Wrestlemania do meu tempo já ninguém lho tira.

Os segmentos


Já é o costume e é normal que existam segmentos na Wrestlemania. Até podem contestar e dizer que não valeu a pena “depromover” a battle royal para o Kickoff para dar lugar a segmentos, mas no seu maior espectáculo é quando eles querem variar ainda mais a coisa e explorar o “entretenimento”, aquela palavra que eles parecem gostar tanto. Mas sim, como também é costume, a performance musical foi completamente inútil e essa é que serviu de pausa para casa-de-banho ou um lanchinho. E chamar “lendário” ao Travis Barker é um esticão bem grande, com todo o respeito ao seu trabalho.

Wrestlemania também é um palco para lendar e, para além dos Hall of Famers e do combate entre Triple H e Sting – muitos poderão considerar a linha que separa esse combate de um segmento muito ténue – ainda houve um segmento de backstage com ex-Campeões Intercontinentais a congratular Daniel Bryan pela sua vitória. Mais um festival de “mark outs” a adivinhar quem apareceria a seguir – eu já estava desde o início a anunciar o Bret repetidamente até ele aparecer. Com Ron Simmons a selar e tudo e nada falha quando esse homem entra e traz uma só palavra.

O maior segmento e a ser recordado como mais um grande momento Wrestlemania foi quando The Rock – cujo ar da sua graça já trazia muito – veio interromper a pomposidade da Authority que já lá estava a entranhar-se nos nervos da boa malta que assistia. Enquanto prolongavam o segmento, The Rock mandava as suas piadas infantilóides mas eficazes, esperavam que anoitecesse para o combate de Wyatt e Taker, mas ali o Sol brilha com longa dura. Mas o segmento não ficava por aí e a coisa tinha que aquecer ainda mais. Foi quando McMahon esbofeteia The Rock a desafiá-lo e a dizer que ele nunca bateria numa mulher, o que ele confirma, que este recorre a alguém que tem todo o gosto em fazê-lo – a Campeão da UFC e uma das atletas mais impressionantes e populares dos dias que correm, a sempre lindíssima mas intimidadora Ronda Rousey. Com direito a um “own” a Triple H e tudo e uma ameaça de arrancar o braço a Stephanie McMahon e levá-lo para casa. Possíveis razões que vejo para que não tenha havido um “armbar” ali mesmo: Ronda ainda não deve estar muito bem treinada para fazer o Arm Bar de forma segura de modo a que não parta mesmo o braço a Stephanie; para ficar um tease de algo mais que se possa vir a concretizar mais à frente. Um grande momento que levou o público ao rubro e Ronda Rousey é bem-vinda sempre que quiser, claro. Aliás, a malta está cá à espera!

Com tudo já analisado, creio eu que tenho tudo no sítio, fica uma conclusão muito simples e que nem difere muito do que se vê por aí: mas que grande Wrestlemania! Um evento muito completo, cheio de grandes momentos a recordar no futuro, fortes emoções e até imprevisibilidade, factor a que eles têm tanto receio de recorrer, houve. Só tenho louvores a dar a esta Wrestlemania e digo-o: fui um mark todo o tempo, entretido de início ao fim. Isto de assistir a wrestling com olhos adultos às vezes é chato, se me fazem sentir como se tivesse 12 anos o tempo todo, só tenho mais vénias a fazer. E até agradeço.



Tenho que concluir de uma forma que nem acho que seja exagerada, até porque já vi críticos consagrados a pensar dessa forma extrema. Fiquei a ponderar se a colocava à frente da Wrestlemania XXX, que considerei muito boa e que me deu momentos daqueles a ser recordados e até um momento que, para mim, será “o” momento Wrestlemania da minha vida como espectador de wrestling – o fim da streak. E acho que, de modo geral, posso fazê-lo e considerar esta Wrestlemania superior e como uma das privilegiadas numa selecção das melhores entre todas as 31. E com certeza que permanecerá como uma das favoritas pessoais, no que diz respeito aos meus tempos como assistente – não contando com as que vieram antes do meu tempo.

Agora quero saber o que vocês acharam, o que mais gostaram, se acham toda a aclamação exagerada, o que acham do que eu disse, tudo isso. Até deixo a questão no mais simples para pegarem em tudo duma vez:

“Acham que a Wrestlemania XXXI teve qualidade para ser das melhores dos últimos anos?”

O artigo é todo vosso e encorajo a vossa participação, mesmo que já tenham muito possivelmente já falado muito acerca deste assunto. Que o façam no meu contexto porque podem haver muitas revisões mas não havia a minha, aberta às vossas.

Para a semana volto com um novo tema muito especial e com um anúncio muito importante que vos tenho a fazer, que espero que estejam cá para o ler porque ainda tem a sua importância. Até lá, espero que fiquem bem e que já tenham recuperado da “Wrestlemania mood” que ainda fica no ar nos dias após ter passado. Vejo na próxima semana, com o tal “big announcement” que vos trago que nem uma Dixie Carter. Uma boa Páscoa a todos!

Cumprimentos,
Chris JRM



 
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